Gina, a mulher que tem um blogue

Gina, a mulher que tem um blogue

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Lugar da musa

'O Gesto e A Palavra'*, título de um livro exposto numa vitrine muito bonita e alta. E eu li 'Cesto da Roupa Lavada'.


*Já agora, a obra pertence a André Leroi-Gourhan, segundo a rápida pesquisa que fiz no mister Google.

A senhora do banco

Este post não é sobre a senhora do banco, é antes sobre mim, coloquei o título que coloquei para centrá-lo com os outros que são efetivamente acerca da senhora do banco. É que nunca cheguei a criar etiqueta, vai daí, se alinhar todos os posts, coiso. Mais ou menos como faço com o lugar da musa, que chamo 'Lugar da musa' a todos os posts que debito e que sejam lá passados, assim ficam agrupados e certinhos no blogue, alguém que queira ver um alinhamento nesta página virtual vai conseguir. Quero dizer: não vai. Não vai porque o lugar da musa não tem etiqueta, a senhora do banco também não, mas os ricos filhos têm, a cadela idem. Agora, imagine-se: o leitor, ou visitante, chega aqui e vai até lá abaixo, nota as minhas etiquetas, fica logo interessado no que diz 'Ricos Filhos'. 'Ricos filhos', que será isto, pensa ele, o leitor, ou o visitante. 'Olívia', quem será, pensa ele, o leitor, ou o visitante. Galeria...? Ena tantas 'Galerias' que este blogue tem, pensa ele, o leitor, ou o visitante.

… este post apresenta-se estúpido, não era isto que eu ia escrever...

… eu ia escrever...

Quando estava na fila para depósito estava à minha frente a senhora secretária do senhor doutor do escritório. Olá boa tarde, eu; olá boa tarde, ela. Pumba, tudo a olhar. Depois vi o senhor Amílcar a levantar uma pipa de massa, a máquina cuspiu a dinheirama e ele a olhar para mim, a dizer boa tarde e a ouvir eu a responder-lhe boa tarde. Puxei o molho de notas, antes que a máquina o engolisse, e entreguei-lho, enquanto ele me requisitava um trabalho. Sim, senhor Amílcar, esteja descansado que mando lá o meu colega. Pumba, tudo a olhar.
Pronto, era isto que eu ia escrever. Ia também escrever que sou uma pessoa especial e popular de quando em quando.

Ús

O 'último' precisa de uma pen para ser o 'penúltimo'. Não sei se já alguém se tinha dado conta que. Eu já. Foi mesmo agora.

Na rua

Na rua cruzei-me com a senhora doutora dos ricos filhos, de quando eles eram pequeninos. Está um bocado mais velha. Os ricos filhos também.

Ó mulher

Ó mulher, tu não me digas que não chegas à ípsilon-á-quatro...
Hoje não, 'miga, que me dói muito a minha língua...

Boa tarde!

Eis foto da loja do meu colega e da mota e o caraças.

Amanhã

Para adoçar este fim-de-semana planeio fazer um bolo de laranjas e também bolachas de avelãs. A ver vamos se faço vídeos e isso assim ou então não e coiso. O bolo será somente um, mas as laranjas, as bolachas e as avelãs...Não.

Porque não



Porque não explorar o molde. Afinal planto a foto. Porque não. Pergunto. Porque sim. Respondo. Ora essa, tive tanto trabalho a fazer um molde pequenino. Saber como o aumentar é que é pior, mas pronto.

