Fui ao consultório no início desta semana. A espécie de assistente levou-me até uma sala que tinha uma secretária em vez duma maca, secretária essa onde se encontrava o senhor doutor, que me mandou apertar um cilindro metálico, ligado por um fio com dois condutores zero setenta e cinco. Não sei. Ah ah. Mas era um fio de dois condutores, lá isso era. E colorido. Apertei o cilindro com a mão esquerda e mantive-me calada e quieta, mediante orientação do senhor doutor. Quando a máquina apitou, quando disse máquina devia ter dito computador mas adiante, apareceu um resultado no ecrã referente a várias áreas do meu corpo. Os conselhos do senhor doutor são que me dedique a eliminar totalmente os laticínios e todo e qualquer produto de origem animal da minha alimentação e a fazer um jejum de vez em quando, a recomendação é que tome duas colheres de chá de sementes de feno grego, uma de manhã, outra à noite, para limpar o fígado. Não seguirei à risca senão a toma das sementinhas, que o fígado desta que escreve está sujo e gordo que se farta, o que não constituiu surpresa alguma para mim. O restante implicaria uma enorme mudança de estilo de vida. Eu não gosto somente de comer bolos e doces em geral, falo em bolos e doces porque são a minha grande tentação, vá, e o meu maior erro alimentar, eu gosto incomensuravemente de os preparar, quantas vezes bem mais do que de os comer. Posso no entanto evitar os iogurtes, vá, que o leite pela manhã já eu aboli há meses. No resto vou-me manter. As restrições aborrecem-me tanto que poucas vezes me dediquei a dietas para emagrecer, o meu propósito sempre foi não comer tudo o que me apetece, cortar em quantidade, não ir atrás dos ímpetos e frequentar o Ginásio assiduamente.
O reiki foi bom, foi tão bom como de costume. Foi, a bem dizer, aliás, olha eu a gaguejar, credo, tanta vírgula, mulher, melhor que o costume. Já me consigo descontrair um bom bocado, quase adormeço, sinto-me assim como se flutuasse num lago, num abandono tal que daí só posso retirar prazer. No fundo é uma massagem que não passa dumas pressões ligeiras neste ou naquele ponto, inclusve por cima das agulhas. Mas ainda não percebi se há magia nas mãos que pressionam, se há sintonia entre as mãos que pressionam e o meu corpo. Não sei e tenho vergonha de perguntar. Pronto, sou um bocado passiva, também insegura, sei lá se, ora, e se me dão uma resposta evasiva, fico a pensar que, hum, e se não percebo nada, ó pá. Bom, efetivamente a passividade e a insegurança moram comigo. Mas o reiki. A ver se pesquiso, afinal a internet tem o mundo lá dentro, agora se é fiável ou então não é outra história, mas a ver se. Que tal agora? Ver aqui, então. Não anda nada longe do que imaginava. E imagino.

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