Abóbora; Gengibre; Lombardo; Batatas; Frango; Frascos p/ Doces; Maçãs; Peras; Chuchu; Bolo-Rei; Alhos; Louro; Cabrito; Bacon; Alecrim; Bombons; Chocolates; Pijamas; Aftershave; Livro; Massas; Sal p/ máquina; Bolas Natal*; Frutos Vermelhos; Amêndoas Torradas; Miolo de Noz; Figos Secos; Chocolate Branco p/ culinária; Natas; Leite Condensado; Avelãs; Mel; Farinha de Amêndoa; Vinho Tinto; Néctar de Fruta; Limões; Laranjas.
Gina, a mulher que tem um blogue
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Mim
Estou um bocado estranha. Sem motivo explicável e/ou publicável. É tão melhor quando se sabe o motivo dos estados. É maravilhoso quando os sei escrever. O sentimento abstrato é tão ruim. O sentimento abstrato é uma parvoíce de tamanhão.
A dias de
De hoje a oito dias é dia de Natal. Por mim podia ser já hoje, decerto arranjaria um tempinho para concluir as minhas comprinhas... Ah, pois, agora me lembro: dia de Natal é feriado, nenhum comércio está aberto ao público. Ok, então, por mim, podia ser hoje a véspera de Natal, assim ainda me safava com as comprinhas que ainda tenho de fazer.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
De rasura em rasura; Lista de Natal
Abóbora; Gengibre; Lombardo; Batatas; Frango; Frascos p/ Doces; Maçãs; Peras; Chuchu; Bolo-Rei; Alhos; Louro; Cabrito; Bacon; Alecrim; Bombons; Chocolates; Pijamas; Aftershave; Livro; Massas; Sal p/ máquina; Bolas Natal*; Frutos Vermelhos; Amêndoas Torradas; Miolo de Noz; Figos Secos; Chocolate Branco p/ culinária; Natas; Leite Condensado; Avelãs; Mel;
Aditamento ao dia corrente, que há sempre algo esquecido...
Farinha de Amêndoa; Vinho Tinto; Néctar de Fruta; limões; Laranjas.
A fazer
Se bem que esta altura do ano não seja propícia à confeção de merengues - devido à humidade que existe no ar, o merengue é um doce que lhe convém o tempo seco -, quero ver se faço este doce brevemente. É uma sobremesa que retirei de muitos lugares em simultâneo. Ou seja: vejo programas televisivos, leio revistas e aprendo umas coisas interessantes, como por exemplo que o amido serve para tornar o merengue consistente e o vinagre faz com que fique húmido e pastoso por dentro.
Merengue com Fruta
6 claras
200 gramas de açúcar
2 colheres amido de milho
1 colher de vinagre
50 gramas de coco ralado
300 gramas de fruta (descascada, em pedaços)
100 gramas de açúcar
Natas batidas e pouco açucaradas q.b.
Bater vigorosamente as claras. Quando meio encasteladas juntar o açúcar e bater até ficar consistente.
Juntar o amido, o vinagre e misturar.
Juntar o coco e misturar.
Colocar montinhos de merengue num tabuleiro forrado a papel vegetal e levar a meio do forno a 100º durante 1 hora. Ou menos, se antes desse tempo decorrido os merengues se apresentem muito amarelados. Deixar arrefecer dentro do forno.
Fazer a calda de fruta. Levar ao lume a fruta e o açúcar até ficar cozida e apurada, o que levará cerca de 10 minutos a acontecer.
Retirar os merengues do forno e colocar cada um num prato individual. Cobrir com natas batidas e a calda de fruta.
O desaparecido
O meu colega para mim:
Sabes aquele gajo que andava aí com um reboque?
Eu para o meu colega:
Não o tenho visto...
O meu colega para mim:
Nem nunca mais vais vê-lo.
Eu para o meu colega:
Quê, não me digas que o homem morreu?!
O meu colega para mim:
Pois.
Eu para os meus botões:
Ainda bem que ele não devia aí nada...
Nota: este post devia chamar-se 'Obituário', mas não se chama assim para não retirar o elemento surpresa.
Sabes aquele gajo que andava aí com um reboque?
Eu para o meu colega:
Não o tenho visto...
O meu colega para mim:
Nem nunca mais vais vê-lo.
Eu para o meu colega:
Quê, não me digas que o homem morreu?!
O meu colega para mim:
Pois.
Eu para os meus botões:
Ainda bem que ele não devia aí nada...
Nota: este post devia chamar-se 'Obituário', mas não se chama assim para não retirar o elemento surpresa.
Algodão
Lot (lote) 5176 (cinco mil, cento e setenta e seis); símbolo de fábrica, que é como quem diz desenho de edifício com quatro pavilhões germinados, três telhados em bico, um em forma de chaminé; 2013/01, que é como quem diz fabricado em janeiro de 2013.
Não tarda faz um aninho. Se fosse bebé por esta altura era uma fofice imensa – como o algodão - num pedacinho de gente.
Jogo
Percorrer Lisboa à procura dum estabelecimento que tenha um aquecedor à porta, pronto a vender.
