Gina, a mulher que tem um blogue

Gina, a mulher que tem um blogue

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Dias de um Ginásio

Outra vez a falar/escrever do Ginásio. Pois. É que não se comparando nada (nadinha mesmo) ao outro que deixei (somente durante este mês), este Ginásio tem também a sua piada.
No balneário, uma jovem desengraçada limava as unhas. Estava completamente vestida (pra que é que isso interessa?), de toalha (verde) enrolada na cabeça, sentada, com aquele ar solitário que algumas pessoas 'diferentes' têm. Nem tanto solitário, esse ar, antes desligado, para não sofrer com a solidão.
Não tem par nem conta as vezes que desmonto a barraca. Caraças, pá, que sufoco que aquilo é. Vou exemplificar com a visita de ontem.
Chego e abro a porta do cacifro, que não tem cadeado nem nada, descalço-me, pouco me importando de ficar descalça num chão cimentado, frio à brava, e mando as sandálias lá para baixo, catrapumba, depois ponho a mala por cima das sandálias. Entretanto abro o saco mas lembro-me que não me serve de nada o saco aberto se não estiver despida. Sento-me e tiro as calças, pondo-as em cima do saco. Isto de pôr as calças em cima do saco que já está de fecho aberto é por causa do cuidado que geralmente tenho em não ocupar espaço que possa fazer falta a alguma maria que eventualmente chegue e tenha os seus pertences num cacifro perto de mim. Por causa do fecho do saco aberto as calças escorregam lá para dentro, retiro-as, retiro também a roupa de treino, ficando com tudo ao colo, e é claro que nesta fase volto a não saber onde colocar as minhas coisas. Opto por me marimbar para futuras e eventuais chegadas de marias e ocupo mais espaço, colocando as calças da rua ao lado do saco, bem como a roupa de treino. Ocupo ainda mais espaço, bem sei, e sempre com a chegada de marias desconhecidas em mente, mas é que tem de ser, eu tenho de ir treinar. Enfio as calças de treino. Levanto-me e puxo-as para cima. Tiro o casaco, a blusa, o sutiã. Visto o sutiã, a t-shirt. Agora só falta arrumar tudo, não é? Não, não é. Então e os ténis? E as meias? Oh pá... Sento-me. Retiro os ténis do fundo do saco e para que tal aconteça tenho também de retirar as toalhas e o saquinho com os frascos de champô e gel de banho (e escova de cabelo e pom-pom e desodorizante, já agroa acrescento que muito prática sou eu, há quem leve creme de corpo, de rosto, maquilhagem, perfume, secador de cabelo). As meias, que com tanta volta já tenho de me esforçar um bocado para encontrar, mas encontro, olarila, e calço tudo. Por ordem, bem entendido, que me lembre nunca calcei primeiro os ténis e depois as meias, mas pronto. Ponho-me de pé, aliso a t-shirt, amanho a postura e preparo-me para outra fase: arrumar. Nesta fase tenho tudo espalhado, e eu que há cinco minutos estava preocupada em não ocupar espaço... Bom, as calças penduram-se no cabide que não sai dali nem por nada, ou sai, mas dá um trabalho do caraças. Este processo é desconfortável, tenho de estar dobrada e em desequilíbrio, que o banco corrido onde estava sentada há pouco não me deixa avançar lá muito. Nas primeiras vezes ainda coloquei a restante roupa por cima das calças mas depressa desisti, a restante roupa dobra-se o menos possível, para não amachucar, e coloca-se por cima de todas as coisas... para não amachucar, isso mesmo. Então vamos lá, arrumo as toalhas, o saquinho das limpezas de corpo, fecho o saco e coloco-o por cima da mala, dobro a roupinha, o menos possível, pois, e coloco-a cuidadosamente em cima do saco. Agora é preciso o cadeado para fechar esta porra. Que está onde? No bolso que o saco tem por fora. Torno a tirar a roupa da rua, o saco, retiro o cadeado, volto a arrumar tudo por ordem, para não amachucar.
Quando me virei, disposta a subir para treinar, notei a jovem de que falo neste mesmo post, lá em cima, vejo-lhe a expressão ausente e tive vontade de registar o tópico para não a esquecer. Vontade aos montes. E onde é que eu tenho o meu bloquinho rudimentar...? Na mala, claro, que está por baixo da roupa de rua que está por cima do saco de treino, que está por cima da dita mala. Retiro tudo do cacifro, menos obviamente as sandálias, que vale a pena, vale mesmo a pena anotar a cena da menina solitária/triste/ausente. Depois já só falta voltar a arrumar tudo e ir treinar.
Agora, roupa mudada (ontem), o post no fim (hoje), lembro-me que esquci completamente de colocar os brincos no texto.

Cliente(s)

«Olhe, eu para fazer isso também tinha de pôr os óculos.» Digo, como quem quer atenuar as dificuldades doutrem, assim mais ou menos como um conselho, vá.
«Ah, mas eu é que nem de óculos lá ia!»

|Sempre tão piores, ou melhores, que eu, oh céus.|

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Deveras indignada com o desaparecimento da jeitosa vassourinha deste mercado, riposta categoricamente que as calças com bainhas desfiadas e rasgadas nos joelhos, isso há por aí aos montes.

|Tudo a ver, portanto...|

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Oh, mas estava cá dentro?!

|Não, cheguei agora mesmo, o tele-transporte deixou-me ali atrás.|

Ora bem

Ora bem, então é assim: são onze da manhã e eu hoje não fiz porra de vídeo nenhum. E queria. Guardo para a tarde.

Dias de um Ginásio

Ontem lá fui eu ao treino de Pilates, conhecer mais um professor. A puta da dor de cabeça não me largou nem por nada, treinar com uma dor daquelas não é prazeroso, às tantas nem faz bem nenhum, mas era o treino ou então andar pela cidade, sem destino, o que também não me faz bem nenhum à cabeça, quer me doa ou então não, portanto fui treinar.
Isso de andar pela cidade era para fazer tempo. Eu faço tempo. Quando digo/escrevo que sou uma pessoa muito especial é mesmo verdade. Eu faço tempo. Agora ando com essa de ser uma pessoa especial. Em certas alturas tenho de me convencer disso, mesmo que no fundo não acredite em tal coisa. É assim como que acreditar desvalorizando, vá.

Bom dia!

Até amanhã, o caraças!
'Até amanhã', despedi-me eu ontem.
Até amanhã...
E depois não publiquei nada!
E vai parecer que publiquei!
Porque tenho tudo preparado!
Mas em rascunho!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

8188

No outro dia, na Radio, ouvi dos livros que se lê e lembrei-me que todos os dias, antes de sair para almoçar, me lembro do livro, mas desisto imediatamente de o levar comigo, e devo dizer que ando nisto há uns seis meses.
Nessa questão que apresentaram na Radio, havia listas de como as pessoas arrumam os livros, há as que o fazem pelo abecedário, as que separam autores portugueses dos estrangeiros, os lidos dos não lidos, os grandes clássicos dos que não são clássicos, e talvez mais distinções que já não recordo. O meu primeiro pensamento foi:
'Que horror! Eu lá tinha paciência para estar a separar livros por tipos?!'
Mas não, claro que tenho paciência para agrupar os livros que compõem a minha biblioteca.
Separo-os por coletâneas em que participei, estas estão deitadas num móvel pequeno que tenho à entrada de casa, assim de modo a se poder ler facilmente os títulos. Sim, importa que esses livros tenham um lugar especial, diferente de todos os outros, são os livros que contêm algumas das tontices que escrevi, dar-me essa importância é mister, sou efetivamente uma pessoa especial.
Separo-os por lidos e não lidos. A ideia primordial é não me perder nas contas. No entanto, há livros que ainda não li e que estão onde estão os já lidos. Há aqui uma incoerência, portanto. Acontece que alguns dos meus livros têm décadas de posse e estão arrumados naquela disposição há anos, e só de há uns tempos para cá, para aí quatro ou cinco anos, é que comecei a ser mais (ou melhor...?) compradora de livros e me deu para isso de separar os livros lidos dos não lidos. Até amanhã.

