Gina, a mulher que tem um blogue

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Comparação

Morreu a vinte e seis de novembro último. Era segunda-feira. E eu aqui, no lugar soturno, hoje, ainda, e tal, a escrever. E a escrever. Nessa data foi assim...

1º contei do senhor fugidio e do interesse desmesurado que um outro teve nele

2º lembrei o António Calvário exposto na parede do Café Império e sua pose bela mas estranha

3º aconselhei os leitores a não enviarem mails com mais do que um assunto pois a malta só dá atenção ao último assunto que lê

4º convenci-me que criei um provérbio montes de inteligente

5º espantei-me tanto com um cliente que me perguntou se fazia desconto a arquitetos que fiquei cheia de calor

6º achei-me surda, não sabendo se em relação ao jerrican o cliente me falara em homologado ou amolgado

7º depositei as 'sobras de amor', de quando andava a tentar escrever amorosamente (Coletânea 'Beijos de Bicos')

8º questionei-me acerca da perseguição, tipo assim quando andam atrás de mim na rua e isso

9º interessei-me pelo facto de ouvir dizer que as orelhas nunca param de crescer, por mais que se viva

10º desabafei que estava cansadíssima de escrever amorosamente (Coletânea 'Beijos de Bicos')

11º surpreendi-me comigo mesma, que afinal e tal parece que sei fazer poemas para integrar antologias (Antologia 'Poesia sem Gavetas)

12º observei uma mulher lindíssima deslocando-se com uma vassoura na mão, de cabo em riste

13º dei-me conta da ruindade de dois jovens perante o súbito surgimento da dona Genoveva, uma senhora composta como uma antiguidade, e portanto risível

14º apresentei um lar tão tenebroso que lhe notei a falta dum gato preto, como se do recesso duma bruxa se tratasse

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Obra amorosa

Ela leu. Ela não leu tudo. Ela disse que a impressão é muito boa: o papel, as fotos e tal. Hum, ok, pronto, vá lá, daqui depreendo que escrevo maravilhosamente e portanto posso continuar, faço falta à arte literária e esse tipo de coisas. Quando morrer vou ser uma pessoa fantástica. O póstumo, esse tormento, oh céus quanta gastura me dá o advérbio postumamente... É assim a vida. E a morte. Porra para isto de escrever, porque isto de escrever não dá para fazer sem me sentir desfasada e incongruente.

Términus

Terminei de ler a coletânea 'Beijos de Bicos'. Não que tenha adorado a leitura, nada disso, mas pronto, não me vou pôr para aqui a dizer mal dos escritores e apresentar a mediocridade literária dalguns deles e mais não sei o quê, porque para dizer mal, então que o diga da editora, que – é mesmo verdade - não revê os textos nem a formatação, e há contos que estariam inteligíveis se tivessem tido esse apoio por parte da editora.
Adiante.
O mais importante é que escrevi o meu conto 'Dias de uma Grafómana (pouco) Amorosa' e está escrito, publiquei-o e está publicado, em papel, com cheiro, com palpabilidade, que a gente também se apaixona pelo que lê e apaixona-se mais e melhor se puder cheirar e apalpar... E pronto, era isto.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Obra amorosa

Como se sabe – julgo eu que se sabe, ou queria eu que se soubesse – ando a ler a coletânea Beijos de Bicos aos poucachinhos. Mais recentemente li o conto dum autor que, aquando do discurso no lançamento, me pareceu vir a ser muito bom de ler. Pois bem: ‘a montanha pariu um rato’; para a vida me surpreender é imprescindível não esperar porra nenhuma de ninguém, esperei demais, as altas expetativas não auguram grande coisa na maioria das vezes.

A minha secreta esperança é essa: sei o que não aparento, a ver se alguém me descobre sem eu ter de dizer que estou aqui.

Postumamente

As coisas são para serem ditas, os sentimentos são para ser revelados, que não se espere a morte das pessoas de quem se gosta, diga-se agora, depois não valerá a pena dizer nada.

