Gina, a mulher que tem um blogue

Gina, a mulher que tem um blogue

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Post nas horas

12:26
Daqui a nada vou almoçar. Não que tenha fome mas pronto. Bom, até tenho um niquinho de fome, mas penso na comida e sinceramente não me apetece nada comer.

12:27
Então e a leitura? Como estamos de leitura, Gina?
Hum, não me parece que haja paciência para ler. Tampouco vou levar o livro a passear durante o intervalo grande, quanto mais. É escusado.

12:45
O que eu devia fazer era retirar os restos de verniz das unhas. Assim tenho um ar desleixado. Tem quinze dias, este verniz, claro que tem desculpa para descascar. Mais logo trato das mãos.

12:47
Anda tudo maluco com o filme que vai estrear amanhã e mais não sei o quê. Refiro-me àquele filme das sombras do Grey e isso, aquele do sexo animalesco, onde há pancadaria, ele bate nela e ela gosta que se farta de levar tau-tau. Claro que o tema tem muitos apreciadores, para já mete mamas, pilas e lençóis, depois mete um gajo dominador e uma gaja submissa a relacionarem-se sexualmente. E está feito o enredo, claro que está feito o enredo, então a malta quer é foder, se não puder foder, vê foder, que também é bom, e acrescenta-se o dito sado-masoquismo, que é assaz atrativo e tudo leva a crer que é bom a valer. Não sei se há amor neste filme, se calhar há. Mas também, caraças pá, para que é que isso interessa?! Amor... Que lamechice!

12:53
Mamas. A ideia anterior fez-me lembrar. De manhã vesti-me para vir trabalhar. Não punha um sutiã em cima das mamas desde sábado.

15:10
Boa tarde!

15:15
Já há penugem nas árvores da avenida. Penugem verde, parecem nuvens verdes que pousaram nos ramos. Uma das árvores da praça tem também penugem, mas amarelada. Não e tão bonita.

15:17
Fazer mas é uma saia. Falo do tecido amarelo com relevos aos quadradinhos. Se me fizer o quadril maior, paciência. Quadril de tamanhão, jamais minguarei.

15:24
Pois então, coiso. Lugar da musa e árvore amarela iguais ao costume.
No lugar da musa, quando lá estava, lembrei-me que na sexta-feira tinha ficado de me certificar acerca de uma determinada receita de bolo que surripiei de um livro que está na bancada. Pois bem, lembrar, lembrei, mas não tive pachorra para estar a folhear e a decorar coisas, fica para outro dia.
Junto à árvore amarela, no banco, estava o velho da boina, sentado, a ler o jornal. Assim de repente vislumbrei, ou imaginei, se calhar é mais isso, que é ele que encontra os livros que lá deixo ficar à espera de leitor.

15:34
E de repente é tudo amarelo. A árvore. A saia. A árvore. O sinal mais. O número dois. O número três.

15:40
Se a vida me tem corrido normalmente já tinha o creme das mãos acabado. E a garrafa de água também estaria vazia. Assim, não.

15:51
E em relação à saia: como fazê-la, que feitio, que escolher, baseado em quê, critérios. Vá.
Melhor fazer lisa, por causa do quadril. Melhor fazer afunilada, por causa das camisolas largueironas.
À parte: está um senhor a espreitar o estaminé, todo interessado na escumalha. Tolo, a perder tempo com o lixo e eu com tanta coisa boa para vender.
Mas a saia. A saia. Pois, a saia. Então, fazer afunilada, tipo assim eu a parecer uma sereia sem rabo, mas com rabo. De mulher.

16:04
Desde o meio-dia e tal que ando a escrever as coisinhas do costume com as horas, tipo diário de bordo e isso assim. Pois bem, então esses pequeninos textos vão mas é fazer um só post. Olarila.

16:11
Dói-me a cabeça que se farta. E eu que não posso tomar mais nada para combater dores e mau-estar. Não posso, não, não devo, é mais isso, que a senhora doutora da farmácia recomendou que não tomasse mais medicamentos ao cabo de três dias consecutivos, a ver se a coisa vai, porque se a coisa não for, então tenho de ir à senhora doutora do centro de saúde.

16:33
Então e o tecido que comprei no outro dia e que até fiz um post onde revelava a felicidade suprema que é o moço da loja dos tecidos lembrar-se da minha fuça? Fazer como esse vestido? É que os retalhos são dois, posso muito bem escolher um vestido com muita roda, ok, vá, mas e o corpo, faço como? As mangas? Ando indecisa entre dois modelos de manga que estão nas minhas revistas de moldes, qualquer uma delas precisa de muito pano, preguinhas e isso, leva montes de tecido, e tecido não me falta.

16:43
Eh pá, a sério, mesmo a sério, estou cansada de estar doente, já me chega. Porra pra isto.

16:46
Posta-restante: os retalhos de que falava há pouco têm também uns laivos de amarelo, isto para comparar um outro pensamento descrito acima.
Posta-restante: ainda não retirei o verniz das unhas.

18:11
Quase noite. Quase no fim, o dia de trabalho, e ainda tanto para fazer e outro tanto para viver e ser muito feliz. Realmente os dias já se notam mais compridos, e hoje até nem tem estado muito frio nem nada, as pessoas andavam alegres pela avenida, pela praça, enfim, pela rua. Alegres. Alegria. Depois, daqui a nada, amanhã, ou depois, ou ainda num outro dia daqui a muitos dias, vem o frio novamente, que o inverno não vai embora para já.

18:23
Então pronto, coiso, até amanhã. Eh pá, agora me lembro, devia ter tirado fotos à árvore amarela, mas pronto, estava lá o velho da boina, é verdade, é isso, não seria a primeira vez que aparecia no blogue, mas pronto, coiso, da outra vez era verão, quando é verão o velho vai sempre para lá, ler o jornal e tal, e eu cliquei, e depois pus no blogue com uma capa esquisita para não se perceber nada, digo acerca de quem é, não venham cá ralhar e o caraças.

Fotos com dias

Vou debitar coisinhas desinteressantes olhando para as fotos que estão no cartão. Vou também publicar as fotos ao depois dos meus doutos comentários.

Parecem chicletes. É uma foto do dia 5, quinta-feira passada. Dobrei o guardanapo ranhoso em muitas partes e depois agarrei na tesoura e toca de cortar aos pedacinhos. O resultado foi este.


Captei esta imagem na casa de uma cliente, no dia 5, quinta-feira. Era uma cliente especial. Caríssima, sente-se, disse-me ela. Agradeci por dentro e por fora. Já estava doente. Aproveitei ela ir lá dentro, creio firmemente que ia ver novidades no fuçasbuque ou outra rede qualquer. Numa altura em que se encontrava por ali assim, era ela a falar e eu cheia de febre, a tentar fixar o olhar na senhora, o calor imenso nas bochechas e atrás dos olhos. Credo. Mas o prato que a senhora tem na chaminé tem um dizer engraçado, lá isso tem.


Aqui são mé-més, no dia 9, segunda-feira. Puros. Alvos. Outros já adultos. A mistura perfeita. A imagem era tão linda, que mesmo febril e esquisita da tola não resisti a ir buscar a máquina e clicar, ante o olhar condescendente do rico filho.

Saudades

Não tenho saudades senão de escrever e da árvore amarela. Também há um niquinho de saudades do lugar da musa. O escrever, já estou a desenferrujar os dedos e a cabeça. A árvore amarela, vou lá não tarda. O lugar da musa, vou lá não tarda.

