Gina, a mulher que tem um blogue

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sábado, 8 de agosto de 2015

8749

Das férias, faltam ainda as letras e algumas fotos que entretanto me lembrei que ainda não publiquei. Oh céus, que falta, não é. É. Cá por coisas andei a vasculhar o blogue e dei com a descrição das minhas férias do ano passado. Ora bem, então, é que eu o ano passado pus-me a escrever um enorme post, aí não reside novidade, tenho montes de posts enormes, a uns chamo 'abstrato', a outros 'eclético', a outros chamo o dia corrente, o dia da semana, mas é que esse dito post é construído juntado o pimeiro dia de férias e o primeiro dia após o regresso a casa. Ou seja, duas semanas de acontecimentos num só post. Melhor explicado será talvez assim: saí de férias a uma sexta-feira, regressei na sexta-feira seguinte, vai daí, pumba, coiso, sexta-feira 13 de junho; sexta-feira 20 de junho, sábado 14 de junho; sábado 21 de junho, domingo 15 de junho; domingo 22 de junho e tal e tal e tal. Ah ah. Fica aqui um bocadinho desse relato alargado das férias de 2014 e subsquente regresso a casa, mais concretamente um bocadinho onde já estava cansadinha da minha própria criação...



Olá. Bom-dia!
Então, nada pra escrever acerca d' hoje...?
Parece que não, mas a esperança |como sempre| está no porvir.
Ora bem, já calculava que em algum momento me fosse aborrecer deste post enorme, não devido ao tamanho do dito mas porque me sinto encurralada, a minha parte criativa está a ressentir-se, normalmente não sinto vocação ou tampouco retiro prazer do 'mais do mesmo', isto quando consciente.
Estamos a meio da semana de trabalho e já estou embrenhada na rotina, conformada com o esperável.
Neste momento não sei o que escrever mais porque quero que este post contenha apenas ocorrências do dia corrente.
No lugar da musa há um livro que me encanta só de ler o título» 'Diário Azul', vejo-o de longe, portanto não alcanço o nome do autor. A chatice maior é o livro estar embrulhado em película, não posso cuscar para ver do que efetivamente trata ou conta. À partida os diários estão repletos de coisas aborrecidas mas pronto.
Diz-se por aí que não me preocupe em rabiscar as ideias no papel, numa ânsia de as não esquecer, pois o acaso e a memória farão brotar novamente o que é realmente valioso para a literatura. Vinha eu com estes pensamentos quando passo rente ao ateliê de costura. Recordei a conversa que ouvira ontem naquele mesmo lugar: 'são uns amores |as costureiras|, eu não te disse que elas são uns amores?' Devia ter continuado na costura, assim embruteço. É então que reparo como carrego a mala, parece que levo um bebé ao colo.
Olá, boa-tarde. É meio-dia e não sei quê. Ora bem, estou atrasada com o compromisso comigo mesma, ainda não acrescentei nada a esta porra de post.
São três e tal, largo agora o post, muito embora não pareça, pois estão mais letras aqui por baixo. É que estou cansada do meu próprio método, não tenho paciência para me arrastar mais neste assunto. O que escrevi hoje figura mais acima, noutros posts, aí estarei de volta ao meu modo espasmódico de escrever, aquele onde habitualmente me deleito. Em querendo, vão até lá.





De nada, ora essa. 

Pesquisar ora essa. 
Pesquisar ah ah. 
Pesquisar coiso. 
Pesquisar não é é. 
Pesquisar  pesquisar.








~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~




terça-feira, 19 de maio de 2015

8247

Tenho uma unha com uma reentrância que parece um triângulo desenhado sabugo adentro. Parte-se constantemente. Creio que a doença ainda vem do entalão do ano passado, aquando das férias. Férias. Férias... Férias...? Férias?!
Sumamente importante é também dizer que este é o segundo post pertencente à etiqueta 'Férias 2015' e será provavelmente o último em que discorro acerca das férias de 2014. Até amanhã... Não é nada até amanhã, ainda não. Estou aqui que não posso, vou-me embora sem deixar rascunhos. Sinto-me despida e fria, doente, sempre que não tenho o que escrever. Sim, a minha cabeça é menos saudável do que parece. Até amanhã.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Ah, que giro!

