quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Fiz uma pausa

Fiz uma pausa e pus-me a ler. Aqui no estaminé tenho um livro de pensamentos (Experiências Descritivas, André Barata e Rita Taborda Duarte), no qual pego de vez em quando. Achei interessante o que passo a transcrever.

«O tédio da vida surge quando desta já só vemos o que esperamos ver. E surge porque, então, a vida já só é morte e a morte já só é a vida que resta sentir.»

«Não é verdade que haja em mim algo inacessível aos outros, como se isso que há em mim fosse uma linguagem privada e o que há nos outros fossem outras linguagens privadas. Não, não há nada em mim inacessível por si só; o que sucede, seja isso bom ou mau, é que o meu caminho de acesso às coisas não é o caminho que mais alguém possa percorrer.»

«Se te digo quem me dera ver as coisas como tu as vês, não são as coisas que me faltam; mas, simplesmente, estar na estrada que te leva a uma paisagem.»

(André Barata)

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