«Ele próprio entendeu melhor toda a medida do desolado vazio da sua vida em Inglaterra, toda a extrema pobreza do seu relacionamento com Emily, de que tanto se culpara. E continuava a culpar-se, já que nunca tinha feito os gestos que quebram os bloqueios, nem dito as palavras que soltam as emoções.» Os Íbis Vermelhos da Guiana, Helena Marques 

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«Aviso aos familiares:
Se querem mostrar-me apreço, é agora, que estou viva. Não esperem pela minha morte, morta não ouvirei elogios ou juras dalgumas formas de amor. Deixem a ideia do póstumo e venham cá dar-me abracinhos enquanto há bafo e corpo quente. Vá.» Coletânea Beijos de Bicos, Gina G

Tive coragem para publicar um excerto meu a conspurcar o texto doutro autor?! Oh céus…

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Apresentação

Fui apresentada como alguém que ama escrever. Quem me apresentou leu há uns tempos a minha história de amor na coletânea ‘Beijos de Bicos’. Foi engraçado ouvir-me desse modo. Foi muito, muito bom. E depois mais nada, deixei-me estar. Não sei dizer que sei escrever ou falar da minha escrita senão no blogue. Merda.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Obra amorosa; Texto poético

Pumba, mais uma leitora. Leu as duas últimas publicações duma assentada. Gostou muito, disse ela, que é verdadeiramente notório o grande amor que nutro pela escrita, e só tem um conselho: eu que escreva muito.
Esta malta não me conhece. Ficou surpreendida comigo. Esta malta não me conhece. Desconhecia que gosto de escrever. Esta malta não me conhece. Eu escrevo muito, é um facto. Esta malta não me conhece. Só não está tudo publicado em livros. Esta malta não me conhece. Que porra. Esta malta não me conhece, que porra.

terça-feira, 12 de março de 2013

Obra amorosa

É de manhã que se começa o dia e o melhor é tratar já da área mais ególatra deste blogue e tecer as considerações que acho necessárias acerca do que alguns leitores disseram da minha obra amorosa.
No geral as pessoas dizem que gostaram muito das minhas histórias.
Há algumas pessoas que exprimem claramente a sua opinião – positiva -, há outras que lhes noto um certo embaraço mas manifestam-se igualmente na positiva.
Uma pessoa disse-me que a minha escrita é complicada e que não podemos estar dentro dos programas das pessoas. Aqui vacilei, porquanto não sei o que isto quer dizer na realidade, e tenho para mim que a verdade é que este leitor não percebeu patavina do que escrevi. Paciência e adiante.
Há ainda quem procure reconhecer as minhas personagens, pondo-se a magicar quem será esta ou aquela pessoa, as quais afinal de contas conhecem tão bem como eu.
Estas últimas chateiam-me um bocadinho. Pronto, ok, vá lá, eu compreendo, já todos perceberam que dou primazia ao retrato da vida quotidiana que observo e assim sendo não ficciono praticamente nada, e quem conhece a minha figura e o meu meio não consegue ler sem amarras, procurando inconscientemente o recôndito das minhas personagens, bem como descortinar a minha presença nos meus textos. Mas é chato. Eh pá, leiam e pronto!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Considerações / Lançamento / Coletânea

