Gina, a mulher que tem um blogue

Gina, a mulher que tem um blogue

quarta-feira, 9 de julho de 2014

...

É difícil que se farta viver a par com um génio...

«No táxi, não trocámos uma só palavra, desalentados com este reencontro. A conversa mágica que eu esperava, não surgia. Dois entes que acabavam de regressar à vida comum continuavam iguais a si próprios, a não se compreenderem, a não se unirem entre si, isolados no seu silêncio, enquanto o táxi penetrava no coração de uma cidade barulhenta. (…)
Poucos minutos mais tarde, a viatura parou no café Arnold, no Central Park South, 240. Solicitamente, ajudaram-me a descer, uns paquetes abriram várias portas maciças e deparei com uma dúzia de pessoas que sorriam alegremente, desejosas de conhecer a mulher do grande escritor...»

'Memórias da Rosa', Consuelo de Saint-Exupéry, página 196

A solidão

No livro que ando a ler - 'Memórias da Rosa', Consuelo de Saint-Exupéry – há uma altura em que a autora conta acerca duma época da sua vida em que vivia praticamente sozinha e quase sem dar por isso se embrenhava na Natureza, dando especial atenção às árvores, flores e bichos. Fiquei impressionada, sobretudo porque me revi um pouco naquele trecho. Tenho folhas, apanhei-as um dia desses por achar que o verão ainda é novo e já caíram folhas acastanhadas das árvores. Não tem nada a ver com o livro que estou a ler. Ou tem. Estou baralhada.

Pérola negra

Por causa de ter perdido a medalha no estaminé encontrei uma pérola negra e outras coisas. Por causa de ter perdido a medalha no estaminé tenho andado a vasculhar o chão de quando em quando, esperançada de a encontrar. Mas nada dourado se vê. Por algum motivo, encontrei novamente a pérola negra.

Ti-ri-ri-ri-ri

Toca o telefone. Era um senhor que só me queria cumprimentar. Claro que o facto de ele vender sacos de plástico aos quilos não tinha nada a ver com o telefonema... Às vezes podia ser para saber se eu precisava dum fornecimento desses sacos, mas não, não tinha nada a ver, era mesmo só para me cumprimentar. Hum.

Hera 1 X

Na origem...

… Dos pacotes de açúcar da Sical.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Atropelo

A dona Adelina foi atropelada no cruzamento e ficou estendida no chão. Por causa disso ajoelhei-me no alcatrão da alameda, ela queria dizer-me um segredo. Antes disso senti-me num reality show, montes de gente a ver os meus gestos, a ouvir as minhas frases quando liguei ao mais-que-tudo dela, a seu pedido. Foi um diálogo custoso, anunciar a alguém que ocorreu um acidente tem as suas dificuldades, choveram perguntas às quais não sabia responder, como foi ou como não foi, se ela tinha algum osso partido, para que hospital seguiria, etc.
Mas o fulcro deste post é eu ter-me ajoelhado no alcatrão da alameda, esse local tão sagrado quanto odioso, para ouvir um segredo, o qual não revelo nem por nada.

Falta

Julgo que ainda não escrevi no blogue que o velho que se senta no meu banco de jardim o faz no banco que está debaixo da minha árvore, a árvore amarela. Se escrevi. E se escrevi digo que gosto de me esquecer daquilo que escrevo. Se calhar já tinha vindo até aqui com esse assunto, relacionando o velho, o banco e a árvore amarela e se calhar também já deixei escrito que gosto de me esquecer daquilo que escrevo e também gosto de nem me lembrar de quando escrevo parvamente para não ter memória de posts como este.

Advertência

Cuidado com os carinhos e as lambedelas no meio da rua, agora as casas apanham os ares das tardes de verão e as pessoas, essas, têm disposição para assomarem às janelas.

Conclusão

Podemos sempre retirar os pedúnculos dos pêssegos com uma tesoura. De bicos redondos, para não furar a fruta, o que significa que afinal a tesoura não tem bicos.