O vídeo

Fiz um vídeo, pela manhã deste dia. Queria dizer ao mundo a falta que me fazem os rascunhos, o ter sempre algo a saltar, as ditas pipocas, montes de ideias para escrever, umas atrás das outras, me fileira, aguardando vez, ou umas por cima e outras por baixo, ou ainda esbarrando entre si. Queria dizer ao mundo que me faz menos impressão não ter assuntos para vídeos, do que não os ter para o blogue quando em forma escrita.
Queria fazer um vídeo e já o fiz. Quando desliguei a máquina pensei que não tinha dito nada de jeito, que não se ia perceber o que eu para ali disse, que é tal e qual como quando escrevo, credo, que vergonha, mulher, então isto é coisa que se apresente. Mas entretanto já ouvi o que disse e não considerei mau de todo se levar em conta que sou aquilo que se ouve, normalmente ando à procura de palavras, principalmente quando/se vocalizadas, perco o fio facilmente, sou destrambelhada, lenta, apresentando pausas por entre o discurso. Paciência. Pois: paciência, no fundo os posts com vídeos são como os posts com textos: só vê/ouve quem quiser ver/ouvir.




E este é o post de que falo no vídeo e que tinha escrito ontem:

«Ainda não esgotei os assuntos para falar frente à câmara, só que não tem surgido oportunidade de produzir mais vídeos.
Entretanto, creio que com isto dos vídeos, percebi que contrariamente ao que julgava, não sou mais explícita a escrever. Pronto, ok, vá, dantes eu estava convencida que me safava melhor a escrever do que a falar, hoje acho que me safo não muito bem, quer escreva, quer fale.»

|Homessa, não se percebe nada!|

Veio cá uma senhora para fazer um estudo de mercado sobre uns iogurtes que talvez apareçam brevemente. Deixou a resma de folhas presas por um agrafo e foi à vida dela, não sem antes me recomendar que nas perguntas abertas eu opinasse escrevendo algo de elucidativo.
Ora bem, esta senhora desconhece completamente o meu historial blogo-literário. Ninguém percebe nada do que escrevo, 'miga, escusa de me pedir para escrever bem, que eu cá não sei como chegar a esse nível.

Do verão

E o verão ainda não chegou...
Aqui o verão ainda não chegou...

Não pondero qual das frases terei ouvido de passagem, sei qual foi, foi a primeira, mas achei giro colocar também a frase que o meu imaginário criou, e o meu imaginário criou um homem que reparou no meu vestuário e achou que eu estava demasiado vestida para o dia de calor que hoje está.

Do intervalo grande

Hoje não houve lugar da musa, nem árvore amarela. Olha se alguém fez caso do meu subtil chamamento de ontem e foi ter comigo debaixo da árvore, às duas e meia da tarde... E eu sem lá estar, oh céus, um ror de gente a querer conhecer-me e eu sem dar a devida atenção, ah marota.

Almoço

Almoço: atum com feijão frade e mais ainda meia batata e meio ovo, temperados esses quatro com outros três: cebola picada, salsa e azeite.

Dias de um Ginásio

Então e falar/escrever do Yoga de ontem, como é? Eh pá, é. Gostei mais ou menos, vá. O professor da semana passada é melhor que a professora de ontem, mais simpático, mais eloquente, mais atento. Isso, a juntar ao facto de eu achar os homens muito mais interessantes que as mulheres... é tudo. Mas há mais. Há uma posição de Yoga que por vezes se vê em prospetos, trata-se de colocar as mãos e os pés no chão, fletir as pernas, encostar as axilas aos joelhos e levantar os pés do chão, equilibrando o corpo com o peso assente nas mãos. Umas tortura. Obviamente não consegui fazer, mas depois de me colocar na posição adequada, e a mando da professora, levantei um pé de cada vez. Tentar fazer, sair da zona de conforto, não desistir, são e sempre serão o primordial para o progresso seja daquilo que for.

Cliente(s)

Está um calor que não se fode (não troquei consoante nenhuma, é mesmo isso que quero dizer) mas tenho duas clientes à espera de sacos de água quente.

horas

sete e meia da manhã: a minha cabeça pesa cem quilos e preciso de um guindaste para me levantar
oito e meia da manhã: os miolos saltam-me cá dentro devido à calçada da rua Abade Faria
nove e meia da manhã: tenho a tola entre as duas partes de um torno que alguém aperta, só pode ser isso, os meus olhos ainsa não pararam de verter lágrimas e o meu nariz não sustem o ranho
dez e meia da manhã: o sono é tanto que agora são cento e noventa e nove quilos que a minha cabeça pesa
onze e meia da manhã: estou entontecida e mole, mesmo com três shots de cafeína no bucho... e na cabeça
meio-dia e meia: espirrei (mais) três vezes e o lado direito da minha cabeça ficou a latejar durante dez minutos
treze e trinta: ando ao sol, sofrendo um pouco
catorze e trinta: ando ao sol, sofrendo alguma coisa, coisa/sofrimento essa/e maior/es que há uma hora atrás
quinze e trinta: o latejar na cabeça voltou, o torno a apertá-la também, isto por conta de (mais) um shot de cafeína e de (mais) três espirros, inclusive babei o teclado e a t-shirt
dezasseis e trinta: a minha dor de cabeça aumentou, agradeço desde já o desejo de melhoras
dezassete e trinta: igual, sem alterações da última vez que fiz anotações
dezoito e trinta: um tanto ou quanto pior, a tal da dor de cabeça, não me apetece nada ir ao Ginásio

nota: este é o segundo post que apresento no blogue porque foi o segundo post que comecei a escrever hoje, sendo que foi construído ao longo do dia

Bom dia!

A mola de roupa que podia ser rosy mas não é.




E fotos que ontem não tirei. Das rosas.


terça-feira, 12 de maio de 2015

8178

Tenho-me esquecido de dizer/escrever no blogue que agora ando com a velha máquina fotográfica, que entretanto já veio do senhor doutor. Vem melhor, e como é bem mais leve optei por andar com essa diariamente. Agora vou ter de enfiar o cartão que anda nesta máquina, na outra, a máquina fotográfica montes de espetacular, porque anda lá um ficheiro qualquer que a mais velha não consegue ler e que foi produzido na outra, a máquina fotográfica montes de espetacular. Tenho também de retirar as pilhas da máquina fotográfica montes de espetacular, pois como se sabe, não convém guardar aparelhos com pilhas lá dentro, que depois com as saudades do ar babam-se todas e mais não sei o quê. Ora acontece que o grupo de pilhas está praticamente no fim, ainda no outro dia disse/escrevi isso, e tenho um outro grupo de pilhas que tive de abrir para colocar na máquina fotográfica montes de espetacular por conta de precisar de usar o zoom, e como as pilhas que estão quase no fim dão ainda para muito mas já não dão lá grande coisa para usar o zoom, assim que retirar as que lá estão agora, antes que fique com tudo misturado, sem saber idades de umas e de outras e isso assim, tenho de as pôr em saquinhos, um a dizer 'mais ou menos velhas' e outro a dizer 'mais ou menos novas'. Depois é só arranjar um espacinho no armário, guardá-la, falo da máquina fotográfica montes de espetacular Até amanhã.


Dias de um Ginásio

Já experimentei o Yoga. Até curti aquilo. Os movimentos são intensos e lentos. São intensos porque são lentos e são lentos para serem intensos. No fim o professor põe a malta a meditar no bom da vida, a gente esforça-se por imaginar sorrisos e ver luzes divinas ou lá que é, aprendemos a transportar o estado de mente e de corpo que se adquire na aula, para a vida 'lá fora'. Gostei. E o outro Ginásio não tem Yoga. Mas eu tenho tantas saudades do Pilates que lá deixei, oh céus, que saudades.
Hoje, daqui a pouco, vou experimentar um outro Ginásio, mas com o mesmo nome, que este é daqueles que a malta pode andar a cirandar pela cidade e treinar onde quiser, posso até treinar em Braga, no Porto. Em Leiria, veja-se. Assim de repente era só isto que tinha para dizer agora. Mas podeis descansar que já cá volto.

Cliente

A cliente do imbróglio entrou no estaminé e foi de imediato que a paisagem de Cáceres apareceu na minha cabeça, bem como a sebe onde pousei o fulcro do imbróglio. Gelei. Mas menos que da última vez. Muito menos. Caraças pá, mas esta mulher agora não me larga?!

Alguém

Alguém querendo conhecer-me, o ponto de encontro é junto à árvore amarela, de segunda a sexta, às catorze e trinta. Sou um tanto ou quanto abrutalhada e tem de se escavar um bocado para se perceber que sou boa pessoa. Havendo coragem, é aparecer.

