Trazer do armazém:
bués sacos prás chaves.
Gina, a mulher que tem um blogue
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Primeiro
Dez para o meio-dia e eu que hoje ainda não pus nada no blogue, oh céus. Vamos começar. Pergunto. Vamos.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
De abalada
Não terminei a segunda montra, o que lamento, e tenho o balde cheio de água mas sem o detergente, há esfregona nova e tudo. Já dispenso o lembrete no espremedor, o costume é juntar o detergente no dia seguinte.
Nove mil
Eis que chego aos nove mil posts e registo o caso especial com fotos d' ontem à tardinha, tiradas no terceiro esquerdo dum número dezasseis. Havia saído com o meu colega, indo a gente os dois direitos a uma casa desabitada, daí o à-vontade em fotografar. Ei-las.
Ontem foi 15 de setembro, pá!
Ontem foi dia 15 de setembro de 2015. E eu que me esqueci de registar que o 15 de setembro é montes de registado em França letivamente falando. Nous alons à l' école le 15 septembre. Sério, fartei-me de ouvir esta frase quando andava nas aulas de francês do Ciclo.
8998
Começo o dia com uma capicua no número de posts que este blogue tem. Qualquer dia rebento com ele.
Era tão giro e fixe e interessante e curioso que o número de posts chegasse à dezena de milhar precisamente no dia em que completasse uma década de presença na blogosfera, o que acontecerá a 14 de abril de 2016. Então vejamos se dá para tal, ou por outra, vejamos se não sai fora deste balanço:
Rabisco entre 100 a 200 post em cada mês. Raramente são menos de 100, sendo muitas vezes quase 200, ultrapassando ainda mais vezes os 200, havendo inclusive vários meses com mais de 300, portanto vamos fazer uma média de 150 posts por mês, vá, para não exagerar. Se faltam cerca de 7 meses para a data futura que estamos a tratar, 150 vezes 7 é igual a 1050. Pronto, em princípio conseguirei o intento, só não sei se me contenho, pois neste momento, neste post, o blogue apresenta uma média (certeira, não suposta, como a média anterior) de 236.78947 posts por mês, ora se estipulei uma média de 150, vou ter de me conter um bocado, ai vou, vou.
terça-feira, 15 de setembro de 2015
De abalada
A água está no balde, aguarda o amanhã. O escadote está fora do lugar, tenho coisas para arrumar, depois arrumo-o também. Talvez seja boa ideia, amanhã, focar o pensamento noutras histórias, ou antes nas histórias doutra gente que não eu, o que não me falta é rascunhos.
Coisas
Árvore amarela
Está no ponto normal e natural do fim do verão, esperando o apogeu que ocorrerá durante o outono, acerca do qual, espero, darei notícias. Ultimamente, não ter falado da árvore amarela é propositado, não vá eu ficar demasiado expectante e se me acabar o encanto.
Lugar da musa
Café: bom; leitura: aqui, revelo aqui, quero eu dizer, que normalmente é no lugar da musa que me dedico ao livro, apenas uma página, hoje, oh céus. Nessa página apareceu um terceiro elemento, nada a ver com o fotógrafo ou o homem que tem uma loja de armas, é que importa a história continuar interessante. Enquanto aponto estas coisas, na mesa ao lado um senhor agita a perna direita, lê mas está ansioso. Isto não é especial, bem sei, mas registo.
Banco hater: porquê esta minha preferência? Há um outro banco com duas mãos pintadas, tipo como fazem as crianças no jardim de infância, põem as mãos em alguidares de tinta acrílica e depois levam-nas até uma parede, montes e montes de crianças, turmas inteiras, meninos de quatro e cinco anos, depois é toda uma parede pintada com mãozinhas às cores. Há um outro banco que diz 'si', não diz 'hater', diz 'si'. Há ainda um outro banco onde está um rabisco ilegível. Escolhi o banco hater, pronto, e nem tenho de saber porquê, mas gostava.
Senhora do banco
Como está a senhora; bem; (não, a senhora está doente em duas frentes, uma delas é atrás).
Segundo
Cá estou eu, pela segunda vez no dia de hoje. Meio-dia e quarenta e três e ainda nem escrevi coisas. Ah. Pode dizer-se que tenho andado a manhã inteira assoberbada, pode dizer-se que por ora impera o senso de responsabilidade e pode ainda dizer-se, num patamar mais desprendido, que tenho sido toda a manhã abordada pela palermice, uma vez que todo o trabalho é inglório. De tarde escrevo coisas. Árvore amarela; lugar da musa; se consigo ler o livro do momento ou então não; banco hater, senhora do banco, esse tipo de coisas.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
De abalada
'Só água', escrito num papelinho, em cima do espremedor, tipo lembrete, antes que amanhã não lembre de juntar o detergente.
Pois é
Há pessoas que dizem ah tu hoje estás irritado(a)/aborrecido(a) e ao depois perguntam à laia de gozo então ainda não tomaste aquele comprimido que tomas de manhã para a maluqueira. Geralmente essas são as pessoas que nunca sofreram uma maluqueira séria e tampouco precisaram de tomar um comprimido de manhã (ou dois, para atuar em duas frentes, e outro à noitinha, como reforço duma dessas frentes) para conseguirem trabalhar ou tão-somente se sentirem gente ou ainda para manterem longe a ideia de que um tiro nos cornos não deve doer muito.
Cena de gaja
De vez em quando choro sem motivo pensado previamente. Num repente, portanto. É cena de gaja, não é. É. Hum, ok, vá, quando vir um gajo qualquer vou-lhe perguntar se ele também sente assim, não é. Não.
A precisar de tradução
Traduzir os pensamentos é premente. Sempre. Quando sou incapaz de o fazer, asfixio. Ou parece que asfixio. Ou penso nisso, vá.
Ó Gina
Ó Gina, consegues escrever 'fulmino-te com o olhar' por outras palavras?