E eis que meio ano depois... Me respondo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Um dia diferente

Olá, bom-dia! Ainda é bom-dia, segundo as normas. São onze e cinquenta e um.
Estou mais ou menos de férias. Quer isto dizer que hoje não estarei presente no estaminé, estou em casa, se bem que vou trabalhar um bocadinho de tempo daqui a nada.
De manhãzinha fui às compras, só que não fui, há obras por aí acima, na estrada que se dirige ao supermercado onde normalmente me abasteço de mercearias. Voltei para trás, não me apetecia nada estar montes de tempo numa fila de trânsito, já que posso muito bem ir noutro dia fazer as minhas comprinhas, pois então assim seja.
Neste momento preparo as minhas ervilhas com ovo, que há-de ser o meu almoço. Vou espreitar.
Voltei. As ervilhas têm de apurar mais um pouco, destapei o tachinho.
Estou sozinha em casa desde as dez e meia. Faltava dizer isto, é um item importante, se me lembrar que isso dantes não podia acontecer.
|um; asterisco; cardinal; aspas|
Deitei o ovo por cima das ervilhas e tapei o tachinho. Agora é esperar.

Meio-dia, anuncia a sirene dos bombeiros.
Planeio hoje fazer umas costuras e limpar a sala. Vamos lá a ver se os planos se traduzem na realidade deste dia. Talvez me dê a preguiça para o caso da limpeza da minha sala...
Andam moscas de volta da minha cabeça. Pus inseticida na sala, logo, isso fez com que elas fugissem de lá com as suas asinhas, irritadas. Abespinhadas seria um adejtivo porreiro para moscas irritadas. Que eu irritei. Que bom fazer maldades. Oh, afinal não é maldade nenhuma, é uma questão justa, elas cagam-me a casa.

Treze e um.
Saio daqui a nada de tempo. Só falta enfiar o vestido, as sandálias, as mangas do casaco. Deixo cá o cão, logo passeia no meu regresso.
Enquanto almoçava visionei o programa Fator X que tinha nas gravções. Chorei de emoção. Vozes extraordinárias. Isso. Há pessoas que têm vozes extraordinárias. Chorei.

Treze e quatro.
Desligo o computador neste minuto.

Dezasseis e vinte e quatro.
Devia ter ido passear a cadela às três. Escrevo do que devia ter feito, ou do que não fiz.
Fiz crumble, de manhã. Um apetitoso doce americano, acerca do qual escrevi há mais ou menos uma semana, registando no blogue que o ia fazer no passado sábado, só que não fiz. Mas fiz hoje. Pronto, aí está, escrevo agora de coisas que fiz. Quero dizer: que primeiro não fiz mas que fiz hoje. Fiz. Positivo.
Já fui às compras, já trabalhei, portanto. Soube-me bem sair de casa. Não pisar o chão do estaminé é alivioso que se farta, mas estar aqui especada o dia inteiro, sozinha, é estranho, não estou habituada a este silêncio. Por isso tenho duas sinfonias cá em casa, uma na sala, a tv está ligada no canal vh1, o meu preferido, e o radio no posto que costumo ouvir seja onde for, Radio Comercial. Não sei que canção está a passar na tv, tampouco o que toca o radio agora. A primeira porque não a sei identificar, a segunda porque não a ouço lá muito bem. Preciso tanto de barulho, afinal.
Matei uma data de moscas na cozinha, alcei do chinelo e pumba e pumba e pumba. Depois limpei os restos mortais com guardanapos.
Wellow Taxi, agora, não sei quem canta, nem vou pesquisar, mas é o táxi amarelo.
Estive a ver o filme vamos dançar? - é tão bonito. Pesquisar a banda sonora, é preciso. Chorei quando fiquei muito contente porque ia pesquisar a banda sonora do filme. Chorei porque me senti feliz acerca de tão simples projeto. O meu problema é esse, fico imensamente infeliz depois de um pico feliz. Estou doente.
Porque é que escrevo tão intimamente hoje? Porque não vou publicar este post hoje.
Vou-me dedicar a linhas e agulhas. São dezasseis e trinta e seis.

