Gina, a mulher que tem um blogue

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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

De abalada

Que fiz na folga
?
Limpei
O micro-ondas
O frigorífico
A despensa
Os wcs
Lavei
Quilos de roupa
Quilos de louça
Arrumei
Todos os quilos
Cozinhei
Para o piquenique
Tomei banho
Que havia horas que não
.

Primeiro

Oito e vinte e cinco, trinta e quatro segundos de corredor. Quanta rebeldia.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Outono

Só o título deste post diz tudo, mas como gosto de escrever vou aqui pôr mais umas coisitas. Um dia ponho o 'redundante' no título deste blogue. Ai ponho, ponho. Ando-me a ameaçar há meses.
Adiante.
O outono chega hoje, ou por outra: chegou hoje, para aí às nove e vinte da manhã, segundo informação radiofónica.
Anteontem deixei escrito no blogue que ontem não laboraria e que hoje sim, laboraria, e que amanhã não laboraria. Estes sins e nãos fazem com que os dias de descanso assentem numa perfeição tamanha, ou seja: tive folga no último dia de verão e terei no primeiro de outono. Isto porque, devido à tal informação radiofónica, o dia corrente, e de trabalho, é atravessado pelas duas estações.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Como foi

Foi que passei o dia em casa. Nada mau, gosto pra caraças de aqui estar. Mesmo assim, sozinha, fui rebelde duas vezes num intervalo de setenta e um minutos. Uma canseira. Mas tão bom.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Olha outro tema interessante!

Esta semana vai ser dia-sim; dia-não. Isto na área laboral. Ou seja:

hoje sim laboro
amanhã não laborarei
depois de amanhã sim laborarei
depois de depois de amanhã não laborarei
depois de depois de depois de amanhã sim laborarei

Tenho até uma listinha de afazeres:

lavar a despensa
lavar os wcs
lavar o caixote do lixo
lavar a prateleira branca
lavar o armário
lavar o micro-ondas

Nhé... Vou mas é fazer vídeos e tirar fotografias nos dias-do-não-labor.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Post do passado*

Então cá está ela, a foto das chaminés, tirada no mês passado, aquando das férias.




E o texto que lhe concerne.


18:05, piscina, por isso tão precisa nas horas que são, foi só virar um tiquinho a cabeça e pronto
De onde estou sentada vislumbra-se parte das chaminés daquela casa branca e linda. É uma vivenda enorme que quando fiquei hospedada no terceiro andar, num ano anterior, se destacava imenso no meio da vegetação circundante. Tirei inclusive fotos (como hoje) e depois cortei e melhorei uma delas, acabando por colocá-la no cabeçalho do blogue. Agora penso que, quiçá quando chegar a casa pesquise a foto de então e inclusive o texto, ou os textos, que escrevi em relação a estas duas chaminés.


*...

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Post ulterior

Eu estava ao balcão para pedir um copo de água e, esquecendo o castelhano, pedi à portuguesa:
Dê-me um copo de água natural, por favor.
A senhora do bar despachou-se e encheu um enorme copo de água gelada e eu, que sou poupada, deixei-me estar assim. Enquanto engolia a água, não tão avidamente quanto a minha sede clamava, que eu cá não curto água gelada, ia revendo mentalmente a frase que devia ter saído da minha boca:
Uno vasito de água non fresca, por favor.
Mas não.
Dê-me um copo de água natural, por favor.
Caraças, pá.
Entretanto, ainda enquanto ia engolindo a água, um senhor que estava do lado de cá do balcão, como eu, aproveitou a deixa e exclamou:
Já não há nada natural!
Achei aquela entrada um tanto ou quanto esquisita, eu só tinha muita sede, mais nada. Engoli rapidamente o conteúdo do copo e pedi mais. Neste intervalo o homem perguntou-me:
Então em Portugal, como vão as coisas?
Fiquei parada nada de tempo, de copo na mão, contendo o resto da sede, e:
Olhe, se eu estivesse em Portugal, estava a trabalhar, assim, como estou aqui, estou de férias!
Portugal estava ótimo, portanto.
O homem não estava nada a fazer-se a mim, ora essa. Os homens não querem nada comigo, há uns que até fogem.

