O cliente quer uma lâmpada assim e assado. Assim e assado, precisamente, eu que não invente. Diz que é para um candeeiro antiquíssimo
- se calhar riquíssimo –
que está a ser tratado e recuperado por um artista
que está a ser tratado e recuperado por um artista
– um restaurador, presumivelmente -
e que o artista não quer dar à luz com uma lâmpada diferente da que lá tem enroscada. Mas quer uma lâmpada que acenda, claro, que a que lá tem está fundida.
Os artistas são indubitavelmente excêntricos, o ego sobrevive a partir daí. Mas para tal é preciso haver reconhecimento público, que os badamecos anónimos – mas artistas – recalcam a excentricidade. Que remédio, ninguém lhes liga, e se ligam, o melhor é não espantar a caça com disparates. Primeiro o reconhecimento, vá. Depois coiso.
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