sábado, 7 de fevereiro de 2015

Nariz e graganta

Passei a manhã a passarinhar do sofá para a cozinha e daí para não sei onde. Foi para a varanda, que não fiz mais nada senão estender e apanhar roupa e ver tv. E a louça. E fiz o almoço. Estou doente. Ontem sentia-me mal e tinha febre e tudo. Já no dia anterior estava febril. Ando a tomar umas coisas - pastilhas para a garganta e comprimidos para tirar as dores e a febre - há dois ou três dias mas ainda não estou bem, que a carraspana é grande. Tenho uma tosse estúpida que só visto. Ouvido. Rebenta-se-me a cabeça sempre que tusso ou espirro. E também se me rasga o gargalo em quatro ou cinco pedaços. Todos ardentes. Que dores. Mas isto vai lá. Digo ao sítio. Digo àquele sítio onde isto vai. E que é bom. Escrevo entrecortado, hoje. Este post. Este post está escrito aos cortes. Na verdade parecem soluços. Escrever assim encanta-me, de longe a longe. Compor um texto sem rede é encantatório. É encantatório porque não costuma acontecer-me assim, sou de ir escrevendo, e assim está a aparecer-me um texto pela frente que invneto agora. Agora. E parece que não vou terminar nunca de o escrever. Mas não. Parei.

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