Lugar da musa

A menina que serve os cafés interrompeu a minha atenção com um sorriso dos seus – sempre tão lindos. Não se ouve os sorrisos de ninguém, mas alguns pressentem-se, de maneiras que me virei para ela para lhe pedir o café.
Eu dedicava uma enorme atenção a um placar que anunciava um livro qualquer – se me lembrar, amanhã certifico-me qual era, é que já nem do autor tenho memória – onde estava escrito que o romance em questão é o mais intimista do autor. Foco-me apaixonadamente na palavra intimista. Tipo assim, ó:

iinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaaiinnttiimmiissttaa...

Calçado

Tem estas sandálias na cor dos pêssegos?
Os pêssegos têm tantas cores. Qual modelo? Não.
E estas aqui em preto acordeão?
O acordeão é branco. Quais? Não.
Hum, ora bolas.
Só temos mesmo o que está exposto.
Que é o que faz sentido.
Ah ah.
Ah ah.

A senhora do

A senhora do banco, aquela que é a mais estranha de todas mas também é a mais carismática e portanto acaba por ser a melhor, não tem lá muita paciência. Pois, afinal não. Não foi comigo, foi com um senhor que estava algo confuso com os números e com o troco que ia ter de receber.

Ora vamos lá

Ora vamos lá que hoje é diferente:

Lisboa; alameda Dom Afonso Henriques; 12/05/2015; 13:27; 32º

Olha

Olha: vou almoçar.

Boa tarde!

O dia já está na parte da tarde, não é. É. Lá por só ser meio dia e dez é de tarde na mesma, não é. É. Eu tirei uma fotografia à mola de roupa com o nome rosy, não é. É. Ando há dias a falar/escrever nisto/disto, não é, É. Pus/ponho/porei uma fotografia da mola de roupa de nome rosy no blogue, não é. É. Eu repito-me um bocado, não é. É.


Há rosas que não fotografei por causa de umas certas tolices.

Sua majestade fala assim

Ela meteu-se à vontade comigo e eu meti-me à vontade com ela.
Pus-me a ver onde é que ela queria chegar e depois é que ela chegou onde eu queria chegar.

|Não, não estou a exagerar a cena e sim, estou a escrever exatamente como foi dito. Não, não se estava a falar de namoricos e sim, estava-se a falar de uma consulta no âmbito da assistência social.|

Bom dia!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

8165

Há frases neste blogue que um dia vou reler e achar que pertencem a alguém muito especial. Não é presunção, é consciência. Até amanhã.

Lugar da musa

Glória diz a Gertrudes «que mesa tão gira, ah, olha esta forma, já viste, em forma meia lua». Gertrudes abana cabeça, concordando. Gina tem vontade de dizer que mesa não tem nada forma meia lua, então onde está curva para dentro, ora essa, qual forma meia lua qual quê, antes tem forma meio círculo. Mas Gina não conversa.
Gabriela levanta-se e leva pires e chávena vazia consigo. No percurso até balcão, mala de Gabriela embate em livro em cima de bancada e cai em chão. Gabriela pousa pires e chávena vazia em cima de livros quaisquer e baixa-se para apanhar livro que caiu. Gabriela pousa livro em bancada, vai buscar inadvertidamente mau jeito e dá com ele em chávena vazia, que cai em chão e pumba, se desfaz. Gabriela perde estribeiras por dentro e ouve-se anunciar a menina de café «olhe, aconteceu aqui um acidente». Fim de história.
Gina hoje tem vontade de colocar nomes em pessoas que desconhece. Que há-de fazer Gina se não nomear, não é. É.

Lisboa, 11 de maio de 2015

Sou maluca dos cornos e como sou maluca dos cornos tirei o casaco a meio do percurso, suportando o calor sei lá porquê. Ou sei, é porque sou maluca dos cornos. E vai daí... Bracinhos ao léu. E informação completa, já agora, que tem tudo a ver:
Lisboa, praça de Londres; 11/05/2015; 13:40; 31º

Sentei-me

Sentei-me no banco hater e cuidei de cair. Ainda não me habituei aos saltos, de maneiras que bem vistas as coisas agora ando por aí com mais dez centímetros de altura, e na hora de jogar o traseiro abaixo, a queda é maior.

Dúvidas

Mas hoje ainda andam homens na avenida cortando os ramos às árvores? Será que a razia se vai estender até à praça? Ficará a zona toda descascada? E no jardim? O poeta não mais terá as suas sombras?

Almoço

Dona Elisa
- não que desconheça o nome que esta senhora tem na cédula de nascimento mas cá por coisas vou chamar-lhe Elisa porque era o nome da minha professora primária e esta senhora tem o condão de me lembrar a verdadeira e saudosa dona Elisa -
teve de escolher entre um croquete e um folhado de salsicha, que já não havia merenda. Foi rápida a escolher o folhado de salsicha. Hum...

Boa tarde!

A ideia era a fotografia do quintal das traseiras do prédio número treze.
A ideia era a fotografia das folhas de diferentes idades na mesma árvore.
A ideia era a fotografia da mola de nome rosy.

Ontem

Ontem fui à praia. Eis a prova.


Mas há mais.

Cliente

«Agradeço a sua amabilidade, é sempre muito gentil comigo.»
Tomei nota mental da frase deste senhor, por conta da raridade que é ouvir comentários deste calibre.

Cliente

Explicação ao cliente:
«Isto põe-se assim, olhe. Quer que meta?»

Cliente

O cliente representa uma firma que tinha 'força' no nome, só por dizer que me enganei e digitei 'foca'. Não é lá muito diferente, bem sei, mas mudava todo o sentido ao nome, e mesmo que em faturação os números importem mais, emendei.

Do fim-de-semana

Fiz o leite creme. Não ficou lá muito bem, quero eu dizer que espessou pouco mas tinha um bom sabor, portanto não torno a basear-me na receita que usei e terei de encontrar outra mais conforme o meu gosto. Bom, na verdade não segui a receita à risca, usei duzentos gramas de açúcar branco em vez das duzentos e quarenta e cinco do de confeiteiro, assim sendo obviamente retirei peso, pois como se sabe o açúcar de confeiteiro é mais leve e para alcançar a densidade pretendida aumenta-se-lhe no peso, e usei seis gemas em vez das oito que estava escrito no papel, mas aí já foi por considerar que seis seriam o suficiente e também para baixar o custo.
Pronto, do leite-creme já falei/escrevi, já só falta as bolachas de avelã. São tão boas... Receita abaixo da linda imagem, receita essa que foi retirada de um pacotinho de açúcar da Sidul, desses do café, e foi encontradoa também num pacote de açúcar mascavado da mesma marca.


Torrei
100 gramas de avelãs
numa frigideira até lhes sentir o cheiro e ver estalar a pele. Deitei-as num pano, que dobrei, e esfreguei-as umas contras as outras para se lhes soltar o máximo de pele possível. Ao ser retirada a pele das avelãs, o seu gosto amargo e torrado não é tão intenso, ficando no paladar principalmente o verdadeiro sabor da avelã. Depois de concluir este processo piquei-as finamente.
Na taça da máquina coloquei
250 gramas de açúcar mascavado
e
200 gramas de manteiga amolecida
que bati até ficar um creme esbranquiçado. Deitei
2 ovos
um a um, e bati até ligar tudo. Concluída esta parte deitei
400 gramas de farinha sem fermento
e as
100 gramas de avelãs moídas
aos poucos e alternadamente, até formar uma bola de massa. É então chegada a hora de colocar esta bola no frigorífico pelo menos uma hora, ou, no caso de alguma pressa, meia hora congelador, não sem antes a espalmar um pouco, isso avançará a rigidez que se pretende com o frio. Depois estende-se e corta-se com formas giras ou feias, tanto faz, pode-se inclusive fazer pequenas bolas e pressionar o centro com o polegar, ou outro dedo qualquer. Leva-se a meio do forno num tabuleiro forrado com papel vegetal, a uma temperatura de 180º, durante 10 minutos. Também se pode colocar uma avelã no centro de cada bolacha. Eu cá, numas pus, noutras não.
Ah, do gelado! Pois, achei melhor não o fazer e congelei as claras para uma próxima vez.

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia de comer o que apetecer, sem restrições, sem culpas, sem lamurias.
Hoje é dia do apron. «Tenho um apron em green mas não tem peitilho, uma chatice, assim como aparo eu os pingos e protejo a roupinha se o grosso da sujeira saltitante vai primariamente para aí. Já pensei em inventar um peitilho enrolando the apron green à volta das mamas, cruzar atrás e vir depois descendo e atar à frente na zona da cintura com um belo laço. É efetivamente uma solução. Boa. Muito boa.» (27 fev '15)
Hoje é dia de tirar fotos à comida. Mas aqui não percebi se é mesmo o dia disso ou se a conversa entre locutores foi parar ao extremo que hoje se vive com a questão de tirar fotos ao prato cheio, nomeadamente quando estamos em restaurantes, degustando iguarias divinais e raras. Sou mais ou menos adepta dessa atividade, mas faço-o sobretudo em casa, ontem tirei muitas fotos às bolachas de avelã que fiz. Post já a seguir.