Coiso e tal

Estou mais abananada do que queria. A sério: isto ainda não está nada bom. Tusso com intervalos regulares de três ou quatro minutos, uma tosse cheia de líquidos, sinto-os a bailar-me nos pulmões. É tanto o líquido que se ouve na minha respiração. Em cada espasmo tússico rebenta-se-me a mioleira e desfaz-se-me o gargalo. Estou mal-disposta. Tenho frio.

Bom dia!

Bom-dia e coiso. Onze e vinte e seis, ainda é de manhã. Não há foto. Ou há. Há fotos com fartura no cartão da minha máquina, não sabendo eu, por enquanto, se algum dia as vou colocar no blogue.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

E pronto...

... Mesmo que ninguém se lembre que há dias atrás eu prometi republicar dois textos antigos (maio 2006), mesmo assim, aí estão, que eu cá não em esqueci, não. Ei-los

Sonho
Tive um sonho que quero registar aqui.
Apareceu à minha frente vinda não sei de onde, uma mulher requintadamente vestida, com uma figura espectacular, mas com a cara coberta por um disfarce de gata de cor roxa. O disfarce tinha as feições muito bem delineadas, sem mácula, perfeitas. Disse-me algo que não recordo e eu respondi-lhe, enfrentando-a. Ela agarrou-me e as mãos eram patas de gata também roxas. As unhas ficavam agarradas na minha roupa. Eu debatia-me tentando soltar-me e ela ria fazendo troça de mim. Perguntei-lhe porque me fazia aquilo, ela soltou-me e tirou a máscara revelando um rosto muito belo. Disse-me que só assim, assustando as pessoas conseguia estar alegre e ser feliz, que quando tirava a máscara se revelava como era na realidade e não conseguia ser feliz. O cenário do sonho era um café e nesta altura ela sentou-se, pediu algo para beber e eu fiquei ali a olhá-la durante um bocado. Não me lembro de mais nada.
Não ligo muito aos sonhos mas há sonhos que eu não esqueço e este é um deles. Lembrei-me do sonho durante todo o dia, o que raramente me acontece. Cheguei à conclusão que ambas as personagens do meu sonho fazem parte da minha personalidade. O lado bom e o lado mau, a dualidade de personalidades. Por muito sensata e equilibrada que eu seja “não há quem não seja louco um pouco e queira conhecer, experimentar o outro lado de si mesmo” já cantava a Lena d’Água há alguns anos atrás. Analisando friamente, os sonhos são o que está no subconsciente. Este sonho simboliza a luta que eu travo todos os dias para ter uma personalidade sadia.

Tu não és normal…
Haverá alguém normal? Se somos todos diferentes, então não existe ninguém normal. Somos todos anormais…
Afinal o que é a normalidade? E a anormalidade? Normalidade será maneiras de agir e de pensar normais? Temos que ser normais a fazer as coisas? Temos que ter uma opinião normal? Assim… igual a toda a gente para não ser uma opinião anormal…
Há algum tempo que descobri que não… não há ninguém normal… há sim, pessoas equilibradas e sensatas. É aí que a malta costuma baralhar-se e confundir sensatez e equilíbrio com normalidade. Pois é…

Boa tarde!

Há cinquenta e tal horas que não escrevo porra nenhuma no blogue, ou onde quer que seja. Há cinquenta e tal horas que não escrevo. Isso. Causa: doença respiratória. No domingo à tarde piorei consideravelmente, à noite estava cheia de febre e de expetoração que não conseguia expulsar devido às fortes dores na garganta e no peito. Um suplício. Entretanto tomei umas coisas e durante a noite a porcaria que tinha no peito foi saindo e fui sentindo gradualmente algum alívio. Ontem ainda andei toda maluca, vagueando pela casa, a tratar do almoço e pouco mais, hoje fiquei ainda por aqui, e creio que amanhã já vou pegar na minha vidinha normal. Não tenho saudades da alameda ou do lugar soturno, não tenho saudades de ninguém, mas tenho saudades da árvore amarela. Será que já tem folhinhas...? Não, é muito cedo, ainda se a temperatura tivesse subido. Mas não. Tenho também saudades de me sentir normal. Há pouco pus-me a dançar na sala, enquanto dava na tv uma canção do mais lamechas que há, toda romântica e coiso...



No meio dos rodopios dei com um cotão ou outro, claro, não limpei a casa no fim-de-semana... Mas foi fixe mexer-me. Nobody gonna love me better...

Nobody gonna love me better, I must stick with you forever
Nobody gonna take me higher, I must stick with you
You know how to appreciate me, I must stick with you, my baby
Nobody ever made me feel this way, I must stick with you


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Bom dia!

Então é não é que me esqueci ontem de acrescentar num dos posts que escrevi que depois de almoço senti subir em mim uma certa energia e que aproveitei para ir lavas as duas casas-de-banho. Ainda bem que o fiz, hoje estou livre dessa tarefa. A bem dizer não tenho grandes melhoras. Pois. A bem dizer as pastilhas para a garganta tendem a aumentar a minha dor de cabeça e os comprimidos para combater os sintomas da infeção na garganta fazem-me doer os rins.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Nariz e graganta

Passei a manhã a passarinhar do sofá para a cozinha e daí para não sei onde. Foi para a varanda, que não fiz mais nada senão estender e apanhar roupa e ver tv. E a louça. E fiz o almoço. Estou doente. Ontem sentia-me mal e tinha febre e tudo. Já no dia anterior estava febril. Ando a tomar umas coisas - pastilhas para a garganta e comprimidos para tirar as dores e a febre - há dois ou três dias mas ainda não estou bem, que a carraspana é grande. Tenho uma tosse estúpida que só visto. Ouvido. Rebenta-se-me a cabeça sempre que tusso ou espirro. E também se me rasga o gargalo em quatro ou cinco pedaços. Todos ardentes. Que dores. Mas isto vai lá. Digo ao sítio. Digo àquele sítio onde isto vai. E que é bom. Escrevo entrecortado, hoje. Este post. Este post está escrito aos cortes. Na verdade parecem soluços. Escrever assim encanta-me, de longe a longe. Compor um texto sem rede é encantatório. É encantatório porque não costuma acontecer-me assim, sou de ir escrevendo, e assim está a aparecer-me um texto pela frente que invneto agora. Agora. E parece que não vou terminar nunca de o escrever. Mas não. Parei.

Rascunhos

Estes posts, os de hoje, vao ficar em rascunho até quando me der nos cornos. De momento têm muita importância. Sou mulher para escrever à brava durante o dia e depois, à noitinha, despejar tudo no blogue, nessa altura o que escrevi já não tem importância nenhuma, mas escrever assim é diferente. Digo isso de escrever e publicar de seguida, escrever e publicar de seguida, escrever e publicar de seguida. Isso.

...

Estive sozinha em casa boa parte da tarde. De manhã fiz um bolo cujo cimo me apresentou dois buracos, como dois umbigos numa barriga gorda, depois de cozido. Como era um bolo com alperces no fundo, virei-o ao contrário. A fruta ficou toda colada à forma. A sério. Tive de estar a tirar os alperces com jeitinho, e colocá-los nas covas que deixaram na massa. A massa. A massa está uma maravilha, fofinha e clara. E fui eu que idealizei a receita, quem diria. Estou a ser irónica. Claro que me baseei numa receita, mais para comparar quantidades açúcar/manteiga/farinha que outra coisa. Acrescentei um iogurte, gengibre em pó, canela em pó, noz-moscada, cravinho moído. Um primor. Sou mesmo boa. Contratem-me lá.

