Gina, a mulher que tem um blogue

Gina, a mulher que tem um blogue

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Uma questão de interpretação

Gina Maria, tu tem juízo. Não é lá porque um cliente se debruça sobre ti que te quer dar um beijinho. O homem é surdo, quer ouvir e inclina-se. Só isso.

Hiato minguante

O mês de janeiro foi bastante fértil em escrita, o maior número de sempre: 287 posts. Se não tenho intervalado os escritos...

De manhã...

… Estive de roda dos pê-tês. Não especifico, nem me alongo mais para não perder o brilho do secretismo.

Uma hora

Janeiro fora e o dia tem mais uma hora e isso. Pois bem... Tem, o povo é sábio quando o diz. Há claridade até mais tarde, para aí uma horita, vá.

Olá, bom-dia!

Hoje é dia 1 de fevereiro de 2013, ainda vou a tempo de desejar bom ano aos leitores.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Como já se percebeu...

… Voltei. Estou aqui por causa da masturbação intelectual. Faz-me falta este afago, aborreço-me se não me escrevo. Fico triste, deprimida, só, verdadeiramente só. Não aguento mais, o hiato não foi agradável.
Esperei propositadamente dois dias (queria que tivessem sido três mas não consegui prolongar mais), imaginei que uma pausa destas, no meu caso, fosse como uma dieta, uma privação de doces, em que se sofre horrores nos primeiros três dias e depois passa, tanto passa que até dá náuseas se os comer. Mas a dieta da escrita não é a mesma coisa.

1360

Menina Carrapato, a donzela infeliz. Ouviu-se histórias, comentou-se das tristes, que há poesia e harmonia nessas também. 
Há lá coisa mais poética que a tristeza?

Memória

Não, não é porque uma palavra leve a outra, não é por algo tão banal, é porque tenho memória. É certo que descombina com a memória da outra gente e, mau grado, assim cessam as conversas. Resta o monólogo, mas não me dou nada bem com isso, também.

1358

'Algo assim como que espantoso', foi o post 1331, há muitos, muitos posts atrás. Esqueci-me completamente da capicua...

Vê se te avias com números e existências concretas. Vive a vida. Vê se tens os pés contigo.

Palavras difíceis

Expressão eufémica:

‘Não ata nem desata.’

É favor passar com o rato para conhecer o disfémico.

‘Não fode nem sai de cima.’

Uma mulher não chora

Nada de chorar em público, por causa do epíteto de heroína.

Como é que é?!

Podia perguntar como é, se sabem e o caraças, mas neste caso – que não desvendarei, pois continuo na onda enigmática – não valerá a pena, ninguém saberá como é porque eu não sou igual a ninguém.

14

Enigma. Contei 14. Usei 1. Restam 13. Tenho 13. Agora faço pouco. 13 sempre vai dando para o gasto do momento.

A bloguista

Eu tenho um blogue porque sofro claramente de falta de atenção, aquando da expressão oral. E tu?

Por falar em números...

… O homem das contas do estamine, vulgo toc, trata-me por vossemecê. É giro.

Da numérica

Creio que população ativa deste país está capaz de identificar e trocar por miúdos o vocábulo 'duodécimo'. Mesmo a população que não tem cabeça para números.

Sonho

Sonhei que alguém desdenhava dos escritores que usam frequentemente a expressão 'e portanto' como forma de apoio ao texto, numa espécie de pausa para folegar. Fiquei apavorada, concluindo rapidamente que era um desses espécimes. (No sonho.)
Aqui e agora, não sei se sei, nem sei se sou.

Olhó soli!

Afinal sempre tenho uma foto do sol deste dia.

Lisboa, 31 de janeiro de 2013

Posso tirar-lhe uma foto? Não se importa?

O moço dormitava no banco de jardim, aparentemente grato pelo glamoroso sol de inverno que se tem apresentado nos últimos dias.
Duas senhoras observavam atentamente as figuras no jardim, comentando e meneando as cabecinhas, como que embevecidas com as obras d' arte.
O homem do quiosque, carrancudo, olhando os transeuntes com desdém, de olhar azul, luminoso, iluminando a obscuridade.

Duvido que alguém me fizesse a vontade deixando-se fotografar por mim. Posto isto, restou-me tirar uma foto qualquer e depois cobri-la com lápis de carvão. Para fotografar escolhi um texto mal escrito, um aviso afixado num prédio onde supostamente moram classes cheias de saber, só por dizer que não sabem escrever graciosamente.

Lisboa, 29 de janeiro de 2013

Mudança de expressão

Uma cliente apresentou-se autoritária e ríspida, numa vez, e noutra, feliz e bem-disposta. Que fiz eu? Limitei-me a aturá-la, numa vez, e admirá-la noutra, apreciando particularmente o último estado, por aniquilar o primeiro. Imitei-a, que sou muito boa a imitar estados, quando agradáveis.