Cliente

Ciclista à porta, observando os haveres do estaminé. É um ciclista daqueles que anda com um capacete às tiras na enga de não deixar escapar os miolos.

Cliente

Eu tenho um portão pintado de verde e os miúdos entornaram tinta amarela em cima do portão e... |a senhora quer um diluente que só retire a tinta amarela...? hum...|

Post ulterior

I feel something so right
Doing the wrong thing
I feel something so wrong
Doing the right thing
I could lie, could lie, could lie
Everything that kills me makes me feel alive

(OneRepublic)


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No post anterior faltou-me encontrar um verbo porreiro para a avareza. Talvez refundir...?

O pecado (tem de) mora(r) no paraíso

Um céu com pecado é um céu de verdade, sabe-se que tudo quanto é proibido é bom e sabe bem, portanto no céu tem de haver o que na terra se julga pecado, não acredito noutra coisa. Temos de poder preguiçar, empanturrar, cobiçar, ostentar, embrutecer, foder. Tem de ser. Digo sem restrições e sobremodo, digo isso e digo sem riscos ou culpa, porque o paraíso está num lugar onde se possa pecar desalmadamente, esquecendo por completo o moderadamente. Só pode, não acredito noutra coisa.

Dias de um Ginásio

Ontem andava por lá um gaiato com dois metros de altura. Ao que parece, no Ginásio admitem pessoas das mais variadas estaturas.

Post de brincar

O meu pé não é de laranja-lima. Um ou outro.

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Eu não fui correta com ela, ela não foi correta comigo. Escrever é tão melhor do que... tudo.

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O Pedro Abrunhosa está para ali a berrar 'hoje é o teu dia, hoje é o teu dia', não canta nada, aquele 'migo.

Dia de (disseram na Radio)

Dia do Padeiro. Não sei se toda a gente tem um mas eu cá tenho, às vezes aparece no blogue, é o senhor Tomé.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Post como que a bisar

Just say yes
Just say there's nothing holding you back
It's not a test nor a trick of the mind

(Snow Patrol)

Rascunhos

Não tenho as dezenas de rascunhos de outrora. Sinto-me frágil e com frio, doente ou lá que é. Amanhã tem de haver pipocas a estalar senão enlouqueço.

«Escrever faz-me estar a um degrau da loucura. Não deixo de escrever, é por isso que não enlouqueço deveras.»

Arauto

Há muitos dias que não publicava posts. Ontem à noite, domingo, achei que devia deixar-me de merdas e pôr à vista a produção dos últimos dias mas entretanto decidi que seria hoje o grande dia.

Singularidade

Frase do mais singular que proferi até hoje:

'Se quiser que eu ponha aqui a língua, eu ponho.'

Sentar

O velho que diariamente se senta no meu banco de jardim estava um pouco encurvado. Lia um jornal ou um folheto publicitário.

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Lugar da musa.
Apinhadíssimo, por pouco não tinha um lugar sentado. Eia, quanta gente. Então e as férias, ninguém vai de férias por estas bandas?!
Café.
Igualmente a outros dias. O que é o mesmo que dizer que já lhe fiz referência noutros dias e está igual. Não há adjetivos, melhor assim.

A curva do primo

Dantes gostava imenso de passar naquela curva pronunciada. Era adolescente e já reparava em coisas a que ninguém dá a mesma importância que eu. Um dia, quando passei lá com o meu primo, não lhe fiz saber a minha admiração por tão acentuada curva, esperando ansiosamente que ele a notasse tão especial como eu e fizesse um comentário inteligente ou então um comentário qualquer. Qual quê. Nada.

O nome

Queria escrever 'nome' e digitei 'mñem'. Ah ah. A pressa dita que não sei escrevewr. Escrever.

Espólio

Num envelope com fotografias descobri dois cartões de membro duma igreja referentes aos anos 1972 e 1976, no nome duma tal Felicidade da Luz Vê.
Há também um convite para o casamento da Maria no primeiro nome e do Manuel no segundo nome, que se realizaria em 16 de abril de 1977, e onde se pode ler a ementa se houver vontade em atentar na imagem abaixo. Achei um piadão ao consomé clarificado. É a primeira linha.

