Gina, a mulher que tem um blogue

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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

De manhã

De manhã perfumei-me. Mas não devia tê-lo feito. Coloquei apenas uma gotinha, uma coisita ínfima, sério, mas o perfume é dos bons, é perfume, vá, não é água de colónia, vai daí perfuma que se farta. Mas nem essa coisita ínfima devia ter trazido no pescoço. É um perfume forte, talvez seja forte pela idade que tem, comprei-o há dez anos no aeroporto de Lisboa. O frasquinho faz parte duma coleção de miniaturas de perfumes assim como que intemporais. Digo a intensidade do perfume pela idade porque, quiçá, vai evaporando a humidade que tem, presumo eu que tem, e digo humidade em forma de água, então, havendo evaporação, restam as notas perfumadas, que se intensificam, apuram, as de baixo e as de cima, digo o que dá profundidade e o que dá prazer em cheirar, o que enleva. Não me enganei a digitar, é enleva o que quero dizer. Escrever. Bom, resta-me pedir desculpa a quem comigo hoje contracenar neste palco que é a vida. Olha a poesia. Ah ah. Lugar-comum, é o que é, não é. É.

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