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia de a gente se deixar de 'blá blá blá' e mais não sei o quê, quer isto dizer que é dia de a gente se deixar de merdas, nada de protelar e tal e atacar as resoluções que se propôs no início do ano. Cá pra mim é mas é dia de 'foder e sair de cima'. Bom, mas isso sou eu, que sou uma besta, e na verdade nunca arranjei nenhuma resolução de Ano Novo.
Vindo mais ou menos a propósito, há dias fiz um vídeo onde trauteio parte de uma canção cujo poema me lembra a procrastinação, que o gajo, pá, 'não fode nem sai de cima', vai daí cantarolo baixinho, acompanhando e estragando parvamente a voz maravilhosa da cantora, enquanto lá fora cai uma chuva intensa e umas minúsculas bolas de gelo, ao minuto não sei quê ouve-se inclusive um trovão, e no final ouve-se o locutor a dizer à malta que estamos com a Radio Comercial. Acho eu que se ouve, que ainda não tive o prazer de ver e ouvir a gireza que criei. Neste momento não sei se vou plantar aqui o dito vídeo, exatamente por ainda não o ter visto nem ouvido, sei lá eu se aquilo está demasiado risível. Logo vejo. E ouço. Depois, se puser aqui o vídeo, ponho também um linque a dizer 'olha, lembras-te do que escrevi naquele dia, é este o vídeo de que te falei'. E pronto, é assim, vou mas é rabiscar outras coisas.

Bom dia!

É quase, quase, quase meio-dia. Por pouco não dizia/escrevia antes 'Boa tarde!' Mas não.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

...

«- Oh, não veem? A senhora Mabb está mesmo por cima de nós, na janela.»*


*As Senhoras de Grace Adieu e outras Histórias de Magia', Susanna Clarke, o livro que a rica filha está a ler.

Mandaram-me embora. E eu, como gosto muito de lá estar...

Nenhuma

Nenhuma das minhas amigas me diz que estou mais magra. Se calhar é porque não as tenho. Nenhum dos meus amigos. Não tenho amigos. Se eu tivesse amigas iam ficar invejosas dos risquinhos que a balança mandou mais para a esquerda. Estou livre de amizades amarradoras mas na verdade às vezes sinto falta de presenças femininas, só por dizer que depois ia perceber que sou demasiado impaciente para as suportar.

Dias de um Ginásio

A gorda. Sabes lá o que é correr com este peso, as dores nos joelhos e nos tornozelos, diz a gorda.
A magra. Hum, pois, eu só corro por necessidade, quando quero apanhar o autocarro ou isso assim, diz a magra.

Dias de um Ginásio

Eu sou aquela que abre o cacifro e rabisca umas coisas lá dentro.

Lá fui eu

Lá fui eu à porta da cliente, transportando um saco enorme, e verde, lá dentro um bidé e sua armação, armado também, o saco, de um litro de desentupidor para canos. Que calor. Sombras recolhidas, a subir as paredes dos prédios, nenhum fresco na calçada. Afinal há florzinhas à volta dos passarinhos, por cima do número agá. Os passarinhos já eu tinha visto de manhã, olha logo vou ali, e depois escrevi, mas não tinha visto as florzinhas. É a rua da farmácia, há tantas, é a rua do lar, há tantas, é a rua do talho, há tantas, é a rua da Junta de Freguesia, há tantas, é a rua da loja das roupas, há tantas, é a rua que for, não é, É. É a rua xis.

Almoço

Terminei a refeição e limpei a boca. Assoei o nariz. Olhei para o lado e notei que um senhor me olhava interessadamente. Hum. No meu percurso habitual dou por mim carregando a mala como se fosse um bebé. Já o ano passado isto me acontecia. Pelo que vejo é coisa para me dar vontade de fazer quando a temperatura aumenta. Uma senhora deve andar de saltos altos com a mesma convicção com que anda de saltos rasos, não é. É. Mais logo chove.

Boa tarde!

Tinha idealizado colocar uma foto de um molde que fiz. Um molde em ponto pequeno, que um dia cresce e dá uma blusa. Amarela. Mas não.

Cliente

Daqui a nada vou à rua xis, número agá, cuja porta tem por cima de si uma escultura de dois passarinhos a fazer de casal. Ofereci-me para entrgar um bidé na casa da senhora, faço tudo pelos clientes. 'Ah, menina, leve também um desentupidor de litro, pode ser...? Tenha paciência, que eu estou velhota...'

A mesma coisa

2015; 2150; 2105; 2501; 2051;2510. Pode parecer que não é a mesma coisa, mas é. Ter-me-á escapado alguma hipótese. Pergunto.