Sim.
«Olho-te ao comprido e deixo-te todo queimado.»
Sim.
«Olho-te ao comprido e deixo-te todo queimado.»
Tenho um amigo
Tenho um amigo que tem um amigo que vende aqueles fumos saudáveis, nos quais imensas pessoas confiam para lhes retirar o vício de fumar e ainda estarem a fazer um bem do caraças a si mesmos. O meu amigo contou-me que o amigo dele lhe contou que aquelas cenas dão uma sensação de bem-estar, que se fica calmo (e assertivo...?!).
Tipo assim como quando se fuma uma ganza, perguntei eu ao meu amigo. Pois, respondeu ele.
Então é assim, já não preciso viver perigosamente à procura dos dealers para adquirir uma simples ganza, que eu cá ainda sou virgem nesse campo e queria muito tirar-me os três. O que tenho a fazer é ir à loja do amigo do meu amigo e pronto. Tão fácil. Sim, sei onde é. Ah ah.
Cliente
Ó menina, diga-me, percebe alguma coisa disto?
|claro que não 'migo, estou aqui para escrever'|
|claro que não 'migo, estou aqui para escrever'|
Alterações no estaminé
Nesta rua lisboeta sou conhecida - ao menos que seja (re)conhecida por qualquer coisa que brote de mim mesma – por andar às malucas com limpezas e mudanças de disposição dos artigos sempre que giro o espaço bai mai selfe, como acontece esta semana. Há quem diga brincando que 'patrão fora, dia santo na loja' mas não é seguramente esse o meu caso, que trabalho mais se estiver sozinha e ademais todas as responsabilidades são minhas.
Bom, andei a mudar e a limpar isto e aquilo, não só as montras, mas outros recantos. A bem dizer nas montras ainda mal mexi, mas mexi – muito - numa fileira de gavetas que estava mal-amanhada, desamparada e extremamente desaproveitada, umas continham coisas pouco usuais, ou mesmo obsoletas – tirei fotos que se podem ver neste post -, e apertei tudo, encontrando no fim três gavetas vazias.
Três gavetas vazias?! Sério?!
Sério. Arrumei portanto as luvas num lugar diferente. Ah ah. Fantástico.
Que fiz com a gaveta enorme que continha as luvas e que portanto ficou vazia...? Enfiei lá dentro os sacos de aspirador, os quais, pobrezitos, nem tinham poiso certo nem nada. Devem estar todos felizes, logo à noite, quando o estaminé sossegar, vão bailar e tudo.
Posta-restante:
Já aprontei uma das montras. De nada, ora essa, eu é que agradeço.
Olha eu a fazer filmes!
Este fim-de-semana fiz filmes pra caraças, eia pá.
1º
Meti-me no carro e pendurei a máquina no espelho retrovisor. Disse algo...
«olá, bom dia, isto vai ser uma filmagem estranhíssima, pus a máquina aqui pendurada no espelho retrovisor e pumba, vai disto, em som de fundo está neste momento a minha música, aliás, em som de fundo neste momento está o motor do meu carro (risos), depois há-de estar a canção, talvez a canção, a minha canção preferida de todos os tempos, não sei porquê esta coisa dos gostos e preferências não é muito a minha onda, eu gosto de tudo um pouco, mas esta canção tem algo especial, não sei se é por incluir vários andamentos, as vozes têm um timbre especial para os meus ouvidos, não faço ideia, o que eu sei é que esta música é a minha música preferida, provavelmente, muito provavelmente, então vamos ouvir e vamos... andar de carro! e andar aos trambolhões, não é?»
… acerca do tema musical que se iria ouvir e avisei os espectadores que a imagem não se manteria fixa, não sabendo, ainda, que tampouco se ouviria o resto do meu discurso, bem como o dito tema, quando o carro começasse a andar e a máquina balouçasse freneticamente. Uma nulidade que irá para o lixo quando terminar este post.
2º
Fiz o tal bolo de Nutella. Untei a forma. Liguei o forno. Preparei as duas partes: bati os ovos e aqueci ligeiramente a Nutella no microondas. Nesta fase liguei a máquina e pus-me a filmar enquanto juntava as partes. Calada. O plano era depois editar o vídeo, pô-lo a correr, mostrar os meus gestos em grande velocidade, e colocar uma musiquinha também ritmada. Ficou giro. Já está no blogue, aqui.
3º
Falei de cabelos e penteados da minha vida. A ideia era fazer um 'depois', que antes havia acontecido o 'antes'; fazer um 'antes&depois', quero eu dizer. Hum, ok, vá, o que eu estou a dizer é que há umas semanas fiz um filme a contar a vida da minha cabeleira e que nessa altura tinha o cabelo imenso, mas ontem não, que já fui tratar do assunto. Depois, ou antes, agora, ou seja, ontem, fiz um outro filme a contar o mesmo. Com a produção toda preparada, que pus capinhas bonitas nos pixéis dos filmes, contava, ontem, ou hoje, ou então num amanhã distante, não sei, isso era coisa que logo se veria, publicar um post no blogue onde pediria aos leitores que escolhessem qual dos filmes gostavam mais. Gostavam. Suposição. Não sei. É suposto...? Hum, vá lá, às vezes escrever dói tanto, acabei por não publicar nenhum dos dois filmes nem tenho vontade de.
4º
Apontei a máquina para uma parte da minha biblioteca e falei acerca dos livros que hei-de ler. De toda a lista de filmes feitos neste fim-de-semana este é o caso mais concreto, uma vez que os ditos filmes aparecem já aqui em baixo. É ver.
Do cabelo
O meu cabeleireiro descobriu um pelo na minha testa. Correu a buscar a pinça e eu ainda pensei que ele viesse de lá armado com lanterna e tudo, mas não.