sábado, 15 de agosto de 2015

Post ulterior

Chegou o momento de publicar as fotos em que elevei aos céus a minha máquina fotográfica montes de espetacular. Não é batismo nenhum, nem alguma dedicação ao deus da imagética, que é lá isso, é porque um dia desses vi numa imagem por aí alguém elevando o seu objeto de culto (um microfone, esse alguém era cantor), destilando poder e glória, e eu quis fazer igual, mas com a minha máquina fotográfica montes de espetacular. Isto de imitar os outros é deveras infantil, bem sei, mas pouco me importa. E se revelo os meandros desta ideia, não é por querer divulgá-la e apresentar falta de brio, mas porque a acho engraçada e a quero registar.




segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Diário

Prefácio
Publico hoje o diário das férias passadas. Copiei-o integralmente, eliminando as rasuras e algumas irregularidades que encontrei, quando considerei que estas últimas enfeariam demasiado a minha prosa. De resto, está tal e qual debitei no passado, desprovido de polimento, cru, tosco. Percebe-se, creio, o quanto inicialmente pousei nos assuntos do dia, perdida mas perseverante e, por isso, me detive em dispensabilidades literárias. Depois, não que tenha encontrado indispensabilidades literárias, mas encarrilhei na prosa, como é aliás meu costume, e fartei-me de ‘falar’, pouco me importando com isso de o meu discurso ser dispensável ao mundo literário, ou então não.


Lisboa
Rua Abade Faria (10h)
16/7/2015
Quinta-feira

Rua Abade Faria, pois, Lisboa. Estou de férias e, incrivelmente, estou, ainda, em Lisboa. É para beber o café. Daqui a nada já arrancamos.
Alcácer do Sal
11:38

Tenho preguiça de escrever à mão. Nos últimos anos habituei-me efetivamente ao teclado, ao facilitismo.
Cafezinho+empadinha de galinha numa esplanada cá do sítio.
Um pai brinca com os filhos aos polícias e ladrões. Estão numa mesa ao lado. O homem faz vozinhas e tudo, as crianças estão maravilhadas.
Torrão, 2 e tal da tarde
Almoço: feijão-frade, bacalhau assado na brasa, encimados por rodelas de cebola crua e tiras de pimento assado.
Odivelas, cinco e tal
Estou na piscina da ‘Albergaria O Gato’, no Alentejo.
Tive há pouco a ideia de escrever no blogue, no que concerne às férias, por tópicos. Tipo:
- pés de unhas pintadas de azul, em contraste, ou simplesmente porque condiz
- mãos, idem
- locais que visitámos, tipo a gente ao pé dos dizeres e isso, como há pouco na barragem
- praia, areia, pés, mãos, sentires
...
- eu na praia; olha eu na praia
- eu na piscina; olha eu na piscina
- olha eu na estrada, no carro, na cidade, em nenhures, no apartamento
- soltas; pontas soltas
Bom, acho que será assim o preparo do blogue, quando regressar.
20:17
Ah e tal, estou no restaurante cá do sítio, pertence ao hotel. Prato: carne de porco assada com castanhas. (e batatas e arroz) Muito bom. Fantástica, a junção de sabores.

Odivelas
17/7/2015
8 e tal da manhã
Sexta-feira
O dia amanheceu fresco. Já pingou e tudo. Pingos grossos, espaçados e curtos em termos de tempo, a chuva foi embora num instante. Agora ainda está o céu embrulhado.
Dormi mal, acordei cheia de dores. Na verdade já começa a ser corriqueiro, de manhã estou sempre pior, só por dizer que nuns dias não estou tão mal como, por exemplo, estou hoje.

