Gina, a mulher que tem um blogue

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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Post atrasado

Este post é atrasado, tal como consta no título, mas vamos lá. No dia de Natal, mais concretamente na manhã de Natal, fui passear a cadela e subi ao monte. Esse monte remonta, tão giro: monte – remonta, ah ah, mas dizia eu, esse monte remonta à minha infância, é que há mais ou menos quarenta anos, bom, mais para menos que para mais, há trinta e sete anos, vá, eu comecei por subir esse monte de segunda a sexta, a minha escola aquando do Ciclo Preparatório ficava no cimo da ladeira próxima à minha casa. Pus-me a fazer contas de cabeça: quantas vezes a terei subido? Magiquei, concluí e agora registo tudo no blogue.
Ora bem, então a escalada durou três anos letivos, o que equacionando férias resulta nuns oito meses em cada ano, portanto oito vezes três resulta em vinte e quatro meses. E eis que faço outra equação multiplicando vinte e quatro meses por vinte e dois dias, o que resulta em quinhentos e vinte e oito dias. Retiro agora alguma baixa de doença ou assim e arredondo a 'coisa' para... Quinhentos! 500! Eu, a Gina Maria de dez, onze e doze anos, subiu, e obviamente desceu, aquele monte 500 vezes!
De nada ora essa.
Imagino que a legião de seguidores deste blogue ao momento esteja baralhada da cachimónia com tantas contas apresentadas com os números em forma de letras, mas vamos então à imagem, a qual, por sinal, está uma merda. O que vale é que a legião de seguidores deste blogue (re)conhece nesta que escreve uma propensa disposição para imagens desqualificadas e inqualificáveis e mormente o expor copioso, tanto de meras questiúnculas como de pormenores desinteressantes, não é. É. Resta-me dizer obrigada com o coração - obrigada.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Afazeres

Mais 'afazeres' para este fim-de-semana. Tenho uns pontinhos a dar (é assim que a minha mãe diz): ele é coser molas nos casacos, ele é unir duas parte de malha polar para a cadela ter um aconchego melhor durante a noite, ele é a faixa do gajo que faz Jiu-Jitsu que precisa ali duma cosidela na tira vermelha, ele é fazer umas almofadas, ele é.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Rubrica

É assim que rubrica a homónima da minha cadela. Ah, e o resto de frase não tem nada de canino, é só porque achei que ficava bem.


sábado, 5 de dezembro de 2015

No supermercado

Comprei uma série de coisas, como é meu costume. Vai na volta e compro sempre as mesmas coisas. Coisas. Ah ah. Coisas daquelas dos ricos filhos levarem para os seus lanches, coisas de leites, leites com coisas, tanto para o rico filho como para a rica filha, biscoitos para a cadela, com coisas para os dentes. E para os dentes dos donos todos que a cadela tem: duas embalagens de pasta de dentes, para dentes, quero eu dizer, que prometem, numa: un brillo saludable, noutra: brillo glamoroso. Ou então, se viro a casaca, falam inglês comigo, numa: healthy shine, noutra: glamorous shine. Mas comprei mais coisas. Ah ah.
algodão cotonetes papel higiénico desodorizante guardanapos detergente máquinas louça e roupa 
lava madeiras massa folhada chuchu beringela cenouras pimento amarelo cogumelos cebolas laranjas

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Roupa íntima

Enquanto eu relatava coisas acerca do meu sutiã para uma câmara gravar... Sério, sutiã. Bom, enquanto isso acontecia, e uma vez que havia fechado a porta da divisão onde me encontrava e estava a gravar também a minha imagem, lá ao fundo via-se, e vê-se, a cadela farejando a fresta da porta para saber se era por ali que tinha de seguir. Só por dizer que a porta estava fechada. Pois. Depois, como eu estava a falar, olhou-me muito interessada, mas percebendo que a conversa não era com ela, sentou o rabinho e manteve as patas dianteiras esticadas. Tão querida e fofa, o bicho-cão lindo da dona. Ah ah. Pobrezita. Fechada numa parte de casa com uma dona que fala sozinha. Ah ah.

domingo, 29 de novembro de 2015

Já fiz a minha Árvore de Natal

Mas não me vou pôr para aqui a descrevê-la nem a numerá-la como faço com outras, as que não me pertencem. Vou só dizer que a enfeitei com folhas douradas que apanhei ontem à noite do chão da minha praceta. Andava a passear a cadela quando as vi, inertes, que não estava lá muito vento, e considerei elegante, leia-se engraçado, prender folhas naturais numa árvore artificial.



sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Cão

Post d' agora começa em fim: dona prende cão em varanda sem contudo usar maldade.
Dona visita varanda e cão segue-a. Dona faz coisas com roupa seca, entra em casa e fecha porta. Em mesa de jantar família toda dá por falta de cão, família toda concluí que cão em algumas vezes nem se chega a mesa, pode estar enjoado ou sonolento e não lhe apetecer olhar esperançosamente para donos distraídos de sua presença e absortos em conversas de dia. Jantar comido, dono ouve gemido fraco e descobre com surpresa que cão ficara fechado em varanda porque dona não vira que cão ficara lá. Pobrezito cão. Desnaturada dona. Dona pede desculpa a cão, segurando focinhito em mãos. Coitadinho de cão. Dona abraça cão.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Plano doce

Afinal vou mas é fazer bolo de bolacha de chocolate, sendo eu a fazer as bolachas, ai que vai ser tão bom, e barrando-o com natas onde junto um doce feito com as amoras colhidas por mim e pelo Luís, enquanto a cadela nos observava por entre cheiradelas e olhares interessados, e que depois acabei por congelar para não as perder.