Fotos

Fotos que foram tiradas ontem, em Loures, ao entardecer. A última é do hospital. Visita inesperada, ontem, pois é.

Bom dia!

Na esplanada ao lado está uma senhora fartinha de ralhar com o cão, assemelha-se a uma mãe cuja cria de três anos é rufia e extremamente inquieta. Anda cá práqui! Quéqueu te disse, hã?

sábado, 9 de maio de 2015

8150

Debrucei-me para afagar a cadela. O amor subiu, eu desci e agarrei-me ao pescoço dela. Abracei-a com vontade. 
«O bicho-cão é lindo, pois é. É, é. O bicho cão gosta da dona, pois é. Pois.»
Eu estava quase sentada no chão, vergada por tanto amor. Nisto vejo o estado do chão por baixo da mesa. 
«A dona tem de varrer o chão da cozinha, não é bicho-cão. É, é. Pois.»
Até amanhã.

Boa tarde!

Ontem à noite, chegada a casa, ao entrar no meu quarto dei com uma prenda de Natal. Era da rica filha, que me andava prometer a prenda que cá por coisas não me chegou a dar na altura devida. E fiquei toda contente. Uma prenda de Natal. Olarila. Arranjei um cenário e tirei uma foto da qual me orgulho muito. Não por mim, claro está, mas pelo que o momento representa.


Bom dia!

Não sei como aguentei quinze dias sem isto.
Não estou lá muito orgulhosa da película, que nem película é, mas tem de figurar no blogue por conta do que já referi no primeiro parágrafo.


sexta-feira, 8 de maio de 2015

8147

Ia-me embora e não deixava (mais) uma imagem, não? Tem letras, que eu sou das letras. Até amanhã.

qual é coisa qual é ela?

preciso de _______ para viver
preciso de viver para _______

escrever

Blás

Estive a aparar o pacote de guardanapos. Os guardanapos aqui são lenços de assoar. Tenho o pacote no fim. Tenho um pacote de lenços de assoar - mesmo lenços de assoar, não guardanapos – novo. Não é difícil esvaziá-lo – falo do novo pacote de lenços de assoar – já só me faltam três. Depois dobro guardanapos e ponho-os lá dentro.
A fotocopiadora emitiu um som. A fotocopiadora é também fax e digitalizador. Três em um. Às tantas o som que a fotocopiadora emitiu não foi a fotocopiadora, foi o fax. Quiçá o digitalizador. Não, foi o fax. O fax é a única função desta máquina que emite sons. Não, a fotocopiadora também faz barulhinhos. Pensando bem, o digitalizador também se manifesta sonoramente. Tenho aqui um problemão, como é que eu vou resolver isto? Quem é que fez barulho?! Quem...? Está aí alguém?
Há molas da roupa que são da marca rosy. Há também a rosa; a rosinha, a rosinda e a rose, mas não são marcas de molas da roupa. Nem de outras molas. E não me apeteceu pôr as maiúsculas nos nomes.

Blás

Estive a rasgar papelinhos pelo picotado e a sujar o chão. Agora estou aqui para escrever.
Já ando de cabeça no ar à procura do que hei-de fazer em matéria de doces no fim-de-semana, que no passado não fiz nada doce e tenho saudades. Tenho também saudades de ir às compras, de ver as prateleiras alinhadas e os legumes frescos, o peixe debaixo do gelo, o bacalhau empilhado – o bacalhau não é peixe? -, a chicha muito vermelha. Então eu vou ali e já cá venho. Não vou nada, então e divulgar como vou adoçar o fim-de-semana?
Vou fazer bolachas de avelã.
Vou fazer creme de pasteleiro.
Vou fazer gelado.
Vou fazer leite-creme.
As bolachas e o creme de pasteleiro vou fazer frente à câmara, isto se houver a solidão do costume. O gelado vou fazer porque me vão sobrar claras do creme de pasteleiro que vou fazer se houver a solidão do costume. O leite-creme vou fazer... Espera lá, do leite-creme também sobram claras, portanto vou seguramente fazer o gelado. Vou fazer gelado e leite-creme. Vou fazer as bolachas de avelã, mesmo que não haja a solidão do costume para as fazer frente à câmara, porque quero muito prová-las. Vou seguir uma receita que encontrei nos pacotes de açúcar, uns pequeninos e outros grandes, a mesma marca de açúcar, encontrando eu a mesma receita. O encontro a duplicar pode ser um sinal... Estou a ironizar. Eu quero experimentar esta receita de bolachas, que nunca fiz bolachas com avelãs, e pronto.

Não se

Não se percebe nada do que escrevo. Ai não se percebe, não. Mas se fosse só por conta da caligrafia desalinhada ou mesmo as rasuras desgovernadas...

Lisboa, 8 de maio de 2015

Bracinhos ao léu, pela primeira vez este ano. Tão bom.

Empreitada

Já há dias que andam a cortar as ramagens das árvores da avenida. As empreitadas tomam-se à segunda-feira, creio, se não for faz de conta que é, e uns senhores, montes deles, desde segunda-feira que andam assoberbados com tanta ramagem, ora para não cair em cima dos transeuntes, ora para as levar dali o quanto antes para não estorvar a passagem aos transeuntes. Os transeuntes são muito importantes em algumas situações, portanto.
A avenida está meio despida, faz até um bocado de impressão, e entretanto lembrei-me que me acabaram com a moldura.
Falta dizer que quando subi a avenida restava cortar a copa de uma única árvore, a que fica junto ao arco, quando desci, já estava tratada. Falta ainda dizer que um dia tiro fotos a comparar, a fazer o antes&depois. Para já, eis a foto do antes, tirada a vinte de maio de dois mil e onze.


Desenho

Num caixote do lixo daqueles enormes, do vidrão, ou lá que é, está escrito Bob Dylan e foi desenhado um charro. Ícone do charro e da passa, do cavalo, do pó de talco e das sementes de papoila, esse tal de Bob Dylan, não é. É.

Boa tarde!

Eu levar a máquina fotográfica montes de espetacular comigo, levei, eu tirar fotos às folhas diferentes, uma verde, deste ano, outra castanha, que atravessa ao momento a quinta estação, tirei, mas não ficaram bem. Primeiro, não me apeteceu aproximar-me, que estava tão bem sentada no primeiro banco de quem vem de cima. Segundo, usei o zoom. Terceiro, as pilhas estão no fim, o que deixa pouca energia à máquina para fazer atuar o zoom. Bom, outro dia trato disto, está prometido.

Adenda: este post está relacionado com um dos que publiquei ontem, aquele onde mencionei as folhas de diferentes cores e idades que uma das árvores da rua mais bonita de Lisboa apresenta.

Tenho sempre

Tenho sempre histórias que envolvem chaves para contar mas normalmente não as conto para não localizar, não a minha pessoa, que marimbo pra isso, mas quem me rodeia. A questão da cliente do imbróglio, por exemplo, dava cá uma história, pá... Mas pronto, deixa lá estar, ficou como ficou, de raspão, e já não foi pouco, que estou para aqui farta de debitar coisinhas acerca do tema, este post até mais parece rebuscado que outra coisa.


Despertadores

|Ora bem, um dia destes fiquei de contar as histórias dos meus despertadores, os dois últimos, que são também os dois primeiros, só por dizer que não é bem disso que vou tratar neste post. Quero dizer: é mais ou menos, vá.|

A rica filha chegou do cinema e deu com o radio a tocar bem alto na cozinha. No dia seguinte: ó mãe, blás e mais não sei o quê, que o som do rádio estava alto à brava e tu vê lá e coiso.
Um despertador na cozinha? Sim, tenho um despertador na cozinha desde que comprei um novo, comprei esse novo porque o que agora está na cozinha é maluco e na cozinha não faz mal nenhum estar um despertador maluco que não desperta porque lhe dá um amoque e fica sem som, ou lhe dá outro amoque e alteia o volume do som desmesuradamente. Para o despertador que está na cozinha estar a tocar tão alto aconteceu o seguinte: eu não desliguei o botão do despertador porque me baralhei e em vez de desligar o rádio liguei o despertador, o qual, não tendo hora marcada, assumiu as zero horas, portanto despertou à meia-noite. Bem que desta vez o dito despertador podia ter amalucado e não se pôr a tocar tão alto, pois como é sabido à noite os sons são mais volumosos.
Agora do outro despertador, o novo: pois que também é maluco, se ligo o rádio, antes de mais vai buscar uma estação – onde não está sintonizado - durante dois ou três segundos – e só depois é que emite a estação antes sintonizada, tem uns números enormes e a luz tão forte que para eu adormecer tenho de o virar para baixo. É feio, parece uma metade de queijo da serra mas sem o molho a escorrer. Então porque é que o comprei? Porque além de o outro ser maluco há muitos anos e portanto estava na hora de mudar, este pareceu-me bué fixe, o preço convinha, gostei da cena dos números grandes e quês, mas obviamente não fazia ideia que tanta luz me prejudicaria o sono, e como entretanto arranjei a solução que já referi, o dito foi ficando e foi ficando e foi ficando.