Las Chapas
18/7/2015
Meio dia e tal (acho eu)
Sábado
Não sabemos as horas. Os telemóveis atualizam-se, creio que a máquina fotográfica montes de espectacular idem, se bem que não estou certa disso, e a box cá do apartamento rege-se pela hora inglesa, creio, e se creio, neste caso quero dizer que não estou certa. Portanto: é meio-dia e tal, creio, e ao que parece, por estarmos perdidos com as horas mas também cheios de fome, almoçámos às onze e qualquer coisa da manhã. Ah ah.
18:53
Bom, acho que o relógio da piscina está de acordo com a hora espanhola.
Experimento uma tremenda preguiça de escrever. Desconheço, claro, se estando noutro lugar, noutras circunstâncias, me sentiria mais ágil na escrita.
Tenho mais um tópico a desenvolver no blogue: a chuva. É que choveu no caminho até cá. Incrivelmente. Junto a Sevilha, estando 44º, sim, 44º, desabou uma chuva grossa e, vai daí, a temperatura desceu repentinamente cerca de 10º.

Las Chapas
19/7/2015
8:56
Domingo
Pois é, acordo cedo. Eram ainda sete e tal já eu estava acordada. Dei algumas voltas na cama, levantei-me, que já não aguentava mais, fiz o pequeno-almoço, comi, já tomei os comprimidos, um deles é para tomar em jejum, e comi e coiso. Enquanto engolia a água com o primeiro comprimido, observei uma senhora lá em baixo, na piscina. Durante sei lá quanto tempo, nadou e nadou nadou. Nada como eu, sem estilo mas com eficácia. Talvez, ou certamente, sem grande velocidade, mas a verdade é que chegou ao seu destino.
11:57
Estou no apartamento, tal como estava no escrito anterior. Acabei de trincar um dos grãos de café que trouxe de Portugal. É bom, é uma sensação fixe, digo: o sabor, que a textura é estranha, não se mistura com a saliva, jamais formará um bolo alimentar.

Las Chapas
20/7/2015
6 e tal da tarde
Segunda-feira
Estou na praia.
De manhã lá tive uma reunião chata. Infrutífera, claro. A dada altura pedi licença e saí. Vim cá fora e rebuscando na mala dei com o grão de café que restava, coloquei-o na boca e trinquei-o. Sabe a café, pois, mas a textura é desagradável. Já ontem tinha escrito neste caderno.
Se há bocado eram seis e tal, agora devem ser sete e tal
Fui já ao banho umas três vezes, presumo, desde que cheguei. Esta praia é magnífica: ondas pequenas e fracas, espuma pequena, enorme extensão de água com pé, quase dando a ideia de que se consegue atravessar todo o Mediterrâneo pelo pé, dispensando nadar até lá. Mas não, claro que não, somente a verdade é que é muito baixa, a água, durante muitos metros, mar adentro.
7:21
Tenho o corpo saturado de água: dois ou três banhos na piscina e dois ou três banhos na praia, isto na parte da manhã, repetindo os mesmo procedimentos de tarde. Todos os dias, desde sábado. Hoje é segunda… Socorro, parece que a caneta vai acabar… afinal, não.
Voltando ao assunto: é assim desde sábado, e depois ainda falta o banho em privado, oh céus.