Olhar lá para dentro e perguntar simpaticamente se a rua já está quentinha.
Se alguém confirmar alegremente, acabou o jogo.
Olhar lá para dentro e perguntar simpaticamente se a rua já está quentinha.
Se alguém confirmar alegremente, acabou o jogo.
A unha
Hoje é dia 17 de dezembro mas faz de conta que é dia 11. Nesse dia a nepalesa mostrou-me a fatura dos legumes e apontou com uma unha lascada a data tão engraçada – 11/12/13 -, rindo muito, enquanto vocalizava algo que entendi ser um dia especial por causa dos números todos seguidos. Acrescentei que era um dia mágico e lembrei o post* que tinha escito logo de manhã.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Adenda ao post anterior
Um dia, quiçá no início do ano que vem, criarei um novo blogue. Vou chamar-lhe: 'Apanha-me, se quiseres' e vou usar um nickname fantástico: 'ratinha marada'. Toda a gente me vai querer recomendar vivamente e ler atentamente, mas por outras razões.
Era uma vez uma bloguista veloz
Estou um bocado cansada de ver cliques recomendativos no meu blogue e visitas que não são reais, cá pra mim andam à cata de vírus. Tudo começou numa noite em que despejava posts e mais posts no blogue. Toda a gente sabe, e se não sabe é porque não me lê com atenção, que vou escrevendo ao longo do dia e despejo os escritos à noite, em minha casa. E, vai daí, o senhor Blogspot achou por bem pôr-me a digitar aquelas palavritas absurdas para provar que eu, Gina Maria, não era um robô que andava dentro do meu próprio blogue promovendo a desgraça na blogosfera, credo, ai que horror, pois os posts eram publicados velozmente, ou seja: com um curtíssimo intervalo entre si. A partir dessa noite o meu blogue deve ter sido caçado ou algo assim e agora toca de ser falsamente recomendado. Não gosto. Não gosto porque é mentira.
Herança
Herdei da minha sogra, por assim dizer, uma série de revistas de culinária. No meio de tantos papéis vinha um que deve ter vindo numa caixa de Maizena noutros tempos, já muito ao longe, a julgar pela aparência gasta. É uma brochura que traz receitas de bolos e não só, uma em particular prendeu-me a atenção: Bolo de Amêndoa. O texto está escrito de forma tão antiga que eu tinha de o colocar no blogue. E a receita hei-de experimentá-la um dia desses.
Faltas do meu Natal, apresentadas algo dispersamente
Abóbora; Gengibre; Lombardo; Batatas; Frango; Frascos p/ Doces; Maçãs; Peras; Chuchu; Bolo-Rei; Alhos; Louro; Cabrito; Bacon; Alecrim; Bombons; Chocolates; Pijamas; Aftershave; Livro; Massas; Sal p/ máquina; Bolas Natal*; Frutos Vermelhos; Amêndoas Torradas; Miolo de Noz; Figos Secos; Chocolate Branco p/ culinária; Natas; Leite Condensado; Avelãs; Mel; Farinha de Amêndoa.
*... Bolas de Natal, para o ano.
Nudez
Reconhecer-me
Ah, quando alguém me escreve sem que me esfalfe para o fazer... (9/12/2013)
'Lápis M'inimo', Ana Marques Gastão
'Lápis M'inimo', Ana Marques Gastão
O lago dos cisnes quietinhos
Pedra lançada ao charco que não mergulhe e apenas faça uns círculos pequerruchos raspando a água aqui ou ali e que aterre (aterre, portanto: pouse na terra) significa que o lago ficou na mesma depois de os círculos acalmarem.
Pedra lançada ao charco assim não tem que ver com aquela história dalguém que lançou uma pedra ao charco e fez um brilharete enorme e mesmo que tenha feito um brilharete pequenino, pelo menos a pedra ficou dentro do lago e portanto o charco já não é o mesmo.
Vem aí um novo ano. Bah. Algo mudou? Não. Então pronto. Este é o espírito para o novo ano, 2014. Muda um digito e já está.
Vistas
No restaurante estavam gajas boas. Muitas. Quero dizer: havia muitas, muitas, muitas gajas no restaurante, mas nem todas eram boas. Umas eram, outras não.
Guloseima
Isso é muito bom, é da Moita. É assim tipo um pastel de feijão, húmiduzinho e docinho. É muito bom. Vai gostar. Vêm da Moita, esses pasteis. Chamam-se pastéis da Moita. É mesmo um pastel da Moita, como se chama. É muito bom.
(E era tudo isso.)
Bolas de Natal só para o ano que vem
Há uns dois anos que não enfeito a minha árvore de Natal com bolas coloridas. Primeiro porque me apeteceu, depois porque me lembrei de substituir as bolas por lacinhos. Este ano queria mudar, voltar ao antigo, à tradição, mas como já não me lembrava dessa falta perfeitamente perdoável, fui deixando a compra para o dia seguinte, o dia seguinte chegando, achava que ainda não era hora de efetuar a compra, e fui adiando e adiando. Há pouco estive na grande loja de artigos giros para o lar mas estava lá uma grande confusão, não tanto de pessoas, quero eu dizer que não estavam muitas pessoas na loja, mas a fila para as caixas estava uma complexidade enorme aos meus olhos. Umas pessoas para pagar, outras a ver pagar, outras à espera que a menina fizesse os embrulhos. Vim embora. Vou escrever um lembrete no meu telemóvel para 15 de novembro próximo:
Comprar bolas de Natal, antes que se faça tarde.
