Gina, a mulher que tem um blogue

Gina, a mulher que tem um blogue

domingo, 24 de maio de 2015

Blás

Bom dia!
O episódio que tenho de rever mais atentamente é o número oito do programa 'A Comida Caseira de James Martin', temporada um, no canal 24 Kitchen. É lá que vem a tal tarte de frangipana que planeei fazer logo ao início da semana que já terminou. A não esquecer, então, para concretizar um fim-de-semana desses.
O estado do meu lençol também é assunto para a parte da manhã. Está muito amachucado, sério, tem um plissado miúdo e preciso, se eu quisesse plissar acordada não faria a coisa tão perfeita. Sou uma mulher muito mexida na cama. Olarila.
Alguém empurrou o encosto do sofá. Eu senti. Se há coisas por aí, então uma delas empurrou o encosto do meu sofá. Quando digo coisas, digo no sentido carnal, que coisas espirituais não são carnais, não tendo portanto força para empurrar o encosto do meu sofá, pelo menos é o que consta nos filmes que metem fantasmas no enredo, normalmente atravessam barreiras e não têm tato. Uma coisa carnal empurrou o encosto do meu sofá. Pois. Se imaginariamente, quero lá saber, não é de todo o que me importa e ademais tenho imaginação também, que é lá isso de serem somente os gajos do cinema.
O episódio nove (isto agora tem que ver com o primeiro item deste post) não tem interesse para manter, pelo menos até agora, vamos lá a ver se veem aí os doces. Neste programa há uma rubrica onde são apresentados os modos antigos de preparar comida, neste em particular foi mostrado pão a torrar num gingarelho do antigamente, o qual suportava as fatias de pão e que se colocava frente à lareira. Então e querendo tostar queijo, ao depois? Ia-se buscar uma pá metálica que se colocava em cima do lume e se deixava ficar até incandescer, estando então apta a fundir o queijo por cima do pão. O aspeto daquilo era deveras apelativo, só por dizer que me faltam o gingarelho e a pá e a lareira. Há contudo outros meios, os modernos. Ah ah.
Boa tarde!
Quanto gáudio numa tarde quente e ventosa. Digo eu bom para secar a roupa. Pois. Gina já ontem referiu tal facto. Gina não vai avançar com isto de falar na terceira pessoa referindo-se a si mesma mais que até ao próximo ponto final. É que tenho uma necessidade imensa de não escrever sempre da mesma maneira, muito embora não esteja certa (estarei eu certa de alguma coisa?!) de algum dia, alguma vez ter reinventado a minha prosa.
Elevadores, átrio, varanda, corredor, sala. Já está. Falta a cozinha. Uma cozinha dá tanto trabalho a manter limpa e arrumada, oh céus, não tem par nem conta as vezes que já limpei e arrumei a minha cozinha hoje. Que faço eu num domingo à tarde, não é. É. Que tarefas mais desprezíveis, não é. É. Daqui a nada vou sair e depois mostro ao mundo como é. Ou como sou, sei lá.

sábado, 23 de maio de 2015

Blás

Gina foi ao supermercado de manhãzinha. Gina gosta de lá ir ao abrir da porta para despachar a coisa e para ver e ter os géneros frescos. Gina disse bom dia ao caixa, depois de o caixa ter dito bom dia a Gina. Caixa diz para Gina olhe não sei se já lhe disse bom dia mas tinha dito, que Gina respondeu sim senhor e eu também disse, portanto dissemos os dois. Ah ah. Gina comprou batatas e vieram duas delas em feitio de coração fofinho e outra a parecer um pénis só por dizer que é parecido com um pénis mas não é um pénis. E pronto, Gina repetiu propositada e parvamente a palavra pénis (olha, outra vez) na frase anterior. Gina comprou um tubo de pasta de dentes e duas beringelas.
Gina vinha a chegar a casa e viu um homem atravessando o pátio, de estendal ferrugento nas mãos, com as pontas de fio a pender. Gina desviou-se, que o homem vinha de olhos postos na poesia que há num fio às voltas, por conta da tenacidade daquele material. Gina conhece bem esses caminhos, ou fetiços, ou inspirações, ou, mais pobremente, impressões. Quanta  poesia há neste mundo...
Gina ontem foi ao cinema ver o filme A Idade de Adaline. Gina gostou do enredo e do sentimentalismo que envolve a protagonista, um personagem que não envelhece e se isola do mundo, mas achou pouco desenvolvido. Gina achou também que o filme ia acabar com tristezas e lutos mas afinal não, talvez por isso tão pouco desenvolvidos os sentimentos.
Gina foi ao supermercado, hoje, duas vezes. Na primeira vez Gina gravou a viagem para lá e para cá. Gina vinha a cantar e a conduzir. Os filmes estão ruins, como todos os que faz, mas estes estão mais ruins ainda. Na segunda vez Gina tentou gravar mas não gravou nada. Gina foi ao supermercado duas vezes, hoje, porque estava destrambelhada e esquecida das faltas de casa.
Gina tem o jantar ao lume.
Gina tem dois ecrãs à frente, o pc e a tv. No pc Gina tem o blogue aberto e está a escrever, na tv Gina tem um filme qualquer.
Gina lembra-se de jogar à macaca. Gina lembrou-se porque leu uma passagem num blogue onde se falava dos riscos no alcatrão com giz. Quando jogava à macaca, Gina perscrutava os pedacinhos de chão, sem alcatrão, pedras, sulcos e assim, o jogo era desenhado na terra, não no alcatrão. Gina, já na infância, se debruçava por sobre minudências.
Gina vai lavar o átrio do prédio lá em baixo, mais logo.
Gina fez a tal tarte de maçã. Gina andou a semana inteira a planear o quinhão doce da sua donadecasez. Não, esta palavra não existe. Domesticidade.
Gina devia ter dito/escrito boa tarde quando começou este post, agora é tarde. Trocadilho. Ah ah. Uma mulher obesa canta no Eurofestival, agora. Casalinho, agora. Gina não fixa os países que desfilam.
Gina jantou, pelo meio da construção deste post. Às pessoas convém saber que Gina já jantou. Mas o quê? Esse é o tipo de coisa que não convém às pessoas saber. Gina duvida que esta última frase esteja bem construída. Gina ignora a frase e ignora a dúvida.
Gina vai lavar o átrio. Isto sim, convém às pessoas saber.
Gina ainda não foi lavar o átrio lá em baixo. Gina, pelo meio, ou antes, desocupou o tabuleiro do assado... ah, Gina acaba de revelar a janta! Gina apanhou a roupa que estendera há hora e meia e congratula-se com este tempo secante de roupa no estendal. Gina dançou enquanto tratava do tal tabuleiro, uma canção que não vale um peido, well I guess it's all rigth if I'm your baby...
Gina rodou o volante e a mala saiu do lugar, indo acionar o botão do ar condicionado. Gina não gosta de ar condicionado. Gina gosta tão pouco que nem sabe mexer naquilo. Solução: mexer nos botões até desaparecerem os números do visor. Gina é gaja. Gina é mesmo uma gaja. Gina trata da casa. Gina arrasa na blogosfera. Gina não sabe mexer num carro. Gina cozinha. Gina faz roupa. Gina limpa pó e gordura. Gina é gaja. Gaja. GG.
Gina já lavou o átrio.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Horizonte

Guardo a folha para segunda-feira. Fica cá, a secar mais, seca enquanto espera, entalada entre papelinhos sem nada lá escrito. Depois tiro-lhe fotos, ou falo/escrevo acerca de. Poeticamente, horizonte é sinónimo de porvir e de esperança.