Boa tarde!

Abri o computador e dou de caras com uma imagem fofinha parabenizando a Laura Inglls Wilder, que faz hoje 148 anos que nasceu. Creio que todas as pessoas da minha geração conhecem esta Laura da série televisiva 'Uma Casa na Pradaria'. Gostava muito de ver esta série, gostei ainda mais quando nos anos 90 passou de novo na TV e rejubilaria se voltassem a repeti-la nos anos 10, estes em que estamos.
De cenas da série recordo algumas mas registo apenas uma: em certa altura da sua vida, já adulta, perante possibilidade de publicar as suas aventuras num livro, esta senhora refletiu e disse algo assim: 'Quem escreve. expõe-se.' Tão verdade.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Adeus

Fecharei a porta do estaminé não tarda. Em cima da secretária deixo três lenços de papel que ensopei em menos de nada. Deixo porque sim, homessa, são provas e evidências.

Lugar da musa

Por não ter trabalhado de manhã não fui ao lugar da musa beber café mas como sou uma bloguista com ideias rascunhadas... Lá vai o que desenvolvi hoje com um assunto de ontem:
Ando a ver se decoro o bolo que está na página 70 do tal Livro do Chocolate, de Joanne Harris. Nessa página está um bolo sem farinha que quero também experimentar, do qual ainda não decorei o nome mas já decorei um pouco da história. Trata-se de uma experiência de um aprendiz de pasteleiro, há não sei quantos séculos atrás, que, na falta do mestre para confecionar uma sobremesa para um aristocrata qualquer, se safou, e bem safo, com um bolo de confeção simples mas de sublime sabor. Chocolate... Além do poucochinho da história que decorei, decorei também os ingredientes do bolo e os da cobertura. São eles, para o bolo:
5 ovos
250 gramas de açúcar mascavado
200 gramas de chocolate culinário
2 colheres de chá de café expresso
150 gramas de amêndoa em pó
Para a cobertura:
150 gramas de chocolate culinário
50 gramas de manteiga
1 colher de mel
Antes de mais dois ajustes:
Onde nos ingredientes para o bolo está café, eu conto colocar café expresso, ou então duas gotas de essência de café; onde nos ingredients para a cobertura está mel, originalmente a receita diz que se coloque gonden syrop, ora golden syrup não sei bem o que é, se bem que saiba queé um xarope dourado qualquer, e creio firmemente que pode ser substituído por mel, isto porque o golden syrup, quanto a mim, mais não fará do que dar consistência e brilho à cobertura.
A confeção:
A confeção não deve ser nada de extraordinário, presumo que se bata os ovos com o açúcar até ficar um creme muito arejado e claro, adicionando-se depois o chocolate derretido em banho-maria e o café e por último a amêndoa. Mexer e tal e levar ao forno como de costume, dever para aí uma meia hora ou 35 minutos. A cobertura suponho que seja levar tudo ao lume, em banho-maria, e deixar derreter, deitando depois sobre o bolo já desenformado. E cozido, calro. Um dia experimento. Ah, falta-me consultar o livro no sentido de saber o nome do bolo, isso é-me imprescindível, não gosto de meias-medidas nessa área. Segunda-feira trato disso, creio.

Boa tarde!

Olá, boa tarde, pois que de manhã não escrevi porra nenhuma por me ter dedicado a ficar em casa à espera do efeito de dois comprimidos, e de tarde, agora, tive de vir trabalhar. Pois. Entretanto piorei grandemente, doem-me coisas várias no corpo. Mas. Estoicamente. Estou. Aqui.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

post em branco

este post está escrito em branco por isso não se vai ler nada para ler tem de ser selecionado mas acho que o visitante não vai pensar nisso e vai daí coiso ah ah e o dia está no fim e o caraças e eu estou farta desta merda e tal e está um frio que não se fode e mais não sei o quê ah ah e não sei que mais pôr aqui e tal ah ah mas tenho de preencher muito espaço que é para isto ficar grande e tudo em branco título e tudo e tudo e tudo e tudo ah ah se calhar o melhor e fazer copiar-colar e assim consigo aumentar isto consideravelmente ah ah e a vida é especial tão especial que é uma grande merda ah ah olha eu a ser irónica olha eu a ser feliz com o que tenho e devia ter escrito aquilo que tenho em vez de o que tenho que assim ocupava mais espaço ah ah amanhã o dia vem e eu vou ser infeliz na mesma ah ah mas não tenho motivo para tanta tristeza no peito e no ser e na cabeça a propósito de cabeça hoje estou doente dói-me a cabeça que se farta não tem graça que é lá isso de ah ah nada não ponho ah ah na dor de cabeça que é lá isso e já são quase onze horas e estou esquisita e agora vou triplicar isto ou quadruplicar ou quintuplicar se calhar vou mas é quintuplicar isto para fazer um post em branco e em grade muito grande boa noite e até amanhã desejem-me as melhoras que bem preciso este post está escrito em branco por isso não se vai ler nada para ler tem de ser selecionado mas acho que o visitante não vai pensar nisso e vai daí coiso ah ah e o dia está no fim e o caraças e eu estou farta desta merda e tal e está um frio que não se fode e mais não sei o quê ah ah e não sei que mais pôr aqui e tal ah ah mas tenho de preencher muito espaço que é para isto ficar grande e tudo em branco título e tudo e tudo e tudo e tudo ah ah se calhar o melhor e fazer copiar-colar e assim consigo aumentar isto consideravelmente ah ah e a vida é especial tão especial que é uma grande merda ah ah olha eu a ser irónica olha eu a ser feliz com o que tenho e devia ter escrito aquilo que tenho em vez de o que tenho que assim ocupava mais espaço ah ah amanhã o dia vem e eu vou ser infeliz na mesma ah ah mas não tenho motivo para tanta tristeza no peito e no ser e na cabeça a propósito de cabeça hoje estou doente dói-me a cabeça que se farta não tem graça que é lá isso de ah ah nada não ponho ah ah na dor de cabeça que é lá isso e já são quase onze horas e estou esquisita e agora vou triplicar isto ou quadruplicar ou quintuplicar se calhar vou mas é quintuplicar isto para fazer um post em branco e em grade muito grande boa noite e até amanhã desejem-me as melhoras que bem preciso este post está escrito em branco por isso não se vai ler nada para ler tem de ser selecionado mas acho que o visitante não vai pensar nisso e vai daí coiso ah ah e o dia está no fim e o caraças e eu estou farta desta merda e tal e está um frio que não se fode e mais não sei o quê ah ah e não sei que mais pôr aqui e tal ah ah mas tenho de preencher muito espaço que é para isto ficar grande e tudo em branco título e tudo e tudo e tudo e tudo ah ah se calhar o melhor e fazer copiar-colar e assim consigo aumentar isto consideravelmente ah ah e a vida é especial tão especial que é uma grande merda ah ah olha eu a ser irónica olha eu a ser feliz com o que tenho e devia ter escrito aquilo que tenho em vez de o que tenho que assim ocupava mais espaço ah ah amanhã o dia vem e eu vou ser infeliz na mesma ah ah mas não tenho motivo para tanta tristeza no peito e no ser e na cabeça a propósito de cabeça hoje estou doente dói-me a cabeça que se farta não tem graça que é lá isso de ah ah nada não ponho ah ah na dor de cabeça que é lá isso e já são quase onze horas e estou esquisita e agora vou triplicar isto ou quadruplicar ou quintuplicar se calhar vou mas é quintuplicar isto para fazer um post em branco e em grade muito grande boa noite e até amanhã desejem-me as melhoras que bem preciso este post está escrito em branco por isso não se vai ler nada para ler tem de ser selecionado mas acho que o visitante não vai pensar nisso e vai daí coiso ah ah e o dia está no fim e o caraças e eu estou farta desta merda e tal e está um frio que não se fode e mais não sei o quê ah ah e não sei que mais pôr aqui e tal ah ah mas tenho de preencher muito espaço que é para isto ficar grande e tudo em branco título e tudo e tudo e tudo e tudo ah ah se calhar o melhor e fazer copiar-colar e assim consigo aumentar isto consideravelmente ah ah e a vida é especial tão especial que é uma grande merda ah ah olha eu a ser irónica olha eu a ser feliz com o que tenho e devia ter escrito aquilo que tenho em vez de o que tenho que assim ocupava mais espaço ah ah amanhã o dia vem e eu vou ser infeliz na mesma ah ah mas não tenho motivo para tanta tristeza no peito e no ser e na cabeça a propósito de cabeça hoje estou doente dói-me a cabeça que se farta não tem graça que é lá isso de ah ah nada não ponho ah ah na dor de cabeça que é lá isso e já são quase onze horas e estou esquisita e agora vou triplicar isto ou quadruplicar ou quintuplicar se calhar vou mas é quintuplicar isto para fazer um post em branco e em grade muito grande boa noite e até amanhã desejem-me as melhoras que bem preciso este post está escrito em branco por isso não se vai ler nada para ler tem de ser selecionado mas acho que o visitante não vai pensar nisso e vai daí coiso ah ah e o dia está no fim e o caraças e eu estou farta desta merda e tal e está um frio que não se fode e mais não sei o quê ah ah e não sei que mais pôr aqui e tal ah ah mas tenho de preencher muito espaço que é para isto ficar grande e tudo em branco título e tudo e tudo e tudo e tudo ah ah se calhar o melhor e fazer copiar-colar e assim consigo aumentar isto consideravelmente ah ah e a vida é especial tão especial que é uma grande merda ah ah olha eu a ser irónica olha eu a ser feliz com o que tenho e devia ter escrito aquilo que tenho em vez de o que tenho que assim ocupava mais espaço ah ah amanhã o dia vem e eu vou ser infeliz na mesma ah ah mas não tenho motivo para tanta tristeza no peito e no ser e na cabeça a propósito de cabeça hoje estou doente dói-me a cabeça que se farta não tem graça que é lá isso de ah ah nada não ponho ah ah na dor de cabeça que é lá isso e já são quase onze horas e estou esquisita e agora vou triplicar isto ou quadruplicar ou quintuplicar se calhar vou mas é quintuplicar isto para fazer um post em branco e em grade muito grande boa noite e até amanhã desejem-me as melhoras que bem preciso

