Gina, a mulher que tem um blogue

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sábado, 4 de outubro de 2014

Esta manhã

Esta manhã andava a passear a cadela quando passo por aqui (foto abaixo do texto).
|Este post devia chamar-se 'Vai haver casório'|
E eis quando me lembro dos meus pais. Há dias, por altura do casório...
|Este post devia chamar-se 'Vai haver casório'|
... Deixei o carro não muito longe do local que a foto retrata, tínhamos de ir comprar um artigo especial que a minha mãe esquecera em casa, o qual lhe era mui necessário para o dia do casório...
|Este post devia chamar-se 'Vai haver casório'|
... Dirigi-me ao parquímetro e quando voltei ouvi-a dizer: 'António, vês, quando a gente está lá em casa e tu dizes assim: onde é que andará agora a minha filha...?, é por aqui que ela anda!
Enquanto caminhava em direção a eles notei que me observavam os passos, sintonizados no mesmo sentimento, observavam-me com olhos de pais octogenários, aqueles pais que tem o dever cumprido, aqueles pais que têm as suas preocupações para com os filhos quarentões mas ao mesmo tempo reconhecem que eles sabem tomar conta da própria vida.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Vai haver casório

Já houve casório. Este é o capítulo oitavo. Na foto estamos as duas de mãos dadas. Eu estava um pouco retraída porque não gosto de posar para as fotografias de álbum, sinto-me hirta, de uma hirteza postiça. Ela deu-me a mão, diz que me queria ao pé dela, eu que me deixasse de coisas. Fiquei. Não foi a primeira vez que demos as mãos. Ela foi a minha primeira sobrinha, no dia em que nasceu eu tinha dezasseis anos, e era lá em casa que vivíamos todos. Dei-lhe tantas vezes a mão. Pode esta não ter sido a última...

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Vai haver casório

Já houve casório. Este é o capítulo sétimo. Havia música como deve ser. Quando digo música como deve ser quero dizer música a sério. Quando digo música a sério quero dizer músicos e cantores profissionais. Dos cantores, a saber: Berg; Áurea; Patrícias. O Berg é o vencedor do programa Factor X, a Áurea é a que canta 'scratch my back', as Patrícias são aquelas duas meninas que em programas de tv fazem as back vocals, e já agora devo dizer que acho esquisito designarem-se assim as coristas, como se em português não existam palavras. Dos músicos, não conheço nenhum nome. Desculpem lá, 'migos. Ou então deixem lá isso, ninguém lê este blogue.

Vai haver casório

Já houve casório. Este é o capítulo sexto. Lenços de assoar. Pois, não precisei. E eu que andei a escolher um pacote bonito e mais não sei o quê... Não chorei. Nadinha, nadinha.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Vai haver casório

Já houve casório. Este é o capítulo quinto. Maquilhagem. Um pouco do colorível depois de colorido, só um pouco.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Vai haver casório

Já houve casório. Este é o capítulo quatro. Neste post apresento o vídeo com a canção que a Ana escolheu para ser ouvida pelos presentes enquanto percorria a passadeira vermelha, de braço dado com o seu pai. Qual marcha nupcial qual quê... Alegria; felicidade; júbilo. Houvesse disso um bom bocado, era o que ela pedia.


Vai haver casório

Já houve casório. Este é o capítulo três ou lá que é.
No dia do casório, de manhã, estive um bocado desocupada uma vez que o casamento era à tarde e eu tinha tudo adiantado e despachado, roupas, banhos e afins. Também tive mais tempo porque no evento não havia o passo 'ir ter a casa da noiva', todos sairiam de suas casas em direção à quinta onde se realizaria a cerimónia e a boda.
Só que... E há sempre uma coisa destas, a minha mãe, que estava hospedada na minha casa por estes dias, queria tanto mas tanto ver a noiva antes do resto da festa. Fomos para lá, afinal. A noiva tinha avisado que não queria choradeira e que ela própria não iria chorar, que era um dia de felicidade e não queria ver lágrimas nenhumas, mas assim que a minha mãe a avistou largou a chorar. Pois é, eu cá não chorei. Pois é, ela ia-se desmanchando quando quase ao fim da festa discursou, agradecendo a vida que pais, avós, principalmente os paternos, restantes familiares e amigos lhe proporcionaram, que todos fomos importantes na sua formação. Mas não chorou, durante o discurso a voz embargou-se-lhe por três ou quatro vezes mas conteve-se estoicamente.
Agora que escrevo de choros no casório e isso assim, me lembro do seguinte: o meu irmão ia de óculos escuros e a dada altura, ao percorrer com a filha a passadeira vermelha que terminava no altar, a assistente do fotógrafo de serviço pediu-lhe que retirasse os óculos. Ele retirou... E limpou as lágrimas.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Vai haver casório

Já houve casório. Ocorreu no sábado passado, dia 13 de setembro, deixo hoje as fotos. É certo que me sinto um tanto ou quanto reticente em as publicar devido à má qualidade de algumas, há fotos desfocadas ou descentradas ou mal enquadradas. Paciência. São todavia valiosas, apresentam momentos felizes, basta querer vê-los.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Ontem

Ontem, assim que cheguei da viagem ao Alentejo (fui levar os meus pais a casa), pus-me de roda do computador a passar as fotos do casamento e todas as outras.
No casamento tirei poucas fotos, para aí umas cento e cinquenta, o que realmente nem parece meu, eu que sou tão amiga do clique.
Depois agrupei as fotografias por dias e fases e finalmente eliminei as que efetivamente não se aproveitavam. Claro que algumas (das que guardei) não estão lá muito bonitas ou nítidas mas vale a pena guardá-las por causa daquela coisa que se chama posteridade, porque os sorrisos ou gestos que demonstram, mesmo mal enquadrados, são partículas do dia que não quero esquecer, vai daí quero lá saber se as fotos não estão boas e mais não sei o quê...

(daqui a alguns dias publicarei as fotos que achar por bem publicar, a noiva marimba-se para o anonimato e a exposição gratuita)

Vai haver casório

Já houve casório. Vou descrever o acontecimento ao pormenor, mas talvez o faça aos poucos, conforme me for lembrando, neste momento não sei bem.

Na véspera do casamento fui lá para casa ajudar, o que não é novidade no blogue uma vez que fiz um post de última hora a anunciar isso mesmo.
Cheguei lá e a Ana estava a dar banho ao cão, no dia seguinte ia tirar uma série de fotografias com a cadela – sim, é uma cadela – e era preciso alindá-la um pouco, lavou-lhe inclusive os dentes e colocou-lhe o lacinho de renda branca, para ver como ficava. Ficava bem.
Depois fui ajudando a mãe da noiva nos preparos da casa. Limpei o pó a muitos dvds e espirrei duas vezes, repito: duas vezes, dois valentes espirros mas, repito: apenas dois... Ficou a doer-me a cabeça o resto do dia.
Vi a noiva ensaiar o penteado e a preparar outras coisas, pôs-me a ouvir a música que se escutaria enquanto ela e o pai percorreriam a passadeira vermelha, andei por ali a cirandar, a ajudar, jantei envolta em familiares e em conversas e em assuntos que me dizem coisas, ou seja: dentro dos quais e ao pé de quem não me sinto excluída.