Dias de um Ginásio

Outro post, mais do mesmo, só por dizer que diferente e isso é quanto baste para figurar no blogue.
O professor quis que a classe lhe dissesse se quando nos espreguiçamos ao acordarmos, a primeira espreguiçadela sabe melhor que as outras, ou se há um crescendo no prazer do espreguiçar. A maioria das pessoas disse que o primeiro esticanço era o melhor, uma ou duas disseram que depois é que era bom, e houve uma muito indecisa. Quando chegou a minha vez respondi timidamente que achava ser a primeira, sim. Então o professor elucidou o pessoal dizendo que a primeira espreguiçadela não só é mais prazerosa, como mais eficaz e benéfica. Mesmo que no meio de uma aula onde a prática leva a que se deixe o mundo, associei o momento a um excerto do livro 'Viagem ao Mundo da Droga', onde o autor (Charles Duchaussois) conta da primeira experiência de uma rapariga com a heroína, referindo que não há 'viagem' como a primeira. Depois fui-me lembrando que não há como a primeira colherada de um doce irresistível ou mesmo a primeira passa do cigarro. Depois não se quer outra coisa, bem sei, vicia, ah pois, mas que estas duas primeiras vezes são qualquer coisa, lá isso são.

O rico filho

O rico filho está feito um homem, fez arroz de salsichas. Mais uma aptidão a juntar aos milhares que já possui. Havia meio tomate na bancada, não havia nada, havia mas era o pote do arroz e a garrafa de azeite na bancada e uma casquinha ínfima de cebola no chão. Tão leve que voa. Ora essa.

Som

Que música mais lamechas, pá! E o que dá vontade de chorar, oh céus. Olá, estou a vê-la aí, de caneta na mão, a fingir que não vive. Não ouve? Há um papelinho na bolsa do telefone que diz 'os áudios estão em file manager'. Não ouves? Ó, escuta, fala de lupas e aumentar X3. Vezes quatro também dá pica. Consigo, eu. Demasiado inteligente para enlouquecer, eu. Ora essa.

som

papúm

som

trau

Vou escrever

Vou escrever coisas. É melhor, não é. É.

Futuramente

Ainda

Ainda não me habituei à minha altura, tanto que sempre que jogo o cu abaixo faço mal as contas e pumba, quase caio. Dez centímetros a mais, não é. É.

8282

Que número tão bonito.

Olha eu na rua!

...

Lisboa; praça de Londres; 14:36; 27º

Lugar da musa

Nunca mais falei dos quadros que habitualmente estão expostos no lugar da musa, nunca mais me aceleraram a veia literária.
O moço novato nos cafés não estava lá. Ainda bem, mais por conta do prejuízo que lhes dou que outra coisa.
Há música portuguesa pelo ar. Não sei quem canta, mas sei que canta Camões, «ó mar salgado / quanto do teu sal / são lágrimas de Portugal». Lamento não saber quem está a cantar.

Senhoras do banco;
É sexta-feira

A primeira senhora do banco, com um tiquinho de malícia e montes de cumplicidade, perguntou-me:
'Então, preparada para o fim-de-semana?'
'Preparadíssima!', disse eu toda espevitada. Em resposta, ela sorriu largamente e meio envergonhada, combinação estranha, bem sei, mas vezes há em que os males do mundo têm um sabor extraordinariamente agradável, daí o sorriso e o ligeiro embaraço.
A segunda senhora do banco... Hum, foi assim:
'A senhora está boa? Bem-disposta?'
Imbuída, ainda, pelo espírito eufórico da senhora anterior, respondi:
'Claro, é sexta-feira! Embora lá!'
À despedida aconselhou-me a aproveitar bem o meu fim-de-semana, voto que retribui.
Encontro grandes amigos(as) em desconhecidos(as), no convívio de raspão também se encontra o bem-querer, e lá por ser de raspão não é menos sincero.

Boa tarde!

Nada disso

Nada disso*, vou mas é fazer tarte de maçã com queijo mascarpone. Lembrei-me, sabeis porquê? Porque ontem, nas pesquisas do meu blogue estava lá repescada a minha receita e eu lembrei-me. Pois. Assim sendo vou mas é usar o queijo numa deliciosa tarte de maçã. Vou até ter de fazer a massa para a base, que chatice... Estou a ser irónica. E depois, com as sobras, vou ter de fazer bolachas, que trabalheira... Estou a ser irónica.

*...

Curta ausência;
Curto relato

Sons




Dias de um Ginásio

Lá fui eu para o Ginásio, não é. É. Cacifro número duzentos e catorze, é melhor variar, não é. É. No fundo dele avisto duas metades do invólucro de um tampão. Estas gajas, pá, umas porcas, não é. É. Mas eu a pensar que podiam ser papéis de rebuçado ou um par de brincos, isto devido à cor mimosa, não é. É. E por ora chega deste escrever assim, não é. É.
Yoga. Hum. O professor é muito engraçado, manda a malta pôr-se de pé e levantar a perna esquerda, fletida, e com a ajuda da mão esquerda rodá-la para o lado esquerdo, abrindo-a ao máximo, enquanto a perna direita se mantém no chão, muito esticada, e o braço direito se eleva do corpo e estaca ao nível do ombro, depois é retirar a mão esquerda, deixando de ajudar a perna a subir e deixar que tudo fique igual. Quando digo/escrevo que o professor é muito engraçado, digo/escrevo porque ele, antes de mandar a malta fazer isto diz 'quero ver como está a correr a vossa semana'. Que querido, que atencioso. Mas nem só, o que ele queria saber é se temos equilíbrio. Aquela posição é difícil de conseguir e dificílima de manter. A conclusão dele foi que a nossa semana não estava a correr nada mal.
Estou quase a largar este Ginásio, já só tenho a semana que vem, vou ter saudades do Yoga mas do Pilates não, o Pilates do outro Ginásio é superior.