Ah, que giro!

E eis que meio ano depois... Me respondo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Um dia diferente

Olá, bom-dia! Ainda é bom-dia, segundo as normas. São onze e cinquenta e um.
Estou mais ou menos de férias. Quer isto dizer que hoje não estarei presente no estaminé, estou em casa, se bem que vou trabalhar um bocadinho de tempo daqui a nada.
De manhãzinha fui às compras, só que não fui, há obras por aí acima, na estrada que se dirige ao supermercado onde normalmente me abasteço de mercearias. Voltei para trás, não me apetecia nada estar montes de tempo numa fila de trânsito, já que posso muito bem ir noutro dia fazer as minhas comprinhas, pois então assim seja.
Neste momento preparo as minhas ervilhas com ovo, que há-de ser o meu almoço. Vou espreitar.
Voltei. As ervilhas têm de apurar mais um pouco, destapei o tachinho.
Estou sozinha em casa desde as dez e meia. Faltava dizer isto, é um item importante, se me lembrar que isso dantes não podia acontecer.
|um; asterisco; cardinal; aspas|
Deitei o ovo por cima das ervilhas e tapei o tachinho. Agora é esperar.

Meio-dia, anuncia a sirene dos bombeiros.
Planeio hoje fazer umas costuras e limpar a sala. Vamos lá a ver se os planos se traduzem na realidade deste dia. Talvez me dê a preguiça para o caso da limpeza da minha sala...
Andam moscas de volta da minha cabeça. Pus inseticida na sala, logo, isso fez com que elas fugissem de lá com as suas asinhas, irritadas. Abespinhadas seria um adejtivo porreiro para moscas irritadas. Que eu irritei. Que bom fazer maldades. Oh, afinal não é maldade nenhuma, é uma questão justa, elas cagam-me a casa.

Treze e um.
Saio daqui a nada de tempo. Só falta enfiar o vestido, as sandálias, as mangas do casaco. Deixo cá o cão, logo passeia no meu regresso.
Enquanto almoçava visionei o programa Fator X que tinha nas gravções. Chorei de emoção. Vozes extraordinárias. Isso. Há pessoas que têm vozes extraordinárias. Chorei.

Treze e quatro.
Desligo o computador neste minuto.

Dezasseis e vinte e quatro.
Devia ter ido passear a cadela às três. Escrevo do que devia ter feito, ou do que não fiz.
Fiz crumble, de manhã. Um apetitoso doce americano, acerca do qual escrevi há mais ou menos uma semana, registando no blogue que o ia fazer no passado sábado, só que não fiz. Mas fiz hoje. Pronto, aí está, escrevo agora de coisas que fiz. Quero dizer: que primeiro não fiz mas que fiz hoje. Fiz. Positivo.
Já fui às compras, já trabalhei, portanto. Soube-me bem sair de casa. Não pisar o chão do estaminé é alivioso que se farta, mas estar aqui especada o dia inteiro, sozinha, é estranho, não estou habituada a este silêncio. Por isso tenho duas sinfonias cá em casa, uma na sala, a tv está ligada no canal vh1, o meu preferido, e o radio no posto que costumo ouvir seja onde for, Radio Comercial. Não sei que canção está a passar na tv, tampouco o que toca o radio agora. A primeira porque não a sei identificar, a segunda porque não a ouço lá muito bem. Preciso tanto de barulho, afinal.
Matei uma data de moscas na cozinha, alcei do chinelo e pumba e pumba e pumba. Depois limpei os restos mortais com guardanapos.
Wellow Taxi, agora, não sei quem canta, nem vou pesquisar, mas é o táxi amarelo.
Estive a ver o filme vamos dançar? - é tão bonito. Pesquisar a banda sonora, é preciso. Chorei quando fiquei muito contente porque ia pesquisar a banda sonora do filme. Chorei porque me senti feliz acerca de tão simples projeto. O meu problema é esse, fico imensamente infeliz depois de um pico feliz. Estou doente.
Porque é que escrevo tão intimamente hoje? Porque não vou publicar este post hoje.
Vou-me dedicar a linhas e agulhas. São dezasseis e trinta e seis.

Dezassete e vinte e seis.
Já fiz as duas coisitas de costura que tinha planeado. Pumba, outro item executado, não planeado e depois esquecido.
Cher, há pouco na tv, if I could turn back time. Grande som.
If I could turn back time
If I could find a way
I'd take back those words that've hurt you
Grande som. Mesmo.
If I could reach the stars
I'd give em all to you
And you'd love me, love me, like you used to do

Dezassete e quarenta e oito.
Though I'm barely touching you
I've shivers down my spine
And it feels divine
Maria Mckee
Oh céus... Vou ali e coiso.

Dezanove e cinco.
Há bocado choveu. O chão por baixo do meu carro estava seco. O carro molhado, tejadilho, capô, traseira, portas, jantes e pneus. E puxadores. E antena. E vidros. Mas o chão debaixo dele, seco.
Cheira a champô de fim de verão. E a gente no outono.
A rica filha tem unhas novas. Longas e escuras. Diz que agora até um simples bocejo é glamoroso, quer ela dizer que quando tapar o bocejo com a mão as pessoas notarão as lindas unhas que tem. Cenas de gaja, vá.
Vou fazer o jantar não tarda. Arroz de atum. As latas estão em cima da tábua de cozinha vai para quatro ou cinco horas, uma cenoura faz-lhe companhia desde então, há pouco descasquei-a e descasquei também uma cebola e escolhi três alhos, a que não retirei ainda as camisas, que o alho oxida facilmente, não pode ficar à espera até eu me apetecer meter-lhes as mãos.
O rico filho também já chegou, durante estes dias experimenta a formação de alguém que faz inbound. Anda a aprender essas coisas assim com esse jeito.

Vinte e uma e vinte e nove.
Dá cinquenta. 21+29=60 21:29 Ah ah.
Terminou há pouco aquele filme erin não sei quê com a Julia Roberts. Só vi o último pedaço, aquele em que ela recebe um cheque com uma quantia grande e faz aquela figura de ursa porque pensou que lhe ia ser tirado valor monetário e profissional. Claro que o 'engano' se desfez e tal. Depois o filme terminou mesmo. Fiquei a ver a lista de cargos e de pessoas a rolar para cima no meu ecrã não muito moderno. Credo, quantos cargos e quantas pessoas são precisos para fazer um filme, nunca pensei, nunca notei, poucas vezes devo ter passado o meu tempo a ver um rolar deste tipo. Enquanto o rolar rolava até me lembrei o quanto as pessoas que trabalham e fazem coisas belas e maravilhosas, com um filme de qualidade, daqueles bem-sucedidos, visionados por milhões, são esquecidas, ninguém vê o rolar a rolar no fim de cada filme...
Ó mãe, há carro...? Quem quer saber é o rico filho. Na verdade ele procura saber se pode levar o carro, se há carro disponível para ele. Esta perguntinha é recorrente. Hoje, depois da pergunta dele e da minha resposta, avisei-o: olha, quando curvares vais ouvir uns barulhos estranhos, não te assustes, são três cabos de esfregona que estão no banco de trás, não cabiam na mala. Às vezes, quando acontece irmos todos para o carro e o vejo sentar-se ao volante com alguma dificuldade, pergunto em tom de brincadeira: que é que foi, hã? Foi uma pessoa pequena que esteve ao volante a última vez, hum?! Ó mãe, diz ele, cada vez que entro no carro depois de tu teres cá estado tranco o volante com os joelhos!