Dezassete e vinte e seis.
Já fiz as duas coisitas de costura que tinha planeado. Pumba, outro item executado, não planeado e depois esquecido.
Cher, há pouco na tv, if I could turn back time. Grande som.
If I could turn back time
If I could find a way
I'd take back those words that've hurt you
Grande som. Mesmo.
If I could reach the stars
I'd give em all to you
And you'd love me, love me, like you used to do

Dezassete e quarenta e oito.
Though I'm barely touching you
I've shivers down my spine
And it feels divine
Maria Mckee
Oh céus... Vou ali e coiso.

Dezanove e cinco.
Há bocado choveu. O chão por baixo do meu carro estava seco. O carro molhado, tejadilho, capô, traseira, portas, jantes e pneus. E puxadores. E antena. E vidros. Mas o chão debaixo dele, seco.
Cheira a champô de fim de verão. E a gente no outono.
A rica filha tem unhas novas. Longas e escuras. Diz que agora até um simples bocejo é glamoroso, quer ela dizer que quando tapar o bocejo com a mão as pessoas notarão as lindas unhas que tem. Cenas de gaja, vá.
Vou fazer o jantar não tarda. Arroz de atum. As latas estão em cima da tábua de cozinha vai para quatro ou cinco horas, uma cenoura faz-lhe companhia desde então, há pouco descasquei-a e descasquei também uma cebola e escolhi três alhos, a que não retirei ainda as camisas, que o alho oxida facilmente, não pode ficar à espera até eu me apetecer meter-lhes as mãos.
O rico filho também já chegou, durante estes dias experimenta a formação de alguém que faz inbound. Anda a aprender essas coisas assim com esse jeito.

Vinte e uma e vinte e nove.
Dá cinquenta. 21+29=60 21:29 Ah ah.
Terminou há pouco aquele filme erin não sei quê com a Julia Roberts. Só vi o último pedaço, aquele em que ela recebe um cheque com uma quantia grande e faz aquela figura de ursa porque pensou que lhe ia ser tirado valor monetário e profissional. Claro que o 'engano' se desfez e tal. Depois o filme terminou mesmo. Fiquei a ver a lista de cargos e de pessoas a rolar para cima no meu ecrã não muito moderno. Credo, quantos cargos e quantas pessoas são precisos para fazer um filme, nunca pensei, nunca notei, poucas vezes devo ter passado o meu tempo a ver um rolar deste tipo. Enquanto o rolar rolava até me lembrei o quanto as pessoas que trabalham e fazem coisas belas e maravilhosas, com um filme de qualidade, daqueles bem-sucedidos, visionados por milhões, são esquecidas, ninguém vê o rolar a rolar no fim de cada filme...
Ó mãe, há carro...? Quem quer saber é o rico filho. Na verdade ele procura saber se pode levar o carro, se há carro disponível para ele. Esta perguntinha é recorrente. Hoje, depois da pergunta dele e da minha resposta, avisei-o: olha, quando curvares vais ouvir uns barulhos estranhos, não te assustes, são três cabos de esfregona que estão no banco de trás, não cabiam na mala. Às vezes, quando acontece irmos todos para o carro e o vejo sentar-se ao volante com alguma dificuldade, pergunto em tom de brincadeira: que é que foi, hã? Foi uma pessoa pequena que esteve ao volante a última vez, hum?! Ó mãe, diz ele, cada vez que entro no carro depois de tu teres cá estado tranco o volante com os joelhos!

Vinte e duas e onze.
Trinta e três. Ah ah.
O dia está no fim, nem sei se ainda volto a este post. Não vou publicá-lo hoje, como há pouco referi, não quero. Quando o publicar já nem me lembro do que escrevi e do que vivi hoje, depois vai ser giro recordar.


1 comentário:
Gina G disse...

E foi. Se foi!
Hoje é dia 26 de abril de 2015 e caí neste post porque andava a ler coisas antigas. Foi realmente muito giro recordar. :)
Nota: este comentário é de mim ao presente para mim num passado que foi presente há cerca de seis meses. Hilariante.