Lisboa; praça de Londres; 9:20; 19º

Bom dia!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Blás

Quero matar a minha gente, que somos muitas. Um batalhão. Decerto não darei conta do recado sozinha. E o armamento?
Não sei se estou a envelhecer ou a enlouquecer. É que envelhecer melhora umas coisas. É que enlouquecer piora umas coisas. Mas, havendo consciência não há loucura. Então: quem dera a inconsciência. Estou a envelhecer. A velhice traz uma certa inconsciência, creio.
Quando eu tiver oitenta anos vou dar por mal empregue a tristeza e os desejos insanos do tempo presente. Nesse tempo vou estar doente, cheia de dores, torcida, incapaz, entupida de medicamentos, a morrer, literalmente, a morrer, tão perto da morte, a inevitabilidade da morte, que nos oitenta todos os dias são véspera, e a não querê-la. Que palermice, esta de agora. Raios partam isto. Que um desses raios me parta os... Ah, pois, lá vem a mesma conversa, a de agora, então, um raio nos cornos é fatal. Hum.
Há aquela... Perdi-me. De vez em quando acontece-me isto, perco a ideia, estaquei na primeira frase, a sério, não lembro o que ia escrever, vai daí resolvi escrever que perdi a ideia. Mas, e depois, como continuar? Digo continuar com o registo de que perdi a ideia, perdi a ideia e pronto, que mais dizer/escrever? Perdi-me. Há esperança, há, quem sabe a ideia retorne e me faça montes de feliz.
Mais logo: Yoga. Espero que o Yoga me liberte. Querer que me transforme é pedir/esperar demasiado. Tenho de ser eu. Viver é tão dispensável.
No entardecer há a cabeleireira sisuda. Deambula, distrai-se, tem um andar pesado. Há lago nela de repelente. Pois.
Estive a rasgar tirinhas de papel. Rasgar não é só papel, então e os tecidos, ora essa.
No entardecer vejo a família que regressa do lanchinho na pastelaria. Já contei no blogue acerca deles, são três, são velhos à beira do fim, que depois dos oitenta todos os dias são véspera, já disse/escrevi mais acima.
No entardecer as pessoas falam sozinhas na rua. Andam e falam. Ou vocalizam, antes isso. Já alguém pensou que pode ser por não quererem conversar com ninguém dos presentes? Eu já. E também já pensei que pode ser porque não encontram quem os queira ouvir.
Agora ando numa de me despedir. É para me despedir imaginariamente, é sim senhores, que raramente tenho companhia, mas é sobretudo para construir o blogue de modo a que posteriormente perceba quando o dia começa - o meu vulgo 'bom dia', onde nem sempre tenho coisas a dizer -, quando vai a meio - o meu vulgo 'boa tarde!', onde também nem sempre tenho coisas a dizer e quando assim é, deixo reticências e pronto - e o fim da escrita do dia - o meu vulgo 'até amanhã'. Os 'bons-dias' e as 'boas-tardes' há anos que uso no lbogue... ai perdão, blogue, o 'até amanhã' é recente, tem semanas de nascido, e quando digo até amanhã faço-o num post que no título tem o número de posts em que vou e, variando, não é isso o que hoje está a acontecer. Já pensei em desistir da ideia, que auqleur dia dame o amoruqe e n~«ao puvliba co pora nenuma... Hum, ok, vá, eu queria dizer/escrever que qualquer dia dá-me o amoque e não publico porra nenhuma no dia a seguir, destituindo o 'até amanhã' do seu valor. Até amanhã. Mas não sei. Deixo rascunhos, ah como isso é bom. Se não para amanhã, então para outro dia que me apeteça.

Da cor

Vermelho, a cor das unhas dos pés. Afinal, olha, vermelho. Vermelho mas assim como que vermelho, mesmo vermelho. Mesmo vermelho. Mesmo. Vermelho.

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Linhas do sol

Boa tarde!

Folha ao contrário do contrário de ontem*.


*...

Pronto, ok, vá

Pronto, ok, vá, ainda não é hoje que deixo o livro* no banco de jardim, vou à esteticista e portanto não há intervalo grande como de costume.
De manhã, para marcar, pedi à Carminho vaga para tratar das patinhas de baixo e da sovaqueira. Ela sorriu, abriu a agenda, escreveu o meu nome e o que eu ia lá fazer, fechou a agenda, olhou para mim e disse, sorrindo, que já estava. Sim, é um facto, há quem converse menos que eu.
Estou aqui num dilema, dilema esse que não tem nada a ver com o resto do post, mas que fica na mesma, é acerca da cor do verniz. Caraças pá, eu queria ter trazido o meu rosa neón mas esqueci-me... Assim vou ter de escolher dentre o rol da valise da Carminho, decerto haverá algum que me agrade.

Que saudades

Que saudades da minha batedeira montes de espetacular, há semanas que não a uso. No sábado tem de ser, vou fazer bolo de chocolate com queijo mascarpone. Bem sei que tinha planeado a tarte de franginpana* mas é que tenho o prazo do queijo a expirar, portanto tenho mesmo de o usar. Bolo de chocolate, ah bolo de chocolate.

*...

Dias de um Ginásio

Ontem: Pilates. Ia dando cabo das costas, ontem não curti lá muito a aula. Também é verdade que tenho feito exercício todos os dias, isso conta, cansa a musculatura, mas caraças, aqueles roll up são cá de uma violência...! Isto tendo em conta a quantidade de rolls, claro, somando as variantes foram para aí uns 80, com pausas de 10 em 10. Um suplício.
Os balneários haviam mudado de sexo, trocaram os géneros sexuais de sítio, sei lá porquê. É no entanto giro ver os balneários deles. Ah ah. 2 urinóis. Ah ah. Somente 3 sanitas. Ah ah. Mau maria, assim já não posso chorar depois do Pilates, que aquilo é sempre a aviar, clientes para o chichi e isso. Na parte de dentro das portas dos cubículos não está colado aquele anúncio que adverte as senhoras a deitarem somente os pensos, pensões, pensinhos e tampões no contentor, e o papel sempre na sanita. Vá-se lá perceber porquê, não é. É. Achei também curioso que o lado de lá seja mais espaçoso e com bancos ao meio. Muito curioso, eu julgava que a maior parte dos usuários de um Ginásio fossem mulheres, afinal parece que não, por isso são eles os comtemplados com o lado melhor.
Escolhi o cacifro 46, lembrei-me, andei à procura dele e tudo. Fica próximo ao chuveiro, contrariamente ao outro lado, o que é normal, que as coisas combinam como mãos, são assim como que uma contra a outra, par com par, não sei se me faço entender, espero que sim... É por exemplo como os andares de um prédio, de apenas dois apartamentos, esses dois apartamentos são opostos entre si, a minha cozinha fica à direita, a da minha vizinha do lado fica à esquerda, pronto, é isso o que quero dizer.

Bom dia!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

8262

Vou-me embora. Outra vez. Sem rascunhos. Outra vez. Os rascunhos não me pesam. Ou pesam, que sinto a responsabilidade de os preparar e publicar. Cenas maradas e douradas, portanto. Douradas de ouro, de valor. Até amanhã.

O homem

O homem do gás vem a cantar. Não descortino melodia nem poema, só sei que ouvi a palavra 'paixão', que é quanto baste.

Vezes
Mais
Menos

Todos somos, só que uns somos mais que outros, portanto há uns que são menos. E às vezes acontece que os que são mais estão a ser mais para outros parecerem menos, ou então noutras vezes é para não parecerem menos e sim mais. Outras vezes os de menos são mais por serem de menos e os de mais são menos. A vida resume-se então em vezes, mais e menos.

senhoras e senhores e verbos

senhora do casaco creme pode ouvir, vai com auscultadores nos ouvidos
senhora do casacão comprido não pode ouvir porque jamais entenderá questões alheias
senhora da saia vermelha pode ouvir, tem um ar ausente, decerto compreende
senhor da camisa branca não pode ouvir por conta da elevação do seu tórax
senhora das sapatilhas não pode ouvir sem abrir a boca num ó
senhor sem cinto pode ouvir, tem o ar desleixado de quem não repara em nada
senhora...
senhor...
ouvir...
poder...

Tenho amigos

Tenho amigos imaginários, pois tenho. Pois tenho. Pronto. Ora. Um perguntou-me mesmo agora se eu queria hoje já fosse amanhã. Respondi-lhe logo que não, ora essa, que ainda não escrevi tudo o que queria hoje.