Las Chapas
21/7/2015
16:04
Terça-feira
Então, pronto, coiso, cá estou. Estamos. No apartamento. A esta hora temos estado sempre aqui, afinal temos de deixar a digestão avançar sem percalços, não vá a água, em abundância nos últimos dias, não a deixar vigorar capazmente.
Ah, que saudades de escrever num teclado, no caderno, neste, ou talvez noutro, sei lá, dá-me cá uma preguiça, não é. É.
Entretanto voltei ao tom de escrita habitual dos últimos meses (, não é. É), ah ah.
Ontem a Ana Cláudia perguntou via fuçasbuque como havia de lavar roupa, e eu, vai daí, escrevi quase um testamento no teclado do telemóvel, contendo todos os passos a seguir e cada clique e até cada som que a máquina emite quando é posta a lavar.
São mais ou menos oito da noite, só por dizer que é de dia, que ainda é de dia
Estou na praia, entre aquela onde costumo pousar e a Niki Beach. Este ano não há as festas do costume na Niki Beach, sei lá porquê, às antas é coisa para acontecer somente em agosto.
Neste pedaço de água, há rochas no chão, em vez de areia. Um suplício para mim, sou incapaz de nadar e mergulhar à minha vontade, quando assim é, ainda que as rochas no chão sejam quase lisas, facilmente deteto alguma mais pontiaguda. Mas pronto. Coiso. Tenho medo.
Há crianças. Vá a gente para onde for, há crianças. Lugares sem crianças são lares de idosos. Nada contra os mesmos, claro, nem contra os ditos, mas só por dizer que dizem também grandes disparates e quiçá como menos graça.
Para aí dez da noite, agora. No restaurante, agora.
Aquele que fica mesmo por baixo do empreendimento. Podia fazer, agora, como faço no lugar da musa e pôr-me para aqui a descrever as pessoas que estão cá. Para começar: estão todas sentadas. Não estão nada, há um senhor com ar de dono deste espaço que se entretém, por assim dizer, com o abrir da porta. Entretanto já conseguiu os seus intentos, sendo que a porta está aberta e segura ali assim na base do enorme vaso. O espigão desse fecho está assente nessa base. Há dois casais, cada um na sua mesa, que aparentemente já finalizaram a sua refeição. Ou então não, sei lá eu, às tantas esperam o prato principal. Se bem que sejam dez e tal da noite, e ainda nem é noite escura, escura, mas já é noite, é o crepúsculo, pronto.
Estou toda contente, que já encontrei o meu tom, só por dizer que escrever à mão é uma canseira.
A estrela polar está ali, mesmo ao lado dum tronco de palmeira.
Já comi a entrada: gambas com abacate e quês. Bom à brava.
Ouve-se pontualmente uma espécie de coaxar, mas como aqui não há riachos, deve ser, ai a caneta, deve ser um ralo ou um grilo.
O tal casal
grilo, grilogrilo
grilo, grilo, grilo

GRILO!

Las chapas
22/7/2015
7 e tal, acho eu
Quarta-feira
Pois então tenho uma caneta nova que me ‘deu’ o senhor da receção, porque lha pedi emprestada e, pela cara que o bicho fez quando ma estendeu, creio que ma ‘deu’, ainda que eu reforçasse que lha devolvo (devolveria?) na sexta-feira.
Então pronto, comemos queijo Camembert panado, acompanhado de alface, rúcula, couve roxa, com uma tacinha no meio contendo doce de framboesa. Que mescla fantástica. Sim senhores, a ver se faço em casa.
Agora esperamos o prato principal: linguini com carne e mais não sei o quê.
Hoje também posso pôr-me para aqui a descrever os presentes. Há uma mulher que me olha insistentemente e sorri que se farta.
Interrompi a prosa para comer o linguini, estava bestial.
Mas a mulher loura, que estranho, é que se torceu toda para me mirar e sorriu e sorriu e sorriu. Fiquei tão aparvalhada que praticamente não retribuí espontânea simpatia. Estou a ironizar, colocando espontaneidade na cena, é que às tantas ela nem estava a ser espontânea, estava antes atuando premeditadamente, uma coisa encenada, vá, é puta, das finas, e quer cliente. É que está acompanhada dum gajo com ar mafioso, digo duma máfia boa (isso existe?!). Quer pessoal para o swing. Ah ah.
Ontem ia no grilo, quando a antiga caneta se acabou. Os seis grilos pequenos foram rabiscados esta manhã, numa esperança ansiosa de que a tinta ainda escorresse ao menos um pouco. Mas não. Vai daí, assim que pude, ‘gritei’ um grilo gigante.
oito e tal, agora, estou na praia, há pouco também, só por dizer que tinha esquecido de registar
Pois que ontem parei, forçosamente, no ‘grilo’. Ia escrever das outras pessoas que estava no restaurante, ia escrever que aquele tal casal afinal terminara mesmo a refeição, que vi chegar, pouco depois de a caneta perder o ‘pio’, aquele livrinho de capa rígida onde vem a fatura. É uma procedência, ou um costume, destes restaurantes assim como que mais virados para o requinte.
nove e tal, agora, estou então no restaurante do (quase) costume, é a terceira vez que aqui estamos.
Não temos saído de carro, na verdade ainda não saímos daqui, os dias têm sido iguais, não necessariamente maus, nada disso, qual quê. Piscina e praia de manhã e vice-versa à tarde, ou então ao contrário, sei lá eu.
Quando chegar a casa tenho de escrever um post onde exponho a conversa que tive com a Débora, de quando lhe contei dos vídeos que faço, ou fiz, e ela me perguntou se eu era como a cantora Sia, qua nunca mostra a cara por inteiro, usando sempre compridas franjas.
Há pouco, na praia, tirei fotos ao meu caderno, este, e à caneta espetada na areia. Depois espetei-a num emaranhado de corda que pertence a uma das bóias que estão presas nas estacas, caso seja preciso resgatar alguém. Quando o funcionário as veio recolher, que já eram horas, sete e meia, para aí, viu a caneta, exclamou algo em espanhol, tipo: ‘olha aqui uma caneta, que giro, vou pô-la no meu bolso’. E pôs. Enquanto ele se afastava tirei-lhe fotos. Fiz zoom e fixei o bolso. Não estão nada de jeito, mas pronto, fica o registo.