Lisboa, 23 de fevereiro de 2013

Chegámos cedo, tanto que antes de começar o evento fomos beber um café ao bar. Sentado numa das mesas estava um senhor de chapéu, encasacado, de caneta na mão, escrevendo. Olhou-me, interessado, e creio firmemente que me olhou à procura de 'coleguismo da escrita'. Considero não possuir 'aquele' ar de escritora, um brilho intenso e frenético, controlado a custo. Como ele. E na verdade naquele momento eu não tinha esse ar, não. A menos que pegasse numa caneta e me debruçasse sobre um papelinho, debitando ideias e espasmos literários. Olhei ao redor, enquanto saboreava um golinho do café do Luís, como de costume, sou uma ladra da cafeína do meu amor.
O espaço não era opressivo, o momento era, estava um bocado apreensiva e nervosa. Retirei de dentro da mala o bloquinho rudimentar e a caneta. Escrevi. Não para ter 'aquele' ar de escritora, não para imitar quem o tem. Escrevi porque o meu cerne possui isto de escrever – eu já não sou eu sem o ato de escrever -; escrevi porque sim. (Ver aqui.)
Encontrámos a sala onde iria decorrer o evento ainda em preparação, as fotos sendo penduradas na parede para que todos pudessem ver o trabalho da fotógrafa que trabalhou nesta publicação amorosa, os livros azuis com passarinhos desenhados ilustrando 'Beijos de Bicos' sendo colocados em pilha por sobre a mesinha que serviria de apoio. Apresentei-me à senhora que 'manda' na editora, ela reconheceu o meu nome e de seguida também as feições, por causa da foto do facebook. Depois... Não estava mais ninguém presente, como já disse cheguei cedo, e, talvez por não haver mais ninguém na sala, a senhora disse:
– Gina G... Tem uma escrita muito peculiar.
Fiquei perplexa, que não estou nada habituada a estas cenas na minha vidinha de escrevente de blogues e outras coisitas que tantas vezes considero de somenos, mas tinha de responder algo... Sei lá, faz parte... Dialogar faz parte:
– Tenho?!
(Que resposta fantástica, oh céus!)
– Tem.
Disse ela, meneando a cabeça convictamente, com um sorriso nos lábios.
– Obrigada.
E pronto, foi assim. Ok, vá, eu sei que por muito que os familiares e/ou amigos e conhecidos gostem de mim e me apreciem a escrita, decerto nunca o anunciarão com o mesmo desembaraço com que alguém que desconhece o meu historial de vida o faz. Basicamente, creio que a vida dum escritor é assim, ou pelo menos, é essa a minha experiência.
Entretanto o evento engrenou, houve belas canções expressas ao vivo por uma voz não menos bela, houve vídeos promocionais, houve (muitas) pessoas assistindo, autores discursando. Alguns já conhecia doutros eventos, outros não. Dos que não conheço: mesmo junto a mim estava um homem grande e desalinhado, ouvindo-o falar percebi que era francês, não o entendi lá muito bem mas pareceu-me desejoso de saber o que estava escrito no coração vermelho. (ver foto acima) E eu, esta alma amorosa, tão cheia de boa vontade, ensinei-o:
Je vous aime.
Ele não entendeu. Repeti. Ele não entendeu e adiantou a conversa falando um francês que por minha vez não entendi. Desisti. O meu francês é básico, ademais era melhor parar com a mania francesa, quando não o homem ia pensar que eu me estava a fazer a ele ou assim, sou (quase sempre) muito atenciosa e nem sempre reparto inteligentemente essa atenção pelas pessoas.
De novo os discursos.
(Não, não vou dizer nada acerca do meu discurso, não serei capaz de o descrever sem me desqualificar como oradora, e por arrasto, como pessoa.)
O homem que eu havia encontrado no bar e que está acima referido, era um dos autores. Quando chegou a sua vez de se lambuzar com o naco de protagonismo, declamou um poema de sua autoria, onde se indignava com o ser africano e inerências, mais concretamente: as revoltantes. Admirei logo ali a sua poesia. Muito bom. Obrigadinha.
E acabou a festa.
Pois que gostei muito daquele bocadinho de noite.
Pois que sim senhores.
Esta é a terceira coletânea em que participo.
Esta é a minha melhor história.
Esta é a história em que mais me empenhei.
Este foi o evento do qual retirei mais prazer e aprendizagem.
Este foi o evento mais bonito a que assisti.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Obra amorosa

O que acharam da minha história?

Rica filha: - Eu gostei, mãe. É a melhor história que publicaste até agora.

Rico filho: Só li a introdução. (Aqui tive de o espicaçar...) É complexa.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Sobre a noite de ontem

Já aconteceu, o lançamento da colectânea 'Beijos de Bicos', da Pastelaria Studios Editora. E o meu conto lá no meio - Dias de uma grafómana (pouco) amorosa -, na página 275, desta vez lá variei de página. E pronto, o meu discurso foi... Diferente do anterior. Para melhor.

«Discurso de caca: Olá, boa-noite. Mais uma colectânea, a terceira, agora sobre o amor. Devo dizer que foi um grande desafio, porque não sou lá muito amorosa... Mas como tenho a mania que sei gosto muito de escrever, cá estou de novo. E a gostar. Gostar de escrever. Boa-noite, então.»

