Gina, a mulher que tem um blogue

Gina, a mulher que tem um blogue

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

No fim-de-semana*

No fim-de-semana fiz então os tais crumbles: maçã, banana e ameixa. Qualquer um dos três sabores é bom, só por dizer que a maçã é rainha e soberana, destronando completamente a ameixa e pondo grandes reservas na banana. Nos dois frutos que não a maçã, coloquei apenas sumo de limão, canela e açúcar ( o crumble no topo, evidentemente), muito embora a ameixa dispensasse o sumo de limão, como vim a perceber posteriormente, que por si só já é ácido que se farta. Ainda assim talvez volte a confecionar qualquer um dos crumbles que constituíram novidade no passado fim-de-semana, num dia em que me sobre fruta dessa qualidade ou num surto de apetite por doces iguais... Mas diferentes.

*...

Post do passado*

Então cá está ela, a foto das chaminés, tirada no mês passado, aquando das férias.




E o texto que lhe concerne.


18:05, piscina, por isso tão precisa nas horas que são, foi só virar um tiquinho a cabeça e pronto
De onde estou sentada vislumbra-se parte das chaminés daquela casa branca e linda. É uma vivenda enorme que quando fiquei hospedada no terceiro andar, num ano anterior, se destacava imenso no meio da vegetação circundante. Tirei inclusive fotos (como hoje) e depois cortei e melhorei uma delas, acabando por colocá-la no cabeçalho do blogue. Agora penso que, quiçá quando chegar a casa pesquise a foto de então e inclusive o texto, ou os textos, que escrevi em relação a estas duas chaminés.


*...

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia Mundial da Fotografia. A que apresento abaixo é de ontem à tardinha. Olhei a perspetiva, achei graça ao facto de a estátua estar meio escondida pela folhagem e cliquei.
Olhei a perspetiva e achei graça...
Olha-se a perspetiva e acha-se graça a um qualquer ponto de interesse no momento e tem-se vontade de fotografar. Não será sempre assim?


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Cliente

Alzira manda copiar quatro chaves por uma que traz consigo.
Então e o senhor Joaquim?
Já foi almoçar.
Alzira está gorda. Menopausa, a etapa mais pesada da vida duma mulher.

Depois & Antes

Depois do almoço:
Lisboa, praça de Londres
Dezoito de agosto de dois mil e quinze
Treze horas e trinta e oito minutos
Vinte e oito graus ao sol

Antes do jantar:
Lisboa, avenida Gago Coutinho
Dezoito de agosto de dois mil e quinze
Vinte horas e onze minutos
Vinte e um graus à sombra

Almoço

Bolo de Bolacha para o senhor da mesa ao lado. Bolo de Bolacha, o pecado em duas frentes. Manteiga; Açúcar. O Café a cortar o mal, mas ingloriamente.
Atente-se nas maiúsculas, está lá tudo.

Quem dera

Está com tão bom aspeto: saudável e feliz.

Encontrei

Encontrei uma moeda de cinquenta cêntimos junto à paragem dos autocarros.
Quem perdeu uma moeda de cinquenta cêntimos junto à paragem dos autocarros?
Eu não.
A mim coube encontrá-la.
A partir daí guardei-a, longe da religiosidade, e creio que já a gastei.

Encontrei

Encontrei um cêntimo ali assim mesmo debaixo da badana da bandeja... Badana da bandeja, isso existe?! Bom, encontrei-o ali sozinho, o pobrezito.

Tenho algo mais

Tenho algo mais a contar acerca do canhotismo*. E eu que me tinha esquecido de registar que uso a mão esquerda para mexer no rato do computador. Lá em casa, no estaminé não. O pior é no portátil, que a ventoinha está do lado esquerdo e aquece-me a mão pra caraças. De resto, tudo bem. E porque é que eu sendo dextra me oponho a sê-lo neste particular, não é. É. Então, é porque assim descanso os tendões direitos numas vezes e os tendões esquerdos noutras.


*...

Afinal

Afinal o verniz assim claro* e mais não sei o quê é dado a espaços. Hoje, quando o dia clareou, deu pra ver isso. Talvez a purpurina sendo mais que muita não deixe o pincel abrir em todo o seu esplendor e vaidade. Ou é imprestável, pouco pelo e tal. Depois, olha, fico com as laterais das unhas mais largas – polegares e médios – por preencher.