Vou escrever. Irei escrever. Está no futuro, agora não posso fazer nada porque o meu telemóvel não tem bateria.
Quiçá a estranheza tenha de morar forçadamente aqui
Há que convir no seguinte: o estranho facto de o ficheiro parecer cortado pela metade pode significar que o utilizador anterior o diminuiu, quiçá com o intuito disso mesmo, quiçá inadvertidamente, quiçá porque sim.
Virtual e chato
Ontem referi que no fuçasbuque anda um senhor atrás de mim querendo que eu publique no seu grupo de escrita. Entretanto pus-me a pensar no desenvolvimento da coisa (digo o virtual e a parca relação) e concluí que o homem é antes um chato do caraças, isso sim... E num contacto tão curto e superficial já me pressiona. Eu gosto de ir escrevendo, logo: gosto de ir publicando. Não gosto que me pressionem seja naquilo que for, quanto mais no escrever.
3789
Este post é para registar que me baralhei com os rascunhos do blogue algures aí para baixo.
Aqui e agora, este é o trilionésimo septingentésimo octogésimo nono post
E está certo, ao momento o número de posts é esse, já me certifiquei.
Aqui e agora, este é o trilionésimo septingentésimo octogésimo nono post
E está certo, ao momento o número de posts é esse, já me certifiquei.
Sonho
Finalmente tive um sonho digno de registo.
Eu estava não sei onde, a fazer não sei o quê. (Uma característica dos sonhos: a gente aparece algures e não sabe de onde vem.) Mas sei que estava com a cadela. Em dada altura ela joga-se a um pombo e rasga-lhe o pescoço. Via-se a pele rasgada, mostrando os ossos e uma parte branca que me pareceu duas tubagens de plástico, tipo tubo vd20 com uma abraçadeira dupla a juntá-los. Ainda isto não é nada, o mais engraçado é que depois do ataque o pombo ria-se muito, mostrando os dentes. É estranho, bem sei, os pombos não têm dentes, e é estranho o riso perante a dor dum rasgão daqueles. Mas atribuo isso ao facto de nós, seres humanos, termos tendência (ou a capacidade) para rir para evitar chorar. Reportei o acontecido (a dor e o sofrimento do bicho) à vida das gentes em geral. Nisto, alguém aparece e socorre o pobre animal e o aconselha a ser abatido, falando baixo, numa espécie de contenção e solenidade, que o momento era propício a esse tipo de coisas, dizendo que o sofrimento é atroz e o abate é o procedimento correto nestas situações. O bicho anui, com uma expressão humana no olhar, uma espécie de heroísmo. Eu a ver, assistindo, como que a um filme aflitivo. E era isto.
Clubismo
Falam de futebol. 'Então o homem marca a bola no meio do campo?!' pergunta um deles, em grande indignação, e logo os outros têm algo a dizer, discordando ou não. E são todos do mesmo clube, olha se não fossem!
11
E pronto, acho que acabou o casório.
Aí para baixo estão alguns, se não todos, os itens do casório que considero interessantes para publicar. Achei melhor publicá-los todos de seguida e cada um em seu post por causa das tosses de outono/inverno. Não é nada... É porque sim e pronto.
10
À despedida, a Débora comentou que o dia do seu casamento tinha sido lindo e maravilhoso, houve um sol esplendoroso e tudo, até nem esteve muito frio nem nada, e ao longo do dia pôde verificar que as pessoas à sua volta gostam realmente dela, estiveram ali, presentes de corpo e espírito, vivendo a sua felicidade conjuntamente, e isso significa que há amizade, e é nestes momentos que isso se constata vivamente. Agradeceu-me particularmente porque nunca pensou que eu fizesse uma reportagem tão completa do seu casamento.
9
Era já noite quando reivindiquei um tempinho aos noivos. Desculpem lá mas eu preciso que vocês abram a minha prenda!
Não vou falar da prenda, vou apenas registar que a consideraram original.
8
Ao todo foram 1007 cliques fotográficos. Porém, não fotografei as assinaturas dos noivos, nesse momento crucial estava entretida a falar com a rica filha 'olha os One Direction a cantar' e mais não sei o quê. Também não fotografei o abrir do champanhe nem o partir do bolo, nesse momento especial a máquina estava a descarregar mais quatrocentas e tal fotos.
7
O momento em que a noiva entrou no espaço e pisou o tapete vermelho foi absolutamente espantoso. Havia solenidade no ar, havia calor humano, havia emoção. Chorei. A música era linda. Chorei, eu e outros. As pessoas unidas num mesmo sentimento é algo maravilhoso. E isto quem diz é alguém que se cansa facilmente de ver, ouvir e estar com pessoas: eu.