Olha outro rascunho

Tenho três fotos para tirar, o que não deixa de ser um rascunho, se bem que presente apenas na minha cabeça.
A primeira foto é às duas folhas na mesma árvore mas de estações diferentes, portanto uma está verdinha e a outra acastanhada. Tenho mesmo de registar porque acho espetacular, e isso é algo que já observei noutros anos mas não sei se alguma vez fiz registo ou não, nem quero saber.
A segunda foto é à moldura que já não consigo obter quando sentada num dos bancos da avenida. No outro dia, em dia de os homens andarem a desbastar as árvores, coloquei o assunto no blogue, só que não tirei ainda a foto para comprar e fazer o antes&depois.
A terceira foto é ao banco hater. E eu lá em cima, a fazer pose ou a não fazer pose, logo vejo. Preciso do meu colega e nem sempre o homem tem tempo para as minhas maluqueiras.

Grandessíssima novidade

Arranquei uma folha da oitava árvore do lado direito de quem desce a rua mais bonita de Lisboa. Apresento o verso por gostar de ver avessos, seja daquilo, ou de quem, for.

Lugar da musa

Então e o melhor café de Lisboa, como é? Não é. O moço novato naquilo ainda não se arranjou com a maquinaria, ou com o jeito, ou então não tem sorte nenhuma, ou, ainda, sou eu que atrapalho o pobre. Hoje, só ao terceiro café acertou, e tampouco foi ele que mo tirou, antes tinha tirado dois que não consegui tragar, vindo então a experiente colega em seu auxílio. Custa-me um bocado estar a recusar cafés, mas caramba, eu vou ali quase diariamente, sou portanto merecedora de bom café.

Hoje fui

Hoje fui por outro lado, atravessei a praça pelo lado do comércio. Só para variar, mais nada, e esse nada é tudo. Vi sapatos, vi a cabine telefónica cheia de livros, vi mais pessoas. Os cortes às árvores da zona pararam por ali, deixaram a estátua do poeta com o jogo de sombras habitual. Com o desbaste, o espaço não ficou melhor, mas diferente, mais desafogado aos olhos dos transeuntes, talvez, mais assustador para mim, decerto. A Mexicana, alguém sabe porque está agora quase sempre fechada? Eu estou a perguntar isto porquanto o meu blogue é movimentadíssimo, claro, é um corrupio de pessoas por aqui e de toda essa gente alguém se destacará e saberá responder-me(nos), se assim não fosse manter-me-ia calada. Mas a Mexicana, fechou porquê?

Oferta aleatória

Era para deixar o livro* em cima do banco. Esqueci-me. Um dos meus males é andar carregada debalde.

Boa tarde!

Olha: vou almoçar. Mas já é da parte da tarde, não é. É. E ainda não almocei, não é. É. E vou bazar daqui, não é. É.

...

Rex, o cão, vai na rua, deve ser isso, pois ouço o dono chamar:
'Rex!'
Só lhe falta o agá e o ó para ser como eu.

Dias de um Ginásio

Yoga, ontem. Gosto daquilo mas não curti lá muito a professora das terças, isto na passada terça-feira, já ontem, curti um bocadinho, vá. Houve ali uma altura em que a gente estava de pé, pernas e pés juntos, mãos postas palma com plama, à frente do peito, assim mais ou menos como quem reza mas com os cotovelos altos, e o movimento seguinte era fletir o pé esquerdo e, rodando-o, apoiar o calcanhar no tornozelo direito, deixando os dedos dos pés no chão. A professora olhou para mim e disse 'assente os dedos dos pés no chão.' Eu mantive-me imóvel e fitei-a porque tinha os dedos dos pés no chão enquanto pensava que se calhar não era para mim que ela estava a olhar. Mas era, tanto que repetiu a ordem 'assente os dedos do seu pé esquerdo no chão.' Naquele momento éramos duas fêmeas num frente-a-frente, destemidas, ela a chefiar, eu a obedecer sem culpas, afinal estava na posição pedida. Tentei livrar o meu pensamento de coisas como 'mau maria, queres ver que esta me vai moer os cornos... eu tenho os dedinhos no chão, 'miga...' e eis que de repente me lembro que as minhas calças arrojam no chão, portanto a senhora não conseguia ver-me os dedos... Só não percebo porque raio terá ela pensado que eu tinha os dedos no ar se não os via... Bom, veja-se então o seguinte: eu, Gina Maria, depois de concluir que as calças me estavam a tapar os pés, sem tirar os olhos dela, desfiz o jogo das mãos e levantei a bainha das calças. Depois foi muito giro de ver. Ah ah.
:::: Mas há mais ::::
Ontem larguei o estaminé sem rascunhos, não é. É. Então, ora, assim que cheguei ao Ginásio, pumba, coiso, e vai disto:
152, o número do cacifro, não sei porquê vou sempre ter ao mesmo. Bom, talvez os costumes tragam segurança ou algo assim, sei lá eu.
Então Gina, preparada para o Yoga? Não.
Quando entrei, entrei cedo, demasiado cedo. Caraças pá, estive cá ontem a bombar e hoje estou cá outra vez. Estou feita maluca. Pois. Só pode ser.
Os bancos são corridos. Foram comprados às placas de 3 metros e depois, para fazer os acertos, há partes de outros tamanhos.
7:19. Porra, isto aqui é só miúdas.
:::: Mas há mais ::::
Mais um assuntozinho fofinho e queridinho para pôr no blogue.
É acerca da minha postura. Ontem debitei considerações acerca da postura do meu tronco, que me corrigia e tal, hoje quero apresentar outra vertente, fazendo as contas de quantas vezes me corrigirei ao longo do dia. Ora bem, considerando que a pessoa dorme 8 horas e vive acordada 16, multiplicando 16 por 60, que são os minutos de cada hora, o resultado é 96000. Mas eu que me desengane, não ando sempre a corrigir-me, que é lá isso, se me corrijo 15 ou 20 vezes durante o dia, já é muito.

Rascunhos

Ontem queixei-me que não tinha rascunhos e ai que coisa tão triste e ai que fazia eu à minha vida e mais não sei o quê. Claro que exagerei a questão, pois se por um lado tenho rascunhos num outro documento de texto, os quais quase não me lembro que existem ou tampouco o que lá escrevi, não são rascunhos do meu quotidiano e sim ideias para contos, o que não lhes tira o nome de rascunhos, por outro a vida, ou o acaso, encarregam-se de fazer explodir as pipocas na minha cabeça. Então cá estou eu.

Bom dia!

terça-feira, 19 de maio de 2015

8247

Tenho uma unha com uma reentrância que parece um triângulo desenhado sabugo adentro. Parte-se constantemente. Creio que a doença ainda vem do entalão do ano passado, aquando das férias. Férias. Férias... Férias...? Férias?!
Sumamente importante é também dizer que este é o segundo post pertencente à etiqueta 'Férias 2015' e será provavelmente o último em que discorro acerca das férias de 2014. Até amanhã... Não é nada até amanhã, ainda não. Estou aqui que não posso, vou-me embora sem deixar rascunhos. Sinto-me despida e fria, doente, sempre que não tenho o que escrever. Sim, a minha cabeça é menos saudável do que parece. Até amanhã.