tracinho

poça de lama ponto final chamaste-me ponto de interrogação olha eu outra vez nisto ah ah

tracinho

vim só perguntar às vezes podia precisar claro fez bem nunca se sabe escrever assim é giro ah ah

Chicha

Entrecosto. Julgo que seja algo ali entre as costas do bicho. Vou perguntar ao homem do talho, que o bicho não fala.

O homem

O homem dos seis euros e cinquenta deu-me um furador daqueles de furar as folhas do dossier. Ganda maluco.

Mamas e pernas

E com um título destes certamente terei visitas imensas no blogue...
Não sei como é com as outras senhoras deste reino mas eu cá encontro-me saudosa de mostrar as mamas e as pernas. Quero com isto dizer, principalmente, que estou cansada de tanto frio e, não querendo de todo dizer que sou uma daquelas senhoras deste reino que usa grandes decotes ou minissaias a valer, a verdade é que as roupinhas de verão ou primavera são mais decotadas e curtas. Claro que depois me acontecerão aterragens em fogo no peito, limalhas e isso assim, o que dói e tal, é um facto, mas o que é feito das senhoras deste reino sem uma quentura ou outra...?

Contraponto

Agora venho ao blogue dizer que no outro dia publiquei um post onde anunciava que dantes escrevia pobremente e que hoje, não querendo dizer que sou um lustro de escritora, tenho para mim que estruturo melhor os meus textos. Pois bem, essa ideia adveio do facto de ter encontrado no estaminé do meu colega umas folhas onde estavam impressos alguns textos dos primórdios do meu blogue. Hoje em dia leio as minhas coisas antigas e fico um pouco envergonhada com o modo como escrevia. Não sei se é normal (ou não) e tenho para mim que este sentimento não acrescenta nada de bom à minha existência, apenas sei o que sinto e pronto.
Mas, contrapondo um pouco o post anterior, isto no sentido de neste momento estar a tentar construir um post positivo, anuncio que o meu colega encontrou também ele dois desses textos e que impulsivamente mos leu, numa voz clara e emocional. E que diferença! Ah, foi tão bom, a sério, o que escrevi fez sentido, não pareceu nada tosco e mal amanhado, era mesmo aquilo que eu queria dizer. Tão bom. Obrigada, caro colega. Num dia com tempo e paciência deixo os textos.

Cacau em pó

Aquilo de não querer ir ao evento está a pesar-me um bocado. Pronto, ok, vá, eu sou para lá de tímida, na verdade sou insocial, mesmo, a sério que sofro disso da insociabilidade, piorei bastante nos últimos meses, e não suporto ver muita gente junta, fico em pânico. Não vou descrever pormenorizadamente o que sinto, ou como acontece, não é romântico nem consigo fazer com que pareça, ademais já descrevi uma vez como é, ainda que tenha relatado apenas a iminência de um desses episódios. 
E basicamente é isto: não quero ir ao evento. 

Só quero escrever, pode ser, não pode?

A senhora do banco

Entreguei o molho de notas à senhora do banco e ela ficou contentíssima por poder completar um molho dos dela. Depois explicou-me cheia de gestos jubilosos que não pode ter mais de xis euros na caixa, e assim que completa a quantia agá faz um molho com uma fitinha à roda e afasta-a de si, levando-a lá para dentro assim que pode, quando não, em caso de assalto, pumba, é ela que tem de pagar o que deixou furtar.
A vida é tortuosa mas depois há momentos em que construimos felicidade, mesmo que inadvertidamente, e deixamos uma pessoa ou outra em júbilo com uma mera casualidade.

Boa tarde!

Se pés, porque não pés estáticos?

...

mal por mal a ver se coiso
mal por mal a ver se isso
mal por mal a ver se tal

...

Tenho para mim que hoje o meu melhor amigo é o benuron. Estou doente, olarila. Mas é mais ou menos meu amigo, que há bocado, já refeita de algum mal-estar, espirrei três vezes, e lá se me instalou a dor de cabeça novamente. Oh céus.

Indecisão

Estou em conselhos: não sei se beba um café ou tome um comprimido. O café arruína o fígado, os medicamentos idem, logo, coiso. Por outro lado há prazer no beber do café e prazer algum há em engolir um comprimido. Ou dois. O lado do café é um bocado mais pesado.

Ortografia

O bom de ter um blogue desacompanhado é que mantive um erro ortográfico durante dias e vivalma alguma advertiu ou tampouco informou esta que escreve. Pois. Era um erro crasso, credo, estou aqui que não posso com a cabeça. Oh.

Post falado

Tamos na oralidade eu falo mê massim ó quei?