Não, este não foi o meu discurso, este pequeno texto é um rascunho que fiz para me organizar mentalmente acerca do que iria dizer. E o que disse foi um tanto ou quanto diferente disto, que a vida não ocorre - nunca - como se pretende. E acabou aqui a conversa do discurso. Isto porque hoje tenho o ego gordo: alguém das letras me disse que tenho um modo muito peculiar de escrever, não esquecendo de me olhar nos olhos e não usando qualquer tipo de rodeio. E eu entendi este comentário como um elogio, fiquei com o ego gordo e o resto do corpo leve. BB. Bem Bom. E  em simultâneo com a cabeça a estalar: oh céus, e se um dia eu desiludo esta senhora?!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O amor

As minhas mãos cheiram a refogado, por causa de tanto descascar cebola, e a borracha, por causa das luvas. É o cheiro do amor. Claro, porque não? Eu amo a gente para quem cozinho e por quem limpo a casa. (Se morasse sozinha não cozinhava nem limpava assim.)

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«Uma mulher pode amar um homem assim, gasto, quebrado, dorido. Pode. A história das gentes é bela. Sempre bela. Ama-se o que se é com base no que se foi. Porque não?»*

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Por falar em amor, no próximo dia 23, sábado, será o lançamento da próxima coletânea, 'Beijos de Bicos' da editora Pastelaria Studios Editora. Sim, colectânea: vários autores. Sim, estou entre eles. E escrevi do amor, já se escrevi amorosamente... Ler-se-á, que eu espero ter leitores. Mas dizia eu: Não marquem nada para esse sábado, e vão ter comigo à Fábrica Braço de Prata em Lisboa, pelas 20:30. Lá os espero.

*Pequeno excerto da minha obra amorosa. Pela primeira vez deposito aqui uma pontinha duma das minhas publicações. Alguma vez tinha de ser a primeira.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Hiato

E por falar em escrever, soube de alguém que não quer saber do lançamento da nova coletânea em que participo, ela quer ler um livro em que eu seja a única autora, isso sim. Sem que fosse essa a sua intenção, percebi que ando a deixar escorrer o tempo não fazendo o que realmente quero, o que considero (mais) importante, o próximo passo é indubitavelmente um livro meu, só meu. Até senti um estalido dentro da tola, como que em tom de ultimato:
«tenho de dar continuidade ao meu livrinho!»
Portanto, vou ali escrever um livro e dar cabo da cabeça aos editores deste país com a qualidade de escrita que normalmente apresento, acho que vão guerrear imenso, decidindo qual deles obterá a primazia de publicar esta nova, promissora e fantástica autora. E original. Originalíssima.
Agora a sério: sei que existe uma probabilidade de eu me safar com isto de escrever, se não tivesse a mínima consciência disso não encabeçaria a feitura duma obra literária. É óbvio que será algo que não agradará a toda a gente, uns gostarão, outros não.
Vai custar-me horrores, mas tenho de abandonar o blogue, tenho de ser uma pessoa forte e decidida. Voltarei. E acabou a conversa, siga a escrita.

(Não sei se deu para perceber que a escrita vai seguir noutro lado... Deu? É que eu já estou com saudades disto aqui...)

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Obra amorosa

Há dias divulgaram no Fuçasbuque os títulos dos contos da coletânea 'Beijos de Bicos' a editar em fevereiro próximo pela Pastelaria Studios Editora, onde (já toda a gente percebeu que eu) vou participar. Então pensei divulgar o título do meu conto no blogue. A bem da verdade não vou divulgar pela primeira vez, que esse título já cá esteve, muito embora ligeiramente diferente.

A minha história tem por título
'Dias de uma grafómana (pouco) amorosa'
e fala de amor, pois claro, apesar de esta grafómana ser aparentemente pouco amorosa.

Para relembrar aos leitores os textos fantásticos que preparo e publico no blogue, e por causa do ego enorme que se me incha pra caraças lá de quando em quando, e porque quero, e porque o blogue é meu, deixo novamente o post da grafómana, donde retirei a ideia para o título da minha história (pouco) amorosa.