A música era linda...
6
És cá uma cronista! Exclamou a rica filha, quando leu a minha mensagem informal aos noivos*. Fiquei toda inchada.
5
A noiva esqueceu algumas coisas sumamente importantes. Apresento-as em sentido crescente.
Partiu uma unha... Mas disse que não se ia chatear com nada, que já não podia fazer nada. Decisão sensata, achei eu, e fiz-lho saber.
Não providenciou a internet para que os familiares do noivo, que é imigrante, visionassem a cerimónia. Andei a fazer telefonemas para o lugar do evento, ai veja lá se consegue e tal. Não conseguiram. Entretanto alguém se deslocou a Lisboa para ir buscar uma pen com internet: o Luís. E toda a família e quiçá amigos puderam ver os noivos a casar.
Esqueceu as alianças. A sério, a noiva esqueceu-se das alianças em casa. Íamos já todos a caminho, os carros em fila, e em fila parámos à espera de quem havia feito inversão de marcha inesperadamente e anunciava aos outros 'ela esqueceu-se das alianças!' Fui ter com a noiva e dei com ela retirando pétalas a flores, as quais a menina que a acompanhava atiraria ao ar antecipando a entrada da noiva. Achei um piadão à expressão dela: calma e contida, com um sorriso maroto, no fundo com aquele sentimento de há pouco: 'não me vou chatear com nada'. Não tirei fotos a este momento fora de série porque nesse a minha máquina estava a descarregar cerca de quinhentas fotos para um pc que estava no colo dalguém que ia no meu carro. Bendito hardware que funciona a bateria.
4
Noutro dia escrevi um post* onde concluía que os ricos filhos eram capazes de ajudar alguém sem que tal lhes fosse solicitado. Pois bem, aconteceu. O rico filho foi o condutor no casamento, e para a minha mãe, com todas as suas dificuldades de locomoção, é um suplício entrar ou sair do carro. Já se percebeu que o André dispensou os pedidos aflitos da avó, né?
3
Estávamos numa caixa de supermercado, com uma fila imensa atrás de nós, a minha mãe encostada ao carrinho, as compras andando devagar em cima do tapete, o caixeiro sisudo retirando uma a uma, eu a arrumá-las em sacos. A minha mãe queria saber o preço certo duma linda mantinha que tinha visto por ali e eu questionei o caixeiro que o revelou sem sorrir. A minha mãe gostou do preço, gostou tanto que rapidamente concluiu um pensamento e quase gritou um pedido:
Ó Gina, vai lá buscar outra, filha!
Ó mãe, temos um monte de gente atrás de nós, eu não conheço este supermercado (estávamos em Beja), não faço ideia onde estão as mantinhas, vou levar um tempo do caraças a encontrá-las...
A minha mãe solta um 'oh...' lamentoso. Entretanto finaliza-se a conta, que é paga, a minha mãe agarra no troco e na fatura e é então que volta a raciocinar rápida e surpreendentemente e vira-se para o sisudo caixeiro:
Olhe lá, se eu for buscar uma mantinha além assim depois posso vir aqui pagar logo?
Eu rio-me do desplante da minha mãe, o caixeiro ri-se também, mostrando um metálico aparelho de dentes. A minha mãe é um espetáculo! Queria mais uma mantinha e queria sobretudo passar à frente daquela gente toda...
2
A minha mãe é capaz dos comentários mais díspares que pode haver. Começo pelo pior:
Gina, ó filha, tens umas olheiras tão fundas...
Ó mãe, é quase uma da manhã, estou cansada.
Xi, porra... Que olheiras tão fundas que tu tens, filha!
Mãe, é tarde, eu estou cheia de sono.
Devias usar óculos para tapar isso, se usasses óculos isso não se via, não sabes?
E acrescento o melhor no fim:
Fica-te tão bem o cabelinho curto, filha.
Obrigada.
Eu sempre te disse que o cabelinho assim te fica muito bem.
Hum-hum.
Eu não te tenho já dito umas poucas de vezes que o cabelo curto te fica muito bem?
Sim.
Fica-te tão bem esse cabelinho assim.
…
1
Enquanto ajudava a minha cunhada nos preparativos, ainda na véspera do casório, comentei que o meu tempo livre é principalmente usado para escrever.
O teu irmão diz que tu escreves muito bem, disse ela.
Não consigo descrever com que tom ou sentimento o disse, não sou capaz de os descortinar, talvez por estarem relacionados com a minha escrita, que é algo tão importante (para mim) e tão pouco revelado (por mim) em simultâneo, o que faz com que nem sempre me valorize como escritora. E como normalmente não me valorizo, quando alguém o faz fico perdida. E calada. (Na verdade não sei o que as pessoas diferentes de mim dizem, aquando de comentários desta natureza.)
domingo, 15 de dezembro de 2013
Flores
Flores, sim, ontem colhi flores, mas secas. E molhadas. De orvalho. Não quis tirar fotografias. Não são bonitas. Talvez num outro dia sejam. Ou fiquem. Se tornem.
3774
Parecia ketchup mas era detergente da louça. A água fica avermelhada, como se sangrasse das mãos. Grande cena.