Vogais

O estaminé distrai-me. E destrói-me.

Haver

Haver mudanças na porta mesmo em frente significa que passo a saber a cor da mobília que os vizinhos vão mandar para longe daqui.

Do vento

Já falei da ventania, não é. É. Há folhas pelo ar, até parece o fim do verão, só por dizer que as folhas que o vento arranca das árvores são ainda muito verdes. Então não é nada o quase-outono. Mas... Vi uma folha amarela com pintas castanhas, rolando pelo chão, como se fosse movida pelo vento de outono, para aí de novembro ou assim. Mas não é, estamos em maio e até o cheiro do ar é diferente, agora cheira a flores, no fim do verão cheira a clorofila.

Lugar da musa

Folheei um livro onde li por alto que a criatividade é como um músculo que se trabalha, que quanto mais se estimula mais criativo se é. Revi-me. Ah, as minhas pipocas a saltar, então é isso. Senti-me tão bem, é tão bom perceber-me nas palavras de outros, não ter de ser eu a escavacar-me para descobrir o que sou.

Lugar da musa

Grande afluência de pessoal, hoje, ao lugar da musa. Terá o vento empurrado as pessoas para lá? Ah, já sei, hoje há greve de Metro, de maneiras que as pessoas em vez de andarem nos comboios, foram para ali beber café e mexer nos livros. Mas sobretudo foram lá para beber café.

Vi uma

Vi uma moeda de dois cêntimos enfiada no alcatrão, assim como que a fazer um fóssil da urbe. E do futuro, porque somente no futuro vai ser fóssil. Se alguém quiser dar uma espreitadela, nunca se sabe, há pessoas para tudo, eu cá ia, é favor dirigir-se à avenida João XXI, dar as costas ao poeta Guerra Junqueiro e deixar-se estar ali logo ao princípio da avenida de Roma, portanto: onde as duas avenidas cruzam, do lado dos números ímpares da última avenida de que falo/escrevo, e atravessar, quando o sinal estiver verde para os peões, olhando para o chão, que decerto verá a dita moeda. Pronto, então é assim: havendo vontade, força nisso.

A senhora

A senhora do banco interpelou-me para saber se eu queria que ela usasse o seu cartão interno e íamos ali à máquina fazer o depósito, isto se eu não necessitasse de troco e não constassem moedas no meu montante. Pois que não, não senhora às duas questões, estou apta a usar o seu cartão do interior, então. No fim da transação aconselhou-me que quando for assim (fila extensa, não necessitar de troco e ausência de moedas no meu montante) eu lhe solicite ajuda, que ela virá.
Hum, ok, vá, eu gosto mais de pedir, mas se a senhora do banco diz para solicitar, então solicito.
Nota bué precisa: as partes em itálico, extremamente bem escritas e de notável criatividade, são fruto das minhas entranhas. Ah, de nada, ora essa.

Almoço

Dona Elisa apareceu no meu campo de visão, vi-a através da vidraça, telemóvel na mão, vestido foleiro e o ar arrumado de sempre. Virou-se, ia atravessar a avenida. Destino: caixa multibanco. Claro que sim, homessa, então eu não sei? Era uma e dez, hora de entrar no restaurante, se ela se afastava do mesmo seria para quê senão para ir levantar dinheiro com que pudesse pagar a 'sopa bem quente' e a 'merenda aquecida'?
Agora estou para aqui a pensar que não sei se ponha este post na etiqueta das memórias infantis ou então não. Não estou certa de toda a gente já ter memorizado que chamo dona Elisa à dona de um nome que conheço mas não divulgo porque me faz muito lembrar uma professora primária e a minha chamava-se Elisa. Ah, ponho na etiqueta, sim, então se fui buscar a minha professora primária e o quanto me lembro dela, não é. É.

Boa tarde!

Dantes colocava no blogue os locais dos meus cliques, data e tudo, às vezes até a hora, somente com a ideia de deixar registado para a posteridade. Entretanto deixei-me disso, sei lá, escuso de estar a mostrar onde ando e esse tipo de coisas. Só que quando encontro fotos antigas e não reconheço o local fico curiosíssima acerca de.
Ora bem, então, as fotos abaixo foram tiradas hoje, dezanove de maio de dois mil e quinze, numa curva da rua Doutor Oliveira Martins, em Lisboa, ali assim onde o passeio se alarga e estão três bancos mais ou menos debaixo de três árvores e onde depois se pode passar debaixo de um arco que desemboca na avenida de Roma. Sentei-me no banco que está de frente para a dita rua e cliquei duas vezes, uma para o ar, apanhando árvores e janelas, e outra para o chão, apanhando sombra, sol e calçada.


Do corpo

O meu cabelo
O meu cabelo apresenta-se fixe. Sem ondinhas na franja e sem a ingenuidade estúpida de ontem. Ah, as maravilhas que um balde de água nas trombas faz, não é. É.
As pestanas
Esqueci-me de pentear e pintar as pestanas com o rímel. Uma coisa que vinha a pensar no caminho é no plural de rímel. Primeiro pensamento: ah, rímel não tem plural. Creio até que o rímel é rímel por conta de ser uma marca de maquilhagem. Não sei se foi o que ouvi dizer ou então inventei. Mas tem plural, sim senhores, é rímeis. Não havendo, como fariam (falariam?) as pessoas que têm mais que um tubinho lá em casa? Homessa.
Os dedos
Nem olhei para os anéis. Vim de mota e as luvas não me entram se encontrarem grossos anéis.
Os pulsos
Não coloquei pulseiras, não havia nenhuma que se me afigurasse perfeita para a indumentária do dia.
O pescoço
Idem para colares e/ou fios.
As orelhas
Não enfiei brincos. Vim de mota e o capacete na mona pressiona os brincos contra... a mona. Portanto: aleija. Ah, e às vezes perco-os quando retiro o casco.

Amor

Ele não desdenha dos meus leves sintomas de loucura. Não por serem leves mas por ser eu a tê-los. Sorri-me, condescendente. E preocupa-se em silêncio. É amor.

Colecionadora do alheio

Coleciono pacotes de açúcar. Da marca Sidul. Dos pequeninos. Desses do café. É que vêm lá receitas. E eu vou experimentá-las todas. Ao momento tenho cinco papelinhos coloridos. É que a cada uma das receitas, a sua cor. As cores são todas muito bonitas.

Estou a ser

Estou a ser tola! Então, se é só um vídeo posso carregá-lo logo à noite! Ah, esta tola, pá!
No vídeo falo de... Coisas. Querendo, é ouvir.


Dias de um Ginásio

Então pois, lá fui eu ao Pilates, mas de unhas e mãos pretas já nem sinal, portanto: nada de ver o horror na expressão da professora.
O Pilates. Vou falar/escrever do Pilates e do exercício em geral.
O Pilates faz com que tenha sempre o pescoço e os ombros doridos, isto por conta de não me saber mexer em condições e me pôr a contrair essas zonas do corpo ao invés de pôr a barriga a trabalhar. Mas, e bendito 'mas', praticar esta modalidade consciencializa-me, habituei-me a corrigir a minha postura, sendo amiúde que mando os ombros para baixo. É muito boa a sensação que esse gesto transmite, descontraio e fico bem.