A grafómana (pouco) amorosa

Às vezes escrevo só porque sim. Não sei se acontece o mesmo à outra gente que escreve, que eu estou sozinha neste mundo literário, bem como no outro mundo, o dos pura e somente leitores, ou ainda no mundo dos que não escrevem nem leem, e se não estou sozinha, estou ausente ou apática ou dormente ou outra coisa qualquer que me impede de conviver saudavelmente.
Mas dizia eu: escrevo só porque sim. É comparável ao ato doméstico de despejar o lixo, se não se abolir os destroços diariamente, os mesmos acabarão por ocupar um espaço desnecessário e ademais fede e empesta o ar. A minha cabeça funciona assim, tenho de dar vazão ao escriba, mesmo rabiscando sem prazer, paixão ou amor.
Sou muito boa nisto de escrever, afinal, uma vez que consigo fazê-lo sem impulso, ou, ainda, algo contrafeita. Há que persistir.

Obra amorosa

A foto. Na coletânea vão colocar uma foto por história. Que tipo de foto será colocada na minha? Em que característica vai a fotógrafa pegar? Em que tema? Em que frase?
Não quero desfazer na criatividade da artista, se ademais é alguém que não conheço, mas creio que ela se vai ver aflita para escolher uma foto para a minha história. E mais não digo. Ou digo, o site:

https://www.facebook.com/hlagartinho

Obra amorosa

Tenho medo de discursar. Quando chegar a hora de ir lá à frente falar, quero ver se não saem baboseiras nenhumas desta boca, esforçar-me-ei por conseguir discursar acerca do gozo que senti ao escrever este conto com a mesma veemência com que vendo alguns artigos.
Tenho de esforçar-me mesmo muito... Veemente é que não sou, nem a vender.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Obra amorosa

Ontem
lá descansei a cabeça,
ok,
pronto,
vá lá,
a minha
obra amorosa
vai integrar
a coletânea,
a Gina Gg
estará presente
num dos 65 contos.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Obra amorosa

Estou um bocadinho apreensiva com o desenrolar da publicação da próxima coletânea. Ontem foi publicado um post no Fuçasbuque onde se dizia que o número de contos foi reduzido, houve uma segunda escolha, um apuramento (imprevisto, espero...), afinal já não serão publicados os anunciados 69 mas sim menos uns quantos, e que o motivo era alguns contos (afinal e tal...) não estarem dentro dos parâmetros solicitados.
Não tenho a certeza de o meu conto estar entre os excluídos, o que me chateia um bocadinho, mais por já ter anunciado no blogue que faria parte da coletânea do que por outra coisa. Pronto, ok, não sou lá muito amorosa e sou nula em romantismos e essas mimalhices, logo, é mais que certo produzir uma obra (pouco) amorosa. Eu sei lá escrever amorosamente, pá...
Adiante.
Vamos lá a escrever outras coisinhas, vá, à noite logo se vê como param as modas.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Obra amorosa

127 contos recebidos,
69 selecionados

Com a participação na próxima coletânea (Beijos de Bicos, Pastelaria Studios Editora) estou mais contente por estar incluída, desta vez houve mais autores excluídos.
Eh pá, pronto, é assim: ninguém me disse maravilhas da minha escrita mas comparando os números...

Sobras de amor

«Puxou as meias para cima; o amor. Pediu para esperar; o amor. Por me saber de saída; o amor.»

Eis a minha última sobra de amor, mais um tópico que deixei nos meus rascunhos e chega hoje ao blogue, depois de um tudo-nada desenvolvido.

Apareceu na loja uma senhora pedindo encarecidamente que a deixasse entrar para puxar as meias para cima.
Deixei, claro, como não?
Escondeu-se atrás do balcão e levantou a saia e puxou as meias, vi-lhe o corpo franzino e definhado, de velha. Mas amorosa. Fiquei a contemplá-la sem vergonha enquanto ela me pedia que esperasse e se debatia com gestos de velha. Mas amorosa. Sabia o quanto estava próxima a hora do almoço, debateu-se com o embaraço de quem sabe que incomoda. Desculpou-se.
Desculpei-a, claro, como não?
Era uma velha muito amorosa.