O pelo era pelo para ter dois centímetros, eu puxava-o, logo após a descoberta e antes de o meu cabeleireiro vir de lá com a pinça, claro está, e na minha testa crescia uma pirâmide minúscula. Não, não se parecia nada com um corno, era um pelo, um simples pelo a repuxar a pele e a formar uma pirâmide, como já disse.
Outra coisa que cabe maravilhosamente neste post é... Bom, não cabe tão maravilhosamente assim mas faz de conta que cabe, é que assim esta visita fica despachada com um só post.
As suas amigas não lhe perguntam onde e que fez as suas madeixas?
Perguntou o meu cabeleireiro.
Não. Deve ser porque não tenho amigas.
Respondi eu. Ele riu-se.
O seu cabelo reage bem, tem umas diferenças de cor particularmente bonitas, por isso estou muito contente, pensei que as suas amigas fossem reparar.
Disse, ainda, ele. E eu agora acrescento que a expressão ‘particularmente bonita’ é da minha autoria, sei lá, fica bem, enfatiza o momento e tal. Depois parei abruptamente, e aqui não estou a enfatizar nada.
Que foto tão bonita...
São duas folhas de louro, muito embora não pareçam, que são tão arredondadas. Cá pra mim é resultado duma mistura que a Natureza fez, o cheiro delas não é tão intenso como umas outras mais bicudas e retiradas do mesmo ramo.
Que foto tão bonita...
Estava sentada numa mesa de café, esta manhã, quando se deu este clique. Não digo onde é porque depois vêm uns senhores cheios de maus modos ralhar comigo. Não. Mas a foto. Linda. Lembra maio, só por dizer que estamos em setembro. Ah ah.
Encontrada
Encontrei a minha pen. O interessante é que deixei passar dois ou três minutos e procurei-a novamente no sítio onde sempre a coloco e... Lá estava ela, cheia de calma, e depois eu fiquei tão contente.
Ó Gina, como vão as coisas?
As coisas, então as coisas não vão. Terminei os tratamentos de fisioterapia, esgotei o pacote, faltando apenas uma consulta da especialidade (ortopedia), a qual ocorrerá dentro de dez dias. Não, não é o sistema de saúde que é mau, neste caso sou eu que não contenho disponibilidade nos meus dias antes dessa data. Mas entretanto talvez nem vá, que não valerá a pena. A fisioterapia não valeu de nada. Sério. Vou mas é experimentar acupuntura, agulhas espalhadas pelo sítio mais bonito do meu corpo, fazendo manchas e furos e isso assim. Já marquei o primeiro tratamento e tudo.
sábado, 12 de setembro de 2015
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Posta-restante
Os meus bolos têm a particularidade de fazer as pessoas gemerem de prazer sempre que os saboreiam. Sério. Hum, dizem as pessoas. Hum. Sério. Fico felicíssima quando ouço os gemidos. E não estou a ironizar nem um pouco.
Post ulterior
E não é que me tenho esquecido de publicar a foto do bolo de aniversário da rica filha?!
Pronto, cá está ele, o
Bolo de Cenoura com Cobertura de Chocolate
Pronto, cá está ele, o
Bolo de Cenoura com Cobertura de Chocolate
Lugar da musa
Ó Gina, hoje leste alguma coisinha...?
Sim, uma página e meia. Custou-me pra caraças. Mesmo assim 'inda deu pra encontrar duas palavras inglesas mas aportuguesadas. Junto-as então à lista:
estoque
pedigri
Nota: neste post falo do livro 'Olhos Verdes' de Luísa Costa Gomes.
No descanso
Banco hater, amigo, deixa-me afundar a chicha em ti.
Tenho de passar a parar mais vezes para apontar as merdas do costume, que tenho deixado escoar umas quantas e acho isso lamentável.
Post inclinado
Subia a avenida e vinha sendo acariciada pelo sol. Este sol assim, pequenino, a fugir, de quase outono, é muito carinhoso para comigo.
Boa tarde!
Boa tarde senhora dona lagarta! Hum, a lagarta mais desejada de Lisboa não aparece, passaram umas horas e a flor de pétalas amarelas apresenta-se ainda mais cabisbaixa e envelhecida. Deito-a no lixo. É melhor, não é. É.
vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba
|Jorge Palma, Encosta-te a mim|
Mãe, o que é que a gente come?
'Ovvo' é o nome do restaurante que já visitei duas vezes. Visitei no sentido de restaurar o estômago, claro. Muito bom, o conceito, invulgar, uma vez que se preparam todos os pratos com o ovo, se não a comandar, pelo menos com um papel importante, daí o nome. O senhor que atende é simpático e prestável, boa pinta e tal, e não receia nem por sombras sugerir que experimentemos este ou aquele prato, e agora passei o relato para a segunda pessoa do plural porque não fui sozinha. Desta segunda vez, veja-se, lembrava-se do que havíamos comido na vez primeira: o Luís, caril de pêra e ovo com arroz branco; eu, bacalhau à canário, que mais não é que o verdadeiro bacalhau à Brás, isto segundo informação do senhor que atende. Nesta segunda vez obviamente experimentámos coisas diferentes: o Luís, escalopes com o ovo mexido e frito em forma de meia esfera e regado com molho holandês, acompanhado de batatas fritas às rodelas fininhas; eu, salada de alface, espinafres, ovos verdes, duas bolas de humus, uma de grão e outra de beterraba, tudo regado com uma mistura de azeite, pimenta e ervas.
Estava tudo fantástico, bom pra caraças. Acrescento ainda que ninguém me paga para publicitar o dito restaurante, só não digo onde é porque me está a dar preguiça, mas é pesquisar pelo nome.
Nota:
O título deste post é uma frase que contém uma história familiar com décadas. Uma das minhas tias do lado da minha mãe, em pequena, se a fome apertava – tempos difíceis... - perguntava à minha avó:
«Mãããe, o qué ca genti póóómi?»