Telefonema

Liguei para um senhor, começámos a falar e eis que a chamada caiu. Esta situação é sempre um dilema, isto porque as ideias para novo contacto são as mesmas para ambas as partes, liga-se ou não se liga, se calhar o melhor é não ligar já, esperar, que certamente a pessoa vai ligar, mas olha que a pessoa pode ter a a mesma ideia, ah não senhores, então não se espere, mas então e se a pessoa tem a mesma ideia, a de não esperar...? E depois deste impasse, liga-se e o número que manda dizer que está ocupado, portanto a pessoa teve efetivamente a mesma ideia, no mesmo tempo.

Telefonema

Eu precisava de contactar uma senhora. Usei o meu telemóvel para lhe ligar para o telemóvel. Enquanto era e não era atendida, agarrei no telefone e liguei o número fixo, não fosse o telemóvel estar no fundo da sua mala, como é costume do mulherio. E foi então que me vi com dois telefones encostados às orelhas. Não me lembro qual dos dois telefones ela atendeu primeiro, nem isso interessa, o que interessa é a minha figura, ocupando as duas orelhas com telefones para ligar para a mesma pessoa, numa ânsia de ser atendida rapidamente.

Opinião

O senhor Valente está feito um chato do caraças.

De manhã

Só mesmo a minha cadela para vir ter comigo à cama. Só mesmo a minha cadela para não se importar de eu ser abrutalhada nas carícias. Só mesmo a minha cadela para me ouvir atentamente enquanto digo ensonada 'bom dia, olá-olá, olha o bicho-cão veio ver a dona, tá bom o bicho-cão, tá?' Só mesmo a minha cadela para marimbar se digo sipipús ou xeberlaites.

8228

Capicua. Ah ah. E eu sem ter o que dizer/escrever, oh céus. Talvez dizer que vou neste número de posts seja boa ideia.

Cliente

Comprou-me uma série de coisas e no fim do negócio colocou um livrinho em cima do balcão, dizendo que era para eu ler e mais não sei o quê. O livrinho chama-se Saúde&Bem-Estar, os autores que lá constam são Mark A. Finley e Peter N. Landless. Na capa tem pessoas a andar de bicicleta, uma taça com frutas e legumes e uma mulher a passear de mãos dadas com duas crias. Alude ao estilo de vida saudável, tem vários conselhos no campo da alimentação e do exercício e da mente saudável e isso assim. Quando percebi que tipo de livro era qual é que foi o primeiro pensamento desta que escreve? Hum-hum, isso mesmo, foi:
'Esta está-me a chamar gorda...'

Fiz

Fiz o vídeo, pois fiz, mas não publico. Falei para ali e falei para ali e falei para ali. Para a câmara. Falei muito, considerando que seis minutos e dezassete segundo a falar é muito.
Estou a pensar que durante o resto da semana faço apenas um vídeo por dia, no lugar do costume, logo pela manhã, e publico-os na sexta-feira, que é quando há mais tempo. Ou então não. Sei lá. Olha, logo vejo.

Bom dia!

As rosas murcharam, creio que com o calor de ontem. Às tantas, com o frio que hoje se pôs, murcharam também.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

8224

«Sê tu mesmo, todos os outros papeis já estão tomados.»
Oscar Wilde

Frase encontrada num livro que retirei da banca para bisbilhotar quando estava no lugar da musa. Não fixei que livro nem que autor/a. Até amanhã.

Dias de um Ginásio

Daqui a nada rumo para o Ginásio. Tenho umas certas saudades de me mexer, mas tenho mais saudades do chuveiro do antigo Ginásio. Ah...! Lá, a água escorre sem pausas, não dando espaço ao aborrecimento e à zanga. O trabalhar deste chuveiro dá-me zanga, dá, para quando quer, deve ser poupador, ecológico e essas merdas, o lavar do corpo e da cabeça não dá prazer nenhum, que tenho de estar atenta ao jorrar da água, intermitente e o caneco, a ver se me ponho lá debaixo no tempo certo. Quero lavar-me com esponja, passá-la em cada pedaço, vá lá, e quero esfregar o meu escalpe eficazmente, vá lá. Desejo, outrossim, um banho que me purifique, isto por conta de ter as mãos escurecidas por ter estado a vender 'preto de Itália'; 'nuvem fumo'; 'pó preto'. O mesmo produto e estes nomes todos. É um corante, simplesmente isso, um granulado que cora e tempera fundições, um produto assim como que do antigamente. Cora as mãos muito bem, esse pó italiano, muito bem mesmo, já me estou a imaginar daqui a nada na aula de Pilates, eu a estender as mãos e a professora a ficar horrorizada com a cor que tenho nelas.

Lugar da musa

Manoel de Oliveira, o cineasta que morreu recentemente, deixando um legado e obra imensos e também, ao que parece, montes de saudades. Era mesmo velho, esse homem, veja-se que era do tempo em que se escrevia Manoel. E quando ele nasceu não estava mal escrito, não senhores.
Um senhor, este vivo e presente no lugar, mas do qual desconheço o nome, passeava por entre livros, conversando ao telemóvel. 'Perante as contingências, é melhor', dizia ele para o seu recetor. Falava pausadamente, não desconvicto das próprias palavras, mas lento na articulação e sem grande vivacidade. Lembrei-me dos meus discursos para a câmara, também eu faço umas pausas do caraças e arrasto a fala à procura do que quero dizer. Não, não tem nada a ver, o meu discurso não tem nada a ver com o deste senhor senão nas pausas, só por dizer que as pausas dele eram para escutar a conversa do outro lado do telefone.

Boa tarde!

Bem que tentei fazer mais vídeos, ou mais relatos, antes isso, mais relatos.
Tentei sentar-me no meu banco, debaixo da árvore amarela. Não pude, estava lá sentado o velho acerca de quem já tenho falado/escrito no blogue e que lê o jornal e que dormita e mais não sei o quê. Resignada, sentei-me mais abaixo, tirei uma foto ao céu, que não vai aparecer uma vez que não é suficientemente capaz de coisas como deslumbrar o mais simples leitor/observador, rodei a manivela para fazer filmes, coloquei a máquina numa posição supostamente ideal para cenário estático do meu relato, disse boa tarde e estaquei, desencorajada por muitos barulhos de obras e de carros e movimentos audíveis de pessoas que passavam. Levantei-me, por fim, e caminhei até ao muro de pedra. Sentei-me. Num lugar de estacionamento perto daí, uma senhora almoçava dentro da sua viatura, o que me desencorajou novamente.
Entretanto percebi que o melhor que tenho a fazer, hoje e agora, é parar de relatar para a câmara, isto porque logo à noite já tenho cinco vídeos para carregar no Youtube, o que me toma um tempo do caraças. Vou parar com isto dos vídeos, hoje e agora, mas não é por não ter apetite à oralidade, até porque nessa função, não sei se fica bem chamar função à oralidade mas deixo assim, despacho os assuntos mais rapidamente, o escrever é efetivamente mais lento. Portanto: falar é mais rápido mas mais lento a carregar na Internet, escrever é mais lento mas mais rápido a publicar na Internet. É uma coisa equilibrada, isto de ter um blogue em dois modos de comunicação, afinal é.