Acesso
Tenho a minha conta do fuçasbuque bloqueado, parece que acederam a ela sem ser eu ou algo do género. Caraças, pá, logo agora que tenho pra lá um senhor superinteressado em que participe no seu grupo de escrita...
3769
Qualquer dia falta-me espaço no blogue para mais imagens. E se bem que estas fotos já estejam inseridas numa colagem algures aí para baixo, não resisto a publicá-las sem a companhia de outras.
3767
Tenho alguns rascunhos. Por causa disso torna-se difícil acertar no número de posts que tem este blogue. A minha vida é tão complicada.
3766
A minha vizinha do lado deve ter andado a ler o meu blogue no tempo em que me queixava que só eu é que lavava o átrio da gente as duas. É que agora já são dois ou três fins-de-semana que não chego a tempo de fazer eu a lavagem.
O alho
A cadela engoliu um alho. A cadela vomitou um alho inteiro. A cadela não mastigou o alho, portanto. Chamem-lhe parva, vá.
A árvore de Natal de domingo numa casa em Loures
Quero dizer: não é a árvore de Natal, é parte da árvore de Natal. Esta foto é a número 69 da pasta número 101. Só aparecem coisas giras neste blogue...
sábado, 14 de dezembro de 2013
Fartura d' ovos
Deram-me ovos.
Muitas dúzias.
A vizinha do costume deu-me fartura d' ovos.
A vizinha do costume deu-me fartura de pêas.
Aproveitei e fiz este pudim,
que leva ovos até dizer chega.
Muitas dúzias.
A vizinha do costume deu-me fartura d' ovos.
A vizinha do costume deu-me fartura de pêas.
Aproveitei e fiz este pudim,
que leva ovos até dizer chega.
Pudim de Outono
Ingredientes:
500 gramas de pêras descascadas
10 ovos
5 gemas
300+200 gramas de açúcar
2 decilitros de leite
Unte uma forma de manteiga. Faça um caramelo com os 200 gramas e forre o fundo da forma. Coza as peras em poca água. Depois de cozidas triture-as. Basta os ovos, as gemas. o açúcar e o leite. Junte o puré de pêra e mexa bem. Deite na forma e leve ao forno em banho-maria durante 1 hora e 15 minutos. Desenforme quando frio.
Nota: não posso referir de onde retirei esta receita. Tinha para ali nos meus arquivos uma fotocópia...
Comeres
Bolo de Tangerina e Baunilha;
Pudim de Pêra;
Beringelas a Embrulhar Chicha da Boa com Molho Branco
Pudim de Pêra;
Beringelas a Embrulhar Chicha da Boa com Molho Branco
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Não sei contar
Este post também é para corrigir o número (quando digo número falo também de quando uso o número de posts até á data para intitular) que está lá à frente.
Não sei contar
Este post é para corrigir o número (quando digo número falo de quando uso o número de posts até à data para intitular) que está lá à frente.
O muro de Lisboa
«Sabemos riscar paredes!!!» num muro da calçada de Carriche, em Lisboa. Todos os dias a vejo e leio e invejo quem a escreveu, porque quem escreveu está ciente duma capacidade que não tenho.
Ai as coisas que eu digo às pessoas...
Esta drogaria ainda dura, diz o homem todo nostálgico. Por mais quanto tempo, acrescenta, pesaroso. E eu...
- Espero que ainda dure um bocado senão estou lixada!
Ai as coisas que eu digo às pessoas...
Não vem ao estaminé há uma lonjura de tempo, dantes trabalhava aqui perto e vinha sempre cá e mais não sei o quê, e queria pregar um susto (leia-se rever) a quem não se encontra no estaminé. E eu...
- Queria assustá-lo?! Então ainda bem que ele não está!
Montes
Amontoadamente, agora também durante a noite. Os sonhos; as sensações da dormida; a sirene dos bombeiros a meio da madrugada. E sobre a manhã o radio faz de despertador e é então que estala tudo dentro da minha cabeça. É assim há uma série de dias.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
As meninas
Ó menina... Tem um cigarrito, por favor...?
Não.
Que pedinchona e lamuriosa, uma.
Que mentirosa e abrupta, outra.
Não.
Que pedinchona e lamuriosa, uma.
Que mentirosa e abrupta, outra.
3748
Neste momento tenho saudades do tempo em que não tinha blogue. Estou cansada. Canso-me disto cada vez mais amiúde. Esta partilha é mesmo necessária? Pra quê escrever a minha vida? Seja lá como for ninguém a entende como eu. Nem mal, nem bem.
3747
Deixei-me lá estar. O lugar é bonito e aprazível, agora até tem enfeites de Natal e tudo. Deixei-me lá estar, sentindo o calorzinho atrás dos olhos, dentro do nariz, as mãos escaldando. O senhor doutor ainda me vai ligando, 'como vai a senhora?' pergunta ele. Digo sempre que estou bem. Pra quê mudar o discurso se afinal estou bem...? Só por dizer que não tenho o telemóvel comigo, portanto nem ele nem ninguém vai ligar. Deixei-me lá estar. Só. O livro dentro da mala, esperando atenção. Oh céus.