Plano doce para o fim-de-semana
Planeio fazer o
'Bolo de Chocolate Mais Fácil do Mundo'
Vi num programa de tv
'Prato do Dia', apresentado por Filipa Gomes
Receita essa onde constam somente três ingredientes
Daí ser o bolo de chocolate mais fácil do mundo
4 ovos
200 gramas de creme de chocolate e avelãs (Nutella, ah pois!!)
2 colheres de sopa de farinha
Batem-se os ovos durante cinco minutos na batedeira, o que fará com que tripliquem de volume
Aquece-se um pouco o creme de chocolate no microondas para amolecer e ser facilmente misturado nos ovos fofos
Retira-se uma parte do creme e mistura-se nos ovos
Depois envolve-se esta mistura no resto dos ovos
Peneira-se a farinha para dentro da taça onde se preparou a mistura anterior e mexe-se
Leva-se ao forno numa forma untada de manteiga e polvilhada de cacau durante mais ou menos 40 minutos
Desenforma-se e pumba, coiso, come-se
Deve ser bom que se farta
Olarila
Olarila
Bom dia!
Bom dia senhora dona lagarta! Hum, onde anda ela...? Não a vejo. Fundiu-se com o olho da flor. Pudera, ora essa, se o sugou e lhe mordeu pétalas, fundiu-se!
|não há foto, que não me apetece|
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
De abalada
Hoje faltou escrever coisas. Enquanto houver amanhã... Como fazem as pessoas que sabem que vão morrer em três ou quatro meses? Apressam-se e sentem uma enorme ansiedade pelas vontades irrealizadas, creio. Então, pronto, amanhã continuarei a construir a minha vida num lbogue... ai perdão, blogue.
Lugar da musa
No intervalo grande não levei o livro porque hoje não conseguiria ler e blás.
Entretanto lembrei-me da minha falta de concentração para ler (a qual anoto sobejamente no blogue) e da nulidade que é a minha memória para relembrar os enredos que já li, o que poderá ser uma inerência ou então consequência. Seja lá como for são duas faltas que se misturam num mesmo ato: ler. Leio porquê ou para quê, se me é tão difícil... Quem dera encontrar risibilidade nisto, mas não.
Conta de cabeça
O número de vezes que me parece ouvir o meu telemóvel tocar é proporcional ao número de vezes em que efetivamente toca mas não o ouço.
?!
Eh pá, olha, mesmo a sério, caneco, a lagarta pôs ovos nas pétalas da minha flor!!! Vão nascer lagartinhas!!!
(borboletas...?)
Não sei se ria, ora essa, sei lá, vida é poder, não é. É.
...
lagarta, lagarta, lagarta
lagarta, lagarta, lagarta
lagarta, lagarta, lagarta
partida, largada, fugida!
lagarta, lagarta, lagarta
lagarta, lagarta, lagarta
partida, largada, fugida!
Novo episódio
Bom, a lagarta é resiliente e não é pouco. Continua amarelada, estendeu o corpo e agarrou-se a uma das pétalas. Assim de repente parece que suga, ou então é o seu pulsar, sei lá, mas sei que vai puxando a pétala para si. Pronto, assim mais ou menos como o tórax dos mamíferos, vai abaixo e acima com a respiração, não é. É. Então assim faz a lagarta, como num instinto de sobrevivência, vá.
Baza!
Malta: saiam-me da frente, por favor, que eu hoje borrifei perfume e apliquei rímel. Ah ah. Ná... É mentira, no rímel, lembrar disso lembrei, mas não cheguei ao concreto.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Masturbação
O bom de fazer coisas sozinha é ninguém se meter no meio. Vinha descendo a avenida e a pensar que é fixe escrever (porque estou sozinha) e gravar relatos (porque/quando estou sozinha). Entretanto a ideia assumiu um cariz sexual, porque sinto um prazer físico quando escrevo ou relato os meus pensamentos e porque há uma parte sexual no meu cérebro e então resolvi intitular este post como intitulei.
Ó Gina
Ó Gina, sabes escrever de modo a introduzir graciosamente a expressão 'húmido como o focinho dum gato' na tua prosa?
Não.
Lugar da musa
As pessoas estão atarefadas no lugar da musa, é a Escola a começar, compra de material e livros. Não todas as pessoas, afinal. Umas conversam. Eu escrevo. Em vez de ler o livro (Olhos Verdes, Luísa Costa Gomes). Mesmo dedicando pouquíssimo tempo à leitura, posso, e vou, acrescentar um item à lista de palavras inglesas mas aportuguesadas que venho construindo desde que iniciei esta leitura:
overectingue
Apontei muitas coisinhas e depois tive de rasgar as tirinhas para marcar em que papelinho parara.
Paro.
Agora.
Não.
Pus as tirinhas no pires. O moço que serve os cafés vai ser meu criado. Bem-criado, portanto.
Sonho(s)
Ultimamente tenho sonhado muito mas depois não me lembro das descrições, aparecem as imagens do sonho mas não as traduzo para palavras, não sou capaz, por isso não tenho registado esses sonhos no blogue. Porém, num patamar qualquer onde a vida me pareça real, o cobertorinho chegará ao blogue.
Tantas(os)
Tenho tantas receitas para copiar do blogue, imprimir e arquivar.
Tenho tantas receitas para experimentar, alguns programas aguardam na box há cerca de seis meses.
Tenho tantos vídeos para fazer e publicar.
Tenho tantas receitas para experimentar, alguns programas aguardam na box há cerca de seis meses.
Tenho tantos vídeos para fazer e publicar.
Dia soalheiro, ainda
Há um chapéu-de-sol no quintal da dona Luísa. Só lhe vejo metade, mas vejo. Metade. Adiante. O cão já se fez à casota. Fez ou não fez, não é. É.
Pode ser
Pode ser que sim, pode ser que o cortinado seja para estar corrido e a porta do roupeiro seja para estar aberta. Mas fecho tudo. Pode ser o pingo teimoso na torneira da cozinha. Coisas assim.