Dois em um



A alegria

A minha

A minha indumentária de hoje é problemática. A blusa tem uns folhos à frente que levantam se sopra uma qualquer brisa, mesmo que branda. Vai daí vê-se-me as mamas, que o tecido é transparente, talvez por isso o modelo tenha os folhos à frente, como um contido querer mostrar mais do que devido. Então é um rufar de mãos junto ao peito, a prender o folho antes que voe e eu me ponha a mostrar chicha e rendas.

Plano

Deixo já hoje, à segunda-feira, o plano doce para o próximo fim-de-semana. Farei uma tarte que vi fazer num programa de culinária do canal 24 Kitchen. É uma tarte feita com compota de morango e frangipana.
Um dia, aqui há anos, fiz uma tarte que levava a tal de frangipana e peras. A frangipana é uma massa feita com manteiga, açúcar, ovos e amêndoa moída. É portanto um esplêndido colchão para receber frutas ou frutos secos. E quando fiz essa tarte, a batedeira avariou-se, ficando a tarte meio conseguida, se bem que tinha sido comida à mesma.
Planeio fazer esta tarte assim: uso o resto da massa das bolachas de avelã que tenho no congelador para fazer a base. Depois, para combinar a frangipana com a base, em vez de amêndoa moída, uso avelã moída, ou então meio por meio, logo vejo. A compota, se bem me lembro, é para colocar por cima da base e antes da frangipana. Só me falta as quantidades, que tenho de rever o programa para me certificar disso.

Cliente

«Veja lá, é que você da outra vez enganou-se!»
Exclama o cliente, com aquela cara de quem diz 'não te portes mal comigo, estou-te a avisar...'
«Bem, eu às vezes engano-me, mas felizmente, não na maior parte das vezes.»
Respondo eu, calhou naquele dia ter a resposta adequada, portanto não me enganei.

O cúmulo

O cúmulo do azar é a abelha ser alérgica ao pólen, mas isto decerto já alguém inventou e deixou escrito por aí, fazendo de mim 'mais uma que escreve'.

O meu cabelo

O meu cabelo cresceu imenso ultimamente. Não sei se tem a ver com o calor mas julgo que sim. Não tem jeito nenhum, a porra do penteado. Tenho de ir tratar disto, ah pois tenho. Tenho de ir ter com o Mimi, sim, sim. Hoje então, o cabelo, está uma lástima, que horror, a ondinha inocente e estúpida com que acordei, oh céus, mesmo aqui à frente, na franja.

Esquecimento

Ainda não me habituei a reservar dois minutos para colocar adornos logo pela manhã, quero eu dizer brincos, aneis, colares, pulseiras. Sim, tudo no plural, não é. É. Esqueço-me. No entanto, hoje, coloquei rímel nas pestanas. Havia de ser onde, não é. É.

O vídeo apagado

O bom-dia no vídeo

Sonho

Não é só a Rita Red Shoes que consegue pegar nos sonhos que deixou a meio (ouvi no sábado, na Radio Comercial, uma entrevista que ela deu), também eu consigo, ora essa. Esta madrugada experimentei vestidos. Muitos. Acordei para aí a meio da experimentação, levantei-me, fiz coisas, voltei a deitar-me, peguei no sonho e toca de experimentar o resto dos vestidos que tinha em cima da cama. Os vestidos eram uma constante na minha cabeça inconsciente porque a estação está a mudar, e eu na vida real ando efetivamente de roda das roupas, a mudá-las de sítio, a confecioná-las, umas, a alterá-las, outras.

domingo, 17 de maio de 2015

8208


Até amanhã.


Blás

Na tv ouvi alguém dizer que toda a arte é uma imposição da imperfeição do criador ao público. Fiquei a pensar naquilo, e ainda hoje penso, porque sim, é mesmo, jamais serei perfeita, logo: através da escrita imponho a minha imperfeição. Mas acontece o seguinte: ninguém me liga a ponta de um corno, portanto, a bem dizer, não estou a impor porra nenhuma.
Tenho um amigo que adora ervilhas com ovo, é inclusive o seu prato favorito. Revelei-lhe que como isso somente quando estou sozinha em casa. Ele respondeu vivamente 'vais deixar de almoçar sozinha, amor!' Foi um pedido de namoro muito original e um tiquinho tentador, que eu adoro ervilhas.
Hoje há sopa. Grão e curgetes e muitas cenouras, também consta cebola e nabo e batatas e couve e pimento. A sopa sabe muito a grão. O grão impõe-se mas não sei se será um caso de intenso sabor ou de quantidade exagerada. Será o grão um artificie das sopas e vai daí impõe a sua presença? Terei eu de ser mais grão, mais, muito mais grão, para me impor enquanto escrevente? A resposta é sim. Se tens dúvidas, não faças. Se conheces a resposta, dispensa perguntar. Isto passou-se. Tirando as duas colheres de sopa que retirei para fazer as provas de sal e azeite, a sopa está intacta.
Fiz lasanha de legumes. Hoje estou um bocado vegetariana. Isto comeu-se. Sobrou um bocado para as marmitas dos ricos filhos.
Tinha uma lâmpada fundida, do candeeiro da sala, que já substitui.
Rica filha, como é que se chama aquela que canta o summertime sadness? Lana del Rey, diz ela. Obrigadinha. «Kiss me hard before you go / Summertime sadness / I just wanted you to know / That baby, you're the best»
Ó mãe, a chave do carro?, pergunta o rico filho. Na minha mala, respondo. Aqui há tempos tinha de o ajudar a encontrar a chave, que a minha mala é tão cheia e confusa como a de qualquer mulher, sou um bocado gaja nisso de encher a mala, o Luís costuma dizer que se ele precisar de um tijolo, em qualquer circunstância, encontra-o na minha mala. Não se diz mala, diz-se carteira. É assim que se distingue uma senhora de uma mulher. As senhoras dizem carteira, as mulheres dizem mala. Eu sou uma mulher.
Fiz um vídeo, tirei várias fotografias, coloquei tudo no blogue.
Vi umas cenas de um filme com clones. Fiquei a pensar que era porreiro haver mais Ginas. Uma para dormir, outra para limpar, outra para arrumar, uma outra, refinada, para trabalhar, sim refinada, que trabalhar num estaminé requer finuras. E uma, apenas uma, a mais especial de todas, eu, portanto, para escrever.
Agora está a dar um filme com um ator másculo e viril. Um só adjetivo bastava, escolho o másculo.
Naquele filme dos clones, volto a esse, uma mulher é baleada várias vezes mas passados segundos as balas percorrem-lhe o corpo, subindo, subindo, descendo depois pelos braços e abrindo buracos nas pontas dos dedos, por onde finalmente saem. Antes de ser alvejada ela tinha-se injetado a si mesma com uma seringa que continha um líquido que a tornaria imortal. Foi uma cena muito fixe, isso de ver as balas abrindo caminho, a ver-se a corrida por baixo da pele dela. Depois de saírem para o ar, falo das balas, as pontas dos dedos sararam rapidamente, era ver a pele a fechar e quês. Não sei porque estou a dizer/escrever isto, talvez seja para repousar na diferença, que habitualmente não tenho parte com cinema fantasioso e hoje apetece-me variar.
A tristeza voltou. Acho que os dias alegres são cada vez menos e os tristes cada vez mais, dantes era meio por meio. Há no entanto  umas coisas que hoje sei como combater, conheço-as, ou aceito-as, é mais isso. Mas aceitar os meus males abre caminho à solução. Solução. Solução. Solução. E pressinto-os. Falo/escrevo dos males. Tenho de os pressentir, tenho mesmo de os pressentir, por isso raramente descontraio. Choro. Quando choro, choro porque não quero ser uma pessoa triste. É paradoxal, não é?
Tenho uma amiga, e torno agora ao filme dos clones, que diz 'estas gajas pá!', as atrizes do filme, 'são todas boazonas, dá vontade de as esmurrar!'
Filme com o George Clooney, agora. Não estou certa de ser assim que se escreve o nome do ator mas não pesquiso para me certificar para o post ficar mais genuíno. Reconheci-lhe a voz. Estava para aqui a construir este enorme post e quando o ouvi na tv, pumba, percebi que era o homem do café Nespresso, que também não sei se é assim que se escreve nem vou pesquisar para eventualmente me corrigir.
Então, ora, coiso, este post foi sendo construído durante o dia... Ah... descobri agora que o filme com o George Clooney, volto a não me corrigir, evenualmente, é o dos clones! Ah! Olha as balas a percorrer o corpo da caramela que se injetou...! Oh! Mas dizia eu deste post. Pois é, este post foi sendo construído ao longo da tarde deste dia. Sempre que me lembrava de uma patacoada qualquer voltava ao post e alterava-o. Depois publicava. Vai daí, vinha de lá outra ideia genial e pumba, toca de ir buscar o post já publicado e acrescentá-la. A ideia. Genial. Ou patacoada. Depende de quem lê. Depende também de quem escreve, que quem escreve também opina. Achar que escrevo patacoadas de certo modo liberta-me do jugo da perfeição, do bonitinho e fofo.