Piropo

'Ai jesus!'.
Piropo, sim, como referi num post lá atrás, cada um(a) ouve o que quer.

Os olhos

Olha uns olhos pequeninos a perguntar quem é o Rufino.

Artigos

Os limpa-pratas vêm do Bairro Alto. As lâmpadas também. Quem diz lâmpadas diz tomadas, interruptores, fichas de 10 e 6 amperes, dentre um sem-fim de outros artigos.

Cliente

Assomou à porta. Olá – cumprimenta - é à minha casa que vai amanhã - anuncia.
Eu já sabia mas não vejo mal nenhum no anúncio, que é lá isso. Vou àquela casa enorme de cuja varanda se vê um dos lados da cidade e a copa das árvores da avenida. Tão bom. E agora que há sol até às tantas vai ser uma maravilha observar as vistas. Vou tirar fotos abauladas, que a minha máquina anda parva desde que caiu nas areias andaluzas, aquando das férias.

Clientes

Olhe, ó menina, eu quero uma coisinha destas, tem?!
Tenho.
Então está sozinha?
Estou.
Não está nada, agora a menina está muito bem acompanhada por a gente os dois.
É isso.

Cliente

Chegou aqui e ficou todo contente de eu estar já de papel estendido, qual eficiente funcionária.
Então, sô Manel - disse eu - a gente aqui conversa, por isso sabia o que o trazia cá e o recebi assim.

A mulher errada

Estou sim, dona Maria, olhe, eu estou aqui assim à porta do café, a acabar de fumar o cigarro, venha daí.

Quarto

ABC das fofices, retirada da internet.

Terceiro

Um dia experimento ligar o computador antes de desligar o alarme, a ver o que dá.

Segundo

7 do 7 de 2014, a data d' hoje parece 7+7=14, ah ah.

Primeiro

Na sexta-feira passada fui a um evento especial. Tirei 3 ou 4 fotos e publico somente a melhor, algo recortada porque por inteiro seria demasiado reveladora. «Eu faço desporto», ah ah.


domingo, 6 de julho de 2014

sábado, 5 de julho de 2014

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A ponte é uma passagem
Para a outra margem

(Jafumega)

Nomes do ‘aqui há atrasado’*

Tenho um tio que anda a pesquisar a nossa ascendência, mais concretamente a árvore genealógica pelo ramo dos meus avós maternos. Para ver em concreto todos os resultados das suas pesquisas preciso fazer o registo num sítio e tem de se pagar. Esta parte é chata e portanto não me registei mas o meu tio indicou-me um fórum no mesmo sítio onde pude ver os nomes dos meus tios e primos até aos anos mil setecentos e tal. A família de onde descendo mais diretamente radicou-se em Albernoa por volta de 1700, e entretanto pude ver que tenho muitos ascendentes na Trindade, Entradas, Castro Verde e Aljustrel, todos lugares nada distantes de Albernoa. Até onde o meu tio chegou, não há indícios de gente que tenha vindo doutras regiões do país, a não ser do estrangeiro... escravos; África. Pois, descendo de escravos africanos. Não é grande novidade para mim, pelo meu lado paterno consta-se que a minha quarta ou quinta avó era preta, tanto que a minha avó paterna e o meu pai são muitíssimo morenos. Ah ah, descendo de escravos pelos dois lados, ai este meu lado serviçal, pá...


O sobrenome que tenho em comum com o meu tio representa o É na foto acima. Era o sobrenome do meu avô, que passou para a minha mãe e seus irmãos e que obviamente passou para mim. Não é devido à minha privacidade que me abstenho de revelar o sobrenome em causa, mas porque o mesmo não me pertence por inteiro e/ou tampouco este post.

*expressão alentejana que significa ‘antes’ ou ‘o que passou’.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

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Hey brother, do you still believe in one another?
Hey sister, do you still believe in love I wonder?