Vício
Vício é todos os dias, à mesma hora, sentir o desejo e até o toque daquilo. Do vício, chamar vício destemidamente, vá. Vício.
Ponto da situação
Agora é a hora depois de almoço, são três e não sei quê. Há horas que não escrevo porra nenhuma e, sendo assim, analisei rapidamente a situação da lagarta e planto-a já no blogue, ainda antes das merdas todas que rabisquei no lugar da musa, muito embora o assunto seja o mesmo nos últimos dois posts. Hum, a bem da verdade hoje ainda só tive cabeça (no estaminé) para a sondar a lagarta que habita na flor que me ofereceram no meio da rua.
Ponto da situação
Parece que a lagarta se tem alimentado do olhinho da flor, o que lhe confere um tom amarelado, não sendo por isso devido à desidratação, que é lá isso. No lugar dos pontinhos amarelos da flor, que é amarela, há pontões pretos ou castanho-escuro, ou lá que é. Amanhã torno ao assunto.
Foto da defunta
Mentes sensíveis: cuidado com o que aí vem.
Foto...
Eu ia tirar a foto. Ia. A lagarta mexeu-se e acabei por criar um post desarrazoado, mas como sou teimosa... Pumba, coiso, fica.
Notícias da lagarta
Morreu. Afinal sei que morreu, e sei lá se andou perdida nos confins do estaminé, arrastando-se por cima de pó e limalhas. Está, ainda, em cima do olhinho da minha flor de pétalas amarelas. Faço-lhe o funeral, não é. É.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Consultório
Havia duas senhoras na sala de espera e também um cheiro muito mau. Ao meu sinal de desagrado uma das senhoras que já me mirava desde o primeiro segundo fez uma cara de caso e estendeu o queixo para a outra que lia uma revista desatualizada e de lá não chegou a desviar o olhar, isto para provar que não era ela que cheirava mal.
A história está na certeza com que conto isto, uma vez que a verdade reside apenas no cheiro que estava na sala... Sim, bem sei, não me ajeito nada com histórias inventadas. Hum, ok, vá, é que entretanto, e isto é verdade, a senhora que não estava a ler foi chamada e saiu, logo, quem cheirava mal era a que lia. Bom, ao que parece também não me ajeito nada bem com isto de contar a realidade. Pode ser uma fase ou isso.
Novidade
Ei, malta, o Café Império tem cadeiras novas, vi-as eu a descer duma carrinha de marceneiro, e quem eu vi a descê-las provavelmente era o próprio marceneiro, e se era, então é pau pra toda a obra, passo o chavão, que não gosto nada de estar consciente de os usar, mas é que fica mesmo bem aqui - marceneiro, pau, e tal e coiso.
'Bora todos lá experimentar as cadeiras, vá.
A lagarta
Então, a lagarta d' ontem não tem nada que saber, mais não fez do que escapulir-se por entre as pétalas e descer aos confins do estaminé, ora essa. Por esta altura deve estar morta devido a desidratação, esses bichinhos são húmidos e isso assim, aqui havendo sobretudo pó e limalhas, isto nos confins, claro, difícil sobreviver, não é. É.
Viagem
Dia de trabalho a começar com boleia do rico filho.
'André, deixa a mãe levar o carro, que qualquer dia só sei o caminho de ir ao supermercado e vir de lá'.
Pois desta vez não aconteceu este meu comentário, quem trouxe o carro foi o rico filho, que não me apetecia nada meter as mãos no volante e, como creio que se sabe, as coisas que não apetece fazer, podendo passar sem as fazer... Pumba, coiso, não se fazem.
Mas dizia eu do dia de trabalho começar diferentemente. Então é isso, o dia de trabalho começou diferentemente: às duas e quarenta e três estávamos parados no sinal, por sinal - ai tão giro...- ao lado do lugar da musa. Num dia normal, por volta desta hora, já eu teria abalado de lá há uns bons vinte minutos. Trinta e dois graus na praça de Londres. A vaga de calor do momento dura desde sábado, há portanto quatro dias. Antes disso houve uma vaga de frio que durou não sei quantos dias e que me pôs de sobreaviso com a minha questão parva.
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
De abalada
Mesmo escrevendo ironicamente e até, quem diria, alegremente, dias há em que a vida é uma merda.
Consultório
Assunto d' hoje: santos e devoções a este ou aquele. Diz uma que 'não sei lá porquê, não me puxa para o santo António... a minha irmã é toda coisa por ele, eu não'
Planta à janela
Hoje não há notícias do lugar da musa nem da árvore amarela, muito embora a vida tenha passado por aí. Mas a planta à janela. A planta à janela está alta e densa, antigamente não era nada assim, apresentava um ar cuidado, sim senhores, mas frágil.
Afinal há quanto tempo dura esta minha atenção, este meu amor...? Vou pesquisar.
…
Pesquisei. Foi há sensivelmente um ano que o namoro começou. Transcrevo a primeira vez que.
Saudades de quê? De escrever telegraficamente. Sim. De rabiscar nos papelinhos. Sim. Do café às duas da tarde. Sim. Do sublime café do lugar da musa. Sim. Da rua mais bonita de Lisboa. Sim. Da lavanda que espreita daquele muro. Sim. Da planta no vaso que está à janela. Sim. De deambular por Lisboa. Sim. De ver a temperatura e as horas no relógio da praça de Londres. Sim.
|20 agosto 2014|
Pensando bem, e melhor, transcrevo mas é todas as vezes que.
Planta à janela, dizia eu há bocado? Nem vê-la, agora. Cá pra mim a planta era posta ali por alguém que estava de férias e como as férias se acabaram, coiso.
|20 agosto 2014|
Não é que se veja a planta à janela, mas quase. Tirei esta foto porque olhei de repente e vi muitos recortes e muitas texturas e poucas cores. Gostei tanto. Clique.
|9 setembro 2014|
Observei a árvore amarela minuciosamente. Auscultei-a. Pois. Com estetoscópio imaginário, não é. É. Não evoluiu, nem uma só folhinha desponta, ainda.