26/04/15, 23:17

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Terminei o pote do sal

Terminei o pote do sal que tinha trazido de Espanha, em junho, quando estive lá de férias e fui muitas vezes à praia banhar-me e dourar a pele. É um sal especial, marinho. Tem um toque algo húmido e a bem dizer não sei se salga mais ou se salga menos que o sal regular, sei que é caro que se farta e que é muito bom porque supostamente não tem cenas parvas daquelas que fazem mal à gente, digo azia, engrossar o sangue, altear a tensão arterial e isso assim.
Agora vou deixar uma foto de como aquela praia andaluza se apresentava em junho deste ano.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Um dia diferente

Olá, bom-dia! Ainda é bom-dia, segundo as normas. São onze e cinquenta e um.
Estou mais ou menos de férias. Quer isto dizer que hoje não estarei presente no estaminé, estou em casa, se bem que vou trabalhar um bocadinho de tempo daqui a nada.
De manhãzinha fui às compras, só que não fui, há obras por aí acima, na estrada que se dirige ao supermercado onde normalmente me abasteço de mercearias. Voltei para trás, não me apetecia nada estar montes de tempo numa fila de trânsito, já que posso muito bem ir noutro dia fazer as minhas comprinhas, pois então assim seja.
Neste momento preparo as minhas ervilhas com ovo, que há-de ser o meu almoço. Vou espreitar.
Voltei. As ervilhas têm de apurar mais um pouco, destapei o tachinho.
Estou sozinha em casa desde as dez e meia. Faltava dizer isto, é um item importante, se me lembrar que isso dantes não podia acontecer.
|um; asterisco; cardinal; aspas|
Deitei o ovo por cima das ervilhas e tapei o tachinho. Agora é esperar.

Meio-dia, anuncia a sirene dos bombeiros.
Planeio hoje fazer umas costuras e limpar a sala. Vamos lá a ver se os planos se traduzem na realidade deste dia. Talvez me dê a preguiça para o caso da limpeza da minha sala...
Andam moscas de volta da minha cabeça. Pus inseticida na sala, logo, isso fez com que elas fugissem de lá com as suas asinhas, irritadas. Abespinhadas seria um adejtivo porreiro para moscas irritadas. Que eu irritei. Que bom fazer maldades. Oh, afinal não é maldade nenhuma, é uma questão justa, elas cagam-me a casa.

Treze e um.
Saio daqui a nada de tempo. Só falta enfiar o vestido, as sandálias, as mangas do casaco. Deixo cá o cão, logo passeia no meu regresso.
Enquanto almoçava visionei o programa Fator X que tinha nas gravções. Chorei de emoção. Vozes extraordinárias. Isso. Há pessoas que têm vozes extraordinárias. Chorei.

Treze e quatro.
Desligo o computador neste minuto.

Dezasseis e vinte e quatro.
Devia ter ido passear a cadela às três. Escrevo do que devia ter feito, ou do que não fiz.
Fiz crumble, de manhã. Um apetitoso doce americano, acerca do qual escrevi há mais ou menos uma semana, registando no blogue que o ia fazer no passado sábado, só que não fiz. Mas fiz hoje. Pronto, aí está, escrevo agora de coisas que fiz. Quero dizer: que primeiro não fiz mas que fiz hoje. Fiz. Positivo.
Já fui às compras, já trabalhei, portanto. Soube-me bem sair de casa. Não pisar o chão do estaminé é alivioso que se farta, mas estar aqui especada o dia inteiro, sozinha, é estranho, não estou habituada a este silêncio. Por isso tenho duas sinfonias cá em casa, uma na sala, a tv está ligada no canal vh1, o meu preferido, e o radio no posto que costumo ouvir seja onde for, Radio Comercial. Não sei que canção está a passar na tv, tampouco o que toca o radio agora. A primeira porque não a sei identificar, a segunda porque não a ouço lá muito bem. Preciso tanto de barulho, afinal.
Matei uma data de moscas na cozinha, alcei do chinelo e pumba e pumba e pumba. Depois limpei os restos mortais com guardanapos.
Wellow Taxi, agora, não sei quem canta, nem vou pesquisar, mas é o táxi amarelo.
Estive a ver o filme vamos dançar? - é tão bonito. Pesquisar a banda sonora, é preciso. Chorei quando fiquei muito contente porque ia pesquisar a banda sonora do filme. Chorei porque me senti feliz acerca de tão simples projeto. O meu problema é esse, fico imensamente infeliz depois de um pico feliz. Estou doente.
Porque é que escrevo tão intimamente hoje? Porque não vou publicar este post hoje.
Vou-me dedicar a linhas e agulhas. São dezasseis e trinta e seis.

