Gina, a mulher que tem um blogue

Gina, a mulher que tem um blogue
Mostrar mensagens com a etiqueta Gina a Mulher que Tem uma Mota.... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gina a Mulher que Tem uma Mota.... Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Tenho um amigo
(muito, muito, muito amigo das minhas motas)

Tenho um amigo que me disse assim:
Ó Gina, noutro dia vi da minha janela vocês montados na mota, descendo a avenida, sabes o que me fez lembrar?
E eu:
Não.
Duas pessoas a escorregar numa tábua! Ah ah. É que não se via a mota...! Ah ah. Só vocês todos enchumaçados. Ah ah. Cobriam a mota toda. Ah ah.
Entretanto a minha mota ficou maior, ou seja: é outra. Um dia desses, lá no fórum, alguém dizia para o Luís:
Olha, esta mota é grande, mesmo com vocês dois montados nela vê-se que a mota é grande.
Pumba, coiso, vá.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A viagem da minha vida

A viagem da minha vida pode ser aquela que fiz há dez anos, dois mil e quatro, andei por França em direção a Paris. Foi lindo, experienciei uma série de novidades e houve surpresas maravilhosas, sabia lá eu que França era assim tão cheirosa e arranjadinha.
A viagem da minha vida pode ser aquela que fiz o ano passado, dois mil e treze, revisitei França, mas não nos mesmos lugares e estradas, e também Espanha, Andorra e Itália. Foram quinze dias completamente loucos e invulgares, nunca tinha feito tantos quilómetros em tão poucos dias.
A viagem da minha vida pode ser a primeira vez que andei de mota. A mota era do meu irmão. Eu tinha catorze anos, ele vinte. A viagem não durou mais do que cinco minutos. Para quem conhece o Pinheiro de Loures, imagine a distância que vai da rua do Beco até ao café ao pé da paragem das camionetas que vão para Guerreiros, Ponte de Lousa, Malveira e afora. Cinco minutos, talvez nem tanto. Berrei que eu sei lá. Que medo. O meu irmão ria-se da minha reação infantil. Não havia cá capacetes, qual quê. Apeei-me, cheia de tremeliques. Não me lembro bem mas acho que o meu regresso foi feito a pé.
A viagem da minha vida pode ser a primeira vez que andei de mota com o Luís, há cerca de um ano atrás. Para mim era a primeira vez que andava com ele, e era para aí a quarta ou quinta vez que ele próprio conduzia um veículo daquele género. Foi um bocado irresponsável, inconsciente e inconsequente de ambas as partes, no entanto não poderia ser de outra maneira, tinha de ser naquele momento, senão jamais seria, entretanto a consciência do medo far-se-ia sentir. Ora bem, a minha primeira vez com o Luís foi terrífica. Andar de mota à pendura tem a sua ciência e é preciso um sangue frio difícil de arranjar, a gente não pode contrariar as inclinações do condutor, arriscamo-nos a cair e a aleijarmo-nos seriamente. Descobri nessa altura que, se calhar, e tal, afinal, até nem quero morrer nem nada disso, qual quê, lembro-me de passar rente às frases que eu própria escrevi numa parede:
'Eu não quero viver. E tu?!'
… E sentir que queria tanto mas tanto e tanto viver.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Do almoço

O almoço de Natal do CPM já aconteceu, e aconteceu no CNEMA, em Santarém. Neste evento tirei poucas fotos, contrariando o meu costume, que as tiro às centenas. Mas não, há pouquinhas, pouquinhas.
Azedas, já as há, incrivelmente.
Viga, a sombra que se vê nela é a minha cabeça.
Pés de outra gente, bem, aqui fui buscar um hábito antigo, cada vez que vou a uma coisa destas fotografo os pés das pessoas.
Zoom do arvoredo, umas árvores mais perto, outras mais longe e tal...
Botas, as minhas.
Holofotes, porque sim.
Dedos, estava a ver umas coisas com a máquina ligada e notando os meus dedos cliquei.
Mamas, a ideia principal era fotografar o autocolante com o nick.
Cisnes, queria os dois de cabeça levantada mas eles não me fizeram a vontade, se bem que os seus reflexos se vejam na água, o que me anima.
Pôr-do-sol, lindíssimo, como de resto sempre o é.
Estrutura, porque sim.
Luva, caiu no chão e eu achei que ficava bem no ecrã, a luva e um pedaço da minha mota.
A fotografia mais gira foi aquela que não tirei: estrada número três, quilómetro vinte e tal, direção Lisboa, vi escrito num pilar sem tinta: amor, amor, tanto. Aquilo sim, era uma fotografia. E tanto.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Post do passado, há muito, muito, muito passado, e a verdade é que do passado se pode fazer presente, que é de resto o que estou a fazer