Observei a planta à janela sem advérbios. Observei com o substantivo 'curiosidade'. Tem mais folhas do que no verão.
|19 março 2015|
Listar
Vou fazer uma lista de palavras inglesas e/mas aportuguesadas que aparecem no livro que leio ao momento (Olhos Verdes', Luísa Costa Gomes). Até agora temos:
Caubóis
Marquetingue
Djines
Disaine
Juntamos:
Brifingue
Posta-restante
A lagarta que de manhãzinha apareceu na minha flor está a escapulir-se por entre as pétalas amarelas.
Aquela flor tem uma história que nunca contei. Há dias ia eu rua afora falando ao telemóvel com o meu cabeleireiro para marcar visita e afins, quando uma senhora me estende uma bela flor amarela com um cartãozinho atado ao caule, cartãozinho esse que anunciava um... Cabeleireiro. Ah ah.
Guarda-livros
O meu antigo guarda-livros telefonou. Perguntou-me
'Então como está esta senhora?'
É uma frase muito dele, como está esta senhora, depois nem me deixou responder, foi logo dizendo
'Continua gira, claro, só essa voz cristalina diz tudo.'
Agora eu podia dizer que acordei esta manhã rouquíssima e tal, qual cristal na voz qual quê, mas não.
Horas
São dez da manhã. Caminho na rua com uma banana na mão. Lembro o faroeste, só porque sim, que a banana nada tem que ver com a pistola. O 'só porque sim' tem especificidade, afinal, agora me lembro. É por sugestão da mente, há quem aponte a banana a alguém, brincando, claro que brincando, a fingir de pistola, então a minha mente sugeriu, é como que uma comparação automatizada, vá, é isso.
domingo, 6 de setembro de 2015
sábado, 5 de setembro de 2015
24
A rica filha faz anos hoje, 24. Portanto hoje tenho andado assoberbada com a preparação dos manjares que de celestiais não têm nada, sei lá eu se no espaço celestial há quem prepare manjares, ora essa. Então pronto, é isso, a rica filha faz anos, 24. E estou a preparar um post gigante onde, à semelhança como o que fiz no dia de aniversário do rico filho, a relembrarei indo buscar posts, muito antigos, antigos ou então não, acerca dela. Parabéns á rica filha, são 24.
Maternidade Alfredo da Costa
5 de setembro de 1991
1:00 da madrugada
Dei à luz um bebé do sexo feminino com 485 milímetros de comprimento, 3050 gramas de peso e mais uma série de coisas que não vou enumerar para não entediar os leitores, embora acrescente ainda que este bebé tinha aos pares tudo quanto era para ser aos pares.
Se no aniversário do mano escrevi acerca de algo que ele possui mais belo do que ninguém, à rica filha não tiram a glória do mais lindo sorriso do mundo, que eu não deixo, é dela.
De resto, a rica filha é um ser humano espetacular. Podia pôr-me para aqui a enaltecer-lhe as qualidades, mas não, fica assim, se ademais o que não falta neste blogue é posts acerca dela.
Parabéns à rica filha. São 23.
|5 setembro 2014|
Exclamei vivamente que a rica filha era parecidíssima com o pai numa determinada característica. Ela respondeu não menos vivamente que também é mórbida, como eu. Ia pedir-lhe um exemplo mas entretanto a coisa esfriou e ambas nos esquecemos de onde íamos, focando a conversa noutro assunto.
No dia seguinte, por via doutro assunto qualquer, que já não me lembro qual nem isso interessa, a rica filha, de semblante sério, declara:
– Temos de viver com calma, que vamos morrer daqui a muitos anos.
Faço um comentário insípido demais para caber neste blogue e pouco depois ela remata com uma questão:
– Então mãe, não reparaste que fui mórbida como tu costumas ser?
|16 maio 2014|
A rica filha comentou, ou lembrou, a mania que eu tenho de trocar consoantes e assim formar palavras estranhas.
- Como é que tu dizes pudim, mãe?
- Fudim.
Rimo-nos. A rica filha alvitrou que um dia mais tarde, daqui a centenas de anos, alguém vai encontrar o meu blogue e tentar provar que era assim que se escrevia em 2013…
|10 julho 2013
A rica filha publicou uma foto da cadela no fuçasbuque. Diz que os 'gostos' estão empatados com uma das suas melhores fotos.
- Então é sinal que é tão gira como tu.
Digo eu, toda despachada. A rica filha põe um ar sério e um niquinho desapontado e diz:
- Mãe, eu vivi no teu útero, podes ser mais carinhosa, por favor?
|12 maio 2013|
A rica filha diz que o que mais a atrai em ter um cão é que quando todos parecem odiar-nos ou não nos ligar importância, naqueles momentos terríveis que todos nós temos de suportar numa ou noutra circunstância, eis que um cão não nos larga, cheio de devoção, sem qualquer condição ou restringimento, independentemente de tudo.
|3 agosto 2012|
- Mãe, consegues parar o tempo?
Pergunta a rica filha debaixo duma evidente preguiça em rumar para o trabalho. Exponho-lhe francamente a vulgar ideia:
- Se tu quiseres o tempo para, na tua cabeça consegues ser e fazer o que quiseres.
Ela fita-me demoradamente e conclui:
– Mãe, esse assunto é bom para desenvolver, devias escrever um livro sobre isso.
Aconselho-a num repente:
– Lê o meu blogue, filha.