Las Chapas
23/7/2015
10 e tal
Quinta-feira
Um mar desta imensidão, o Mediterrâneo, e a gente sem poder chafurdar lá dentro por conta das alforrecas. Oh céus. Umas ondinhas pequerruchas, como eu gosto, e destemo, e o medo de ser picada a prevalecer sobre a vontade, o chamamento. Oh céus.
18:05, piscina, por isso tão precisa nas horas que são, foi só virar um tiquinho a cabeça e pronto
De onde estou sentada vislumbra-se parte das chaminés daquela casa branca e linda. É uma vivenda enorme que quando fiquei hospedada no terceiro andar, num ano anterior, se destacava imenso no meio da vegetação circundante. Tirei inclusive fotos (como hoje) e depois cortei e melhorei uma delas, acabando por colocá-la no cabeçalho do blogue. Agora penso que, quiçá quando chegar a casa pesquise a foto de então e inclusive o texto, ou os textos, que escrevi em relação a estas duas chaminés.
Pois é, em tempos idealizei fazer vídeos lá em casa, onde apresentaria os utensílios de cozinha, a bijuteria e as jóias, os óculos escuros, as roupas, o armário das recordações e talvez um sem-número doutros pertences que agora não recordo. Hei-de fazer quando chegar a casa. Aqui ainda não fiz vídeo nenhum, muito embora tenha idealizado fazer. É que há alguns pontos contra: pouca capacidade nos cartões, que me esqueci do cartão ‘grande’, comprado propositadamente para esta viagem, o gastar pilhas e/ou bateria rapidamente e estar constantemente acompanhada.
9 e tal e coiso, no restaurante
Este ano temos jantado sempre fora, este restaurante é fixe. Não é muito caro, tem pratos dalgum requinte e o serviço é bom. Bom, quer dizer, um dos empregados é um bocado snob, mas pronto, na verdade não é notória qualquer, sei lá, diferença no tratamento que dá cá aos pobrezinhos. É quanto baste. Este restaurante tem o costume de oferecer um licor aos clientes, quando à despedida, ou seja, trá-las ao mesmo tempo que a fatura. Cai sempre bem, não é. É. No primeiro dia foi Limoncello, no segundo não sei o nome daquilo, mas queimava a garganta pra caraças, segundo informação do Luís (ó Luís…) é tipo um shot, há que beber dum trago só. Daí ter como que queimado a garganta. No terceiro dia foi um Baileys, e hoje… Pois é, vamos lá a ver o que será, que de momento aguardo a entrada: queijo de cabra e pera não sei quê e nozes. Hum.
Já comi.
Ideias tenho eu. Digo: para escrever, mesmo estando de férias, aparentemente não fazendo nada, ou fazendo, mas todos os dias as mesmas coisas, quase sempre ao mesmo ritmo, no mesmo lugar, durante o mesmo espaço de tempo. De manhã: praia, depois: piscina. à tarde: piscina, depois: praia. Porquê? Porque as manhãs são mais frias na piscina. E de tarde, porque inverso as idas? Porque o sol desaparece cedo do recinto da piscina e na praia está-se bem até de noite, quanto mais de dia, ora essa.
De postre: tiramisu, que es casero. Gracias. O prato principal foi pene com frango e espinafres. Tão bom.
Os espanhóis não têm feminino para dois, a gente tem – duas. Ah ah. Os espanhóis usam todavia, ademais e tampouco na sua linguagem corrente. Eu também, mas na escrita. Apenas. A bem dizer, por vezes até evito, receando parecer presunçosa e isso assim, tipo a querer mostrar que sei palavras e quês. Mas, às vezes uso, oh se uso.
O moço daqui, o snob, deitou o olho ao caderno, quando pousado na mesa, mais ou menos desleixadamente, e com tanta atenção deve ter visto o galo de Barcelos e lido ‘Portugal Story’, que é o que está na capa. Vai daí ficou montes de curioso com o que estará escrito cá dentro. Não ficou nada, ora essa.
Na piscina, há pouco, creio que de manhã, uma senhora ficou-me a olhar um pedaço de tempo depois de eu ter guardado o caderno. Eu sei ‘miga, sou um ser humano especial, fora de série, espectacular. Mas obrigadinha na mesma, ora essa.
Ainda não contei do senhor do bar, caraças. É episódio a não esquecer.
Yeger Mayster, o licor de hoje, ou seja, repetido. Parece que se escreve Yager Mayester, se não for, julguem-me, vá.

