segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Caminhando

A estátua que sorri, sorriu, sorriu-me. Cheirava a comboios, se bem que tal facto não constitui novidade, a estação é ali mesmo ao lado. Notei no entanto diferença nos tapumes, outrora, outrora porque há montes de tempo que não calcorreava aquela zona, mas dizia eu outrora cheia de gatafunhos que de grafiti não tinham nada, lembro-me de ver lá desenhadas as linhas duma cadeira e a palavra 'sit' mesmo ao pé da dita, não sei se algum dia tirei foto mas julgo que não por conta do lugar de culto que a zona era para mim, bem como dos momentos mais importantes, isto noutros tempos, não fosse eu quebrar-lhe o encanto. Mas os tapumes. Agora estão como que lavados, se bem que se vislumbre resquícios dos gatafunhos e há cheiro de diluente no ar. A senhora acompanhante da dona Nome Próprio Sousa, que é defunta há q' anos e que quando não era vinha mensalmente ao estaminé abater um montante mais ou menos considerável na conta-corrente, vinham portanto as duas, uma amparando a outra, mais em concreto a acompanhante é que amparava a dona Nome Próprio Sousa, vai daí devia ser uma amparante, mas dizia eu que a acompanhante aguardava o autocarro, sentada na paragem que fica junto ao vinte e cinco da avenida grande. Era só isto (a montanha pariu um rato; tanta dinamite para tão pouco rastilho), afinal. Depois, muitos e muitos passos depois, cliquei na direção duma folha dourada, calhou focá-la, baixei a máquina, que antes a tinha levantada para captar umas linhas muito bonitas duma casa recentemente melhorada por dentro e por fora, mas eu ia fotografar por fora, mas entortou imenso, isto de fazer zoom estraga a lente, fica oblíqua e se a foto tem muitas linhas, como era o caso, fica demasiado mal. Mas há foto da folha dourada já de seguida, ó.


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