(A imaginação é tua. Na tua cabeça podes ser quem tu quiseres e pode acontecer-te o que achares melhor. Isto até ao momento em que a realidade dizima as ideias e destrona a imaginação. Irremediavelmente.)
|29 maio 2013|
Passei junto a um móvel e raspei com a barriga num dos cantos. Aleijei-me, mas coisa pouca, e friccionei a barriga levemente. A rica filha mirava-me atentamente. Preocupou-se:
– Aleijaste-te, mãe?
Disse que não, aquilo não era nada, não se ligasse. Ela ficou séria e olhou-me duma maneira esquisita. Depois disse:
– Eu vivi aí. Não é estranho? Como é que conseguiste aguentar? Como é que se aguenta um bebé dentro da barriga, mãe?
– Hum, tem de se aguentar. Entrou...
Ela faz um esgar de dor e repulsa, é tão sensível esta minha jovem filha...
No outro dia esqueci-me de dizer que aquando da visita ao hospital português, eu e a rica filha gingávamos sempre que o telemóvel dalgum utente, ou acompanhante, soava. Deve ter sido giro de ver, a gente a abanar o corpo ao ritmo desenfreado, ou então não, dum software tão em voga como um telemóvel.
Há cenas na minha vida que gostaria bastante de poder observar como sendo outra pessoa, esta é uma dessas ocasiões.
|29 julho 2015|
No outro dia a rica filha atrasou-se imenso e chegou depois da hora ao trabalho. À noite diz ela assim:
Ó mãe, o pior não é chegar atrasada e ter de enfrentar o meu chefe, o pior é não ter tido tempo para esticar o cabelo.
|6 abril 2015|
Enquanto espalhava o creme no rosto comentei com a rica filha que estendo a massagem até aos lóbulos das orelhas. Ela olha-me um tanto ou quanto horrorizada e diz:
'Ó mãe, eu ponho o excedente no pescoço e não venhas cá com coisas, isso é que é normal!'
|27 janeiro 2015|
Olá, bom-dia!
A rica filha está num emprego novo, e até ao fim do mês precisa da nossa boleia. Há dois dias que somos acordados assim:
– Pais...!
|24 setembro 2014|
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Hoje foi um
Hoje foi um dia ocupado pra caraças, de maneiras que mal tive tempo pra escrever, Digo mal tive tempo porque é claro que rascunhei uma série de ideias, mas não há fotos nem vídeos nem porra nenhuma senão o que acabei de dizer. Escrever.
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Ruminando
A ideia apoquenta-me e não é pouco. Esta, de ontem:
Fico a pensar que tendo eu leitores com fartura se me acabaria a escrita d' agora. Há nela uma rudeza e uma pureza (é a mistura que sinto, quero lá saber se são díspares) que se me acabaria com o polimento que decerto acabaria por lhe aplicar.
Não sei o
Não sei o que têm as coisas que ponho dentro da boca. Digo micróbios e bactérias. Mesmo importantes, estes bicinhos, qualquer um leva assento na vogal do meio. Ah ah. Tipo coroa reluzente. Gargalhai, vá, e voltemos à boca. Então, sei lá eu onde andaram as coisas que ponho na boca. As coisas que ponho na boca têm uma história antes de. Antes de as pôr dentro da boca. Credo, oh céus, redundâncias mil, vou mas é embora e deixo promessa de voltar não tarda nada.
Ainda a leitura do momento ('Olhos Verdes', Luísa Costa Gomes)
Caubóis. Que graça. E lá começo eu a interromper a leitura por qualquer minudência. Marquetingue. Djines. Disaine. Afinal há escritores que alcançam a liberdade de expressão. É livre, sendo assim, quem escreve um livro. Eu cá sinto-me estupidamente bem a construir um lbogue... ai perdão, blogue.
Já agora: muito bom, o livro, nestas páginas que li entre ontem e hoje. Valha-me a concentração rebuscada. Oh céus, quão difícil me é mantê-la.
O livro que
O livro que escolhi para ler ('Olhos Verdes', Luísa Costa Gomes) é de capa azul. Ando mesmo na onda do azul, só por dizer que ainda não mareei. Hoje de manhã devia ter optado pelos óculos azuis.
Lugar da musa
O moço que serve os cafés constipou-se. Tem tanta vergonha de tossir, sente o formigueiro na garganta e mais não faz que um sumido tossicar. Mande isso da vergonha embora, 'migo. E não tenha vergonha de ter vergonha. Ter vergonha de ter vergonha é tão vergonhoso, oh céus, se é, sei como é. Sei como é, não é. É. É, é.
Gina arruma os
Gina arruma os bacios hospitalares no cubículo do estaminé e ouve-se um restolhar abafado. Gina faz tudo às escondidas. Tudo.
Figos
Treze figos a um euro, no Areeiro, hoje de manhã. É publicidade gratuita, que eu cá, como anunciado no post anterior, nutro um bem-querer simplista e descomprometido pelas pessoas que não conheço.
Cliente
O balcão deu-me à-vontade para falar com pessoas. Note bem: pessoas que não conheço. Este post existe por conta daquele cliente que comprou montes de lâmpadas. Bem-haja, 'migo. O bem-haja não tem que ver com o número de lâmpadas, dirige-se sobretudo à sua (quero lá saber se apenas aparente) forma descontraída de estar.
Conteúdo
Há sempre conteúdo no que se escreve e no que se diz. As ideias não são ocas, tal coisa não existe. Isto para o(a) autor(a) dos escritos e ditos, claro. Para os(as) restantes é diarreia verbal e/ou vómito oral. Ou, ainda, agora me lembro, partículas duma vida desinteressante.
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Fico a pensar
Fico a pensar que tendo eu leitores com fartura se me acabaria a escrita d' agora. Há nela uma rudeza e uma pureza (é a mistura que sinto, quero lá saber se são díspares) que se me acabaria com o polimento que decerto acabaria por lhe aplicar.
