Gina, a mulher que tem um blogue

Gina, a mulher que tem um blogue

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

De passagem

Ah, aguenta e vais ver que isso passa.
Sério?! Então do que vem e advém e se me chega não há nada que cá fique?

Diferente

Quero outro lugar pra escrever, por favor. Aqui já é corriqueiro ou normal ou esperável. Tenho de rever isso da criatividade.
Se esfregar os olhos estou noutro lugar. Outro lugar da musa. Ou imagino ou creio ou acho. Quero eu dizer. E sorrio. É como se tivesse companhia, só por dizer que não a tenho. Mas não.
Mas não. Olha o tique do costume. Mas não aparece a gaguez das vírgulas e folgo. Mas aparece a perentoriedade do ponto final e folgo mais. Nada de diferente, portanto. Portanto. Tiques. Gaguez. Porra pra isto. Porra pra isto de escrever.

No futuro

Quando empobrecer mais e mais e mais rabiscarei a lápis. Darei forma aos rascunhos com carvão, apagá-los-ei e rabiscarei novas coisinhas, usando o mesmo papelinho. Gastarei borracha mas aproveitarei bem o papel. E não derrubarei árvores nenhumas nem nada disso. Reciclagem. Pobreza.

Ainda faço um poema.

Ela escreve a lápis
O que quer dizer
Faz de conta que aprende
O que tem a escrever

(Já fiz. Se eu quisesse ser poetiza ia ter de me esforçar um bocado, oh céus.)

Rasto

Deixaram migalhas de bolachinha na mesa de vidro.
Não me interessa, o mundo são as pessoas. Não sirvo para inventar enredos a partir do estático. Sirvo para misturar realidades. Sirvo para aproveitá-las. Sirvo para me aproveitar delas. Sirvo mais do que não sirvo, afinal.
Mas o mundo são as pessoas. Onde estão?

Frutos secos

Amêndoas sem pele, há-as.
Avelãs sem pele, não as há.
Tem tâmaras sem pele?
Sem pele...?
Sem caroço!
Ah! Não.
Alperces secos, então.
Com certeza.

Desordem no balcão

Calculadora maluca. Artigo inexistente. Fita em cima do teclado. Grande saga. Quero dizer: mais ou menos. Qual traquejo, qual quê, onde anda isso?

Assim rezo eu

»É preciso ser insensato para rezar a uma estátua ou a um quadro.» Foi mais ou menos isto que eu li num dado livro que não fixei, no lugar da musa.
Isso da reza é bem visto, e eu vou mais longe: a fé é uma coisa estúpida, crer naquilo que se não vê, crer porque se vê outros crerem, crer porque outros aconselham a crer?! Ora...

RASCUNHO

Escrever. Escrever. Escrever e ESCREVER. Vá.
Ninguém sabe.
Ninguém SABE do que sou capaz.
Ninguém conhece.
Ninguém CONHECE o meu pensar.
Por isso, UM DIA, pumba.

Atores / Atrizes

Atuar num palco, compor uma personagem, é a prova de que o ser humano consegue todas as emoções. E ainda se recebem aplausos. Talvez pela glória seja uma profissão tão procurada e desejada, que aquilo puxa p'la psique pra caraças. E já estraguei a conversa toda.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Quase

Dez e não sei quê da noite no post anterior e agora é quase meia-noite e eu a apresentar fotos do lusco-fusco das oito da noite de há bocado. É que tinha esquecido estas fotos, que ando há tanto tempo arredada dos cliques...


Frielas, 10 de outubro de 2013


Boa-noite

São dez e não sei quê. A noite está calma, não bole vento. Já ontem devia ter registado isto, que foi igual.

Emoção

Quando crescem lágrimas cresce por junto a saliva.

Paralelismo

Ouvi numa entrevista alguém dizer algo como: o melhor é inventar uma realidade diferente a partir da realidade que se tem.
Tem razão. Vou (continuar a) fazer isso.
Aliás: crio constantemente um mundo paralelo (chamei-lhe 'nova vaga') para viver nele (ninguém o percebe; ninguém o vê), pode até parecer que não o criei nem vivo nele, mas é assim que acontece.