Eu vi tudo
Havia câmaras a registar o momento. Solene. Não faltava solenidade ao momento, não. Lembrei-me do livro que andei a ler (A Acidental, Ali Smith) em que uma personagem se esfuma, não deixando registos ou imagens, atravessa e marca profundamente toda a história mas no fim não há provas da sua existência. Mas eu vi tudo. Eu e a freira que ia de passagem. E as câmaras captaram. E está registado, aqui e agora. Bendito blogue, o meu.
O preço certo
Riso escarninho do senhor doutor quando lhe descobri que toda a gente me lança a piadinha:
- O petróleo é xis? Então é mais caro que a gasolina?!
- O petróleo é xis? Então é mais caro que a gasolina?!
Roupas e cores
Andei à procura duma camisola que ficasse bem nas calças de enormes quadrados que fiz e estão dentro do armário prontas para a estrear. Só que entretanto não há casaco que fique bem na porra das calças, logo: para estreá-las tenho de fazer o casaco com o tecido multicolorido que comprei há duas ou três semanas.
Ah, é verdade, comprei a camisola, lá isso comprei. É lisa, duma só cor. Às vezes sou tão simplória...
Palavrita
«Tanta prosápia!»
Exclama ele, com uma emoção grande. Prosápia?! Deve ser prosa; falação, ou ostentação, pelo modo como falou. Hum, ok, vá, tenho de consultar o dicionário.
pro·sá·pi·a
substantivo feminino
1. Progénie; linhagem; ascendência; genealogia.
2. [Figurado] Orgulho, vaidade.
3. Jactância; bazófia.
Fonte: priberam.pt
Ritmo
Eu estava a gingar e entrou um cliente. E eu estava a gingar. E entrou um homem no estaminé. E eu a gingar. A batida desta canção é muito fixe...
Mil
Enviei um texto para um passatempo que ocorria no fuçasbuque. Hum, é capaz de ficar bem eu enviar o texto tal que escrevi há tempo, pensei eu. Ultimamente, em participações literárias não me desapego da malícia, de maneiras que andei pelo meu velho blogue pesquisando o texto que tinha em mente. Encontrei-o, aprimorei-o e enviei-o. Não sem antes ter lido que uma das regras do passatempo era o pequeno conto não exceder os mil caracteres, já incluindo os espaços. Contei os caracteres do meu conto. Tinha dois mil duzentos e sessenta e seis caracteres (381 palavras). Não fiz caso e enviei na mesma, supondo que não fossem rígidos e mais não sei o quê. Enviei o texto estupidamente. Fui pateta. De todo. Caraças, pá. Não foi aceite. Claro que o texto não foi aceite, mas já que o modifiquei, publico-o no blogue, acrescentando ainda que o mesmo é ficcionado em alguns aspetos, o que é uma raridade em mim.
Largueza à Vista
Encontrava-me numa casa desconhecida e vislumbrei a paisagem através duma nesga do cortinado florido. O meu desejo imediato foi aproximar-me e ficar ali a mirar sem pressa. Nunca vira a alameda daquela perspetiva e perguntei ao dono da casa se não se importava que fosse espreitar.
– Ó minha senhora, claro que não, faça favor! - Diz ele todo gentil, com um espanto divertido assomando o olhar. Fui até à janela, curiosa e satisfeita. Afastei o cortinado com suavidade, para fingir um apaziguamento que não sentia, e olhei para a imensidão de cimento ladeado de árvores despidas, nos dias de agora. A atmosfera estava impregnada de escape automóvel, não que estivesse lá fora, mas sei como é, a alameda e eu somos amigas. Cúmplices, até. Porém, dentro de casa cheirava a perfume de parede, um difusor elétrico espalhava um agradável odor. Dei atenção às vistas, então.
Há quem não goste da largueza e da espécie de desamparo que a alameda remete ao transeunte. Mas isso são os transeuntes, que os voyeures gostam. Ou por outra, eu gosto.
A bem da verdade aprecio bastante espaços nus ou sem características crepitantes, que pipocam sensações assim que lhes pousamos o olhar. Fiz saber este gosto ao meu interlocutor do momento, que me respondeu nunca ter reparado nisso. Abre a boca em sinal de surpresa e detém-se algo maravilhado com a minha prosa. Para ele a alameda são meros pedaços de estrada e algumas árvores que florescem na primavera e cujas folhas caducam no outono. Apenas. Ou então uma imagem recortada por uma janela envidraçada e enorme, por onde ele espreita sempre que está aborrecido com o que passa na TV. Desenvolvi um pouco mais a conversa, aproveitando o raro facto de ter um ouvinte interessado. Contei-lhe do prazer especial que tenho em observar paisagens despidas, como que desprovidas de personalidade, com pouca coisa onde sustentar a vista. Acho melhor assim, é como estender a mão mas manter-me quieta, existe uma simplicidade natural, a gente percebe rapidamente toda a envolvência, está tudo ali, sem torneados e arabescos. Floreados e afins. Nada. A realidade crua e virgem é a que mais admiro, para lhes achar as subtilezas. Sou artista, gosto de telas em branco, olho a paisagem e construo a história como me aprouver.