Vinte e duas e onze.
Trinta e três. Ah ah.
O dia está no fim, nem sei se ainda volto a este post. Não vou publicá-lo hoje, como há pouco referi, não quero. Quando o publicar já nem me lembro do que escrevi e do que vivi hoje, depois vai ser giro recordar.


1 comentário:
Gina G disse...

E foi. Se foi!
Hoje é dia 26 de abril de 2015 e caí neste post porque andava a ler coisas antigas. Foi realmente muito giro recordar. :)
Nota: este comentário é de mim ao presente para mim num passado que foi presente há cerca de seis meses. Hilariante.

26/04/15, 23:17

Fotos do fim-de-semana passado que (também) merecem espaço no meu blogue

Tradutora

O discurso de sua majestade também necessita de tradução mas aí já eu me safo. 'Carneta' é caderneta e 'caixiral depósetos' é Caixa Geral de Depósitos.

Numa das

Numa das colunas da minha folha de ordenado há o item
'Gozo de Férias'
Nessa linha, em outras colunas, não está nada escrito, mas estou esperançada que isso mude brevemente.

|E está criado o primeiro post das férias deste ano.|

Bom dia!

Hoje não há vídeo. Sei que o mundo inteiro suspira de saudades, querendo muito ouvir-me narrando a minha vida mas hoje não há vídeo. É meu desejo que o mundo inteiro se acalme e não chore, pois brevemente tornarei a essas lides.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Este blogue

Este blogue precisa de tradução mas eu não tenho lá muito jeito para isso.

vvr -m dspnsvl

sou demasiado inteligente para enlouquecer
ultimamente é a este pensamento que me agarro para prosseguir
tem dado um resultadão

som

fíu

Na rua mais bonita de Lisboa

Tenho de vir aqui amanhã. Naquela árvore há duas folhas interessantes: uma nascida esta primavera, outra na anterior. Ou seja: a folha castanha é do ano passado, sobreviveu a quatro estações e vai na quinta.
É, amanhã tenho de trazer a máquina fotográfica montes de espetacular. A minha máquina fotográfica montes de espetacular é montes de espetacular porque tem bom material e o bom material é pesado e por o material ser pesado nem sempre ando com ela por aí.

Vou

Vou fazer um post a dizer/escrever exatamente como me sinto. Sinto-me mal porque vivo aparentemente. Sinto-me mal porque me sinto mal por aparentemente não ter motivos.

Vou

Vou escrever um post a dizer/escrever como me sinto. Sinto-me mal e vivo de aparências. Sinto-me ensonada sem motivo aparente. Sinto-me exausta sem motivo aparente. Sinto-me aborrecida sem motivo aparente. Sinto-me infeliz sem motivo aparente. Sinto vontade de fugir quando aparentemente estou no lugar ideal.

Do meu

As pessoas falam sobretudo acerca dos seus interesses. É por isso que tenho o blogue repleto do próprio escrever. E os vídeos...? Igual. Falo do meu escrever e falo do meu escrever e falo do meu escrever.

Lisboa, 7 de maio de 2015

Chegada a esta altura do ano tenho dificuldade em me convencer que sou gira e boa. A medida indispensável para alcançar essa certeza é preparar-me sem me olhar no espelho. Sério. As roupas servem-me, certo? As cores conjugam, certo? Então, vá. No gráfico da insegurança, a minha está decerto na réde laine.

Está um dia

Está um dia bonito. Sol, poucas nuvens, temperatura agradável e mais não sei o quê. Um bocadinho ventoso, mas pronto.

Boa tarde!

Lisboa; praça de Londres; 07/05/2015; 14:41; 21º

Fui

Fui à fruta. Cerejas a cinco e quarenta e nove. Caras. Ainda por cima são meio esbranquiçadas, dá a ideia que foram apanhadas antes de tempo. Depois, para rir, quase todas têm um apêndice, não sendo lisas, têm assim como que uma pilinha. Mesmo assim, tão em macho, não comprei cerejas.

Esqueci-me

De manhã esqueci-me de pôr brincos e anéis. Oh.

Sou o tipo

Sou o tipo de pessoa que deixa as outras serem o que quiserem sem contestar comportamentos ou opiniões, o que pode ser confundido com passividade ou indiferença para com o próximo, por vezes não deixa de ser isso mesmo, mas contrariando essa ideia quero dizer que.

8118

Atenção à capicua! 8118. Ah ah. Cá está ela. Ah ah.

Cliente

Tem trinta e cinco anos e voz de treze. É cada fífia com a voz, pá...

Bom dia!

Tenho dois vídeos para apresentar: um de ontem, outro de hoje. Não publiquei o de ontem por falta de tempo. Ei-los.







Três, afinal são três, deixo também o vídeo que fiz na sexta-feira.


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Sem título

Ganhei a corrida, já tenho a camisola. Até amanhã.

Ninguém irá ao meu funeral

Todos os comerciantes desta rua foram visitados pelos inspetores da á tê. Eu não. Ninguém me curte, ninguém me quer, portanto ninguém irá ao meu funeral, é baseado na não-visita desses ilustres que pressinto as coisas. No entanto, havendo porvir, e há, existindo esperança nele, e existe, quiçá eu consiga um cortejo do caraças no meu funeral, pessoas a chorar convulsivamente e filas para discursar, a dizer das saudades que sentem e isso. Que o digam hoje, é melhor não deixar o futuro ser passado. Ah, era tão boa pessoa e tal. Era. É melhor, é.

Dias de um Ginásio

E agora o novo ginásio. Pois que é uma merda. Vantagens até agora: zero. Nem sequer dá para rabiscar as palermices do costume apoiada no cacifro. Ainda por cima não posso delongar a choradeira fechada no wc porque tem poucas divisórias, portanto o melhor é acalmar os nervos que sempre me dão depois do Pilates e guardar o choro para o chuveiro. Voltando aos cacifros: e a fundura que aquilo tem?! Oh céus, fico com as coisas nos confins, calçado abaixo de tudo, mala por cima do calçado, mochila por cima da mala que está por cima do calçado. E os chuveiros? Pronto, ok, vá, dá para carpir as mágoas lá dentro, mas tenho de tomar duche intermitentemente. Sério, a torneira tem um dipositivo qualquer que não deixa a água escorrer livremente, faz pausas, uma pessoa tem de tirar o sabão do corpo a carregar constantemente no botão. Que merda, pá.

Sinto-me

Sinto-me doente, portanto o melhor é atentar no seguinte:
Lisboa; praça de Londres; 6 de maio de 2015; 14:33; 21º

Tento

Tento caminhar normalmente. Não me vou pôr para aqui a descrever o meu caminhar, só quero registar que tento caminhar normalmente.

Lugar da musa

Era na página setenta, era, aquela receita de um bolo de chocolate que não decorei totalmente. Entretanto o 'Livro do Chocolate' de Joanne Harris já não se encontra nas bancas daquela livraria. Paciência, fica para uma próxima vez.

Lugar da musa

No lugar da musa estava um prospeto a publicitar aulas de acordeão e eu lembrei que de manhã disseram na Radio que hoje era dia do acordeão. Depois, de soslaio, observei o prospeto, continha uns desenhos fofinhos com claves de sol e florzinhas. Pensei que era giro trazer um e digitalizar só essa parte e fazer um post lindo. Mas não, ora essa, então não terei já montes de imagens dispensáveis no blogue? Tenho.

Fui à

Fui à dependência bancária onde está a dona Carminda, sítio que não visitava seguramente desde o ano passado. Continua linda, esta senhora. Bem-haja, 'miga, assim é que é.

Boa tarde!

Gina ainda pensou não publicar a foto pela ausência de pilhéria. Gina foi todavia a isso de publicar. Gina não quer saber. Gina queria era experimentar zoom de máquina montes de espetacular. Gina estava sentada debaixo de árvore amarela e puxou patilha de zoom, zoom trabalhou bem, zoom é muito bom. Gina vai usar zoom destemidamente.


Botões

Finalmente a rica filha pôs a máquina da louça a lavar seguindo as minhas instruções*. Fartámo-nos de rir, ela a olhar para o papel (pois, entretanto listei o post e o papel tem andado aos rebolões pelo balcão da cozinha), a clicar nos botões, a rir, eu a supervisionar, a rir, e chegada à parte onde escrevi que a máquina 'emite um silvo' e ao ouvir que a máquina efetivamente 'emite um silvo' ela desmanchou-se a rir e eu juntei-me à festa. Ah, estas mulheres, pá, sempre a rir, sempre a rir. Sempre a rir, não é. É.