A anunciada

Faço de repórter sem rede.
Trouxe-me o anúncio para eu ver. Obrigada por teres querido ver o meu anúncio, agradece ela, docilmente, tão agradada que o agradecimento lhe sai em tom de lamúria.
Só acho que não devia ter divulgado isto aqui, aponto eu no papel, a fazer-me amiga momentaneamente.

Post sem título

Dantes respondia que estava fantástica, isto quando me perguntavam como vou/estou e essas coisas assim. Agora digo que estou esplendorosa. Fiz um melhoramento, pulei um degrau, evoluí. Já me disseram, ah porque é que tu não dizes que estás esplendorástica e coiso. Não digo que estou esplendorástica porque nisto das letras não quero ser desregrada, que esplendorástica não existe senão na oralidade, 'migo.
Há apenas um senão que quero ressalvar, é que tanto melhoro a minha aura, tanto evoluo, que não tarda chego ao grotesco, que se há coisa presente nesta vida é a meia-volta que nos coloca no oposto.
– Olá, como está?
– Grotesca, obrigadinha.

...

Há nela uma espécie de reconhecimento que me comove e causa remorsos.

Suicídio

Tinha o cenário montado e tudo, só faltava escolher a grossura da corda. Agora andam lá a vasculhar, remexendo nos seus cantinhos tristes.

Escantilhão

...

Mache;
Maxe;
Mach;
Mash.
Tanto faz.
Tudo serve.

...

Nada de sorrisos, hoje, que a perspetiva não era a ideal. Prefiro pensar assim, que se me ponho para aqui a pensar que aquilo já não é o que era...

Horas acertadas

São duas e dez. São, são, são duas e dez. Como é que eu sei estas coisas?!

Pausa

Fiz uma pausa acompanhada dum chocolate e dum livro. Não há nada melhor.

Achado

Achas?!
Acho.

Achar é tido como suposição e afinal o significado primordial é tão perentório.

...

Toca o telefone.

Amanhã está aberta?

Pergunta uma voz de senhora idosa.

Olá... que é isto?! Amanhã é sábado?! Feriado?! Claro que estou aberta, minha querida senhora.

Ganda poema...

Há buracos no balcão
Há cliente à porta
Há raspar de unhas
Há ir embora

E eis que...


'A Fé de um Escritor', Joyce Carol Oates.

Sopro

«As copas das árvores mexem-se à volta delas, um instante antes de elas sentirem a brisa que fez mexer as folhas por cima de si nesse instante de há pouco.»

'A Acidental', Ali Smith

Segredinhos da literatura

Num dos livros que estou a ler – 'A Fé de um Escritor', Joyce Carol Oates -, a dada altura a autora refere que nunca se deviam conhecer as angústias dum escritor no que toca ao ato de escrever, porque as há e não são poucas.

Consigo perceber a ideia, de certo modo o leitor estará a conhecer segredos que eventualmente desvalorizarão a obra e/ou a imagem do escritor, porque quem escreve, seja lá quem for, tende a ser uma pessoa diferente da que passeia e que fala e se relaciona com os outros.

We Built This Citty, Starship

Noutro dia vinha eu por aí fora, numa dessas vias rápidas que Lisboa tem, quando começa esta canção a tocar na Radio. Vai daí... Cantei e dancei, interrompendo os gestos quando não sabia a letra ou quando tinha de curvar...

Marconi plays the mambo, listen to the radio,
Don't you remember
We built this city, we built this city on rock an' roll

Depois passou a Whitney Houton e já não foi tão bom.




A pecaminosa que escreve vem aí

No próximo sábado, 12 de outubro, na Fábrica Braço de Prata, Lisboa, pelas 20:30, ocorrerá o lançamento da coletânea '7 Pecados' da Pastelaria Studios Editora, onde constará um conto meu com o título 'Modo de'.
Não quero ir (o que não significa que não vá).
Porque sinto aquele tédio que denomino como 'mais do mesmo'.
Porque não passarei de mediana a tudo quanto for expositivo.
Porque há em mim uma catrefada de sentimentos que distam da humildade e/ou modéstia e estão a um passinho da presunção.
Não quero ir (o que não significa que não vá), mas se alguém quiser, força aí.

Fábrica Braço de Prata, Rua da Fábrica de Material de Guerra, nº 1, Lisboa, sábado, 12 de outubro, às 20:30.

A repetitiva (Ó Evaristo!)

«A senhora não me faz o obséquio, por favor, de me dizer o preço disto?»

