Gina, a mulher que tem um blogue
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Já só
Já só faltam as meias azuis em volta da garrafa de água. Segunda-feira estão cá, pelo menos vou fazer por isso.
Foto d' ontem
Quando outro dia falei no blogue das florzinhas brancas com laivos cor-de-rosa - ou lá como é que foi que escrevi, que agora não vou à procura que se me falta a paciência - da árvore de um cinza doente lá por trás, da vida a despontar, de elas duas em contraste, era disto que falava.
Foto d' ontem
As três árvores. Pronto, assim, nesta perspetiva, sempre estão mais parecidas com as outras fotos que tirei na primavera e verão passados. A propósito, sim, tem tudo a ver, o banco onde estou sentada ao momento do clique é o banco hater. Hater. Ah ah.
No talho
fat0086816
vend02
19fev15
um quilo duzentos e quinze de carne de porco aos cubos
um quilo trezentos e noventa e cinco de costeletas de porco
duzentos e vinte gramas de farinheira
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19fev15
um quilo duzentos e quinze de carne de porco aos cubos
um quilo trezentos e noventa e cinco de costeletas de porco
duzentos e vinte gramas de farinheira
No talho
É que é no talho e do talho. É que não sei que raio se passa com aquelas gajas que trabalham nos talhos, normalmente nas caixas. É que são trombudas. É que não sei o que se passa. É que trabalham com homens. É que, ó 'migas, atão pá, com homens. É que é com homens que vossemecês trabalham. É que é tipo assim: vossemecês e por junto: homens. Homens, virilidade, chama. Ó 'migas, que porra pá, pra que é as trombas. Vá lá.
10
Dez cêntimos. O meu colega encontrou-os no chão, ao pé do pneu de um carro velho. Deixei de comentar as vezes que acho moedas no chão, que só acho de um ou dois cêntimos, e vem de lá o meu colega e pumba, cinco a dez vezes mais que eu, sortudo, quinhentos ou mil por cento. Não sei fazer esta conta.
Domesticidade
Gina acorda às cinco da manhã, para ter a insónia das cinco da manhã, como lhe chama, entretanto deve ter adormecido porque acordou às seis e tal. Está acordada desde essa hora. O horror. E o tempo que não passa.
Gina dói-lhe a cabeça.
Gina levanta-se então um niquinho mais cedo que o costume e vasculha o cesto da roupa suja. Roupa branca, é o grupo que pesca. No entanto, não chega para encher a cuba da máquina e percorre toda a casa em busca de mais peças alvas. Para ficarem mais alvas. Consegue. Pelo meio já ligou o rádio, a ver se a vida acontece. E acontece. Vai buscar o detergente, que coloca na divisória e clica no botão que acha adequado.
Gina dói-lhe a cabeça.
Gina faz o pequeno-almoço para dois. Torradas com manteiga e fiambre, copos de leite achocolatado e quente. Para o menu desarruma o leite, o chocolate em pó, o pão, a manteiga e o fiambre. Comem ao som da música do rádio e vão-se rindo das piadinhas de casal.
Gina dói-lhe a cabeça.
Gina levanta a mesa, arruma tudo, louça suja na máquina, chocolate em pó no armário, fiambre no frigorífico, pão na caixa, manteiga no móvel de apoio.
Gina dói-lhe a cabeça.
Gina limpa tudo, sacode a toalha lá fora, volta a estendê-la em cima da mesa da cozinha, arruma as cadeiras, passa o pano com lixívia no lava-louça.
Gian dói-lhe a cabeça.
Gina vai-se lavar e vestir.
Gina dói-lhe a cabeça.
Gina dobra o cobertor suplente e faz a cama. Põe a jeito pijamas para logo à noite.
Gina dói-lhe a cabeça.
Gina está pronta para sair e mete-se no carro. Liga o rádio e a vida continua a acontecer.
Gina dói-lhe tanto a cabeça.
Pôr
Pôr
O telemóvel
A carregar
A bateria
Pôr
A máquina fotográfica
A carregar
A bateria
Carregar baterias
Para ver
As horas
O telemóvel
A carregar
A bateria
Pôr
A máquina fotográfica
A carregar
A bateria
Carregar baterias
Para ver
As horas
Falta-me
Falta-me um botão nas calças. Outra vez. São podres, as linhas com que me coso. Anda na carteira, o botão, juntamente com as moedas.
Dia de (disseram na Radio)
Hoje é dia de arrumar a estante.
