Gina, a mulher que tem um blogue

Gina, a mulher que tem um blogue

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sondagem para quem a apanhar

O que é mais estimulante:

• Escrever o que os leitores estão à espera.

• Escrever o que os leitores não estão à espera.

Voto na segunda. Portanto ganhou a segunda. A sondagem reabrirá caso algum leitor decida votar.

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Gosto de ouvir o que as pessoas têm a dizer, principalmente se não for obrigatório responder-lhes.

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Quando é forçoso dizer bem de algo ou de alguém não sou lá muito criativa.

Ideias

Parvas: montes delas.
Inteligentes: poucochinhas.
No geral: às carradas.

Palavras

Tenho de aprender a escrever tudo, prescindindo da voz, quero eu dizer. Há pouco disse 'palavra mágica' e não devia ter dito. Então vim escrever 'palavra mágica'. Palavra mágica. A ver se muda alguma coisa ser muda.

Vida

Li algures que se a vida fosse boa não no-la ofereceriam.
Concordo.
Ou por outra: neste momento concordo.

Vida

A vida não é uma dádiva porque temos que pagar para não morrer.

Sonhos

Esta noite sonhei dois sonhos.
Um não interessa registar mas foi tão bom, tão bom, tão bom, uma verdadeira quimera.
Outro foi com a minha cadela a correr toda maluca, galgando alcatrão e desrespeitando regras, não distinguindo os passeios das estradas. Mas no sonho não havia carros circulando. A cadela saiu ilesa do meu sonho, portanto.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Alô, alô! Daqui fala a Gina Maria!

Nas publicações literárias que estão a ser cozinhadas passarei a ser ‘Gina Maria’, ao invés de ‘Gina Coiso’.
Porque o ‘Coiso’ não é nome que me pertença de nascença.
Porque não vou buscar o nome de ninguém, caso haja glória ou desgraça com os meus contos.
Porque ninguém tem nada que beneficiar dos (presumíveis) louros da minha criatividade.
Porque ninguém tem que se ver nomeado com o (presumível) descambar da minha reputação.
Porque diz que quem se chama Gina não precisa de apelido (ouvi na radio há uns tempos, Vasco Palmeirim: estou contigo, obrigadinha, pá). Acrescentei, ainda e simplesmente, a Maria.

A Maria é simplesmente.
A Gina não precisa de apelido.
Gina Maria.
Muito prazer.
Não é forçoso retribuir-me o prazer.

Falar com um estranho

Falar com um estranho é mais fácil, disse o meu colega depois de ter uma conversa… Uma conversa com um estranho, pois claro.
Concordei plenamente, com alguém que não nos seja próximo há um desprendimento feliz, pode haver opiniões diferentes mas não há julgamentos, é realmente muito fácil comunicar sem esse peso.
Ultimamente tenho apresentado no blogue alguns pensamentos onde revelo que as pessoas efetivamente conversam e o meu deleite em as ouvir, porquanto são raríssimas. Eu, que talvez devido à minha maneira de ser não saiba conversar, considero portanto bastante difícil manter uma conversa, daí o prazer em encontrar quem converse capazmente. É claro que esta afirmação serve para eu parecer fofinha e queridinha, pois talvez seja devido à maneira de ser do(a) recetor(a) sejam eles(as) que não sabem conversar e assim fica difícil fazê-lo prazerosamente.
Bis: falar com um estranho é fácil.

Afinal, não

O novo lugar da musa não pode substituir o anterior, afinal. As pessoas conversam, é um facto, mas falta-me os livros e o cheiro deles misturado com o café.

2

Sou uma menina muitíssimo linda e muitíssimo bem-educada porque hoje li duas páginas do livro do momento. O dobro de ontem, portanto. Prolfaças a mim, vá.

Registo

Pensei que era um mero estudante escrevendo num bloguezinho da treta, quem sabe um poeta jovem, um pensador inexperiente mas culto, uma pessoa com capacidades extremas no campo das letras apesar da pouca idade.
Entretanto percebi que o homem sabe escrever, é notória a facilidade com que coloca os pensamentos em textos.
Depois percebi que não é puto nenhum, é um homem com conhecimentos que só aparecem aos trinta e tal no mínimo, tanto que estrutura bem os escritos e delineia capazmente as ideias, não sendo engolido pelas palavras.
Vai daí descubro que o dito cavalheiro é escritor. Ronda os quarenta anos. É uma figura pública no seu meio.
Está registado.

Adenda ao post anterior

Não procuro a originalidade porquanto a busca seria infrutífera. É por isso que me dedico a escrever os pensamentos que toda a gente tem.

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Se o choro não ocorresse faltar-me-ia essa emoção; então não viveria plenamente.

Sonho

Sonhei que estava a fazer a cama com a minha mãe. Ela contava-me que a sua mãe, a minha avó, portanto, não sabia fazer uma cama, puxava as cobertas, pouco se importando se ficava tudo pingão e com um ar desmazelado. Respondi-lhe que devo sair à minha avó, estico apenas o lençol de baixo porque me faz impressão deitar em cima dos refegos, quando não deixaria tudo como está.
Lembrei este sonho de manhãzinha enquanto fazia a minha cama. Fi-la muito, muito bem e o lençol de baixo ficou muito, muito esticadinho e as cobertas ficaram muito, muito alinhadas com o lençol de cima, que eu cá na realidade dos dias não saio nada à minha avó materna.

Tê Pê Á

Disse a uma cliente que podia cagar com multibanco.
Claro que eu queria dizer pagar com multibanco.
Claro que tapei a boca logo após o engano.
Claro que fiquei embaraçada.
Claro que pedi desculpa.
Claro que a cliente desculpou.
Claro que rimos as duas.
Claro que rir é melhor.

Dias de um Ginásio

Ontem à tardinha tive os meus cinco minutos de fama, aliás, devo dizer que foram dez minutos de fama. Digo fama porque estive debaixo dum holofote natural: o sol. O sol incidia no Tejo e trespassava as enormes janelas refletindo nos pesos dentro do ginásio e esse brilho imenso por sua vez caía por sobre a minha pessoa. Formámos um triângulo luminoso: o Tejo, os pesos e eu. Que bom. Que bom a luz e a fama sem o ser.

2202

Dois mil duzentos e dois posts. Não é capicua mas tem muitos 2.

Reescrever

Ontem escrevi um texto que assentava sobre um presumível guarda noturno e entretanto lembrei-me:
«Olha, posso pôr este texto no fuçasbuque, é malandrinho e cheio de subtilezas, não me estraga a imagem por completo, lasca só um bocadinho...»
Mas o texto em questão não está explícito, às vezes não me lembro que nem toda a gente sabe que eu trabalho numa loja e que quem não trabalha numa loja não conhece os trâmites como eu. Com os anos fui-me esquecendo de mostrar certos pormenores do cenário onde me movo. Portanto reescrevi o texto.

Finalmente

O homem que vem receber as cotas do guarda que dá por mudanças estranhas no estamine durante a noite é outro, finalmente aparece aqui um homem com um ar imensamente protetor e não um homem com um ar estupidamente estranho.
Note bem: escrevi a palavra homem três vezes numa só frase, daí se tiram conclusões superinteressantes.
Se este é o guarda noturno ou não, não sei, mas que uma mulher se sente guardada perto do bicho em questão, lá isso sente. E ademais do lado de lá do balcão chega-se-me um cheiro bom pra caraças. Quero dizer, cheira um cadinho a inseticida mas pronto, não é mau de todo, há inclusivamente inseticidas agradáveis que matam moscas na mesma.