*...

Post ulterior

Eu estava ao balcão para pedir um copo de água e, esquecendo o castelhano, pedi à portuguesa:
Dê-me um copo de água natural, por favor.
A senhora do bar despachou-se e encheu um enorme copo de água gelada e eu, que sou poupada, deixei-me estar assim. Enquanto engolia a água, não tão avidamente quanto a minha sede clamava, que eu cá não curto água gelada, ia revendo mentalmente a frase que devia ter saído da minha boca:
Uno vasito de água non fresca, por favor.
Mas não.
Dê-me um copo de água natural, por favor.
Caraças, pá.
Entretanto, ainda enquanto ia engolindo a água, um senhor que estava do lado de cá do balcão, como eu, aproveitou a deixa e exclamou:
Já não há nada natural!
Achei aquela entrada um tanto ou quanto esquisita, eu só tinha muita sede, mais nada. Engoli rapidamente o conteúdo do copo e pedi mais. Neste intervalo o homem perguntou-me:
Então em Portugal, como vão as coisas?
Fiquei parada nada de tempo, de copo na mão, contendo o resto da sede, e:
Olhe, se eu estivesse em Portugal, estava a trabalhar, assim, como estou aqui, estou de férias!
Portugal estava ótimo, portanto.
O homem não estava nada a fazer-se a mim, ora essa. Os homens não querem nada comigo, há uns que até fogem.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Pintei

Pintei as unhas de prateado, tenho as unhas com purpurina e cola, por assim dizer. Estou só à espera que sequem um pouco para lhe aplicar o secante oleoso. Ia ser fixe poder escrever este post, sim, claro, como de resto é o que estou a fazer, mas não só, também ia ser fixe poder ver-se eu a digitar com os dedos em riste para não estragar a manicura. Purpurinas. Ah ah. 
Já secou?
Já.
Pintar as unhas com estes tons tão claros é... também... fixe... pobre em vocabulário, eu, hoje. Agora que já me besuntei com o secante oleoso, digamos que faço o que posso para untar todas as teclas do meu teclado.
Mas a cor clara do verniz, ora bem, então, é que assim posso esborratar à vontade que nem se nota nada.

Jantar: spana quê?!

Spanakopita de espinafres e salmão*. Só por dizer que substitui o salmão por frango previamente frito em lume alto e mais previamente ainda temperado com o que há de melhor: sal, pimenta, alho, alecrim e sumo de limão. Esqueci-me foi de não dar um entalão muito quente aos espinafres. Pois, paciência. É que não convém irem muito murchos, logo, muito húmidos, por conta de ainda estarem uma boa meia hora no forno. Mas não há-se ser nada mais que ensopar um pouco o arroz que está por baixo. Um pouco, espero que não muito. Bem se vê que neste modo descritivo em que me encontro ainda não tirei o tabuleiro do forno, sei lá eu se está tudo empapado ou então não, ora essa. O arroz também estava muito bom. Bem temperado, como se quer na receita, que desse pormenor lembrava-me eu. Tanto assim que lhe acrescentei cenoura e pimento vermelho e estames de açafrão. Sim, sim, açafrão em estames, nada daquele pó amarelo que pouco sabor acrescenta e/mas colora de amarelo o mais que pode.


*...

Eu disse

Eu disse que ia à procura das chaminés brancas, não disse? Então, em vinte e oito de outubro de dois mil e dez disse assim:


Retirei a imagem do cabeçalho do blogue, gosto de mudar. Assim à partida acho que quis mudar porque já não é Verão e esta é uma fotografia que lembra o Verão, as férias, o lazer e afins. Tudo isso passou, não faz sentido uma imagem desligada do tempo em que vivo agora.
A paisagem é a que eu via do apartamento onde fiquei instalada este ano. Não foi a primeira vez que esta paisagem me deslumbrou, já conheço o sítio há alguns anos, mas foi a primeira vez que a fotografei.
A fotografia não está no estado original, eu modifiquei-a. Pu-la mais baixinha e alterei-lhe a cor para esta assim turquesa nas águas mediterrânicas, verde vívido nas árvores e um branco luminoso naquela espécie de castelo. Ficou bem. É uma fotografia muito bonita no original também.
Queria ainda falar da espécie de castelo: passando lá ao pé não tem nem metade da imponência ou da graça que tem visto de longe. Se não tenho calcorreado algumas ruas à procura para o ver de perto era bem capaz de não lhe ver o rasto, passa despercebido. Visto de longe parece uma jóia singular.
E é assim. Férias... Para o ano há mais.