(Avicii)

Café com Chocolate

Há uns meses andei a ver se escrevia um conto em redor dos temas 'café' e/ou 'chocolate'. Entretanto esmoreci e não terminei de escrever o conto, a bem dizer não escrevi porra de conto nenhum, antes rabisquei umas frases e as deixei para ali a repousar, esperando melhores dias ou algo do género. De há umas semanas para cá tenho-me lembrado do documento iniciado, ontem reli-o e mesmo não lhe achando jeito nenhum - o que não difere do que costumo sentir sempre que ando a ver se escrevo algo que não esteja dentro do meu estilo de bloguista deslavada - apresento-o.
Decidi que vou publicar o tal texto rabiscado, portanto apresento um rascunho. A sério, vou publicar o documento tal como está, a nu. Já ouvi dizer que alguém jamais deveria apresentar um texto inacabado, isso é como ter uma casa cheia de convidados e colocar a comida crua em cima da mesa, e há ainda a ideia de que assim o leitor fica a conhecer os nossos métodos, os nosso medos, e que isso deveria ser mantido em segredo, podendo haver um desmoronamento de ideal de escrita e de escritor/bloguista e mais não sei o quê. Concordo em pleno mas publico na mesma, afinal isto aqui é apenas um lbogue... ai perdão, blogue.

Gosto de Café

Gostar de café é uma verdade como outra qualquer, podendo inclusive alongar-se essa verdade.

Chamo-lhe o lugar da musa e os momentos que lá vivo são acompanhados pelo gosto do café. Adoro café. Adoro livros. Lá, cheira a essa mistura. Lá, tudo acontece, não necessariamente comigo, a mulher que diz que editou lá aquele livro, ele que o leve, a mulher que molhou as calças e chama aflitivamente a acompanhante
Gosta de café a senhora que não consegue controlar os tremores
Todos gostam de café. Porque gostas de café? Nem todos gostam de café
A igual a mim retira pequenos aperitivos de dentro da mala e vai bebericando o seu café
Uns falam e bebem café, outros bebem os café calados.

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia da pera. Amanhã faço um bolo de pera com figos frescos. Quero dizer, se calhar faço uma calda com doce de figo e ponho lá as peras aos pedacinhos e verto a massa por cima e já está. Deve ser antes isso.

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Tenho tanta pressa em escrever que começo as palavras na segunda letra.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

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So don't go breaking my heart
I won't go breaking your heart

(Elton John & Kiki Dee)

Tendências de moda

Há por aí uma moda de calções muito curtos e camisolas muito compridas. Então, antes que a camisola tape os calções, as gajas modernas prendem a camisola no cós, apenas à frente, ficando assim a esvoaçar o resto da camisola conforme se deslocam. A dona Alda, uma senhora octogenária, aderiu a esta moda. Quero dizer, nos calções não, na camisola presa à frente.

Cliente

Dona Alda disse:
«Ai eu gosto da Gininha, eu gosto da Gininha!»
Note-se o inha e note-se o inho do descontozinho que eu costumo fazer-lhe, é que o gosto pela minha pessoa vem principalmente daí.

Dia de (disseram na Radio)

Dentre outras coisas, hoje é dia de 'Não Usar Sacos de Plástico'. Tem havido por aí um zunzum em redor do tema ecologia e isso assim. Estou fartinha de me lembrar das pessoas que ganham a vida a vender sacos de plástico, com uma insistência destas em torno do tema...

Dia de (disseram na Radio)

Ontem foi o dia do nome Rosa e hoje é que eu notei o quadro da rosa no lugar da musa. Rosa e Púrpura em grande plano. Tão bonito.

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eu disse não disse pergunto

Do verão que – dizem - nunca mais chega

O regozijo de dona Petra:
«Hoje está um dia de verão!»
E a esperança:
«Vamos lá a ver...»

Sangue

A ponta dum arame pode cortar a pele. Se a coisa for brusca pode inclusivamente retirar pele numa área dum por um milímetro e ficar com a chicha à mostra e deitar muito sangue e chupá-lo avidamente para não escorrer muito e depois ainda assim não findando o sangue entrapar o dedo e vir escrever um post fantástico suprimindo as vírgulas por causa da dificuldade no dedilhar.