Dezassete e vinte e seis.
Já fiz as duas coisitas de costura que tinha planeado. Pumba, outro item executado, não planeado e depois esquecido.
Cher, há pouco na tv, if I could turn back time. Grande som.
If I could turn back time
If I could find a way
I'd take back those words that've hurt you
Grande som. Mesmo.
If I could reach the stars
I'd give em all to you
And you'd love me, love me, like you used to do

Dezassete e quarenta e oito.
Though I'm barely touching you
I've shivers down my spine
And it feels divine
Maria Mckee
Oh céus... Vou ali e coiso.

Dezanove e cinco.
Há bocado choveu. O chão por baixo do meu carro estava seco. O carro molhado, tejadilho, capô, traseira, portas, jantes e pneus. E puxadores. E antena. E vidros. Mas o chão debaixo dele, seco.
Cheira a champô de fim de verão. E a gente no outono.
A rica filha tem unhas novas. Longas e escuras. Diz que agora até um simples bocejo é glamoroso, quer ela dizer que quando tapar o bocejo com a mão as pessoas notarão as lindas unhas que tem. Cenas de gaja, vá.
Vou fazer o jantar não tarda. Arroz de atum. As latas estão em cima da tábua de cozinha vai para quatro ou cinco horas, uma cenoura faz-lhe companhia desde então, há pouco descasquei-a e descasquei também uma cebola e escolhi três alhos, a que não retirei ainda as camisas, que o alho oxida facilmente, não pode ficar à espera até eu me apetecer meter-lhes as mãos.
O rico filho também já chegou, durante estes dias experimenta a formação de alguém que faz inbound. Anda a aprender essas coisas assim com esse jeito.

Vinte e uma e vinte e nove.
Dá cinquenta. 21+29=60 21:29 Ah ah.
Terminou há pouco aquele filme erin não sei quê com a Julia Roberts. Só vi o último pedaço, aquele em que ela recebe um cheque com uma quantia grande e faz aquela figura de ursa porque pensou que lhe ia ser tirado valor monetário e profissional. Claro que o 'engano' se desfez e tal. Depois o filme terminou mesmo. Fiquei a ver a lista de cargos e de pessoas a rolar para cima no meu ecrã não muito moderno. Credo, quantos cargos e quantas pessoas são precisos para fazer um filme, nunca pensei, nunca notei, poucas vezes devo ter passado o meu tempo a ver um rolar deste tipo. Enquanto o rolar rolava até me lembrei o quanto as pessoas que trabalham e fazem coisas belas e maravilhosas, com um filme de qualidade, daqueles bem-sucedidos, visionados por milhões, são esquecidas, ninguém vê o rolar a rolar no fim de cada filme...
Ó mãe, há carro...? Quem quer saber é o rico filho. Na verdade ele procura saber se pode levar o carro, se há carro disponível para ele. Esta perguntinha é recorrente. Hoje, depois da pergunta dele e da minha resposta, avisei-o: olha, quando curvares vais ouvir uns barulhos estranhos, não te assustes, são três cabos de esfregona que estão no banco de trás, não cabiam na mala. Às vezes, quando acontece irmos todos para o carro e o vejo sentar-se ao volante com alguma dificuldade, pergunto em tom de brincadeira: que é que foi, hã? Foi uma pessoa pequena que esteve ao volante a última vez, hum?! Ó mãe, diz ele, cada vez que entro no carro depois de tu teres cá estado tranco o volante com os joelhos!

Vinte e duas e onze.
Trinta e três. Ah ah.
O dia está no fim, nem sei se ainda volto a este post. Não vou publicá-lo hoje, como há pouco referi, não quero. Quando o publicar já nem me lembro do que escrevi e do que vivi hoje, depois vai ser giro recordar.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Primeiro

Olá, bom-dia.
Hoje é segunda-feira, dia 22 de setembro de 2014. Inicia-se uma nova semana, para mim é a segunda semana que trabalho inteira. Inteira, a semana. Quero eu dizer que desde meados de julho não tinha uma semana inteira de trabalho, isto devido ao tipo de férias que este ano gozei, foram umas férias tipo assim para o esquisito, vá, dias aproveitados pelo meio para não transtornar a outra gente e mais não sei o quê.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Primeiro