E a fotografia era assim:





Este... Ano... A... Foto... Foi... Esta.


...


...


...


Hum, tenho de a ir buscar ao disco externo. Fica então para outro dia.

Comecei com isto

Comecei com isto de apanhar flores há para aí dois anos e meio. Na altura ia passear o cão aos sábados de manhã e entretinha-me assim. Ia também às compras e conversava circunstancialmente com a merceeira. Comprava fruta e legumes. Ocasionalmente um pote de mel ou chocolate em pó. Bolachas. Farinha de trigo. Ovos. No tempo dos morangos é que era bom. Ela tinha-os da melhor qualidade que pode haver. Se eu disser que os morangos eram vermelhos e carnudos passo ao lado da originalidade. Depois descia a rua dando o lado direito à biblioteca e o esquerdo aos prédios azuis. Quando chegava a casa tratava primeiro das flores do que das compras, sei lá, a urgência era tão maior. Ah, já me esquecia, as flores colhia-as no caminho que fazia depois das circunstâncias que vivia com a merceeira, e do passeio. Que flores eram...? Ora, umas quaisquer, num sábado que calhasse.


Bolachas de Tomilho

São fáceis de fazer e boas. Fáceis porque são feitas no processador. Boas para quem gosta de bolachas salgadas, portanto: não doces. Deixo receita abaixo da foto, não sem antes deixar uma nota explicativa deveras necessária:
Estas bolachas contêm queijo parmesão. O queijo, derretendo por força do calor do forno, e o iogurte, conferem às bolachas uma textura mole, quer isto dizer que o aspeto das ditas nunca parecerá cozido e ficarão sempre moles no centro, se bem que crocantes na extremidade. Tudo bem, ok, é mesmo assim.





250 garmas de farinha de trigo
1 colher de sopa de tomilho seco
1 colher de chá de sal
100 gramas de manteiga amolecida
50 gramas de queijo parmesão ralado
1 iogurte natural (125 gramas)
sementes de papoila quanto baste


Coloca-se os ingredientes secos no processador e pulsa-se ligeiramente. Junta-se a manteiga e o queijo, aqui deixa-se o processador atuar até que pareça que tudo se misturou, digamos que quanto tiver um aspeto assim como que esfarelado. É então que se adiciona o iogurte até se obter uma massa compacta. Retira-se do copo, molda-se num rolo e envolve-se em película aderente. Depois de ficar no frigorífico uma meia hora para solidificar, rola-se por cima das sementes de papoila (também se pode usar sementes de sésamo) que se espalhou sobre a bancada e corta-se em bolachas de mais ou menos um centímetro de espessura. Leva-se as bolachas ao forno a 180º durante 10 minutos.

Nota: esta receita foi inspirada no programa Prato do Dia do canal 24 Kitchen, cuja apresentadora é a Filipa Gomes.

sábado, 15 de agosto de 2015

8796







Post ulterior

Chegou o momento de publicar as fotos em que elevei aos céus a minha máquina fotográfica montes de espetacular. Não é batismo nenhum, nem alguma dedicação ao deus da imagética, que é lá isso, é porque um dia desses vi numa imagem por aí alguém elevando o seu objeto de culto (um microfone, esse alguém era cantor), destilando poder e glória, e eu quis fazer igual, mas com a minha máquina fotográfica montes de espetacular. Isto de imitar os outros é deveras infantil, bem sei, mas pouco me importa. E se revelo os meandros desta ideia, não é por querer divulgá-la e apresentar falta de brio, mas porque a acho engraçada e a quero registar.




sexta-feira, 14 de agosto de 2015

8794

E o trabalho que isto deu?! É que além de ser cada palavra em seu post, ainda tive de fazer a coisa ao contrário para ser legível. Ah ah. É que assim, na vertical, é difícil de ler, ninguém vai obviamente perceber porra nenhuma, se bem que eu espere ter montes de piada com isto. Ah ah. É ir lendo por aí abaixo, em querendo. Obrigadinha. Ah ah.