Cliente

Quero um coisinho destes, tchq-tchq, pra desentupir.
Quer escolher a cor ou é mariquice a mais pra si?
Ah ah. Quero o amarelo.
Ah ah.

½

Poema
Dois pontos
Cortar
O vestido laranja
A saia azul
A blusa vermelha
Ao meio
Ponto final

Película lamechas na tv

Ó Luís, um gajo também tem sentimentos, não é?

Bichas de supermercado

Ó Luís, vai para o frango que eu vou pros tomates!

primeiro

piropo matinal:
foda-se!

piropo.
cada uma entende o que quer...

quarta-feira, 2 de julho de 2014

...

I've got that summertime, summertime sadness
S-s-summertime, summertime sadness
Got that summertime, summertime sadness
Oh, oh oh

(Lana Del Rey)

A louca

Escrever faz-me estar a um degrau da loucura. Não deixo de escrever, é por isso que não enlouqueço deveras.

Conversa da treta

Encontrei na avenida aquele senhor que é uma espécie de meu colega - acerca do qual me parece que já escrevi umas linhas no blogue – e conversámos um bocadinho. Foi assim:
Ele: Boa-tarde!
Ela: Olá.
Ele: Lá vamos nós para mais uma tarde...
Ela: Pois, tem de ser, não há outra vida para a gente viver, que se há-de fazer?
Ele: Vira o disco e toca o mesmo.
Ela: Mas qualquer dia acaba esta vida assim...

Memória

Da última vez que estive com o meu irmão, veio à baila um dito (creio que popular e do qual, mesmo sob pesquisa, não consegui saber o/a autor/a) que ele me ensinou quando éramos muito jovens. Ele começou a dizê-lo alto e eu logo agarrei o ritmo e o  acompanhei. Era (e é) assim:

«Era meia-noite em ponto e faltavam dez pra uma
Um homem sentado num banco de pau feito de pedra
Lia o jornal sem letras que dizia:
A Terra é uma bola quadrada que gira parada à volta do sol.»

Às escuras

Se estiveres às escuras sabes onde está o gesso?
Sim.
E as esfregonas?
Também.
Nivea creme, tintas dum quarto de litro, cera em lata...?
Sim.
Linda menina.

primeiro

olá bom dia e isso assim
em vez de
olá bom dia e coiso

terça-feira, 1 de julho de 2014

...

A Anita não é bonita
Mas acredita que a noite cai

(José Cid)

Era para continuar ultrassecreto mas pronto, num só verso o José Cid desvendou que as mulheres feias também conseguem coisas.

1 blogue

Ena, um blogue com fotos. Ena, um blogue com músicas. Ena, um blogue com bolos. Ena, um blogue com pensamentos. Ena, um blogue. Com. Textos. Ena, um blogue.
Há esperança no porvir, é por isso que este blogue ainda existe.

Presença

O advérbio 'telegraficamente' esteve cá hoje. Eu até gosto dele.

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Ouviu o que eu disse?
Ouvi 'ouviu o que eu disse?'

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Se as mulheres choram facilmente e sem motivo, então quero ser homem.

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Destruir rascunhos dói tanto.

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Ele diz por conseguinte e por conseguinte, diz por conseguinte.

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Quem está feliz tende a ser boa pessoa. A vida é uma merda.

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Rir, amar e sofrer são coisas da vida. Não percebo nada disto de viver.

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O batman, chamam-lhe batman, anda doente, tosse com sofrimento.

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Há dois tipos de pessoas: as otimistas e as pessimistas. Considero mais fácil ser pessimista. Sei lá, sofre-se menos, ora que porra.

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Quem é a Sandrinha?
É uma mulher para aí com um metro e setenta e cinco e mais ou menos oitenta quilos. O nomezinho é de sobeja, portanto.

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Tenho um sono que vem da noite. Só pode. É de lá que vêm os sonos.