Pessoas

Passou na rua aquela senhora que tem cara de atriz mas atriz já velha. Chamei-lhe a senhora com cara de atriz mas atriz já velha. Parece-te bem? Sim. Passou na rua aquele homem dos olhos espantados. Chamei-lhe o homem dos olhos espantados. Parece-te bem? Sim. Passou na rua aquele homem desconjuntado e que manca tanto que quase roça a cabeça no chão. Chamei-lhe o homem desconjuntado e que manca tanto que quase roça a cabeça no chão. Parece-te bem? Não. Acho que devias chamar-lhe coxo e pronto.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Escrever

A ideia é esquecer mas não sei se serve de alguma coisa. Não sei. A dúvida faz-me tanta - mas tanta - falta.

2068*

A vontade imensa de se me findar o fôlego neste momento contrapõe o vivo desejo de durar até aos cem.

*O ano vindouro.

...

Às vezes tenho a sensação de que não se percebe nada, ou, piorando, se percebe o que não é. E quando se percebe o que não é mas não se percebe o que é... Costuma ser uma ideia definitiva. Chato, isso.

...

Devia ter trazido o livro. E um chocolate.

Dia de

Ouvi na Radio que hoje é dia de enfrentar os medos. 'Bora lá, então. Sem explaná-los, que os meus medos escritos aqui davam cabo do leitorado e um blogue quer-se com pessoas que o leiam.

...

A invejosa fez uma sirene com a garganta quando eu passei. Nunca me tinham dado importância desta maneira.

...

Carregando devagarinho. (Que é como quem diz: devagar mas convictamente.) A broca tem de ser adequada ao aço inox, diz o homem do café, que dantes tinha uma oficina e parece perceber à brava de ferro.

Parelhas

A ciência e o espírito não podem ser desemparelhados. Nem pensar. Idem para a factualidade e a incerteza. Pois é.

Anda

Ok, vamos, mas olha que vais ver um bando de miúdos lambuzados de gelado com molho de chocolate.

Dava-me um jeitão

Gostava de saber como se acalmam as pessoas que sabem acalmar-se.

Dias de um Ginásio

Passam a vida a falar de gatinhos.
Passam a vida a falar.

...

«Quer-se sempre emoções, a vida normal não é cheia de emoções, então, busca-se, imagina-se um monte de situações onde existam altos e baixos para nos entreter e a vida nos parecer bem. Acho que é esse o teu problema. E tu, o que é que achas?»

Magnésio, 'migo. Acho que é magnésio.

Fumo

O rico filho elevou o garfo no ar e observou atentamente o conteúdo da garfada expelindo fumo. Quando lhe notei o interesse ficou um tudo-nada encabulado e disse rapidamente que estava só à espera que a comida arrefecesse. Mas depois achou melhor confessar que estava realmente a ver o fumo...

Letras ou isso

O teclado doméstico tem migalhas introduzidas nas ranhuras. Vai daí, há teclas que não afundam o que deviam. Queixo-me e a rica filha aconselha-me que insista e insista, insista tanto que as migalhas saltam e assim já fica digitado o que quero escrever.

Que calor

Embaciaram-se-lhe os óculos devido a um afrontamento que ocorreu repentinamente. Deve ser lixado, já não basta o enrubescimento exagerado que toda a gente nota...

...

Fui capaz de dizer que a comida tinha bom aspeto. Folguei com isso e não foi pouco.

A pecaminosa que escreve

Está na hora de publicar dois rascunhos e ideias pouco desenvolvidas de quando andava a ver se escrevia um conto pecaminoso para integrar a coletânea '7 Pecados' da Pastelaria Studios Editora. São pedaços de texto que me andam para ali aos rebolões há cerca de meio ano.

Eu e elas

Foder pode dar trabalho, portanto: é justo que paguem às putas, esse é o trabalho delas.

O meu sonho é publicar o parágrafo acima nas redes sociais e poder continuar a receber amigos em casa, ser notada com uma anfitriã exemplar porque ponho na mesa bolo de chocolate com cobertura fresca e chá com profundas notas aromáticas, tudo preparado com sincero amor.

Sobeja d’ A pecaminosa que escreve, tentando o tom encolerizado.


