Gina, a mulher que tem um blogue

Gina, a mulher que tem um blogue

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Unhas pintadas

Unhas pintadas de azul e o caneco. Ah ah. Fica sempre bem. É como se de azul estivessem. Eu queria dizer vermelho, é como se de vermelho estivessem. Mas não. Tenho as polpinhas dos dedos pintadas também, que não sei fazer manicuras bem-feitas, ou limpinhas, mas pronto. Olha, lembrei-me: é caráter. Rebeldia. Carisma. Isso de não saber fazer coisas e marimbar. Pois. Há que saber dar a volta à coisa.

Sonho

Sonhei que estava a ser molestada por um homem e que eu, em resposta, lhe mordi um olho, o olho direito, ficando com ele dentro da boca com mais uma quantidade de água. Se calhar eram as lágrimas do molestador. Dei um grito e acordei. Asseguro que o horror era mais pelo líquido dentro da minha boca que de outra coisa.
Antes disso tinha estado a sonhar que flutuava em angústia. Eu a querer agarrar qualquer coisa, acho que eram vigas ou assim, enferrujadas, numa curva, uma curva da vida, vá, que é para isto ficar poético, e não conseguindo o tão desejado apoio senti-me tomada por aquela angústia que me surge repentinamente depois de admirar a beleza de um campo de flores. Sim, não me enganei, não estou a enganar ninguém, angustio, estupidamente, após sentir um pico de felicidade. Estou doente. Aconteceu isso ontem, depois de ficar encantada com um lindo campo de flores silvestres e amarelas, chorei angustiosamente.

São dois

A Mini e o Máximo encontram-se à porta do café. A Mini é um buldogue francês; o Máximo é um pastor alemão. Cada um com sua nacionalidade, ouso dizer que são emigrantes. Então, se vêm de países diferentes, tungas. A Mini é desassossegada, o Máximo é não menos que isso.

Cliente

Desejou-me um dia muito feliz. Tão fofa. Retribuí, claro, que isto de imitar coisas é comigo. Há inclusive um nome bonito para macaquinhos de imitação: reciprocidade. Quanta beleza encerrada neste vocábulo, não é. É. Reciprocidade. Ah.

Cliente

Disse contato. Logo mais ditou-me o seu contato. Fiquei à espera que dissesse factura. Mas não.

No fim-de-semana

Fiz o bolo de laranja. Malta, é assim: não experimentem a receita do 'bolo de laranja tradicional' que vem nos pacotes (pequeninos, aqueles do café) de açúcar da Sidul, está mal definida. E eu, parvamente, segui a receita como vem escrita, tal e qual, sabendo de antemão que não se junta a farinha à manteiga e ao açúcar e aos ovos, antes do leite e do sumo da laranja. Não. Junta-se a farinha no fim de tudo, não se bate um bolo, e o termo é esse, bater, onde já se adicionou farinha. Jamais. A farinha, sendo sovada, promove o desenvolvimento do glúten, esse estado pretende-se quando queremos um pão, não um bolo fofinho. Ademais, o açúcar é pouco para tanto ovo, já para não falar da manteiga.




Cá para mim o bolo devia ser assim:
Bater
200 gramas de açúcar mascavado
com
100 gramas de manteiga amolecida
juntar
5 ovos
um a um, lentamente e adicionar
sumo e raspa de 2 laranjas
200 ml de leite
misturar bem e deitar na massa
200 gramas de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
peneirados e mexer até tudo ficar ligado. Só até tudo ficar ligado. Colocar numa forma untada e enfarinhada e levar ao forno médio durante cerca de 30 a 35 minutos.
Assim é que é, agora cá a farinha depois dos ovos, nem pensar. A ver vamos se torno a fazer este bolo, mas desta feita com a 'minha' receita.

Fiz uma massa folhada que vi num programa de tv. Na receita usam-se iguais partes de farinha e manteiga fria em cubinhos (250 gramas, mas eu sou um bocado abrutalhada e fiz logo meio quilo), sal (uma colher de chá) e água gelada (150 ml). Coloquei a farinha, a manteiga e o sal na minha máquina montes de espetacular e pulsei um bocado a medo, que ainda não conheço bem a bicha. Quando a manteiga ficou mais desfeita, fui juntando a água. Não usei toda. Por diversas razões, mormente pela quantidade de água que algumas manteigas trazem e/ou pela humidade que haja na cozinha, e eu estava na minha cozinha, a quantidade de água pode variar, é questão de ir juntando aos poucos, quando se tiver uma massa que pareça ligada para-se e pronto. Chegada a este ponto retirei a massa da taça e coloquei-a na minha bancada, que a bem dizer é a mesa, e amassei-a levemente. Digo levemente porque esta massa não se quer muito mexida, isto por conta de não a aquecer com as mãos, não lhe faz bem, vá-se lá perceber porquê... Eu sei porquê: se a massa for muito mexida a manteiga derrete e convém que isso não aconteça totalmente, os pedacinhos de manteiga que se veem na massa é para ficarem assim, em pedacinhos, são eles que depois de derretidos fazem a massa soltar-se de si mesma formando as tão características folhas, daí o nome 'massa folhada'. Depois deste passo é só colocá-la no frigorífico e esperar pelo menos meia hora. O tempo decorrido, é hora de estender, estender este que é também característico, porque se estende com o rolo e se dobra a massa sobre si, tornando a estendê-la e a dobrá-la, e outra vez e outra vez. Mas nunca exageradamente. Depois é usar como se queira. Eu fiz merendas de queijo e fiambre.
Agora é assim: achei que duas partes iguais de farinha e manteiga não é boa coisa, fica demasiado amanteigada e enjoou-me um bocado. Tenho de experimentar outra vez: 500 gramas de farinha para 300 de manteiga. Como me sobrou metade da massa, que como já referi fiz logo meio quilo porque sou uma bruteza à maluca, vou juntar-lhe uns cem gramas de farinha.