Luto

O preto emagrece as pessoas. E as garrafas também. Garrafa enlutada. Eu explico. Tinha umas meias pretas que no cano eram compridas demais para o meu gosto. Cortei o que achei que excedia e depois enfiei as tiras na garrafa de água. Tipo assim uma cena bué fixe, tajaver?

Reportagem

Ora bem, temos aqui uma senhora que enfrenta destemidamente os larápios. É também inteligentemente reativa, capaz de aconselhar os ditos a oferecer o canivete um dos governantes deste país e esfaqueá-lo impiedosamente, quiçá isto melhore e o caraças.
Folgo que hajam pessoas assim no meu país, é disto que o povo precisa: causas e destemor.

Ah, o amor clandestino

Num vão de escada, a meio de dois lanços está desenhado um coração mal ajeitado e uma frase que diz assim:

aqui foi o 1º de mts

«Aqui foi o primeiro de muitos»
O primeiro. Quer isto dizer que o artigo sendo masculino temos como certo ser um beijo. Ou um abraço. Mas, não sendo tal coisa verdade, pode ser o que eu quiser, a primeira picadela de seringa, a primeira foda, a primeira dentada num decadente bolo de chocolate. A imaginação do ser humano é ilimitada, era o que faltava ser o contrário disso.

Aos três quartos de hora

É o que dizem as fotos. Refiro-me a isso dos três quartos de hora, são as fotos que mandam dizer tal coisa.
A ideia absolutamente fantástica para este post adveio do facto de eu descascar a fruta e a pôr em repouso por cima das próprias cascas quando alguém se aproxima do estaminé e considera entrar aqui, o que normalmente é ação para me interromper a refeição. Acontece quer olhei de repente para a casca e considerei-a de uma beleza tão tamanha que não demorou nada de tempo até considerar que a casca oxidaria em pouco tempo. Não que considere - este post é múltiplo em considerações - a velocidade em acastanhar altamente... considerável, mas é uma velocidade.


Aos

Aos 5 de fevereiro de 2015, a primeira quinta-feira do mês, rasguei a folhinha de janeiro em bocadinhos miúdos e isso assim. Tenho portanto um calendário incompleto. E o ano avança, mais que tudo, o ano avança.

O vizinho

Saí do prédio e ouvi um latir conhecido, era a cadela do vizinho, aquele que é polícia. Ia passear o bicho. Cumprimentei a cadela com afagos e ao vizinho dirigi-me apenas verbalmente, que o dito já não me aperta a mão e fui andando para o carro. Depois, já sentada ao volante, com o motor a trabalhar, olhei lá para a frente e vi o homem, no espaço verde e descampado que há por ali, esperando que a cadela despachasse o chichi e o cocó.
Ó 'migo, saia lá daí, vá, que eu tenho trauma até com polícias à paisana...
O 'migo não saiu. Arranquei devagarinho. Devagarinho. Muito devagarinho. Acho que não vou ser multada. Acho.

Dias de um Ginásio

Num publicidade qualquer está uma jovem passando uma fita métrica à volta da coxa. Os números que se veem são o 26 e o 27, deixando prever que a modelo tem esse diâmetro nas coxas e se sente felicíssima com tal coisa. Pronto, ok, vá, as gordas também querem... 'Querer é poder', pois é, o pior é que às vezes 'não basta querer'.

Bom dia!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

...

...

Para uma vez mais marcar a diferença:

Lisboa; praça de Londres; 17:24; 10º

Sendo que os dez graus são certamente uns 'realmente sentidos' cinco ou seis.

Óculos

Ontem à noitinha saltou-se-me uma das hastes dos meus óculos. Homessa, que chatice, com os óculos tortos em cima da cara vou ficar mais trocada do que já sou. Fui a correr ver se apanhava o oculista aberto. Apanhei. Enquanto o senhor oculista me tratava dos óculos, já quase fora de horas, eu e a senhora oculista conversávamos de costura. Um dia esta senhora viu-me a comprar um tecido e como achou um piadão eu saber costurar e mais não sei o quê fixou-se-lhe na memória que o tecido que me vira a comprar e que tinha proporcionado uma breve conversa era para eu fazer um top. Era, sim senhora, disse eu, mas ficou mal (e deitei tudo no lixo mas esta parte não revelei). Entretanto ela desenrolou algumas das suas aventuras no campo dos lavores femininos, dizendo que nunca aprendeu com modista nenhuma a coser e a montar peças de vestuário, que para fazer seja o que for tira as medidas do peito, cintura e anca e depois com base nessas medidas agarra no tecido e desenha o decote, os ombros, as cavas e o quadril. Depois faz a prova, mas é sempre para os outros que costura, para si não sabe como, não se ajeita. Concordei com ela, efetivamente é uma problema fazer as provas no próprio corpo, mas eu lá me vou safando. Acerca da confeção de calças, refere que não se atrapalha com a braguilha, que em se vendo aflita prega o fecho na lateral e pronto. Desatei a rir e iluminei-a um pouco, atão a 'miga tem de desenhar um acrescento no lugar da braguilha, fazer assim como que um retângulo no gancho da frente e além disso precisa também de desenhar uma pestana, à parte, que a bem dizer é o que vai dar espaço e fazer com que o fecho não seja visível. Entretanto a conversa avançou para a malha e para o croché e passei eu para o lado de lá, que afinal de contas percebo quase nada e a bem dizer nunca gostei de tal coisa, quando eu era adolescente a minha mãe obrigava-me a fazer croché para estar ocupada e como que habilitada a ser uma senhora prendada... Mas que tédio que aquilo era.... Mas ainda fiz alguns naperons. Já a costura, ah a costura, a costura sim, isso sim.

O livro

Recebi um livro pelo correio: 'Agora mesmo', Teresa Maria Queiroz. E recebi-o porque o tinha encomendado, o que sob um certo prisma é extraordinário, só por dizer que agora mesmo não lhe vou dedicar tempo nenhum. O prisma, é claro que falava do prisma.
Costumo ler alguns textos desta autora no Facebook e agrada-me sobremodo a forma repentina com que os cria. Obviamente não sei nada da vida da autora mas tenho para mim que os versos impressos no livro são virgens, a inspiração aparece, o que a leva a escrever de rajada o que sente, sem preparação alguma e é sem ajustes que publica estes 'agora mesmos'. O livro vem autografado e dedicado à minha pessoa:

'Para a Gina. Que os seus agora mesmos lhe sejam sempre leves.'

ú éme á

'uam' a juntar ao rol de palavras com as letras trocadas sendo que o primórdio é obviamente digitar 'uma'

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia da sopa caseira. Gosto muito. Mesmo. Mas sopa caseira é o calcanhar de Aquiles do meu cozinhar. É um facto que sou mais apta a confecionar doces do que salgados, mas não sei se é por aí. É que a gente querendo fazer uma sopa gostosa tem de lhe pôr um enchido qualquer, uma casca de queijo, um cubo de caldo de carne ou de legumes, três ou quatro dentes de alho também a melhora, mas acontece que como sopa nos dias em que vou ao ginásio e nesses dias o que menos me apetece é uma sopa rica e apurada e, enfim, não muito saudável. Posto isto, raramente faço uma sopa espetacular, mesmo colocando variedade de legumes: 4 batatas; 4 cenouras; 1 cebola; 1 curgete; 1 chuchu; 1 fatia de abóbora; 1 cilindro de alho francês; ½ beringela; ½ beterraba; ¼ de pimento vermelho. Há quem alegue que colocar cenoura e abóbora na mesma sopa é uma patetice por ser o mesmo tipo de legume e por isso se consegue mais ou menos o mesmo tipo de sabor, o qual é algo adocicado, mas eu cá marimbo para essa ideia e ponho os dois legumes, gosto de contrapor o intenso sabor a terra que a beterraba confere à sopa. Para o entulho, que é como quem diz o legume e/ou a leguminosa que se adiciona ao depois de ter o puré feito, depende um bocado do apetite ao momento ou do que vejo nas prateleiras do supermercado. Uso espinafres, agrião, couve coração, raramente passo daí. A leguminosa pode ser feijão manteiga ou grão, também é raro sair daí.
Mas, para não parecer que não sei fazer sopa, no domingo fiz uma sopa que me calhou mesmo bem. É de agrião e tem uns baguinhos de arroz carolino. Acrecentei este último ingrediente porque obtive um puré caldoso demais, e como sei que o arroz carolino é rico em amido... Pumba. Está tão boa.