Perfume enjoativo

Bah, que perfume tão enjoativo. O perfume das velhas é enjoativo porquê? Mas porquê?! Decerto é o desejo intrínseco de dar nas vistas perpetuamente. Dar nas vistas... Essa ocasião tão feminina.

Sobeja d’ A pecaminosa que escreve, tentando o tom ególatra.

A irresistente

Não era um dia curto e outonal como este, não, um dia com um sol que escalda mas oprime. Nesse dia o sol brilhava lá em cima, esplendorosamente, um daqueles sóis que os finais de tarde não esmorecem facilmente, era verão ainda, ia alto, aquela altura do verão em que presunçosamente se dão por garantidos os dias grandes e soalheiros.
Encontrava-me momentaneamente sozinha na sala, divisão que conheço duma visita anterior, sentada num sofá caro e confortável. E branco. Um sofá branco sempre foi um objeto que me entonteceu de várias maneiras.
Na ânsia de me entreter olhei para trás. Outra sala, contígua, uma abertura larga e sem portadas fazia a divisão das duas. Na extremidade, lá longe, uma porta envidraçada dividida em três. A do meio estava entreaberta, deixando ver o esplêndido sol que referi acima. Convidativo, se era convidativo...
Desde quando me é resistível um chamamento desta natureza?
Jamais será.
É este é o fulcro.
E lá fui eu.

Escritório

Os fura-papéis e as tesouras com muitas florinhas não combinam entre si, estão para ali pousados nas secretárias como se não se pudesse fazer nada.
Os da mesa do meio combinam com os da ponta esquerda, os da ponta da esquerda combinam com os da ponta da direita, os da ponta da direita combinam com os do meio.
E é assim, gostava de dizer que andam todos num corrupio mas não andam, que são objetos.
A grande novidade é haver tapetes persas para os ratos de computador. Tapetes pequeninos.

E eis que não sei quantos meses depois da última vez, não se alterou nada na minha vida. Continuo casada com a mesma pessoa, moro no mesmo lugar e mantenho o mesmo emprego.

8

Oito de outubro. Outubro. Sempre achei que outubro devia ser oitubro.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Flor

Caiu a flor do cato que comprei no Museu do Traje há uns dois anos. A flor está seca mas brilha que se farta. Se fosse árvore diria que morreu de pé.

Bom-dia da parte da tarde

Sol por trás.
Sombra p'la frente.
Trá-lá-lá.

Três pessoas vulgares e uma outra muito importante

Responde que mora na rua Carolina Micaëlis.
Faz espanto e pergunta quem é essa gaja.
Diz que sabe lá.
Comenta que deve ser alguém do Porto, que também anda por lá esse nome.
Mete-se na conversa, andou numa escola com esse nome.
Concorda que sim senhora, mas manda para o ar a pergunta onde era e tal.
Refere eloquentemente que era uma senhora de descendência alemã, jornalista ou escritora, já não recorda com exatidão, e que no primeiro ano de escola teve de ouvir a história.
Detém-se com atenção.
Anuncia que a escola deixou de existir... Mas não levou com ela as recordações.

Às vezes vou lá acima com a cadela e aproveito para ver aquilo. Acabo por ver lugares que hoje não têm o mesmo significado, como por exemplo o caminho mal-amanhado que eu quis encurtar e escorreguei e me enlameei toda, hoje não tem nada a ver. Está lá a nascente, o lugar é húmido que só visto, os arbustos certamente são os mesmos, a subidinha onde me besuntei de lama não difere tanto assim, mas eu difiro em muito, tenho mais trinta e cinco anos e estou mais alta uns vinte centímetros.

Nota: Biografia de Carolina Micaëlis, ver aqui.

Olá, bom-dia!

Outubro.
De manhã frio.
(Espero que)
À tarde calor.

domingo, 6 de outubro de 2013

Bis


Gosto tanto desta foto...

Ainda na onda musical...

Também gosto desta...

Em tempos soube cantar isto mais menos...

Esquecido

Naquela espécie de bolso que os bancos dianteiros têm atrás ('dianteiros têm atrás' é giro...) encontrou-se um pacote com bolos secos que vieram de Itália. Isso, Itália, férias, gozo e descanso e bolos secos. São viajados o raio dos bolos... Soube tão bem, tão bem... Comê-los. Hum.
Entretanto, e não é que tenha alguma coisa a ver mas por acaso até tem, deixo vídeo da Laura Pausini: Non C' è.  Non c' è Itália.   Non c' è férias.   Non c' è gozo.   Non c' è descanso.  