As bolachas de avelã acabei por não as fazer. Planeio fazê-las frente à câmara, vamos lá a ver.

No fim-de-semana

Esqueci-me de dizer/escrever que nunca terei mãos para usar luvas tamanho S, que a elegância não quer nada comigo, repele-me. Repele-me, isso mesmo.

No fim-de-semana

Os vizinhos cantaram os
'parabéns a você,
muitos anos de vida'
e eu cá por mim não me importa que a pessoa viva muito, só por dizer que quero que viva noutro lugar qualquer, que aqui faz um barulho do caraças.

Bom dia!

domingo, 19 de abril de 2015

Afinal ainda cá venho

Afinal ainda cá venho para deixar vídeo fresco, produzido há cerca de meia hora atrás.

Hoje é domingo

Há ignorâncias que me apoquentam, como por exemplo não saber ser feliz; não saber como esquecer que não sei ser feliz. E não é por ser domingo que vou saber, ou então esquecer que não sei. Para contrariar este estado deixo vídeo já anunciado num post* que paira uns centímetros abaixo de onde este vai pairar daqui a nada. Porque no vídeo pareço, não exatamente feliz, mas divertida.
Ah, ao minuto dois, segundo doze, ouve-se um trovão, que nesse dia choveu à brava. 
Ah, outro ah, o cenário é soberbo...



*...

sábado, 18 de abril de 2015

Não há

Não há 'bom-dia' nem 'boa-tarde' mas há 'boa-noite', que são nove e tal. Boa noite.

Do verde e do vermelho*

Afinal, o mais que consegui criar, não foi verde nem vermelho, mas foi óculos, e foi isto...




... Mas foi também isto. Não que tenha melhorado, claro.



*...

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Escrever

Olha só como agora estou tão feliz e escrevo na mesma, independentemente de.
Estar muito triste.
Afinal o meu escrever não tem que ver com.
A tristeza.
Sou mesmo boa nisto de.
Escrever.
Qualquer sentimento me desperta a vontade de.
Escrever.
Escrevente irónica, eu, todavia irónica.

O champô

O champô da minha cadela chama-se Gille's e tem fotos de cães destilando felicidade. É um líquido verde e cheiroso. Tão bom tomar banho, não é bicho-cão? Não. Falasse a minha cadela e ia dizer que não. Como não fala e é um doce de bicho, quando percebe que é hora do banho encolhe-se e amocha, submetendo-se à ordem dos donos sem dramatizar.
Mas do destilar.
Destilar felicidade, como assim? A felicidade é líquida? Só mesmo um poeta para visionar algo assim. Metáfora...? Ah ah.

Desde que

Desde que, sem prévia solicitação doutrem e impelida unicamente pela minha vontade, respondi a um desafio*, há um adjetivo que não me sai da cabeça: repelente. Há aquele repelente de insetos, não é. É. Aquele que a malta usa no verão, aquando dos passeios noturnos e estadas em parques de campismo/merendas, não é. É. Dou por mim a pensar de que será feito esse repelente, qual a substância. É que decerto a dita predomina no meu organismo e exalo-a frequentemente. Só pode, 'migos, só pode, ninguém melhor que eu para repelir as gentes. No real e no virtual. Deve estar a acontecer no blogue não tarda... Com mil raios. E um que me acerte nos cornos e me rache ao meio se eu não estou a copiar o futuro fielmente neste momento.

Cliente

Os clientes não têm nada que depositar o extrato de conta em cima do meu balcão, é que assim vejo o montante do seu saldo, que sou uma cusca do caraças. Mil quatrocentos e doze. Os cêntimos é que já não deu para ver.

Lugar da musa

Não sei se sou eu que os vejo a olhar na minha direção enquanto rabisco. Há uma parte de mim que quer ser observada e apreciada, sou tão pessoa como toda a gente e toda a gente tem uma parte em si que é assim. Mas será que me olham porque os olho? Ou será que me olham porque (afinal) sou diferente? Mais interessante ainda: cuidarão que escrevo acerca deles?

Lugar da musa

Óculos verdes e casaco vermelho. Eu em negativo. Mas a cores. Óculos vermelhos e casaco verde. Porque não tirar uma foto, não é. É. Amanhã, então.

Lugar da musa

Ó 'migo, é assim: deixe em casa esse olhar de quem não liga à ralé, esconda na gaveta. Encarei-o como quem espera a sua vez civicamente, não lhe querendo tomar o lugar. Só isso.