domingo, 1 de novembro de 2015

399

Este é o trecentésimo nonagésimo nono post do mês de outubro. Devia tê-lo escrito e publicado ontem mas não me lembrei. Trata-se do desassossego da cadela de cada vez que a criançada tocava à campainha em busca de doces. A minha cadela não pode ouvir a campainha que é isto: ão ão ão e mais muitos e muitos ãos. Mas vai-se a ver, mesmo que a pessoa seja estranha à casa e a gente lhe abra a porta, não se joga querendo fazer mal, nada disso, encaminha-se para a pessoa, cheira-a e passa-lhe os ãos por completo. Ganda maluca. 
Do Halloween nada mais tenho a acrescentar do que isto: a vida agora é estranha, anda tudo baralhado, qual halloween qual quê pá, então não era o pão por deus? Ainda por cima adiantaram-se um dia? Ora.

sábado, 31 de outubro de 2015

Do sol

A cadela está deitada ao sol. O sol entra no quarto e ela estende-se onde ele aparece.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ó Gina, diz lá como tem sido a tua adaptação ao horário de inverno, vá

Então, tem sido calma e segura, grata pela atenção tamanha. E já que há tanta assim, desenvolvo um poucochinho.
A pior parte é acordar mais cedo do que é preciso, mas olha, vai-se vivendo, acabo por me levantar mais cedo e vai daí tenho mais tempo para me despachar. Obviamente não é mau de todo e daqui a uns quatro ou cinco dias de trabalho tudo volta ao antigamente. Isto agora é só a gente fingir que não percebe que sai do trabalho mais tarde e que não percebe que se levanta praticamente à mesma hora e que não percebe que dorme ainda menos. Vai-se a ver, já que o tempo passa mesmo depressa, daqui a duas ou três semanas vejo a luz do dia adentrando o meu lar somente ao fim-de-semana, o que pode ser vantajoso, tipo assim notar o pó e os pelos da cadela nesses dois dias e serem exatamente nesses que me dedico às limpezas. Menos sofrimento, portanto.

Segundo

Cadela fareja-me, ainda deitada, enfiando o focinho na roupa da minha cama, como que a chamar-me. Isto quando já o despertador se faz ouvir. O incrível é que toca no radio:
‚can I lay by your side‘
Parece a cadela a cantar pra mim. É que parece mesmo a cadela a pedir-me:
‚next to you-u-u-u-u-u‘
E eu a dizer que não. Sempre. Mas a dizer mesmo. E a cadela a ouvir, claro. Calada.


Nota: versos retirados do poema desta canção.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

9450

Agora fazia de conta que o cão estava aqui comigo para eu sentir o pelinho dela muito fofinho e vê-lo muito brilhante. Só que não está.

sábado, 24 de outubro de 2015

De manhã

De manhã, no passeio com a cadela, já quase esquecia de dizer, aquela escuridão toda já eu tinha dito há bocado, está no post não sei que número, a chilreada era sonora. Bastante. Eu levava um saco de lixo, que quando mandei para o caixote gigante fez um estrondo que calou a passarada. Recomeçaram uns quinze minutos depois.

Escuridão

Passeio com a cadela: sete e dez. Grande record. Sério. Noite cerrada, ainda, bairro sem luz, sei lá porquê, alguma avaria, poupança, não sei. Agora imagine-se. Cadela é preta, noite na rua, ausência total de luz artificial, por pouco não perdia o cão. É que a escuridão era mesmo muita. O pior de perder o cão seria ter sido preguiçosa e não lhe ter posto coleira com identificação. Pronto, mas não, correu tudo bem.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

De manhã

Cadela planta-se em lado de dona, sabe que esta se levanta de cama primeiro que dono, não significando isso que dona se levante lá porque cadela está para ali, gemente, carente, enfiando focinho em cobertores. Cadela desiste de dona, dá volta a cama e faz igual em lado de dono. Nada. Cadela vai para outro quarto ver como está dona mais nova, se já acendeu luz, se já se levantou de cama e coisas assim. Não. Cadela volta a dona. Não. Cadela dá volta a cama e espera dono. Não. Dona levanta-se e é lambida sofregamente em mãos e pernas, custando a conseguir intento primordial que é chegar a wc para esvaziar bexiga. Consegue, cadela alfim permite mas planta-se defronte para receber carinhos em pelo, semi-sossegada, mal se contendo. Lá dentro, em quarto, com soneira imensa e custoso erguer de cama, dono geme sonoramente, cadela estende orelhas, põe-se alerta, arrebita rabinho e abandona dona em wc. Entretanto dona mais nova também já mexe, cadela fica portanto com três pessoas acordadas para oferecer atenção que possui em tamanhão pela manhã. Há quarta pessoa em outro quarto não longe dali, é dono mais novo, mas cadela sabe que não é ainda hora de acordar para essa pessoa.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Lugar da musa

Abri o livro, sem vontade de ler. Folheei-o. Pousado na folha morta estava um pelo da minha cadela. Fechei o livro, sem ler.
Vou mas é embora daqui, tenho de deixar dois rebuçados de mentol ali assim, amanhã revelo onde.

domingo, 11 de outubro de 2015

Do vídeo

Fiz um vídeo que não publicarei. Anunciar que fiz algo que não publicarei contém um quinhão de estupidez. Mas pronto. É acerca da cadela, o vídeo. Falo para ali e falo, a cadela ao pé de mim, manifestamente deslumbrada com a minha presença e atenção, senta, mando eu, e ela senta, olha aqui, mando eu, e ela olha. Em certa altura está para aí meio minuto com o focinho enterrado nas minhas mamas, desfrutando dos meus incessantes afagos, enquanto eu falo para ali e falo. Depois há outras coisas, falta-me objeitividade e clareza no discurso. Depois há outras coisas, enquanto eu falo para ali e falo. Depois há outras coisas.