Bolachas

Há uns tempos surripiei uma receita dum livro. O termo é esse, surripiei, não vou explanar para não estragar a minha reputação. Entretanto, quiçá porque a ruindade não é abençoada, a receita (bolachas de maisena) não ficou nada de jeito. Nada mesmo. Sei lá, parecia que a boca engrossava quando se mastigavam as ditas bolachas e o sabor era deslavado. Então tive uma ideia: desfaria na picadora todas as bolachas e reaproveitava o pó, que teria já incluído farinha, ovos e açúcar. Foi o que fiz. Bati manteiga, juntei umas claras que tinha para ali e pus lá pra dentro o pó onde já tinha adicionado canela e gengibre e raspas de laranja. Ficou um bolo mais ou menos bom. O pior (ou melhor) é que tenho mais duas porções desse pó... No próximo fim-de-semana posso juntar outro tipo de ingredientes, como limão ou iogurte ou amêndoa ou coco ralado ou fruta ou...

sábado, 5 de outubro de 2013

Era gira

Era gira a foto que eu devia ter tirado. Ilustraria a cadela e a dona pelas ruas da cidade esta manhã. Eram fios elétricos a cruzar no céu, suspensos dum poste ao outro. Era gira. Cadela atravessa a estrada. Dona não gosta. Chama: cão, anda cá! Cadela faz que não ouve. Dona enfurece-se: cão! Cadela estaca, põe-se atenta, orelhas ao alto. Dona menos bruta: Fica aí. Cadela manda as orelhas lá para trás e faz olhinhos meigos para pedir desculpa. Era gira a foto...

Parede

Pareceu-me ver uma resposta escrita mas afinal eram as sombras dos caracóis agigantadas pelo sol da manhã.
Pareceu-me ver um interessado leitor mas afinal não era leitor nenhum, ia ver os cães desabrigados que pertencem ao povo.

Passou meio ano e...

Ninguém leu a minha afirmação.
Ninguém respondeu à minha questão.

...

Sábado à tarde. Só me apetece é fugir para um lugar onde não haja dores nem casa suja. Sou estupidamente asseada, só pode... Para quê limpar a casa se voltará a sujar-se?!

Musiquinha

Inicialmente o Pablo Alboran fazia-me lembrar um bocado o Michael Bolton. Hum, ok, vá, é assim: gaja que é gaja gosta de mariquices românticas do 'amo-te' e do 'não posso viver sem ti' e o caraças e eu achava-os dentro da mesma onda de cantor. Achava. Inicialmente, eu disse inicialmente. Isto porque... O Pablo Alboran canta maravilhosamente... E é bonito.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Parâmetros

Lisboa; praça de Londres; 4/10/2013; 14:27; 24º. Outono convicto, parametrizado, como se a vida afinal ocorresse anormalmente. |Como se isso fosse possível, se no fundo tudo é normal...|

Escrever com perguntas e respostas é viciante

Vamos conversar? Sim.
Que tens a dizer? Esta ideia de pergunta / resposta na mesma linha não é de todo minha.
Copiaste-a?! Sim. No livro que estou a ler 'A Acidental', Ali Smith - há um capítulo inteiro com este tipo de escrita. É uma personagem - que é escritora – quem fala, e que por sinal escreveu um livro dentro deste género pergunta / resposta.
Estás a dizer que imitaste alguém?! Não exatamente, não concisamente, digo antes que estou a escrever dum modo que não me é de todo desconhecido.

Eh pá, isto das perguntas e respostas...

Onde vais? Vou comprar farinha de amêndoa.
Vais fazer bolo? Pois. Um que vi no programa 'Doce Diário' do canal 24 kitchen.
Tens um bocado a mania de fazer com que conste de onde retiras as tuas iguarias doces, não tens? Pois, acho justo.
Mas afinal que bolo vais fazer? Bolo de polenta, limão e alecrim.
Polenta?! Sim, polenta é farinha de milho moída grosseiramente.
Onde compro eu isso?! Na loja do senhor Adeodato.
Polenta, pois sim senhores, limão, ainda vá que não vá, agora o alecrim num bolo?! Há poucos ingredientes que combinem tão bem como limão e alecrim...

