Nota prévia: este post não desmancha nenhum prazer a quem ainda não visionou o filme em questão.
Há dias vi o filme 'Perdido em Marte', no qual o que mais me impressionou foi a solidão do personagem. Sou destemida o suficiente para me atrever a comparar os dias que ele passou sozinho num planeta inabitável à solidão que sinto no meu viver, muito embora viva num planeta cheio de gente, mas também na solidão do meu escrever. Vejamos, este 'vejamos' é para não me sentir sozinha por ora, quando não escreveria 'veja-se' e assim alcançaria o abstrato e fixaria na minha cabeça a ideia de solidão total, mas não, então vejamos: o personagem fazia relatos para um computador, quantas vezes irónicos, numa ânsia de despistar a solidão e o desespero, e creio que havia filmagens através do capacete e a partir de várias câmaras de vídeo existentes na base habitável, se bem que não estou tão certa disto mas adiante, sempre com a presente ideia de deixar registos para a posteridade, de se fazer acompanhar de si próprio, de passar o tempo, de se ocupar e assim fugir da loucura.
Então, vai daí, tirando a parte em que digo que a Terra tem montes de gente e Marte não tem mais que dunas de areia avermelhada, é tal e qual eu aqui. Pois.
2 comentários:
Li desde o A caminho até aqui.
Como sempre, o talento a que me habituou, a forma inteligente como observa e deixa o que sente.
Sobre a solidão, muito havia a dizer, pois há mais do que uma solidão.
Quantas vezes, como dizia o poeta, andamos solitário por entre as gentes.
Beijinho
Talento... Espero nunca o desapontar.
Nunca ninguém me tinha dedicado essa palavra, obrigada.
Beijinho
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