Mutabilidade

As nuvens são mutáveis. Velozmente. A culpa é do vento.

Olha as histórias que este céu conta

O que aconteceu a estas fotos foi que eu deitei a máquina e cliquei, ou seja: pus a máquina na horizontal e apanhei o céu. Mas não só o céu.

ordinariamente

primeira árvore segunda árvore terceira árvore quarta árvore quinta árvore sexta árvore sétima árvore oitava árvore eu disse não disse pergunto

Boa ideia!

'Boa ideia' é uma expressão tão corriqueira que devia aparecer com hífen, como o pôr-do-sol ou a cor-de-rosa.


Como quem espreita

Ter

Ó Luís, tu não tens um blogue.
Pois não, mas tenho uma mota, andam para aí a dizer* que eu tenho uma mota.
Ah ah.

*...

Dia de (disseram na Radio)

Ontem, 30 de junho, era Dia das Redes Sociais. A rede social que conheço melhor é a blogosfera. Aqui as pessoas amam-se e odeiam-se, portanto não difere do mundo real.
Ah, mas aqui as pessoas escondem-se atrás do ecrã e são mais hipócritas, dizem.
Pois são, mas deem-lhes tempo e verão como se revelam, tal e qual como no mundo real, digo.

Post como muitos: reflexivo

Hum. Bom, se calhar vivo noutro mundo, distando da realidade, isto em todos os dias da minha vida e em praticamente todos os momentos. Mas. Hum. Tudo isto, obviamente, porque escrevo umas coisas num blogue. Mas de que me serve imaginar um mundo se mais ninguém pode morar nele? E de que me serve a arte se não a sei divulgar?

Dias de um Ginásio

Fui espreitar os mastros e estavam na mesma. Luzes e isso. Qual fantasia, qual quê. Da outra vez foi tão bom.

Conto de fadas

Fiz um daqueles joguinhos/testezinhos que aparecem no fuçasbuque, este no sentido de saber se eu fosse uma personagem das histórias infantis qual seria. Respondi a umas perguntinhas e o resultado ditou que sou a Alice da história 'Alice no País das Maravilhas', isto porque segundo as minhas respostas sou uma pessoa que vive no mundo da fantasia, o que por outras palavras se traduz em que a minha aura artística está (talvez um bocadinho, vá) desenvolvida.

Ah... Ok.

Cliente

Um cliente careca pede-me uma escova de cabelo. Entretanto fica indeciso e enquanto espera que a mulher lhe atenda o telefone diz-me que 'como calcula, não é para mim' e eu respondo-lhe que 'bem, esse foi o meu primeiro pensamento mas mantive-me calada...'

Cliente

Pedido à moda do Alentejo:
Quero além aquilo pro fogão.

Cliente

Que fofa. Que fufa tão fofa.

Fruta

A frutaria mudou para o lado dos números ímpares. Quer isto dizer que agora o simpático merceeiro aparece-me do lado esquerdo, as bananas estão do lado direito e para encontrar as maçãs tenho de dar a volta pela esquerda e não pela direita.
É estranho, parece que estou a conduzir na Bretanha, é como escrever o nome com a mão contrária à natureza.

Post de perdição

Comecei a manhã perdendo a medalha do fio que mais estimo. Bem que tentei encontrá-la pelo chão, mas não. Entretanto encontrei uma pérola de plástico, um cadeado e um bloco dos peixinhos.
Ah, e parti uma lâmpada. Mais uma. Qualquer dia sou despedida.

A meio do ano

1 de julho, hoje é o primeiro dia do resto do ano. Amanhã também.

2x6

Segundo semestre, começa hoje.

Dia de (disseram na Radio)

Dentre outras coisas, hoje é dia da vacina bcg. Eu tenho a minha marca, está no braço esquerdo, um pouco abaixo dum pequeno sinal.

Gina, a mulher que tem uma mota

Veio de mota? É que está toda despenteada, já viu?
Ai este senhor Tomé, pá...

primeiro

olá bom dia e coiso