Se este fosse um lbogue... ai perdão, blogue como deve ser, agora punha música ambiente a fazer de conta que estou a fazer o bolo.

Onde está o bolo? Já se comeu.
E a receita? Lá para baixo. Vais ter de ver a foto primeiro.



Bolo de Polenta, limão e alecrim fresco*

Ingredientes:
200 gramas de manteiga
200 gramas de açúcar amarelo
3 ovos
100 gramas de farinha de milho**
200 gramas de amêndoa moída
1 limão (raspa)
3 pés de tomilho fresco
1 colher de chá de fermento
Para a calda:
3 pés de tomilho fresco
50 gramas de açúcar
1 limão (sumo)

Preparação:
Bater a manteiga com o açúcar.
Juntar os ovos, batendo bem entre cada um.
Adicionar a raspa de limão, o tomilho (apenas as folhinhas, rejeitar os caules) a amêndoa, a farinha e o fermento, misturando bem entre cada adição.
Levar ao forno a 160 º em forma redonda sem buraco untada de manteiga e polvilhada de farinha durante 35 minutos.
Entretanto levar ao lume todos os ingredientes para fazer a calda e deixar ferver uns minutinhos.
Regar o bolo ainda morno com esta calda.

*Usei tomilho fresco, lembrei-me que não ficaria mal de todo e realmente não ficou.

**Usei a farinha de milho de moagem fina. Originalmente foi usada a polenta; a farinha de moagem grossa, o que torna o bolo mais crocante, creio que essa é a principal diferença.

Perguntas e respostas

Que te aconteceu? Vê lá que ao passar o saco dos diluentes daqui para ali raspou no verniz fresco das unhas dos pés e fez um buraquinho.
Uma concavidade, queres tu dizer? Oh, buraquinho percebe-se melhor!
Então e depois? Depois tentei remendar, calquei com o dedo, que quando o verniz está num ponto ainda molinho a gente pode estendê-lo e preencher buraquinhos, por assim dizer.
E? Não resultou, telefonei para a Carminho para ela retocar.
E ela? Mandou-me ir lá daí a pouco, que estava a acabar uns pés.

Noutro dia foi...

… Dia Mundial da Música (1 de outubro) e mesmo que tenha passado a data creio que posso comemorar hoje ou quando quiser. Retirei uma ideia do livro que ando a ler - 'A Acidental', Ali Smith - e escolhi uma musiquinha.

Tratamento

A senhora isto, a senhora aquilo. A senhora. A senhora. A senhora.
De repente...
«A menina encostou-se a qualquer lado, sujou-se aí atrás...»
A menina, numa voz sumida e meiguinha. Que fofo.
O motivo da mudança de tom e de tratamento? O motivo da mudança é o motivo que está lá em cima, que um homem tem de ser meiguinho quando fala de certos perímetros duma menina.

...

Sempre que passo rente ao hotel lembro-me de ti.
Porque não entras e perguntas por mim, para me dizeres olá ou para a gente beber um café?

Contraponto com o post anterior

Eu?! Qual gorda, qual quê. No metro sentei-me naquele lugarzinho do meio. O pouso mal-amado do comboio, quero eu dizer, que ninguém curte fazer de salsicha na presença de estranhos, não senhores, muito embora por vezes se pense que sim, e vai daí, bem sei que ao meu lado esquerdo estava sentada uma senhora franzina, e vai daí sobrava uns centímetros de banco, mas ao lado direito ia um rapagão, e vai daí, eu, a largueirona, sem roçar em nenhum pedacinho dum ou doutro. Portanto... Coiso.

Correio

Na minha caixa do correio estava um prospeto com publicidade a tratamentos a rugas, celulite, emagrecimento, dentre outros. Achei espantoso o facto de saberem que na minha morada há alguém com esses padecimentos estéticos...

Dia de

Hoje é dia do Francisco, disseram na Radio. Francisco. Chico, o carinhoso. Chico. Hum... Chico, o homem que eternamente se relacionará com as mulheres em contenda sanguinária.

Dia de

Hoje é dia das alimárias do campo e da cidade. Tratarei a cadela e a tartaruga da mesma forma que trato noutros dias, mas considero interessante existirem dias especiais para lembrar algo, seja lá o que for.

