«Se alguém bate a uma porta no meio da noite e se o habitante da casa dorme de cansaço pelo dia de exaustão, há-de pensar que esse toque não é um toque mas mais um ruído desconhecido no seu sonho, porque ninguém pode bater a tão altas horas em lugar tão afastado e tão pouco visitado, e assim vira-se para o outro lado e recomeça o sonho no ponto em que deixou; há coisas em que não acreditamos, simplesmente porque não queremos, mesmo que estejam ali à nossa frente, não queremos e isso basta.»
'Como Sombras no Muro', Gilberto Pinto, página 148.
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