Tenho várias estantes, tenho no estaminé, tenho em casa. Estão todas arrumadinhas, já o pó... Quando for dia de limpar o pó às estantes... Coiso.
Hoje é dia do animal de estimação.
Olívia! Anda cá á dona! Anda! Olha o bicho cão...! Tu-tu! Mi-tu-tu!
Cliente
Dona da casa alugada entra para pagar a continha do que se foi lá fazer. Dona da casa alugada paga, satisfeita, e pergunta a opinião à que está atrás do balcão: já que está entalada entre dois cafés, diga lá, qual é o melhor para beber um chá e comer uma torrada. A que está atrás do balcão divulga a sua preferência e a dona da casa alugada sai para se saciar.
|pagou a conta e sobrou-lhe dinheiro para comer fora, depois não venham cá dizer que levo muito dinheiro|
Cliente
Pediu-me irrigadores. Fui tirar os regadores do arame. Deu trabalho. Depois: ó menina, eu pedi irrigadores; i-rri-ga-do-res.
|também me engano...|
Posta-restante
Ainda um dia me vou dar ao trabalho de contar todos os meus posts de todos os blogues que já criei.
Ontem
Ontem à noite fui pesquisar quantos posts tinha o meu antigo blogue quando o encerrei. Tinha idealizado que teria uns 7000 e tal, como este tem agora, mas não, tem 6880 posts. A ideia primária era dizer, olha lá, o outro blogue parou aqui, neste post, e fazer uma festa, e quês, mas eu agora sei lá qual é o post 6880 deste blogue aqui? Oh. Olha, é mais uma para acrescentar ao quase.
Bom dia!
Deixei cair uma lâmpada ao chão, estava dentro da caixinha, ainda, tão bela, caixinha nas cores laranja, rosa e romã, cores de menina, contrastando com esta besta.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Rascunhos
Se não tenho tempo para escrever mais merdas estúpidas e desinteressantes pra caraças do que já escrevi hoje, como é o caso d' agora, uso um lembrete como separador de rascunhos para dias vindouros. Tipo isto assim:
outro dia que me apeteça....................................
Vou contá-los. Os rascunhos.
...
Já contei.
Deixo dezassete rascunhos como herança ao futuro. Sou bem capaz de ter outros tantos dentro da cabeça mas a esses não lhes acho um total, que são muito mexidos e não se deixam agarrar.
Os bancos de jardim que quase caíram no esquecimento
Hoje é dia para desenhar mais coisas no papel, tenho de posicionar os bancos de jardim. Ontem, quando fiz aquele post das vinte e seis árvores e dos seis candeeiros omiti inadvertidamente os bancos, oh céus, nem me lembrei dos ditos. Vou acrescentar então os bancos no papelinho, desenhá-los e isso, só não sei que forma usar, talvez um losango... Escolho o losango só para mostrar ao mundo que sei que se escreve losango, e não losangulo ou tampouco losângulo. Ah ah. Se calhar uso antes um triângulo. Triangulo. Triangolo. Triângolo. Ah ah.
A começar no topo mais alto da rua...
Primeira linha: duas árvores. Segunda linha: duas árvores, um candeeiro. Terceira linha: duas árvores, um banco de jardim. Quarta linha: duas árvores, um candeeiro. Quinta linha: duas árvores, onde desenhei o losango fi-lo porque o chão mostra indícios de ter possuído um banco ali. Sexta linha: duas árvores, um candeeiro. Sétima linha: duas árvores, um banco de jardim. Oitava linha: duas árvores, um candeeiro. Nona linha: duas árvores, aqui, se bem que o esquema o dite, o chão não dá mostras de em tempo algum ter cravado um banco de jardim nesta linha. Décima linha: duas árvores, um candeeiro. Décima primeira linha: duas árvores, um banco de jardim. Décima segunda linha: duas árvores, um candeeiro. Décima terceira linha: duas árvores. Fim das linhas, e estamos num baixio.
Lugar da musa
Lamber o pau de canela ao depois do mergulho no café. Hoje, finalmente, foi dia disso, contava já uma semana de jejum.
À mistura
Primeiro tinha pensado que não ia 'dizer mal' dos meus vídeos, aqueles onde apareço a fazer bolachinhas de manteiga. E tinha pensado que não ia 'dizer mal' para não parecer que estou a minguar a minha presença no universo e a desmantelar a minha importância perante o mesmo, ai coitadinha de mim que sou tão poucochinho e mais não sei o quê. Entretanto e todavia considerei expor as opiniões que tenho acerca deste assunto, quer boas quer más, porque afinal de contas os vídeos são meus, o blogue idem, quer isto dizer que mando nesta merda toda.