No passado dia oito de novembro, há portanto quase um mês atrás, fui a um evento do Clube Português de Maxiscooters e tirei montes de fotos, pois claro que tirei. Estava um dia cinzento mas também chuvoso e este post existe principalmente por isso, por causa da chuva que caía a foto abaixo está linda, veja-se os grossos pingos e as nuvens de vapor que os pneus das motas expulsam.
Entretanto devo dizer que na altura do dito evento fiz um post com uma catrefada de fotos, pois fiz, e não que isso constitua novidade, mas não cheguei a publicar esta em particular porque se notava demasiado bem as matrículas das motas e eu não quero cá confusões. Vai daí, andei montes de tempo para alterar a foto apagando as matrículas, ia-me esquecendo e esquecendo, e o tempo foi passando. Hoje é o dia. Ei-la.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Segundo

Logo de manhã, no elevador, a vizinha do penúltimo andar, notando o arsenal de motard que eu trazia nas mãos, disse assim:
Ah, agora é uma heroína! Não tem medo?
Respondi que não, mas depois, refletindo um pouco, reformulei a resposta:
Bem, às vezes tenho um bocadinho.
Ela sorriu e desenrolou uma história:
Sabe, as motas estão para a minha família como o aviões estão para os Kennedy. A minha mãe pedia-me tanto para eu não andar de mota... Um dia, era eu miúda, no tempo em que tínhamos uma casa de férias em Palhais, eu tinha um amigo que me estava sempre a convidar. Tanto me convidou que uma vez fui com ele... Mas pouco depois senti qualquer coisa esquisita e disse-lhe 'para, para!'. Saí de cima da mota e olhe... Ele morreu a seguir, quando ia a subir para Guerreiros.

Salva, esta senhora, por algo transcendente. E nunca se sabe explicar estas coisas... Mas eu não vou morrer de acidente de mota, nada disso.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A pessoa

Modo infalível de dar nas vistas:
A pessoa percorre apeada grande parte da avenida Almirante Reis, Lisboa, envergando um enchumaçado casaco de motard e um volumoso capacete enfiado num dos braços.
Modo falível de dar nas vistas:
A pessoa ser a Gina, aquela mulher que tem um blogue.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é o dia de lembrar pessoas simpáticas. É portanto dia para a gente recordar, e no meu caso escrever, pequenos momentos em que tenhamos sido contemplados com a simpatia de alguém.

Ontem recebemos uma visita inesperada no estaminé. Passou por aqui, é um facto, mas teve a amabilidade de parar a mota e nos vir descobrir. Assim que o vi entrar notei-lhe o habitual sorriso franco e reconheci-o imediatamente, mesmo estando de capacete enfiado na cabeça. |Na verdade reconheci-o facilmente porque estou habituada a vê-lo assim, mas adiante.|
Companheiro, fiquei de queixo caído, falamos do estaminé a tanta e tanta gente e acredita: não é comum alguém dar-se ao trabalho de nos descobrir e tu fizeste-o com uma sinceridade incrível. Obrigada.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Posta-restante

Acerca do fim-de-semana que passei fora, não escrevo como foi. Primeiro porque foi muito bom, segundo porque foi bom, terceiro porque foi mais ou menos divertido, quarto porque foi um tanto ou quanto aborrecido, quinto porque foi chato pra caraças.

Vou contar do evento
Não vou contar do evento

7 de novembro de 2014

Daqui a nada vou para o ginásio para uma aula de Pilates e depois vou, finalmente, para casa. Quando chegar jogo-me a fazer um bolo de banana e enquanto ele coze, janto, faço a cama de lavado e ponho a máquina a lavar.
O bolo de banana é para levar amanhã de viagem, vou até Peniche passar o fim-de-semana.
Agora a minha ideia é fazer um diário durante este fim-de-semana e depois apresentá-lo no lbogue... ai perdão, blogue para a semana. Logo vejo se faço isso ou então não.

10 de novembro de 2014

Pois é, não fiz, não rascunhei porra nenhuma, nem sequer peguei nos papelinhos. Também não fiz o bolo nem a cama de lavado. Mas durante estes dois dias estive sempre com o meu escrever na lembrança. Deixei também muitas imagens por captar, mas mesmo assim captei 541. Claro que chegada a casa fui passá-las a limpo e devo ter apagado mais ou menos umas 100.