Cliente

Two like this but they don't have to be so bright.

Dias de um Ginásio

Era uma vez uma mulher que comprou umas botas fixes para andar por onde calhasse ou simplesmente por aí. A mulher, ainda na sapataria, tinha dúvidas acerca de que número comprar, uma vez que o habitual lhe parecia um tanto ou quanto laço, para além de lhe fazer uma patola enorme, e o número abaixo, que não é o seu, lhe cabia nos pés, sim senhores, mas receava estar a interpretar a 'coisa' erradamente por as enfiar um bocado a custo. Bom, a mulher decidiu-se pelo número inferior, o calçado alarga com o uso, lá diz a história.
Entretanto a vida desta mulher decorria conforme os seus costumes, antes de mais habituou os pés às botas novas, calçando-as sem meias. Alargaram um pouquinho. Depois chegou o frio e andar sem meias era um suplício, tanto era que já não mais as calçou sem as ditas.
E a vida desta mulher foi decorrendo, que o decorrer não tem volta, o que não difere da população mundial.
Um dia, no ginásio, a mulher prepara-se para treinar. Acabado o treino, banho tomado, totalmente vestida, faltando somente calçar-se, a mulher enfia as botas nos pés mas acha que lhe estão um pouco apertadas. Começa a questionar-se, mas que porra é esta, atão os pés até se me desincham com o treino e agora a merda das botas não me servem? Mas serviram. Pôs-se em pé e sentiu um corpo estranho... Esquisito, aquilo, pá... Por fim discorreu que eram as meias sujas que estavam por dentro das botas, não as retirara. Pois. Quer tudo isto dizer que as ditas botas alargaram mesmo muito...

Bom dia!

olá bom dia ontem tinha fotos para a boa tarde e para a boa noite e entretanto esqueci-me de as colocar no blogue mas como isto de ter um blogue tem que ver sobretudo com o apetite e a bem dizer eu ponho no blogue as merdas que quiser nos dias que quiser então pronto é isso ponho hoje a boa tarde e a boa noite de ontem e ponho também o bom dia de hoje tudo num só post três em um se eu quisesse aumentar o número de posts do meu blogue agora fazia um post para cada foto não é mas não e fico por aqui que já começo a ficar com a cabeça transtornada

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Sustento

Há um pilar neste blogue que assenta sobre o planeamento, outro sobre a criatividade. Não sei se há mais.

ele e ela

ele disse que ela tem uma gargalhada linda

ele e ela

é de manhã
ele e ela entram no elevador
miram os próprios rostos no espelho
ele diz
'hum, logo à noite tenho de fazer a barba...'
ela exclama
'eh pá, tenho de depilar as sobrancelhas!'
vai daí olham-se mutuamente
ele afaga-lhe o rosto e comenta
'tens a pele macilenta'
ela ironiza
'querido, não dormiste nada esta noite, pois não?'

ele

ele é capaz de pensamentos tais que remetem à sabedoria e ao requinte: não gosta de anéis pomposos porque considera virtuoso que a mão valha por si

ela

olha lá ó 'migo, é assim: queres telemóvel – pão com mortadela e vinho carrascão; não queres telemóvel – bife do acém, arroz d' alho frito, alface frisada e queijo de búfala com nozes, cerveja encorpada, café, quadradinho de chocolate e digestivo dos bons

Era uma vez uma foto

Um parque infantil sem o bruaá da criançada bem-disposta é um deserto aborrecido. Pior: é dramático, defunto, tão necro qualquer coisa, necrológico, é isso, como um cemitério, mas bonito, à chuva. Chovia, ontem, e ontem considerei de valor ir lá hoje para tirar fotos ao dramatismo dos baloiços molhados e vazios, e também àquela folha que estava presa na vedação do ringue. Se estava presa não saiu de lá.
Tenho sempre planos, ando sempre a pensar fazer alguma coisa no blogue. Note bem: no blogue.
E então: fui ou não.
Fui.
Dois putos de uns dez anos brincavam no escorrega maior. Não chovera, ainda. Claro que hoje não me encantei com o lugar tanto quanto ontem. Fui à cata da folha prisioneira, lá estava ela. Fotografei-a. Continua prisioneira mas se ao menos porfiou e tentou fugir já fico contente.

As paredes

Há duas paredes perpendiculares que têm cada uma seu escrito. São duas declarações de amor. Num diz:
Amo a Sara do 9ºB
Noutro:
Amo a Mónica do 9ºD
São amores adolescentes, os putos que andam no 9º ano têm 14 ou 15 anos.

Se no outono

Se no outono ando à coca a ver quando é que o vento desenuda de vez a árvore amarela, também vou andar à coca a ver quando é que lhe nascem as primeiras folhas. Por causa do mês em que estamos sei que está para breve. Há pouco estive a olhá-la de longe, perscrutando cada ramo... Está nua, ainda. Por enquanto não é preciso aproximar-me muito, apesar de o fevereiro já ter chegado, as folhinhas na árvore amarela não nascerão para já, esta não é uma árvore tão temporã assim. Mais temporãs são as árvores do jardim, aquelas que têm uns ramos fininhos em castanho escuro, quiçá preto, e onde despontarão daqui a uma semana ou duas umas florzinhas brancas com veios e olhinhos cor-de-rosa. Depois até vou ver lá atrás uma outra árvore, enorme, velha, mas não retorcida, com ramos de um cinzento muito claro, quase doentio, se comparados às cores vívidas das árvores com ramos castanho escuro, quiçá preto, e de florzinhas brancas com veios e olhinhos cor-de-rosa.

Trapadas

Andei de roda dos recortes de tecido na loja onde costumo andar de roda dos recortes de tecido. Escolhi dois e dirigi-me à caixa. E eis que avisto um lindíssimo em cima do balcão, a fazer monte com outros do mesmo material mas de outras cores. Gabei-o fervorosamente, falando para o jovem funcionário e lamentei não o poder comprar naquele momento, mas que regressaria dois ou três dias depois. O jovem prontificou-se a guardar-me o tecido. Assim, patxau, txaram, sem nada que sustentasse, sem sinal, nada a justificar a retenção.
Estupefacta, inquiri-o nesse sentido, então o senhor guarda-me o tecido assim, sem mais nem menos...?
Guardo, respondeu ele, eu conheço a menina.
Menina. Ele conhece a menina. Ele reconheceu esta menina. Oh céus.

Lugar da musa

Porra, diz um homem no lugar da musa, ao telefone, tão alto que toda a gente ouviu. Que profanação, olhe lá o desplante, não fale assim num lugar como este, não faça isso.

