Gina, a mulher que tem um blogue

Gina, a mulher que tem um blogue

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

8794

E o trabalho que isto deu?! É que além de ser cada palavra em seu post, ainda tive de fazer a coisa ao contrário para ser legível. Ah ah. É que assim, na vertical, é difícil de ler, ninguém vai obviamente perceber porra nenhuma, se bem que eu espere ter montes de piada com isto. Ah ah. É ir lendo por aí abaixo, em querendo. Obrigadinha. Ah ah.

é

assim

que

a

autora

deste

blogue

contribui

largamente

para

aumentar

o

número

de

posts

8778

Capicua. Não querendo que fique só assim, capicua e siga a vida do blogue para outro lado qualquer, vou republicar montes de fotos. Fotos assim e assado. Fotos bonitas, instantâneos da minha vida, momentos sobretudo felizes. São todas do princípio deste blogue.



Post ulterior

Manuscrito publicado ulteriormente por conta de ter andado a pensar se vale a pena encher o blogue com isto ou então não. Vai daí, tive uma ideia tão reluzente que encandeia qualquer um. Youtube. Pois. Ora então vamos lá.


Sê tu



Virginia Woolf and poetry
No one seemed to notice me
Being young was getting so old
Cheap beer and cigarettes
Life was like a movie set
And I seemed to be given no role

But in times of trouble
I can turn to my mother
And I know that she gon' understand
So at age 18
I cried to my mother
And she told me, "young man"

"There are moments when you fall to the ground
But you are stronger than you feel you are now
You don't always have to speak so loud, no
Just be as you are
Life is not always a comfortable ride
Everybody's got scars that they hide
And everybody plays the fool sometimes, yeah
Just be as you are"

They played me on the radio
And everything was changing, so
I thought I was all the way grown
But I can still remember in that cold November
When I realized I'm all alone
But in times of trouble
I can turn to my mother
And I know that she gon' understand
So at age 22
I cried to my mother
And she told me, "young man"

"There are moments when you fall to the ground
But you are stronger than you feel you are now
You don't always have to speak so loud, no
Just be as you are
It doesn't matter if you become some star
Life is better when you open your heart
You don't always have to act so hard, no
Just be as you are"

If I'm speaking truthfully
I'm not who I used to be
And I know some people might laugh
Cause my music doesn't sound the same
And my head's no longer shaved
I'm worried if I'm on the right path

But in times of trouble
I can turn to my mother
And I know that she gon' understand
So at age 26
I spoke to my mother
And she told me, "young man"
Be as you are


Link: http://www.vagalume.com.br/mike-posner/be-as-you-are.html#ixzz3i3MAvRSp

CC

Ora bem, já tratei do Cartão de Cidadã. Quis o destino, gosto tanto desta frase, que me tenha dedicado a essa atividade no mesmíssimo dia em que me dediquei há dez anos a renovar o Bilhete de Identidade. Não foi propositado, foi mesmo casual. 12 de agosto, foi o dia. Doravante, sempre que preencher papelada que requeira a data de emissão do novo documento, não vou ter de verificar no cartão, não senhores, que já o sei de cor há dez anos, só muda o ano, doze do oito de dois mil e quinze. Ah ah. E o número do cê cê, será que é igual ao bê i? Não sei, depois vejo. Decorei o número do meu bê i logo após casar, de tanto o rabiscar na papelada para alterar o estado civil e a morada: éle é éle ú pê pê guê. Tinha de ter um código, não é. É. Só eu é que sei o que para aqui vai, não é. É. Ah ah.




Se na foto acima tenho dez anos e dez quilos a menos, na foto da carta de condução tenho quinze anos a menos e dez quilos a mais. Feitas as contas... Anda aqui o número vinte. Olarila.
Não me lembro nada de tratar do bê i nem da carta, mas lembro-me perfeitamente de tirar qualquer uma das fotos dessas alturas.
Carta de Condução
Era um fotógrafo na praça do Chile, e se sou tão afoita, revelando que era um fotógrafo na praça do Chile, é porque o homem já não está lá há muitos e muitos anos. Creio que estávamos no ano dois mil, nessa altura a tecnologia já estava avançadíssima. Pois. Olha só. Precisei de tirar fotos tipo passe... Esta história tem de passar por aí, não é. É. E o fotógrafo pôs-me à frente dum aparelho sofisticadíssimo, onde eu me podia ver de frente num visor, assim como que num espelho, vá. Testei a melhor cara, escolhi uma delas e o fotografo calcou os botões que era preciso. Depois disso a minha imagem estacou e... Surpresa! Perguntou-me se eu gostava assim ou tentávamos outras caras, pois podia-se eliminar aquela e... Hoje é banal, mas no ano dois mil, pá... Era extraordinário.
Bilhete de Identidade
Tinha ido ao Parque das Nações e estava estipulado que depois disso passaria no fotógrafo. Entretanto, que azar, o Metro avariou. Pois. Estávamos na Estação Bela Vista, esperando que tudo se recomposesse. Mas estava um bocado demorado. Fartei-me de estar parada e saí para a rua, disposta a fazer o resto do percurso a pé, que não é curto, não senhores. O dia estava quente e abafado, o sol escaldava-me a pele, e ademais eu tinha um horário a cumprir. Quase corria. Cheguei ao fotógrafo esbaforida, de faces vermelhas, suadíssima. Foi tanto assim como estou a contar que o fotógrafo (deste não revelo a morada) me disse para eu descansar um pouco antes de tirar as fotos, que estava demasiado vermelha... Ah ah. E descansei. Mas aquando do clique ainda estava meio quente, oh céus. Na verdade nota-se um bocadinho na foto, é questão de perscrutar acima.