Loures, 17 de maio de 2015

Novo cabeçalho no blogue, finalmente!



Foto também no post, para ficar registado acerca de que foto falo.

sábado, 16 de maio de 2015

Blás

Se me despedisse, o blogue ficava com oito mil duzentos e três posts. Se me atirasse da janela, também.
Há sempre um ao contrário. Um dia descubro porquê. Não perguntando diretamente, para manter o segredo, sou mulher de manter segredos. mas saberei.
Tenho a roupa nas gavetas, a louça nos armários. Um dia julguei mal isto de contar novidades domésticas. Que errada estava, oh céus. Lavei todas as partes do meu frigorífico, até já pus a esfregona no sítio. O bico da varanda é tentador.
Há costeletas no forno. Com pão esfarelado e chouriço picado. Há crumble de maçã, gelatina de morango (artificial) e gelado com coisas como bolacha, natas, claras, creme de pasteleiro, açúcar e canela. Há ainda queijo não sei de onde e não sei que nome.
A música anda no ar. MTV na sala, Radio Comercial na cozinha, telemóvel no corredor, Playstation no quarto. E eu a escrever blás. Até amanhã.

8203

boa tarde;
são quinze e cinquenta e nove;
este blogue tem oito mil duzentos e três posts
- se este estiver na conta -;
quarenta e nove mil cliques
- ou hits, ou lá que é, uma coisa é certa: não são quarenta e nove mil leituras -
e passo a apresentar frases que aumentam
- de certo modo -
esse número de cliques:

recomecar ouvia-se ao longe o sino
unica mulher videos do dia 8 5 2015
imagem boa tarde de quinta feira
livros fixes
belfies blog
de fazer tudo o que a outra
mulher que queira foder jovem oferecida na zona

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Lisboa, 15 de maio de 2015

Fazer muitos vídeos ao longo do dia, se calhar é melhor a uma sexta-feira, em vez de escrever. Ou seja: substituir a escrita pela oralidade. Hum...


















Incomparabilidade

Eu nunca agiria como tu, não colocaria esse anúncio no jornal, à procura de companhia, como quem acha possível encontrar alguém perfeito. Como crês nisso, que romantismo tolo. Tu desejas a cumplicidade, eu anseio pela solidão. Tu a partilha, eu a distância. Tu desgostas com a cama fria, eu não, eu comprazo-me. Tu queres um homem que não conheces porque o idealizas e esperas encontrar esse ideal. Há um quinhão de sedução nuns olhos tristes, é esse pensamento que te envolve, é isso o que esperas.









Olá, boa-tarde, pois afinal de contas cá estou na forma escrita. É que se me acabou a bateria da máquina e portanto não vou conseguir produzir mais vídeo nenhum. Hoje, claro, hoje, amanhã quiçá venham mais.
O mais aborrecido nisto de se me ter acabado a bateria da máquina é o facto de não poder levar daqui os vídeos ouvidos, que eu cá gosto de os ouvir pelo menos uma vez, principalmente por curiosidade mas também para me certificar que estão mais ou menos bem, e quando digo mais ou menos bem quero dizer que apresento um discurso coerente, o vulgo 'coisa com coisa', o que para mim é importante, nada se comparando ao facto de achar que os temas são interessantes e quês, que para isso marimbo eu. Até amanhã.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

8201

Ó Gina!
Sou eu.
Até amanhã.
Lá estás tu...

O homem

O homem queria só despedir-se de mim com um passou-bem mas como eu tinha uma caneta na mão atrapalhei-me com o caso e risquei-lhe a mão. Se calhar até o aleijei, mas os homens são (muito mais) estoicos quando estão na presença de uma mulher.

A mulher

A mulher escrevia num bloquinho como deve ser, não como o meu, essa senhora escrevia uma frase, olhava em frente para um ponto imaginário, como que a concentrar-se, escrevia mais uma ou duas frases, relia a ver se estava bem, focava o tal ponto, baixava a cabeça, escrevia. Pensei: olha, é esta a figura que faço quando rabisco no meu bloquinho rudimentar. Só por dizer que não releio porra nenhuma, quando chegar a hora de passar a limpo logo me detenho nos pormenores e acrescento um rol de coisas. Pensando bem, não sou nada assim quando rabisco nos espaços públicos, não é que me veja, mas tenho para mim que sou mais concentrada na escrita e deslocada do mundo, o ponto que foco é lá mais ao fundo e as minhas pausas entre frases são mais longas que as desta mulher.

O careca

O careca esteve no estaminé. É tão careca como era há vinte anos e é daí que faço nascer a notícia, que não haver novidades e/ou diferenças é novidade por si só.

Miudezas

A minha sogra ainda me trata por miúda:
Atão ó miúda, como é que estás?
Sou portanto equiparada aos ricos filhos:
Olha lá, atão os miúdos?

Queria ser

Queria ser mais esperta que ela (não hás-de ser mais esperta que eu, ah caraças) e correr para ela de braços abertos, destilando tanto amor e dedicação como de outras vezes, mas ela lixou-me o plano não parando no estaminé.

Do intervalo grande

No vídeo abaixo não está dito que a senhora do banco hoje me perguntou se tenho passado bem. Respondi afirmativamente, enquanto pensava que a melhor resposta seria: 'estou melhor, obrigadinha, mas tenho estado muito doente desde segunda-feira, que carraspana minha senhora, ontem então rebentava-se-me a mioleira a cada espirro, nem queira saber. Mas pronto, hoje estou melhor. Agora ouça-se o vídeo. Ouvir um vídeo...? Pois. Vá, ei-lo.




Boa tarde!