Olá, bom dia!
De regresso ao trabalho.
Pois.
Coiso.
Uma chatice.
Estou de regresso à rua de Lisboa onde há um armazém apinhado até ao teto com caixas de mercadoria diversa, isto num lugar onde existiu uma padaria durante décadas, a pôr a rua a cheirar a pão fresco e com grandes filas de clientes à frente do balcão e à porta, aquando dos bons tempos.
Estou de regresso à rua de Lisboa onde há qu' anos está estacionado um carro com umas letras pintadas no capô a dizer 'pénis'. Ao presente o í e o ésse não se veem e as restantes letras estão sumidas.
Estou de regresso à rua de Lisboa onde numa das fachadas do número 15 está escrito: 'fuck the police'. Tão rebeldes, credo.
E pronto, é a esta rua que estou de regresso, sem saudades mas disposta, sem vontade mas resignada. Não venham cá ver-me e consolar-me, não vale a pena, e na verdade é-me mais fácil estar sozinha.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Compras

De manhã fui às compras. Compras de supermercado. Levei os meus pais comigo. Fiz as compras devagarinho, claro.

De tarde fui às compras. Compras da beleza. Fui com a rica filha. Comprámos maquilhagem e bijutaria, quase tudo a pensar no casamento.

P.S.
Comprei um postal para a noiva. Não é alusivo a casórios nem nada disso, tem rosas desenhadas e palavras nenhumas. Quem lá vai pôr as palavras sou eu, e o resto do pessoal assina.
Escrevi assim: «Ana, o que desejamos resume-se a isto: tudo de bom. Beijos.»

Olá, boa-tarde!

Estou de férias!

sábado, 6 de setembro de 2014

Tenho-me esquecido

Tenho-me esquecido de publicar as fotos que tirei na praia no passado domingo. Ei-las, mas antes o respetivo desenvolvimento palavroso.

Abaixo, o que se vê é uma imagem esquisita. Queria fotografar as nuvens estranhas mas bonitas que visionei durante toda a viagem, mas o que fotografei foi principalmente o meu dedo. Eram nuvens com uma forma singular, assemelhando-se um pouco a cogumelos de fumo, ou ainda a certas árvores, como por exemplo as que eu vi por toda a zona de Roma, o ano passado. Exponho esta foto sem qualidade porque acho muito bonito os fios de luz que um dedo e uma lente de fotografia podem fazer.
As nuvens estranhas estão na segunda foto, muito embora se veja também um pouquinho do meu dedo, que isto de tirar fotos com o telemóvel, pá...
A terceira foto é parte dos meus chinelos. Pronto, vá, estes chinelos também lembram as férias do ano passado, em Itália, vieram de Maratea, além de bonitos são também deveras confortáveis.
Depois, pela quarta foto, temos um par de joelhos, os meus, e no canto inferior direito veem-se contornos difusos de partes de outros seres humanos que comigo partilhavam o areal.
Quinta foto: luz intensa e céu azul, nada mais.
Na sexta foto está patente um 'fixe' do meu dedão do pé direito.
E por último, uma visão luminosa.

Primeiro

Olá, bom dia! Este é o primeiro. Sim, só escrevo o 'primeiro' quando estou no trabalho, quero dizer, se calhar não, mas pronto, o que eu quero mesmo dizer é que hoje é sábado e sim, vim trabalhar e sim, não é costume trabalhar ao sábado.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Planos

Num dos dias de férias lavei a bolsa dos documentos e a do telemóvel, sim senhores. Agora é um gosto vê-las.

Setembro

O setembro trouxe à minha rua pessoas que eu já não me lembrava que existiam.

Nota: eu já tinha dito que hoje estou a trabalhar? Não, pois não? Então, pronto, estou.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

As horas

São vinte e uma e quatro. Parti duas unhas da mão direita. Parti, não racharam, quebraram, lascaram, ou isso, e vi-me obrigada a cortá-las rente ao sabugo.. Um problema, claro, vem aí o casório, de hoje a oito dias vou à manicura, até lá essas duas unhas têm de crescer, vá lá, e as outras vou ter de as ir aparando, que a bem da verdade não gosto de unhas muito compridas, sei lá, enfia-se-me nas palmas das mãos aquando dos nervos, ou então dobram-se se abro argolas para enfiar as chaves dos clientes... Mas o que é que eu estou para aqui a escrever?! Eu estou de férias, nada de escrever e  lembrar ou lembrar a escrever da porra do trabalho! Mau maria.

