Ando a ler o 'Retrato do Artista quando Jovem', James Joyce. Entretanto caiu uma pinga de sumo do pêssego que eu estava a comer. Está marcada, a página 24, de duas maneiras. Passo então a divulgar a segunda:
«Só Deus era capaz de fazer isso. Tentou imaginar esses pensamentos e até que ponto eram colossais, mas só conseguia pensar em Deus. Deus era o nome de Deus, assim como o nome dele era Stephen. Dieu era a palavra francesa para Deus, e também esse era o nome de Deus; e quando alguém rezava a Deus e diziaDieu, Deus sabia logo que era uma pessoa francesa que estava a rezar. Mas, embora houvesse nomes diferentes para Deus em todas as diferentes línguas do mundo, e embora Deus compreendesse o que todas as pessoas que rezavam lhe diziam nas suas diferentes línguas, ainda assim Deus continuava a ser sempre o mesmo Deus, e o verdadeiro nome de Deus era Deus.
Cansava-o imenso pensar assim. Fazia-o sentir que tinha uma cabeçorra enorme.»
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