La Pausa? Huelva? (não sei...)
24/7/2015
2 e não sei quê da tarde
Sexta-feira
Então, ora pois, estou num paradeiro perto de Huelva, já no (bom) sentido de Portugal. Tenho saudades dos ricos filhos, do cão e da casa. A bem dizer tenho até saudades dalguns tarecos. Parámos aqui, não para comer, mas para esvaziar as bexigas.
A minha caligrafia é horrenda. Neste caderno. Oh céus. O que leva a isto é a pressa e a preguiça. Pressa, não vão os pensamentos voar; preguiça, por me ter já habituado às facilidades, e rapidez, dum teclado de computador.
Pomarão, 3 da tarde, é o que diz o relógio deste restaurante
Estamos num dos princípios de Portugal. Vamos comer bochechas de porco, que já chegaram à mesa, e, quero dizer que assim, vistas as coisas de princípio (além é Mértola); (que giro, três és, três acentos) é como que o verbo, que no princípio era o verbo, vai daí verbo, escrever. Ah ah.
Hotel ‘O Gato’, seis e tal ou lá que é, Odivelas, portanto
Então pronto, cá vim parar, ao ponto de partida.
(cinco e quarenta e três, afinal)
Que saudades dum teclado, oh céus. Venho no caminho, triste, sem o querer. Não chamo a tristeza, que é lá isso, só por dizer que a proximidade do lugar soturno dá-me forte na cabeça. Estúpida que se farta, esta minha cabeça. Até já vinha a idealizar, ou a escrever (com a cabeça, como é meu incessante costume) que as férias serviram para perceber que afinal viver é bom, qual golpe na carótida, qual quê. Mesmo sem eu querer, o estilo mórbido, ou tolo, sei lá, já se introduziu. Ideias tenho eu. Falo de como abordar as férias no blogue. A ver vamos se quando chegar o momento a imaginação se introduz também. Pois. Girassóis, não posso esquecer, os espanhóis, na praia, são como os girassóis, que vão rodando por modo a defrontarem, todavia, o sol. Que destemor. Que bravura. Defrontar o sol.
4,7 debaixo da ponte. Ah ah. Não sei de onde até Huelva km 47, saída 48. Ah ah. Avenida del V Centenario.

sábado, 8 de agosto de 2015

8749

Das férias, faltam ainda as letras e algumas fotos que entretanto me lembrei que ainda não publiquei. Oh céus, que falta, não é. É. Cá por coisas andei a vasculhar o blogue e dei com a descrição das minhas férias do ano passado. Ora bem, então, é que eu o ano passado pus-me a escrever um enorme post, aí não reside novidade, tenho montes de posts enormes, a uns chamo 'abstrato', a outros 'eclético', a outros chamo o dia corrente, o dia da semana, mas é que esse dito post é construído juntado o pimeiro dia de férias e o primeiro dia após o regresso a casa. Ou seja, duas semanas de acontecimentos num só post. Melhor explicado será talvez assim: saí de férias a uma sexta-feira, regressei na sexta-feira seguinte, vai daí, pumba, coiso, sexta-feira 13 de junho; sexta-feira 20 de junho, sábado 14 de junho; sábado 21 de junho, domingo 15 de junho; domingo 22 de junho e tal e tal e tal. Ah ah. Fica aqui um bocadinho desse relato alargado das férias de 2014 e subsquente regresso a casa, mais concretamente um bocadinho onde já estava cansadinha da minha própria criação...