Começo pelo 'mais bom' e termino com o 'menos bom', é uma ordem esquemática, consiste em levar a atenção primariamente para as coisas boas, o leitor fica enjoado com a alta escala que as minhas qualidades atingem e desiste de ler o resto.
:::: Vê-se-me as mãos. Gosto. Vê-se-me os gestos. Adoro. São naturais, não existe mimimis e rócócós, que é lá isso. Aliás: dificilmente estaria na disposição de me armar em pessoa diferente do que sou, normalmente não possuo tal fingimento.
:::: Aprecio a desenvoltura com que falo, sou direta e escorreita. Aprecio e não é pouco. Isto porque não sou incansavelmente faladora ou conversadora e fui sempre arranjando assunto para não me calar e com isso criar silêncios tão constrangedores que depois seria um problema retomar o discurso, ficando entrecortado e rígido. Claro que arrasto ahs e huns em alguns momentos, como se de uma bengala verbal se tratasse, mas caraças pá, estou a falar...! Falar, senhores. Blá blá blá. Isso. Blá blá blá. Olarila. Blá blá blá. Pois.
:::: Não se vê eu a esticar a massa, na verdade não se vê a massa, o que lamento. Preocupei-me apenas com o centrar da máquina, portanto preocupei-me com a largura, esquecendo por completo a altura. Ali por alguns momentos vê-se o aspeto das bolachas, porque as coloco mesmo ao pé da lente, mas realmente é uma pena que não se veja tudo, sendo que este 'tudo' era o que realmente interessava.
:::: À partida os ditos vídeos (4) inserem-se numa mostra de mamas, por pouco não se vê apenas as mamas e a cintura desta que escreve. E os braços, também se veem os braços. E as mãos, como já referi. Pronto, ok, vá, paciência, ninguém vem cá ver isto, e, para o bem e para o mal, ninguém comentou que eu parecia uma maria-mãe-quarentona armada em boa e mostradora de apêndices corporais femininos e a cinturinha e o caneco.
:::: Por se ver principalmente as mamas não se vê a cara, mas isso foi propositado. No vídeo explico sucintamente porque não mostro o rosto, dizendo que não fico bem nos filmes e tal. Se bem que isso de não ficar bem seja o que considero verdadeiro (e não estou a arranjar esquemas para encontrar opiniões contrárias), não é motivo único, é que a gente mostrando o rosto mostra muito mais da alma, estaria exposta ao máximo se mostrasse as minhas expressões, que não se duvide disso.
:::: Durante as filmagens refiro toda a gente lá de casa, chamo o cão e tudo, ainda se lhe vê o focinho, coisa pouca, falo da rica filha me ter aconselhado a fazer um filme 'como deve ser', falo da ajuda que vou precisar do Luís para voltar a fazer um filme, mas diferente, um dia desses. Não refiro de todo a presença do rico filho, não falo dele, sei lá, não calhou. Pronto, rico filho, a mãe fala de ti neste post: és lindo e principalmente um ser humano espetacular.
:::: Fiz quatro filmes quando devia ter feito apenas um. Claro que pessoa nenhuma vai ver tanto filme, se bem que ao todo não durem mais de um quarto de hora, mas pronto, paciência. É que não possuo um programa de arranjar filmes, cortá-los onde é para cortar e coiso, e às tantas, tendo, não saberia trabalhar com ele.
:::: O pior disto dos filmes foi ter feito não quatro, mas cinco, e o último ter ficado por fazer. Nesse quinto filme eu enumerava pela terceira ou quarta vez, já nem sei, os ingredientes, bem como as quantidades, e enumerava-os uma vez mais porque das outras vezes havia sempre um ou outro que me faltava dizer. Entretanto, em filme nenhum revelo que as bolachas vão ao forno durante dez minutos, nada mais que isso, e se retiram ainda quentes de cima do tabuleiro. Neste quinto filme apareceriam dois pratos com bolachas já feitas, claro que nunca saberei se efetivamente iriam ver-se ou então não, sei lá se a máquina estava bem posicionada...
Não sei algum dia voltarei a cozinhar frente à câmara, penso que sim, entretanto aprendi com estes erros, uma próxima vez farei diferente e para melhor. Os vídeos estão neste linque. Querendo, é clicar.
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