(15 de fevereiro de 2013)
(15 de fevereiro de 2013)
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
A esquecida
Numa sexta-feira dessas aí escrevi* que...
Era uma imagem.
Folha de papel branca.
Folha de flor sem nome e cor-de-rosa.
Primavera 2013 escrito à mão por mim.
Era.
Ficava bem a rematar o blogue por hoje.
Ficava.
Deixei-a no pc da loja, numa pastinha com outras imagens.
Oh.
Trago-a depois.
… Deixo hoje a tal imagem. Estava esquecida. O facto é que ando um bocado esquecida. E repetitiva também. «Repetir. Repetir. Repetir. A Maria João vai casar com o João Maria.»
Luzinhas
O Natal chegou às montras, Lisboa está enfeitada e luminosa. E muito bonita, já agora. Fiquei de falar das luzinhas da avenida Guerra Junqueiro mas tenho-me esquecido. Lá, os enfeites são grandes bolas presas nas árvores, com luzes muito juntinhas e depois uns pontinhos que piscam timidamente de forma alternada. Mais à frente, na praça de Londres, há anjos de luz tocando trombetas de luz. Não vou pedir perdão da repetição da luz nem vou alterar a frase anterior. Quero repetir a luz. Luz. Um dos anjos tem a cabeça apagada, portanto destoa dos amiguinhos luzentes. E era isto. Ah, eu até dizia em que lado está o anjo menos iluminado que os outros mas não tenho bússola para indicar o ponto cardeal e as coordenadas do local e esse tipo de coisas assim.
Ambientes
Comprei um ambientador que cheirava a laranjas e eucalipto. A mistura dos dois odores era muito agradável, combinava perfeitamente. Ano após ano a frescura do eucalipto foi esbatendo e o perfume ácido da laranja foi-se dissipando, deixando no ar um cheiro forte e adocicado por demais. Um dia deitei o frasco na grande caixa de cartão, o perfume enjoativa já não combinava com as almofadas de pelinho alto e fofo nem com o meu nariz.
3732
Não fixei horas nem graus. Não contei os meus passos entre os dois pontos. Não falo do desfasamento ou disparidade dos dados que apresentam. Mas apanhei uma folha. Doente. Sou das que dão atenção à fraqueza alheia. É muito fácil, sou fraca eu também.
3730
Lisboa, avenida João XXI. Há árvores vermelhas e laranjas e amarelas. Mas a minha árvore amarela não é nessa avenida que reside, a minha perdeu a folhagem amarela há uma série de semanas.
3728
Lugar da musa. Há músicos atrás de mim, falam expressivamente acerca dos meandros da música enquanto profissão. Há também outras pessoas que eventualmente terão outra profissão qualquer e que falam baixinho. Pianinho. Pianinho para ter que ver com a conversa dos músicos, os quais falam alto que se farta.
3727
Dia embrulhado e sem sol faz com que haja lugares vazios no lugar da musa. E mesas. Ainda não chegaram os paus de canela. O moço não falou nem se desculpou nem nada. Nem foi preciso. Antes falava de rouquidão e de xarope de cebola e das melhoras que ia ter assim que tomasse o xarope que tem lá em casa.
Dia de
Disseram na Radio que hoje é um dia mágico porque é dia 11 do 12 de (20)13. E ainda disseram que às 9:10 era para se pedir um desejo. Portanto: 9 horas e 10 minutos do dia 11 do mês 12 do ano (20)13. Para ser tudo seguido em numeração. Depois um dos locutores lembrou que a gente esquecendo a hora de pedir o desejo, ainda tínhamos oportunidade às 14:15. Neste momento é meio-dia e tal, de maneiras que já só me resta essa oportunidade. Vou pedir um sábado* dos meus para viver já amanhã.
«Quem feio ama bonito lhe parece» (provérbio popular)
Adérito Crivo é um bom homem. Providencia. Porfia. Demonstra que tudo faz por bem. Não faz de conta, não exagera, não ludibria, nem coisa nenhuma de fingimentos reles e picuinhas.
Adérito Crivo é feio mas não é mal pior, é tão bom homem que a gente esquece rapidamente a feiura.
O elogio
Não se coíbe, elogia sem vergonha, com simplicidade. Pessoas assim são raras. Sorte a minha que conversei com uma dessas raridades humanas.
Do Natal
Quero fazer a árvore de Natal. Esta árvore é importante, por isso as maiúsculas: Árvore de Natal.
Estou a pensar pôr na minha Árvore de Natal bombons e caramelos presos com fitinhas de cetim amarelo, bolas e fitas coloridas e brilhantes.
Na Radio passam muitas canções de Natal. É Natal.
Comeres
Bolo de Tangerina e Baunilha; Bacalhau com Natas. Tenho saudades de cozinhar com tempo. Tenho saudades dum sábado dos meus. De passear a cadela por Loures. De tirar fotos. De apanhar florinhas. De tirar fotos às florinhas. De me aviar na mercearia lá de baixo. Quero um sábado.