Cliente

Quem é que entrou no estaminé logo pela manhã deste dia? A cliente do imbróglio. Porra, caiu-me tudo ao chão. Tudo. Eu deixei o fulcro da questão em Cáceres, Espanha, no passado sábado. E se a mulher afinal não tivesse o imbróglio resolvido, o que é que eu dizia? Olhe, espere aí que eu vou ali a Cáceres buscar o seu fulcro e já cá venho para a gente resolver então o imbróglio. Porra, pá, que susto que a mulher me pregou. Mas não, nada disso, toda ela era sorrisos e quês, e não mencionou sequer uma palavra acerca do estranho caso. Acho que agora já lhe sou querida porque resolvi desembaraçadamente o imbróglio que lhe arranjei. Acabou a história, agora é que acabou esta história. Acho eu.

Cliente

Toca o telefone. Atendo, respondo e...
«Olhe, daqui fala o... Ai, como é que eu me hei-de explicar, sou aquele senhor da cê gê tê pê, sabe quem é?»
Então não sei, 'migo, até me sinto importante toda eu, olha pra mim a falar com um senhor destes...

Cliente

'Ai que horror, faz-me tanta impressão!'
Olho para ela e vejo que tapou as orelhas com as mãos.
'Até parece que estou no dentista!'
Esta senhora não gostou nada do barulho da minha frese. Mas é assim, 'miga, metal a cortar metal causa um chinfrim que não se consegue evitar.

Cliente

O senhor doutor de trinta anos anda cansado com a mudança de casa, tanto que se senta no banco do estaminé logo que pode.
Ah, quero uma pá para o lixo. Ah, quero sacos para o lixo. Ah, quero uma esfregona. Ah, como o que é que eu hei-de lavar um chão de madeira, ajude-me lá.

Novidade

Dona Adelina comprou um tecido grosso, ganga, e decide comigo se faz um casaco assim para o compridinho ou então um género de blusão.
'É melhor fazer um blusão, não acha menina?'
Digo que sim, se é ganga talvez fique melhor fazer uma coisa desportiva e isso assim.

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia de não fazer dieta. Hum. Ontem vi-me a braços com um desejo enorme de morder e engolir sofregamente um chocolate, porém contive-me. Claro que não contive o desejo por causa da balança, que é lá isso, não tenho problema nenhum com os risquinhos da balança, não tenho, não, é por causa da glicémia, a sério que é. Eu com problemas de balança, ora essa, não tenho, não. Já o açúcar no sangue é coisa para me preocupar sobremaneira.
Hoje talvez não me veja a braços com um problema desses, que supostamente o fruto proibido é o que mais apetece, portanto posso descansar.

Se o senhor

Se o senhor Joaquim sabe, dizia ele, é que houve um grande acidente com um autocarro, uma coisa mesmo em grande, pensou que talvez o senhor Joaquim soubesse de alguma coisa, quem seria o homem que estava estendido no chão, mas aquilo foi um acidente que alto lá com ele, morreu um homem de 88 anos, às tantas o senhor Joaquim sabe de alguma coisa.

|Melhor perguntar ao senhor Joaquim, não é. É.|

Há algum tempo

Há algum tempo dei com as seguintes frases...
«quando percebi que gostava de mulher»
«erotismo de antigamente»
… Nas pesquisas onde o mister Google vai buscar o meu singelo blogue. Hum, homossexualidade e erotismo. Ah ah. Esses temas tão polémicos quanto mediáticos rebuscados na Internet e o que acontece é que o meu blogue é caçado por se achar que tem que ver, não é. É. Ah ah.

Há muito, muito tempo

Há muito, muito tempo ouvi uma canção portuguesa numa Radio qualquer, cujo poema dizia algo deste género...
'sinto a tua falta aqui
não queres falar
preferes escrever'
… E achei que a mensagem tinha tudo a ver com a minha pessoa. Quando a canção acabou fiquei atenta ao locutor, se seria anunciado quem cantara e o nome da canção, e o que ouvi foi que eram os 'Mesa' e a canção se chamava 'Sim'. Mas, há sempre um 'mas', não é. É. Mas não encontro a dita canção no Youtube. Portanto fica à mesma o meu registo, mas 'calado', que não há música para se ouvir.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Para aí três ou quatro dias, ou mesmo cinco