Lugar da musa

Saladas, naquela mesa. Mesa de café. Saladas com areia. Daquelas embaladas, portanto sem areia, ou supostamente sem areia. Comércio sem qualidade. A indignação à mesa. No masculino.

Preguiça

Tenho de comprar uma caneta vermelha mas não me apetece descer as escadas. Preguiça no lugar da musa.

Fevereiro

Corações e serpentinas nas montras das lojas da avenida.
Corações – amor; serpentinas – diversão.
Dia dos Namorados; Carnaval.
Ah, então é isso.

As pessoas

As pessoas sabem coisas diferentes umas das outras. Claro, veja-se o post anterior, eu decerto sei o que se passou na vida do desgraçado a quem calhou em sorte passar a noite fechado num centro comercial, sei também como aconteceu a recolha do lixo. Pois sei. Assim como as pessoas sabem por inteiro o que se passa na minha vida. Pois sabem.

Resto de fim-de-semana (ainda me dura o assunto)

No sábado à noite vim a Lisboa. Cá por coisas, passei na praça de Londres. Que giro, eu a dizer no outro dia que os números dos graus e das horas eram mais do mesmo e por isso não os tenho registado no blogue e no sábado à noite, pumba, vim a Lisboa, que giro.

Lisboa; praça de Londres; 23:12; 9º

E que raio vim eu fazer a Lisboa num sábado à noite, muito, muito à noite? Vim buscar uma máquina de soldar e mais umas coisas que faziam falta para trabalhar numa porta que estava danificada.
E depois?
Fui a um centro comercial, que devido à hora estava vazio e não muito iluminado.
E...?
E porque só servi de condutora estive a ver as lojas para usar o tempo remanescente. As escadas rolantes paradas. A varanda que deixa à vista o piso de baixo. Os sacos de lixo à porta de cada loja. O segurança zanzando. Afinal um centro comercial também vive de noite. O segurança faz a ronda, dormita, faz a ronda, dormita, vê mamas mesmo boas e períneos entumescidos na Internet, masturba-se, dormita, olha para as câmaras, joga ao solitário ou àquele jogo das bolinhas, dormita, faz a ronda. Os homens do lixo entram em algazarra pelo espaço, percorrem os corredores e pegam nos sacos que contêm aquilo que os lojistas não querem, dizem foda-se amiúde e chamam cabrão e filho da puta uns aos outros. Obviamente estavam na palhaçada, se há coisa que o género masculino faz com qualidade é isso da palhaçada. Depois nasceu o dia.

Era uma vez um peixinho dourado

O peixinho dourado* vive no anúncio do novobancoimoveis.pt. Operadora, né...? Ah ah. Decerto o leitor não imagina o quanto sofri para compor este post, a atenção que tive de dar aos espaços publicitários a fim de fixar o que ouvia declamar... Então vamos lá, o poema inteiro é assim:

o artur é um peixinho dourado
sem um espaço para viver
adorava ter alguém ao seu lado
mas no seu sítio não dá para ter
pobre artur apertado e só
sem mãozinhas nem pê cê
num aquário que dá dó
e sem banco imóveis ponto pê tê

|desculpa artur mas não há aquários em novo banco imóveis ponto pê tê|


Das canções

Agora a sério: qual é o encanto do Leonard Cohen. Cá pra mim só se for a poesia, que eu, longe de ser bilingue, não descodifico.

Cliente

Mia sioura! Dê-me um litro de augarrás, por favor, dá?

Ao terceiro dia

Dia 3 de fevereiro, terça-feira; dia 4 de fevereiro; quarta-feira; blás. Quando o mês começa ao domingo é certo que haverá uma sexta-feira,13. Este ano, por ser um ano comum, o que faz com que os meses de fevereiro e março tenham parecenças em dias da semana e dias do mês, acontecerão duas sextas-feiras, 13. Olarila. Dias de azar...? Não, que é lá isso.

Sabedoria popular

'Enquanto a gente cá anda ao menos vai fazendo peso. Ah ah.'

Bom dia!

Não há fotos do bom dia de hoje.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Som

Na loja grande ouvia-se uma canção antiga e eu lembrei-me da Bela, uma colega da costura, que vibrava sempre que se ouvia esse som no radio do atliê e o cantarolava com prazer, especialmente naquela parte:

Don't you cry tonight
There's a heaven above you baby
And don't you cry tonight

E pronto, era isto e era também dizer que um vídeo no cimo de um blogue, encerrando o dia e isso assim, fica sempre bem, dá a ideia que a pessoa que governa o sítio está montes de feliz, é capaz de memórias bué fixes e tem uma ideias porreiras até mais não. O linguarejar juvenil é por causa do tempo que a canção tem. Até amanhã. Ó Gina, como vão as coisas? Atão as coisas... Até amanhã.



Sustento

Há um pilar neste blogue que assenta sobre a vontade, outro sobre a dependência. Não sei se há mais.

...

De onde vem a tristeza. Desconheço. Se fosse um irmão mais novo conhecia-lhe os traços e as vontades e alguns pensares mais íntimos. Assim, não. Sem documentação é mais difícil combatê-la. Nunca peço ajuda. Amanho-me sozinha.

A vontade

A vontade pode ser qualquer uma, tem é de ser uma vontade, esta apatia está a matar-me.

Vou para almoço

De palpável, levar
livro, rolha, óculos
De impalpável, levar
olhar, alegria, vontade

Probabilidade

Procuro no chão, o lugar onde não devo encontrar. Não é tolice, antes pelo contrário, é saber. Pois.

Logo de manhã

Logo de manhã tratei daquilo. Hum, hoje é dia dois, digamos que vai durar até aos vinte e tais. Olarila. Estou cheia de nervos, credo.

Agora...

… Faltava a luz no geral e eu sentia-me como aquele peixinho dourado do anúncio:

pobre artur
apertado e só
sem mãozinhas
nem pê-cê

Cá por coisas, a ver se pesquiso que anúncio é. Tenho para mim que é um pacote qualquer de uma ou outra operadora.

Escrever

Inventaram esta forma de expressão e eu joguei-me, com dedos ansiosos, por ter necessidade de dissipar o que tenho na cabeça. Se parecem lamurias, penso que sim, mas paciência, normalmente não me apoquento com isso.

Resto de fim-de-semana

Blogosfera, outra vez. Resto de fim-de-semana, outra vez.
Acho maravilhoso que um post em particular entusiasme, e mais, inspire alguns leitores, os quais, sendo também bloguistas, desenvolvem um texto no seu próprio blogue, sem que tenha havido demanda de ninguém e por serem puramente inspirados. Depois, outros bloguistas leem o post que já de si foi inspirado por um outro bloguista, a leitura espalha-se, dando origem a outros posts, outros modos de ver o mesmo assunto e assim se cria uma teia. Esta partilha é uma maravilha da Internet, mas também do ser humano.

Blogosfera

Ultimamente tenho adicionado blogues à minha lista de leitura. Porque gosto de os ler. Talvez não precisasse de expor este motivo, homessa, havia de ser porquê, mas é que há bloguistas que se juntam a outros bloguistas, seguindo-lhes o rasto, por causa da publicidade que podem fazer do seu próprio blogue. A blogosfera não é de todo diferente do mundo em geral, qual quê, mas eu não uso esse sistema, não coloco blogue nenhum na minha lista sem primeiro me certificar de que fibra é feito, ou seja: cirando durante semanas antes de os colocar na lista, e mesmo depois disso resisto a alguns ímpetos de comentar por o meu último post ser um tanto ou quanto depressivo e uma vez que alguns bloguistas gostam de retribuir a atenção quando recebem uma visita 'desconhecida', a maioria das vezes deixo-me estar 'calada', isto...