Olá. Bom-dia!
Então, nada pra escrever acerca d' hoje...?
Parece que não, mas a esperança |como sempre| está no porvir.
Ora bem, já calculava que em algum momento me fosse aborrecer deste post enorme, não devido ao tamanho do dito mas porque me sinto encurralada, a minha parte criativa está a ressentir-se, normalmente não sinto vocação ou tampouco retiro prazer do 'mais do mesmo', isto quando consciente.
Estamos a meio da semana de trabalho e já estou embrenhada na rotina, conformada com o esperável.
Neste momento não sei o que escrever mais porque quero que este post contenha apenas ocorrências do dia corrente.
No lugar da musa há um livro que me encanta só de ler o título» 'Diário Azul', vejo-o de longe, portanto não alcanço o nome do autor. A chatice maior é o livro estar embrulhado em película, não posso cuscar para ver do que efetivamente trata ou conta. À partida os diários estão repletos de coisas aborrecidas mas pronto.
Diz-se por aí que não me preocupe em rabiscar as ideias no papel, numa ânsia de as não esquecer, pois o acaso e a memória farão brotar novamente o que é realmente valioso para a literatura. Vinha eu com estes pensamentos quando passo rente ao ateliê de costura. Recordei a conversa que ouvira ontem naquele mesmo lugar: 'são uns amores |as costureiras|, eu não te disse que elas são uns amores?' Devia ter continuado na costura, assim embruteço. É então que reparo como carrego a mala, parece que levo um bebé ao colo.
Olá, boa-tarde. É meio-dia e não sei quê. Ora bem, estou atrasada com o compromisso comigo mesma, ainda não acrescentei nada a esta porra de post.
São três e tal, largo agora o post, muito embora não pareça, pois estão mais letras aqui por baixo. É que estou cansada do meu próprio método, não tenho paciência para me arrastar mais neste assunto. O que escrevi hoje figura mais acima, noutros posts, aí estarei de volta ao meu modo espasmódico de escrever, aquele onde habitualmente me deleito. Em querendo, vão até lá.





De nada, ora essa. 

Pesquisar ora essa. 
Pesquisar ah ah. 
Pesquisar coiso. 
Pesquisar não é é. 
Pesquisar  pesquisar.








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Las Chapas 2015

Há imagem...




Há vídeo...


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Fotos das férias (segunda parte)

Depois foi a maluqueira do número 47, já lá atrás havia sido o 68, como da outra vez. Eh pá, a menina é assim, que se há-de fazer, não é. É.




Não só os meus pés que merecem figurar no blogue, que é lá isso.




A ideia principal, o motivo do clique, era a dupla de árvores, aproximá-las e isso assim, mas está um barquinho ali por entre elas, não está?




Ah e tal entoratas mais uma mão que outra, depois vês na fotografia, disse ele.




Coisa que a minha máquina fotográfica montes de epetacular faz. Coisas sem nome. De nada, ora essa.




Perspetivas dum entardecer mediterrânico e isso assim.




Olha mais perspetivas! Da varanda.




Praia. Não tão-somente praia mas sobretudo pessoas na praia.




Então, isto é porque sim, ora essa. Precisava vira cá fora. arejar a cabeça. Respirar, porque alguém me estava a tapar a boca. Saí. Entretanto colei quatro feltros numa ripa dum banco de jardim.
Feltros que eram para colar nos saltos das botas.
Era verão.
Era verão, portanto nada a ver com botas.
Era verão, eu não tinha mais nada para fazer, portanto tudo a ver com férias.




Eu já tinha dito que a praia se chama Las Capas...?
Não.
E hei-de repetir o facto um dia desses.