Café

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

linhas; dlim-dlão; escadas; osga



Lisboa, 3 de outubro de 2013

Flor prateada

Lisboa, 2 de outubro de 2013

À noite

Tenho tempo a sobrar quando está toda a gente assoberbada com o regresso a casa e a preparação do jantar. Fui ver Lisboa à noite. A avenida à noite. A loja grande à noite. Os comboios à noite. A estátua à noite. A estátua à noite... É grotesca, tem aquele sombreado de iluminação pobre que faz sombras em tudo quanto é recanto. Mas mesmo assim sorri, eu forço-lho, e não porque ele realmente sorria. Não sei onde raio fui desencantar um sorriso numa estátua que segura um ferido, um mártir, ou lá que é, um boneco que supostamente está infeliz. Duas estátuas que supostamente estão infelizes, quero eu dizer, ou, no mínimo, uma delas, a que sorri e segura o verdadeiramente infeliz, está antes alerta, a ver de onde vem o perigo.

As pessoas sentem e escrevem o que querem, existe em todas as mentes um mundo sobre o qual mantêm a soberania. Então, é por isso.

Línguas

A chinoca pergunta ao preto da nova lojeca de tarecos que há por aí: 
- Tem molas pala a loupa?
Esta rua anda cá com um intercâmbio cultural, pá...

O tempo

Na segunda-feira vi o homem do boletim meteorológico. Eu de chapéu-de-chuva aberto e chuva pelo ar, com muita humidade e vento, a gente todos a parecer que tinha vindo o inverno, não o outono.
Na terça-feira vi o homem do boletim meteorológico, à mesma hora, no mesmo lugar. Eu de chapéu-de-chuva aberto e chuva pelo ar e tal e coiso.
Na quarta-feira vi o homem do boletim meteorológico, no exato ponto e pouco diferindo a hora do dia anterior. Eu de chapéu-de-chuva aberto e mais não sei o quê.
Na quinta-feira, hoje, não vi o homem. Quiçá devido ao sol amarelo e ao céu azul deste dia.

3113

Capicua. Agora que já não ligo à porra das capicuas, pumba, dou por elas.

Exclamações

Está um homem a beber café que faz muitos ahs! e muitos arghs!
Não percebo se lhe está a saber bem ou então não.

Ao telefone

Despediu-se até já. Cá pra mim 'tá aí não tarda.

Lá fora

Bom-dia! Alguém desejou lá de fora. Pus-me a matutar nesta pertinente questão |quem seria ou quem não seria...| e passou o prazo de retribuir.

Dias de um Ginásio

31 do 7; 2 do 10; 2013.
Hiato.
Éne |g e c| Dê Tê,
num dia e noutro,
igual,
igualigualigual,
oh felicidade.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Dias de um Ginásio

Éne |g e c| Dê Tê

|opeoepr|

…!

Ele disse que era na muge. Não é muge nem mouge. É mouche.

«Se estiveres errado(a) não te corrijo.»

…?

… alguém te pediu que parasses as lágrimas...?

Números

Tinha vinte e tal anos, agora tenho quase cinquenta. Era magrinha, agora estou assim. Pesava sessenta quilos, agora...

|Por essa ordem de ideias agora pesa cento e vinte...|

Conversa

Boa-tarde.
Boa-tarde.
Não, não, não é a brincar, é mesmo a sério esta chuva.
Pronto, está bem!

...

Meio-dia. Já chove. E eu que hoje ainda não tinha molhado os bracinhos...

Outubro de 2013


Sábado
que
vem

não
há
feriado

mas
há
lua
nova...

terça-feira, 1 de outubro de 2013

3101

Olá. bom-dia. O começo dum dia dá-me a sensação de novidade, frescor, como se tudo tivesse sido limpo ontem à noite, quando despejei os escritos no blogue, e assim posso rejubilar com a leveza que isso traz. Mas não. O que não falta são rascunhos e mais rascunhos, jamais me livrarei deles.
Olá, boa-tarde. Estamos em outubro, dia 1, um novo mês, facto que me podia transmitir sensações iguais às desta manhã. Mas não. Afinal estou na mesma, ou seja: rascunhando.
É terça-feira e lembrei-me disto:

«Hoje é terça-feira. Terça-feira sabe a meio, a mais do mesmo no porvir.

10/03/2009»