Términus
Terminei de ler o livro 'A Fé de um Escritor' de Joyce Carol Oates. Gostei. Assim não muito, muito, muito, mas gostei. Este livro é uma compilação de vários artigos acerca de arte literária que a autora escreveu para publicar em jornais e revistas.
Ainda que não tenha gostado muito, muito, muito, aprendi muito, e dentre outras coisas aprendi isto:
«Diante de um romance* de tamanho fôlego, tornou-se necessário manter a voz narrativa consistente e fluida. Passei o tempo a voltar atrás e a reescrever, e quando entrei na última fase, que é como quem diz, nas últimas duzentas páginas, comecei simultaneamente a reescrever o romance desde a primeira página até quase à página 300, de forma a garantir essa voz consistente. (Isto apesar de a voz também se alterar, à medida que Norma Jeane vai ficando mais velha.) Recomendo, aliás, esta técnica a todos os romancistas, mesmo no caso de terem pela frente obras mais pequenas. É o equivalente à tarefa de renovar o solo, quando se é jardineiro.»
*Referência a 'Blonde', uma das maiores obras da autora, onde ela escreve acerca da vida de Marylin Monroe ficcionalmente.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
3719
Lugar da musa. Então hoje há bolachinha mas não há pau, pergunto eu. Ainda não há pau, responde o moço com um lamento que sinceramente me pareceu sincero. (Estou a repetir a sinceridade propositadamente, que nos últimos tempos a repetição é a minha marca literária.)
Continuando. As novas bolachinhas vêm com um travo a gengibre, ou então é a minha mania que sei de paladares. O pau amanhã saberei a que sabe.
3718
Não cheira só a comboios, cheira a ovos fritos em óleo reaquecido muitas vezes. Estava tão bonito o jardim que me ia esquecendo de ver se via um sorriso na estátua. Mas vi. Hoje havia inclusive lírios já meio murchos largados no pedestal, quiçá como forma de agradecimento por alguma obra do santo milagreiro.
Os meus lindos cabelos
Ela – que é que fez ao seu cabelo?!
Eu – não gosta?
Ela – não.
Eu – era preciso cortar, o meu cabeleireiro aconselhou-me, não estava nada saudável.
Pensei que com a parte masculina da expressão 'o meu cabeleireiro' ela passasse a gostar do novo visual. Qual quê.
O interessado
Está um bocado mais velho e um bocado mais coxo mas observa a minha montra com o mesmo interesse.
Como se não tivesse mais nada que fazer
(Ontem.)
Lisboa, praça de Londres, eram vinte horas e trinta e oito minutos e estavam dez graus.
150* passos depois...
Lisboa, praça de Londres, eram vinte horas e quarenta e dois minutos e estavam onze graus.
Andei por Lisboa, como se não tivesse mais nada para fazer. A luz enfraquece, as pessoas diferem, o ar arrefece.
(Hoje.)
*São 159 passos, contados hoje. Contei-os, finalmente, dum poste ao outro, numa linha mais ou menos reta, são cento e cinquenta e nove passos dos meus.
A grande folha
Ontem falei da folha que estava no chão e que apanhei e que era tão grande que nem cabia no ecrã do digitalizador, mas ao fim do post esqueci-me de carregar a imagem da dita. Carrego hoje.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
A saudosa
Há uma série de dias que não escrevo ao meu ritmo. Ou tom, ou estilo, ou lá que é. Tenho saudades de escrever e não são poucas. Mas primeiro tenho de pousar, que hoje estou aérea pra caraças, a minha cabeça está um caos, como se tivesse sido socada mas sem o soco e sem a dor, só o aturdimento. Sinto inclusivamente que gastei os últimos neurónios a preparar os três anteriores posts, mas preciso urgentemente de escrever as coisinhas do costume. Oh céus. É escrevendo que me organizo mentalmente, mal ou bem. E mal e bem.
Há pouco fez-me bem andar pelos lugares habituais, revisitar o lugar da musa, beber o cafezito da ordem, que é como quem diz 'ordinário', observar 'a igual', lá estava ela sentada, lendo, bem como os novos quadros expostos.
Levei os óculos e esqueci-me do livro, portanto: não li. Se tivesse levado o livro não teria condições de ler. Conclusão: não devia ter levado os óculos, devia ter-me esquecido deles também.
Tomara já que a minha vidinha volte ao normal, penso eu, desejando ardentemente que efetivamente tal aconteça. Se bem que o moço que serve os cafés no lugar da musa anunciou aos clientes presentes que 'em princípio amanhã tudo volta ao normal'. Ou seja: finalmente receberá os paus de canela e as bolachinhas que acompanham o melhor café de Lisboa. Eu já tinha dito que aquele é o melhor café de Lisboa. Pergunto. Pois, é que sou um bocado repetitiva. De certo modo a minha vidinha volta à normalidade.
Noutra temática, agora. Apanhei uma folha gigantesca que repousava no chão, é tão grande que não cabe no ecrã do digitalizador. É uma linda folha mas está carcomida. Paciência.
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