Vá, vai lá
Vá, vai lá receber a faturinha ao consultório do senhor doutor. Vais e vês a Alzira que afinal também se ocupa da limpeza do espaço. Oh, admiras-te tu. Oh, admiro-me eu também. E nós que pensávamos que era só dos recadinhos que a Alzira tomava conta. Cheirava a lixívia, o consultório, o chão molhado e uma esfregona a bailar ao fundo do corredor. Calhando também a Alzira cheira a isso, pensamos tu e eu.
Almoço
Dona Maria Elisa regressou de férias, é setembro. Almoço: o de sempre... Sopa do dia, hoje juliana, e merenda de fiambre e queijo, hoje não aquecida. Houve realmente algo que mudou, agora noto. É na merenda. Querendo tradução disto tudo, é pedir.
Ó Gina, qual
Ó Gina, qual é o livro que estás a ler, conta-me tudo.
Bom, contar tudo não posso, só quando chegar ao fim. Ah ah.
Ao momento deste post nem sequer ainda comecei a ler o livro, mas deixo então registado que há-de ser 'Olhos Verdes', de Luísa Costa Gomes.
Cliente
Desta fez não demorou nada de tempo. Foi aviado com a competência do costume e seguiu a sua vida sem se deter. Se falo em competência é porque não fui eu que o atendi. Talvez por isso o nada de tempo que se demorou no estaminé...? Ah ah.
Todos os anos
Todos os anos noto os dias decrescendo rapidamente depois do 15 de agosto. A luz enfraqueceu, quando dou por isso é noite, e ainda uma semana antes era tão de dia, à mesma hora. Admito que tenha marcado, ou demarcado, a data como sendo... marcante...? Ah ah. Para mim é uma altura do ano marcante, não pouco, o verão está em declínio.
O que eu
O que eu acho é que agora, carteiras e isso, o porta-chaves e coiso, é tudo em azul. Sei lá, calhou assim!
Plano
No próximo sábado fazer bolo de cenoura com cobertura de chocolate. A rica filha, aniversariante do vindouro dia, pede-o com desejo e fervor.
Bolo Azul
E não é que concretizei aquele desejo fremente de fazer um bolo azul? Pois é, não é. É. Mesmo anteriormente considerando que não, deu para preparar este bolo no fim-de-semana passado e, tal como anunciei aqui, fi-lo então em azul por conta de ter corante dessa cor a sobrar. Depois, quiçá não contente com o colorido que deixei na mesa da cozinha e um tiquinho, uma coisinha mesmo de nada, nas cortinas, ainda pintei as natas que cobriram o bolo. Celeste, o bolo. Ah, então e as amoras? As amoras coloquei-as por cima das natas que havia colocado por cima do bolo. As amoras que a minha amiga colheu para mim. Escolhi as amoras como toque final porque coloridamente falando é fruto que vai buscar os azuis.
Deixo a receita deste bolo azul logo abaixo da imagem.
Bolo Red Velvet mas em Azul
Ingredientes
200 mililitros de leite
1 colher de sopa de sumo de limão
1,5 cup de açúcar branco
100 gramas de manteiga amolecida
2 ovos
1 colher de sopa de corante alimentar*
1 colher de chá de essência de baunilha
2,5 cups de farinha sem fermento
1 colher de sopa de cacau em pó
1 colher de sopa de vinagre
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
200 mililitros de natas
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de corante alimentar*
amoras q.b.
Prepara-se o buttermilk, juntando o leite e o sumo de limão numa caneca. Deixa-se repousar.
Liga-se o forno nos 160º.
Unta-se uma forma de manteiga e polvilha-se de farinha. Reserva-se.
Bate-se o açúcar com a manteiga até branquear.
Junta-se os ovos, um a um e bate-se.
Adiciona-se o corante e a baunilha e mexe-se até ligar.
Depois é hora de colocar o buttermilk, que entretanto está uma mistura talhada, e a farinha e o cacau que entretanto se peneirou, alternadamente.
Quando a mistura se apresentar homogénea e, neste caso, azul, misturar o vinagre e o bicarbonato de sódio numa tacinha. Vai borbulhar, é a reação normal, despeja-se na massa e mexe-se. Coloca-se a massa na forma e introduz-se a meio do forno. Este bolo coze em mais ou menos 40 minutos.
Quando cozido retira-se, deixa-se arrefecer completamente e desenforma-se.
Bate-se as natas, o açúcar e o corante até ficar uma mistura firme.
Cobre-se o bolo e decora-se com amoras.
*Os corantes são obviamente facultativos, uma vez que não alteram em nada a textura e o sabor do bolo. Em querendo pode confecionar-se o bolo sem o colorir.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Se tens um
Se tens um espírito contemplativo prepara-te para te sentires verdadeiramente tolo(a) de vez em quando. Noutras vezes obviamente o estado deferirá, serás muito inteligente, interessado(a) e experimentado(a).
Oh céus, é
Oh céus, é um de setembro, o trinta e um de agosto foi ontem e eu que me havia esquecido que o meu carro fez anos de adquirido ontem. Dez. E eu que ontem mal andei de carro. O meu carro é espetacular. O meu carro é pequenino mas bom. O meu carro levou-me numa viagem por Espanha, França e Itália (e Andorra e Mónaco), sete mil e trezentos quilómetros percorridos, motor trabalhando horas a fio. Grande aventura. Há mais, mas esta é a maior de todas. Um dia tornamos a andar tanto assim. Neste carro, claro.
Pontos de interrogação
Mas que merda é esta?
Então é meio-dia e ainda hoje não escrevi?
Grande porra, não?
Ainda por cima não escrevo desde sexta-feira, quem diria?
Estamos em setembro?
Sério?
Então eu não publico coisas no blogue desde o mês passado?
Hum?
Então é meio-dia e ainda hoje não escrevi?
Grande porra, não?
Ainda por cima não escrevo desde sexta-feira, quem diria?
Estamos em setembro?
Sério?
Então eu não publico coisas no blogue desde o mês passado?
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