preciso de _______ para viver
preciso de viver para _______

Do quarto dia (segunda-feira)
Sei como vou preparar o post deste fim-de-semana prolongado, contudo no momento seguinte talvez mude tudo.
Do terceiro dia (domingo)
Vi centenas de campos de papoilas e centenas de campos de flores lilases (desconheço o nome) e centenas de campos de flores amarelas (desconheço o nome), o que perfaz um total de uns quantos milhares de papoilas e das outras flores de que desconheço o nome. Quiçá sejam milhões. Há no entanto flores em lilás e em amarelo, mas de outro feitio, e há também em cor-de-rosa e em branco, mas nomes de umas e de outras, não sei. Aquelas brancas de caule fininho, que abre muitos braços dando azo a pétalas pequeninas. E imensas. Essas fazem-me lembrar um cogumelo, tipo assim com aquela espécie de copa que o cogumelo tem, mas em achatado, como que um planalto, vá, e de caule fininho, se comparado... Mal comparado, quero eu dizer... Pois, não tem nada a ver. Esqueçamos o cogumelo então, e eu fico de colher flores dessas nos campos da minha cidade num dia vindouro e tirar fotos logo a seguir. Passei por elas todas, as flores, sempre ficando com vontade de parar no meio da estrada e correr para me rebolar e arrasar o jardim natural. Mas não. Vi também centenas de outras coisas mas decerto não conseguirei falar/escrever acerca de todas elas.
Do terceiro dia (domingo)
Fui a Estremoz, quem diria, nunca pensei, foi casual. Chovia. Ah ah. Da outra vez também, só por dizer que ininterruptamente, e no terceiro dia (domingo) não. Em vez de jantar lá em cima, no castelo, ao pé da rainha do milagre das rosas, como da outra vez, almocei cá em baixo – migas com entrecosto frito. Muito bom. Olha só o gostinho a banha com que as migas foram preparadas, então e o entrecosto temperado à alentejana, que bem sabia.
Do primeiro dia (sexta-feira)
Não curti a viagem. Mas curti algumas cenas. Foi tanto assim que à tardinha fiz um pequeno vídeo que ainda não ouvi nem tampouco passei para o computador, isto por conta de o pc portátil não ler vídeos da máquina fotográfica montes de espetacular. A máquina fotográfica é montes de espetacular, o pc é que não. Ao tempo que não dizia/escrevia 'a máquina fotográfica montes de espetacular', pá. Pois é. Olha, pensando bem, vou ali ouvir o que disse no vídeo e já cá venho.
Do segundo dia (sábado)
Cáceres, Espanha, a terra dos candados a prueba de corrosion e de outras coisas que agora (também) não vêm ao caso. Eu bem disse que ia deixar as chaves da cliente do imbróglio e a ventosa e o pacote vazio de lenços em Cáceres. Tirei fotos e tudo, não sem antes andar à coca de um lugar especial e quês. Acabei por escolher um arbusto baixo e aparado, tão direitinho, e foi ali que cerimoniosamente deitei os meus pertences. Cliquei com o intuito de guardar memória para a posteridade, memória essa não só literária mas também imagética. Cáceres é bonito, a parte histórica e isso assim, tem uma praça grande e desafogada. É muito bonita. É tão bonita. E por aqui me fico, que eu cá a descrever lugares imensos não sou lá muito boa. Almocei por lá mas não almocei grande coisa, mandei vir uma tapa com um nome que já não me lembro mas lembro-me que o menu dizia huevo e também dizia molho de trufas e mais não sei o quê. Ora acontece que o huevo trazia a gema crua, descobri eu depois de estropiar a massa que o envolvia, vai daí, eu que não acho lá muita piada aos ovos que apresentem ranhoca, desgostei daquilo. Pronto, seja lá como for a entrada era muito boa: sardinhas enlatadas e pimentos verdes aos quadradinhos e cebola picada, temperados com azeite e vinagre e acompanhados de tostas. Muito bom, quem inventou tal junção merece palmas. E acerca do pacote de lenços: melhor não o deixar ao pé das outras coisas, que aquilo a bem dizer era lixo, portanto pu-lo num contentor. Esta história acabou, não creio que haja mais notícias acerca de tão interessante e empolgante temática.
Do quarto dia (segunda-feira)
Já ouvi o que disse no vídeo, presumo que vou publicá-lo abaixo deste texto. Repito: presumo.
Do terceiro dia (domingo)
Passei por uma tabuleta que dizia 'Póvoa e Meada'. Mesmo assim, tal e qual. Achei um piadão àquilo pela raridade de existir um elemento de ligação (e) em nomes de localidades, tanto que estou a registar para um dia revisitar: fica na EN 246, para aí ao km 15.
Do primeiro dia (sexta-feira)
Castelo de Vide. Enquanto me movia descontraidamente junto à capela que fica lá no alto, um senhor, observando discretamente esta que escreve, comentou que se eu andava por ali certamente havia boas perspetivas para fotos, que no meu blogue há fotos espetaculares. Abri a boca, não para agradecer, antes de espanto, mas já que a tinha aberta, agradeci. Estes comentários são sempre muito bem-vindos e agradáveis e surpreendentes e refrigerantes, porém fico como que descoberta, exposta, lá se vai o poder encantatório, isto crendo eu que tenho um poder desses, claro, e é como se não conseguisse prosseguir a minha vida de bloguer com o mesmo sentimento. Tontice minha, bem sei. Ó mulher, deixa lá isso, vá.
Num dia ou noutro (um qualquer)
É imperioso contar que ando perita em fazer chichi nos wcs masculinos. Primeiro, não sei onde mas sei que foi no primeiro dia, quando quis aliviar a bexiga tive de estar na bicha, e o que vi foi giro que se farta: um homem. Nunca tinha visto um homem numa fila, aguentando estoicamente a aflição de ter a bexiga cheia. Nunca. Como estava na ponta da fila e ligeiramente afastado perguntei-lhe se fazia parte da fila e ele disse que sim. Ora então o que aconteceu foi o seguinte: as senhoras tinham tomado de assalto também o wc masculino, obrigando o pobre a permanecer numa fila. Ah ah. Quando chegou a minha vez... Pronto, calhou-me a sanita em macho mas a despreocupação entrou em cena, era o que faltava retrair os esfíncteres. Depois, num outro dia, quis ir ao wc, mas no feminino, claro, normalmente é essa a primeira escolha, mas o dito encontrava-se ocupado. Esperei pacientemente até me impacientar e quando me impacientei entrei no wc masculino e lá vai disto, quero lá saber. Consegui inclusive sair de lá sem que o wc feminino vagasse.
Do quarto dia (segunda-feira)
Chegada a hora lá fui eu fazer a vida de quase sempre, aquando do intervalo grande. Na rua mais bonita de Lisboa estive a observar o vento a abanar fortemente as árvores e lembrei-me que de manhã, na viagem, tinha estado a observar o vento a abanar fortemente os arbustos que plantaram nos passeios. A vida repete-se ordenadamente, cabe ao observador (eu) encontrar diferenças para não se aborrecer. Em cima do banco de rua estava um saco de plástico, também abanando conforme o vento queria. Que teria o saco lá dentro? Cusquei: roupa velha. Intitulei este post de 'Para aí três ou quatro dias, ou mesmo cinco' porque pela manhã me pareceu impossível conseguir dizer/escrever tudo o que queria. Entretanto, ao fim do dia, pareceu-me que debitara tudo, não havendo portanto mais nada a registar, mas esperançada que no dia seguinte saltassem convulsivamente mais pipocas literárias.
Do quinto dia (terça-feira)
E há mais pipocas, sim senhores, que é lá isso de parar no quarto dia. Primeiramente tenho de escolher as fotos que vou publicar no blogue. Vou então tratar disso.
Do quinto dia (terça-feira)
Já escolhi algumas fotos e já me fartei. Isto porque quando começa a acontecer mais do mesmo os olhos cansam-se e deixo de encontrar beleza nas fotos.
Do quarto dia (segunda-feira)
Lugar da musa. A menina que serve os cafés dirigiu-se à mesa que eu ocupava com o intuito de retirar a catrefada de chávenas sujas. 'Antes que pensem que bebeu estes cafés todos...' disse ela, à laia de desculpa. Contei rapidamente as chávenas: seis. Isto já para não falar de pires e colheres e pacotes vazios de açúcar e de bolachas e de paus de canela. Se eu tivesse bebido sete cafés... Ah, se eu tivesse bebido sete cafés.
Do segundo dia (sábado)
Cáceres. Ó Luís, vamos ali acima? Vamos lá. Fomos. Era uma escadaria imensa. Veio connosco um companheiro que desistiu a meio da subida. 'Eh pá, vocês não levem a mal mas eu vou até ali abaixo ver se encontro de comer', avisou ele, fazendo festinhas na barriga para mostrar como a fome era muita. Ah ah. Ó Luís, ninguém nos aguenta, já viste? Ah ah.
Do segundo dia (sábado)
Cáceres. Pilhas, senhores, preciso de pilhas para alimentar a máquina fotográfica montes de espetacular. Melhor perguntar, olarila. Em Espanha posso pedir pilas que ninguém leva a mal. Ó 'migo, tem pilas? Ah ah. Tinha. Dois blisteres, por favor. E pude descansar. Mas não, qual quê, vai daí a máquina fotográfica montes de espetacular decide dar-lhe um amoque qualquer. Solucionável, felizmente, era falta de pilhas. Ah ah.
Do segundo dia (sábado)
Houve uma festa do pijama mas não entrei na onda por diversos motivos, todos explicáveis e todos indesculpáveis, mas todos, para mim, plausíveis. Não sou de fazer parte seja do que for, não sou de grupinhos, não sou de conversar, não sou de festarolas e tampouco sou pelo convívio. Sei lá, pertencer aborrece-me.
Do primeiro dia (sexta-feira)
Estava aqui a passar em revista a minha memória, procurando episódios que tenham ocorrido no primeiro dia. Ah, então e bomba de abastecimento fechada? Dezenas de motas paradas debaixo do telhado, pessoas espalhadas pelo recinto, umas zanzando (eu), outras tirando fotografias (eu), outras conversando, algumas sentaram-se (eu, depois de zanzar e de tirar fotografias)... Ah, isso foi no segundo dia, hum, ok. Mas do primeiro dia, não há mais nada a debitar no blogue? Ao que parece, não. Ah, o piquenique. Então, o piquenique foi giro e gostoso. Tínhamos levado pastéis de arroz. É uma massa que se faz com arroz cozido e se acrescenta aquilo que se quiser, nós acrescentámos presunto, cogumelos, farinheira, queijo e ervas. A ligar, um ovo e farinha. O arroz convém ser do carolino por conter mais quantidade de amido e ficar assim como que cremoso e pegajoso, sendo portanto o ideal para compactar. Depois moldam-se bolas, usando duas colheres de sopa, como se fazem os pastéis de bacalhau, sabem, tal e qual, pumba, de uma colher para a outra, de uma colher para a outra, de uma colher para a outra, e fritam-se em óleo fervente até alourarem. Algumas pessoas provaram e gostaram muito.
Do quinto dia (terça-feira)
Pondero se deixo um linque na página do CPM dando a possibilidade de este post ser lido pelos seus elementos. Se deixar, admirarei a minha coragem, que na verdade não estou a escrever um texto com o propósito de ser lido pelas pessoas que participaram no evento, não abdicando do meu tom de escrita habitual, que é lá isso. Pondero ainda se publico o vídeo que fiz no primeiro dia ou então não. É melhor mudar de conversa.
Do quinto dia (terça-feira)
No lugar da musa andei a vasculhar livros, toda eu muito interessada. Há algum tempo que não folheio livros, quanto mais lê-los. Ao momento as minhas leituras centram-se basicamente em blogues. Na verdade centram-se unicamente em blogues. Bom, talvez leia faturas e assim. Cheques. Listas de faltas. Letreiros. Rótulos. Tenho saudades de escrever. Incrível, não é. É. Um post de tamanhão e eu com saudades de escrever. É que tenho saudades da liberdade, tenho feito por registar o fim-de-semana, essencialmente isso, se bem que me tenha alongado por mais dois dias, ontem (segunda-feira) e hoje (terça-feira).
Do quinto dia (terça-feira)
Resta-me dizer que o evento a que se refere este post é o CPMaxibérico, organizado pelo Clube Português Maxiscooters.
Do quinto dia (terça-feira)
Quero ainda registar que este post tem mais ou menos 2000 palavras e cerca de 11500 caracteres, isto até ao final do parágrafo anterior e contando com o título.

Do evento CPMaxibérico

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Se todos

Se todos somos especiais não percebo onde marcamos a diferença. Ser pessoa é um bocado difícil por conta das miudezas, não é. É. Só por dizer que não somos todos assim, não é. É. Então é isso. Ah.