… tipo pra nan pracer que me tou a queixar ó mundo e a pedir cómantes às pessoínhas e ópois venha tudo praqui dezer ai melher nan fiques triste dessa maneira vê lá mazé se tens juízo...

Resto de fim-de-semana

Fiz um vídeo que correu mal, mas mesmo assim coloquei-o no youtube. Tenho um canal no youtube há anos, está associado à conta do gmail que está associada ao blogue, que está associada... Pronto, coiso, o Google é como um deus que se adora humilde e irremediavelmente: oh my, oh my, he reigns.
Mas dizia eu que pus um vídeo no youtube mas não no blogue. Hum, ok, vá, o meu canal de youtube era virgem, não tinha lá absolutamente nada. Nada. E agora já tem. Pronto.
Nota: levou trinta e cinco minutos a carregar um vídeo de quase onze.
Outra nota: o blogue é-me demasiado precioso para lá colocar um vídeo pobre.
Mais uma nota: vou ensaiar a teatralidade da coisa incansavelmente, e quando o vídeo estiver como idealizei, aí sim, coloco no blogue.
Já agora e tal... É um som do caraças.

Resto de fim-de-semana

Não fiz o plano adocicado*. Tinha lá em casa uma base de tarte a passar do prazo e também tinha maçãs verdes, daquelas mesmo boas para bolos, uma vez que não se desmancham e havia ainda uma embalagem de queijo mascarpone. Resultado: tarte de maçã com queijo mascarpone e nada de doce às camadas como previra. Isto é o que faz idealizar as iguarias sem primeiro pesquisar o frigorífico e a despensa.
A tarte ficou muito boa mas esqueci-me de tirar fotos para mostrar ao mundo. Acrescento ainda que a receita desta tarte é o post mais repescado nas estatísticas do meu blogue, a dita receita encontra-se aqui.

Ó

Ó Gina, és uma pessoa positiva?
Sim.

Resto de fim-de-semana

Sim, cosi os botões nas minhas calças*. Sim, já não as abotoo com um alfinete-de-ama.


*...

Ó

Ó Gina, como foi o teu fim-de-semana?
Eh pá atão coiso.

Bom dia!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Baú

A folha de papel em que escrevo tem duas faces e às vezes é difícil lidar com elas. Se por um lado sinto grande prazer na escrita, por outro sinto uma grande culpa pelo que escrevo.
Se eu pensar bem vou perceber que estes dois sentimentos não se apartam nunca. E se eu pensar melhor ainda vou perceber que são esses dois que me levam a escrever e me puxam para aqui.
 |12 de fevereiro de 2009|

Olho assim (^)
Olho assim (´)

por tudo
por nada

escrevo por causa de tudo e por nada de especial

...

Fazer, seja o que for, porque se gosta, é muito fixe.

Posta-restante

Agrião. Hoje a sopa é de agrião. A sopa de hoje tem centenas de folhas de agrião.

Olha


Olha eu a escrever o meu nome.


Esta fotografia foi tirada há


25 anos


6 meses


18 dias

... je ne suis pas un ange de charlie...

O caminho

Da horta para o supermercado. Do supermercado para a mesa.

Ouvi passarinhos às quatro da madrugada

O título diz quase tudo. Que chilreada faziam... Aquilo seria insónia...?

Ó

Ó Gina, gostaste de ir ao supermercado?
Não.
Ó Gina, gostaste da senhora da caixa?
Sim.
Ó Gina, compraste os legumes todos que querias?
Sim.
Ó Gina, compraste todos os legumes que apontaste na lista?
Sim.
Ó Gina, és uma pessoa positiva?
Sim.

A queda

Quando tratava da roupa na varanda deixei cair um par de luvas lá em baixo, pumba dez ou doze metros abaixo de mim, as minhas luvas, lavadas e perfumadas. Oh. Desci a apanhá-las, nem despi a descuidada roupa de andar por casa, qual quê, havia pressa. Ainda pensei que não encontraria ninguém, que está um frio que não se pode, mas uma vizinha de um dos prédios ao lado vinha a chegar. Paciência.

...

A moment like this, some people wait a lifetime
For a moment like this, some people search forever

(Leona Lewis, A Moment Like This)

Mulher que bem se arreia nunca é feia (provérbio)

Poema de Julio Cortázar

Te amo por ceja, por cabello, te debato en corredores
blanquísimos donde se juegan las fuentes de la luz,
te discuto a cada nombre, te arranco con delicadeza de cicatriz,
voy poniéndote en el pelo cenizas de relámpago
y cintas que dormían en la lluvia.

No quiero que tengas una forma, que seas
precisamente lo que viene detrás de tu mano,
porque el agua, considera el agua, y los leones
cuando se disuelven en el azúcar de la fábula,
y los gestos, esa arquitectura de la nada,
encendiendo sus lámparas a mitad del encuentro.

Todo mañana es la pizarra donde te invento y te dibujo,
pronto a borrarte, así no eres, ni tampoco
con ese pelo lacio, esa sonrisa.

Busco tu suma, el borde de la copa donde el vino
es también la luna y el espejo,
busco esa línea que hace temblar a un hombre
en una galería de museo.

Además te quiero, y hace tiempo y frío.


Julio Cortázar

Há quase seis anos

Há quase seis anos atrás um leitor deixou um poema da sua autoria na minha caixa de comentários, o qual nunca percebi se tinha sido criado no momento do comentário, ou o fora buscar aos seus arquivos por acreditar ter que ver com o que eu escrevera nesse post. Este leitor, fruto do acaso e vez única no blogue, foi muito especial para mim, dias mais tarde enviou-me os seus livros, dedicados e autografados. Sinceramente, sem desprimorar de todo os restantes leitores que já passaram pelos meus blogues, creio que nunca me aconteceu algo tão bonito e insólito. Os livros que ele me enviou repousam na minha estante, à espera de serem lidos, iniciei a leitura de apenas um ('Pad' Zé, O Cavaleiro da Utopia', ver aqui um post a propósito, e o escritor tem por nome João Mendes Rosa), leitura que ainda não concluí.


João disse...

«... E eu sou isto...»

Nem a mais leve sombra de serenidade
Repousa ou perpassará em mim.
Eu sou o desassossego,
O alvoroço, a inquietação constante
O vento que mal sopra e arrasou…
A explosão fátua e fulminante.

Jamais pensei em ti tranquilamente,
Faço da imagem frágil, do quadro terminado,
O ímpeto vigoroso, o desejo incendiado…
Do regato tímido, crio a onda incandescente!

Por isso vou por aí fora cada madrugada,
Desafiar a tirania do relógio,
Das leis e preceitos e decretos
Que o tempo impôs ao espaço.
E vou bebendo uma a uma,
As gotículas das lágrimas marejadas
Que parecem propender dos choupos
E das bétulas e acácias,
Mas sei (e ambos sabemos também!)
Que foram choradas ontem por ti.

Recusa pois o mundo e vem comigo
Afastar o vulgar e mesquinho anseio
De ser feliz.
Eu só quero pensar em ti…

E mesmo sem estar nesse leito oloroso,
Quero ficar hoje ao teu lado.
Não sentes, amor, que não existe tempo, nem espaço
Para a sensação do meu abraço?

28,/2/2009