As horas

São dezoito e quarenta e nove. De costuras hoje fiz o vestido da rica filha, aquele das ramagens com fundo verde-água e as ditas ramagens sobretudo em cinzento e preto, mas também com outras cores não muito sobressaídas. Cozi o atilho da fronha de almofada que confecionei há dias para o rico filho. E ando aqui de roda do vestido das riscas, aquele tecido que comprei à pressa no outro dia. À pressa é como quem diz, impulsivamente, na verdade não gosto tanto assim dele, e do feito ainda gosto menos, mas pronto, vou ter de o vestir, só não vou ter de o levar ao casamento e ainda bem, escolho outro.

As horas

São dezoito e trinta e cinco. Acabei de limpar, finalmente, o congelador, passar o pano com detergente da louça, assim como se o compartimento louça fosse, vá. Entretanto deu pra descobrir que há um dos três gavetões que diz ser xxl, é o que fica no meio, e, tcharan!, não cabe nos outros dois lugares.
Ficou tudo tão limpinho, tão branco, tão... Vazio. Ao momento o meu congelador apenas contém uma caixa com mais ou menos uma dúzia de peças de refrescar bebidas. Sabem, aquelas peçazinhas coloridas que se congelam e para depois refrescar bebidas e voltam a congelar e se vai buscar para refrescar bebidas e voltamos a congelar... Bem, já devem ter percebido, são essas peçazinhas mesmo.




As gavetas

Ao conteúdo das gavetas das mesinhas-de-cabeceira que estão no corredor adendei mais um salazar. Este em azul e branco, com cupcakes pintados na parte que salazariza as massas dos bolos ou pães.. Ainda pensei adendar também a vara de arames, que não é de arame mas de uma qualquer matéria plástica, e que ainda não estreei. Mentira, estreei sim, estreei a mexer as pataniscas de delícias do mar. Estavam tão boas. Mas não, e estou lá atrás, na adenda, não adendei a vara de de uma qualquer matéria plástica, que fica tão bem pendurada no tubo,encaixada num ésse, por baixo do armário.

(Faltava-me isto.)

As horas

Dezassete e trinta e nove. Vou ver a água, outrora gelo.

Gelo

Logo de manhã pus o congelador a descongelar. Andava há meses a tentar esvaziá-lo ao máximo, assim de modo a não desperdiçar comida nenhuma, vá, o que é difícil que se farta, e aqui estou a falar do esvaziamento de um congelador... E agora é porque tenho lá umas costeletas que sobraram na embalagem e tenho de as congelar, e agora é porque tenho tantas claras que é uma pena desperdiçar e por isso congelo-as, e agora é porque me sobrou pão e tenho de o congelar, e agora é porque comprei meia dúzia de pimentos vermelhos porque estavam em promoção e como são muitos tenho de os congelar, e agora é porque a vizinha me deu pêras e eu fiz puré delas e congelei, e agora é bananas que amadureceram demais e os ricos filhos já não lhes pegam... Oh céus. Já está, aliás, está há umas oito horas no pingue-pingue, é necessário vigiar para não entornar a água que vai enchendo o pirex que pus no chão para a aparar. Ainda não consegui lavar e arrumar as grandes caixas que entretanto já lavei e sequei há horas. 
Mesmo assim, tinha no congelador o seguinte:
dois quartos de pimento, três bananas, 
uma taça com puré de pêra, 
um cilindro de massa para fazer bolachas, 
metade de um pão.
Os quartos de pimento conto usá-los no jantar. Com a taça de puré de pêra e as bananas faço um bolo qualquer no sábado. Daqui a pouco corto o cilindro em fatias de meio centímetro e cozo no forno. O meio pão come-se amanhã ao pequeno almoço.

As horas

São onze e quarenta e quatro da manhã. Crio este post para dizer, também, que para o almoço vou fazer massas cozidas num refogado de legumes, e que os legumes são unicamente verdes: pimento, curgete, aipo, alho francês.

Lembrete: estou de férias.